Todos os posts de Pablo Silva

Vindo de uma galáxia muito, muito distante, me tornei o novo membro do Clube dos Cinco, e assim fui me aventurando e me apaixonando pela arte e magia do cinema. Procuro fazer com que minhas matérias e reviews abram margem para maior interação dos leitores Jedi que navegam de guarda-chuva por esta Terra Média.

Crítica: Convenção das Bruxas (2020)

 

Aviso: Crítica sem spoilers!


Convenção das Bruxas, adaptação do livro de Roald Dahl, é um daqueles filmes que se transformaram em clássicos da Sessão da Tarde nos anos 1990. O longa-metragrem encantou, apavorou e deixou as crianças que o assistiam com pesadelos – mesmo sendo uma obra voltada para o público infantojuvenil.

Agora, na era dos remakes e dos reboots, chegou a vez do clássico infantil sobre as bruxas malvadas e carecas ganhar uma nova leitura no cinema. O escolhido para a direção foi o grande Robert Zemeckis, responsável por clássicos como Forrest Gump – O Contador de Histórias e a trilogia De Volta Para o Futuro. O fato é, no entanto, que não conseguimos identificar traços na direção de Zemeckis presentes nas obras memoráveis de sua filmografia. É uma direção sem personalidade, sem brilho, quase que no piloto automático. A sensação que fica é que o trabalho de Zemeckis poderia ter sido feito por qualquer diretor de “aluguel”.

Poucas são as mudanças na história em paralelo com a obra original, dentre elas, a localização dos eventos, que outrora se passavam no Reino Unido, agora se passam nos Estados Unidos, mais precisamente no estado do Alabama. Inclusive, é no Alabama que vemos ocorrer uma diferença significativa na obra: a mudança na etnia dos personagens. Jahzir Bruno interpreta o menino que se depara com as bruxas e a carismática Octavia Spencer dá vida à sua querida avó, dois personagens negros que são introduzidos à esse encantado conto sobre bruxas malfeitoras. Uma mudança mais que bem-vinda.

Apresentados os personagens – após passarem o primeiro ato construindo a relação do menino com a avó -, chega o momento deles embarcarem numa aventura no mais luxuoso hotel. É curioso, no entanto, como a obra desanda após a aparição da personagem de Anne Hathaway, ao mesmo tempo que somos brindados com uma boa performance da atriz. Ela intimida – apesar do rostinho bonito para ser uma bruxa -, está à vontade no papel e atua com uma energia que lembra Anjelica Huston como a intérprete da bruxa suprema. Contudo, como dito antes, o longa desanda após a aparição da vilã, pois, ao contrário de Anjelica Huston, que era amparada por uma fascinante maquiagem, Hathaway trabalha com um péssimo uso de efeitos digitais. Na sequência da revelação das bruxas no auditório – que se tornou memorável no longa de 1990 – o uso dos efeitos especiais fazem com que as bruxas, ao invés de causarem impacto e pavor, sejam motivo de vergonha alheia para o espectador. A frustração é ainda maior quando vemos que Guillermo del Toro, grande nome da maquiagem no cinema, estava entre os nomes na produção.

Assim, vemos que os elementos que fizeram da fonte original ser tão especial, como a assustadora maquiagem e as apavorantes bruxas, não são presentes aqui, ao contrário, são trocados por vergonhosos efeitos digitais e por bruxas que são mais motivos de risos do que de medo. É melhor ficar com o verdadeiramente assustador conto de 1990.


Veredito

Mesmo com performance inspirada de Anne Hathaway, o remake de Convenção das Bruxas não empolga e se torna até cansativo, mesmo sendo uma versão mais suavizada do clássico infantil das bruxas.

5/10.

Semana Heroica #6 | Homem-Aranha: Do Pior ao Melhor Filme

É corriqueiro ver discussões como: Quem é o melhor Homem-Aranha? Qual é o melhor filme do herói? O que é normal, pois o personagem passou por diferentes versões no cinema, que marcaram gerações distintas de fãs do Amigão da Vizinhança. Há quem prefira um ao outro, aliás é natural que um dos personagens mais populares dos quadrinhos gere discussões.

Dito isso, como fizemos com o Superman e com o Batman, resolvemos listar do pior ao melhor filme do maior herói da Marvel, o Homem-Aranha. Lembrando que contamos na lista apenas os filmes solo do herói, ou seja, não contamos as participações do personagem em Capitão América: Guerra Civil e nos dois últimos filmes dos Vingadores.

Confira abaixo:

8. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)




Após a recepção morna do primeiro filme, a segunda investida de Marc Webb com o personagem decide ir por caminhos bem diferentes de seu antecessor. Aqui, Webb opta por um melodrama bem piegas e um tom bem cartunesco – algumas sequências do longa chegam a lembrar um desenho animado.

Mas esse não é um cartunesco no bom sentido, os personagens são tão caricatos que chegam a soar o ridículo. Os vilões do Electro de Jamie Foxx e o Duende Verde de Dane DeHaan são os que mais sofrem com isso, sem nenhum carisma. Com um tom inconsistente e vilões fracos, este filme foi responsável por derrubar a promissora franquia de Andrew Garfield como o Cabeça de Teia.

7. Homem-Aranha 3 (2007)



A produção de Homem-Aranha 3 sofreu de um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad, os problemas de bastidores acabaram sendo refletidos na tela. A vontade de Raimi em contar com o vilão Abutre foi de encontro com o desejo de Arad em colocar o Venom para agradar o público de fãs do personagem. O resultado? A primeira aparição de Venom no cinema foi desastrosa, com uma subtrama completamente desleixada – aliás, subtramas mal desenvolvidas é o que não falta neste filme.

Nem tudo é de todo mal, no entanto, e existem coisas interessantes em Homem-Aranha 3. Como, por exemplo, o emocionante arco do Homem Areia de Thomas Haden Church, ou mesmo o marcante traje preto do Homem-Aranha. Contudo, são coisas que não conseguem salvar a bagunça de planejamento que foi o longa.

6. Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)


Longe de Casa conta com tudo que faz o MCU ser o sucesso que é: uma trama divertida, bom humor, personagens carismáticos e boas cenas de ação. É inegável que esse modelo da Marvel Studios é assertivo, tanto que o último filme do Aranha chegou a bater US$ 1 bilhão na bilheteria. Um grande sucesso.

No caso, Peter Parker embarca numa viagem pela Europa com seus amigos, contudo, surgem inimigos e contratempos que vão atrapalhar a viagem do herói – e fazer a diversão do espectador. Aqui, vemos também o quão a vontade está Tom Holland no papel do Amigão da Vizinhança, provando mais uma vez que a escolha pelo jovem ator para ser o intérprete do personagem foi a decisão ideal. O que pode pesar contra Longe de Casa é que, provavelmente, o longa seja um dos menos memoráveis do herói, pra não dizer esquecível.

5. O Espetacular Homem-Aranha (2012)


O desafio do reboot da franquia dirigido por Marc Webb era grande: suceder a trilogia de sucesso de Sam Raimi que marcou toda uma geração. A obra, claro, não supera os filmes de Tobey Maguire, mas conta com uma reimaginação do personagem e com grandes momentos. Vejo que, muitas vezes, o longa é criticado injustamente pelos fãs.

Aqui, Peter Parker é skatista, não é o nerd da turma e é cinéfilo – pode-se ver um pôster de Janela Indiscreta em seu quarto. As mudanças podem desagradar alguns, mas é algo novo, que difere o personagem da versão de Tobey Maguire. O longa conta com um inspirado visual sob a iluminada Nova York e conta com belas cenas de ação, como, por exemplo, a marcante cena em que o herói salva o garoto na ponte. Afora a inegável química entre Andrew Garfield e Emma Stone, formando um excelente par como Peter Parker e Gwen Stacy. Garfield, aliás, talvez não seja o melhor Homem-Aranha, mas é, com certeza, o melhor ator que interpretou o personagem.

4. Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)


Com a derrocada de O Espetacular Homem-Aranha 2 surgiu a oportunidade de um novo reboot do Aranha, agora pela parceria entre Sony e Marvel Studios, fazendo o personagem ser inserido no universo cinematográfico da Marvel, junto de Homem de Ferro e outros heróis da editora da Casa das Ideias.

O legal dessas obras é que cada versão é bem diferente uma da outra, e a versão de Tom Holland não foge disso. Agora, o herói se torna realmente o Amigão da Vizinhança, agindo no Queens e solucionando pequenos casos, apenas tentando crescer como herói e se tornar um Vingador. E como já dito antes, Tom Holland foi a escolha ideal para o papel do Cabeça de Teia. O jovem ator tem um grande carisma e atua de maneira divertida na dinâmica colegial imprimida pelo diretor Jon Watts. E essa dinâmica adolescente funciona tão bem que rola até referência ao clássico Curtindo a Vida Adoidado, do mestre John Hughes.


3. Homem-Aranha no Aranhaverso


Essa animação foi uma grande surpresa e fez tanto sucesso que venceu o Oscar de Melhor Animação de 2019. Fez tamanho sucesso que popularizou o personagem Miles Morales na cultura pop. O longa tem como seu protagonista o jovem Miles, que, ao ser picado por uma aranha radioativa e ganhar poderes, começa a andar com outras versões do personagem vindas de outras dimensões. Com uma ideia tão interessante, a obra abre margem para a interessante interação de Miles com personagens curiosos como o Homem-Aranha Noir de Nicolas Cage e até mesmo o Porco-Aranha.

Ver Miles interagindo com os outros e aprendendo o que é ser Homem-Aranha com o velho Peter Parker chega ser gratificante, ainda mais para o fã do Aranha. O longa mescla ainda o bom humor com um bom arco dramático de seu protagonista. Em suma, Homem-Aranha no Aranhaverso é um filme que entrega tudo que o fã do personagem anceia e merece ver.

2. Homem-Aranha (2002)


Ao contrário de O Espetacular Homem-Aranha 2, o tom cartunesco funciona muito bem aqui. É como se os quadrinhos de Stan Lee fossem transportados para a tela. Vale lembrar que a primeira investida do Homem-Aranha no cinema quase foi dirigida por James Cameron, e poderia contar com Leonardo Di Caprio para viver Peter Parker. Mas nada disso ocorreu, o escolhido para a direção foi Sam Raimi, antes o diretor da franquia Evil Dead, e para viver o herói o escolhido foi Tobey Maguire – escolhas certeiras.

Raimi comanda aqui uma aventura com momentos memoráveis e personagens marcantes. Rosemary Harris viveu a doce Tia May e JK Simmons deu vida ao rabugento J.J. Jamenson. Afora Willem Dafoe como Duende Verde, um dos vilões mais marcantes da franquia. Todas caracterizações perfeitas de acordo com a ideia de encenação cartunesca de Raimi. Essa foi a primeira vez que vimos o Aranha nas telonas, onde foi introduzido os personagens que tanto amamos e momentos que ficaram marcados no imaginário popular.

1. Homem-Aranha 2 (2004)


Não tinha como ser outro. Homem-Aranha 2 é, com certeza, uma das melhores adaptações de quadrinhos do cinema. Temos aqui um dilema que vemos raras vezes em obras do gênero: deixar de ser Homem-Aranha para poder viver uma vida normal como cidadão ou exercer sua responsabilidade de usar seus poderes para o bem comum? São coisas como esta que engrandecem a grande obra de Sam Raimi.

Este conflito permeia por todo o filme, fazendo o herói até perder seus poderes por um breve momento – sendo o resultado de sua alto insegurança. Ora, além desse conflito interno, Peter precisava conciliar sua vida no trabalho e na faculdade com sua vida amorosa com Mary Jane, e ainda cuidar de sua tia envelhecida. Tudo isso aproxima o personagem do espectador cidadão comum ao mesmo tempo que carrega a essência do herói, que é exatamente ser essa pessoa real com problemas comuns pra resolver. Fora tudo tocado com precisão pelas hábeis mãos de Sam Raimi.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

A quinta parte aconteceu no Instagram e você quem decide qual é o melhor filme do Homem-Aranha:

Confira a segunda parte da Semana Heroica, que aconteceu no CR Comics:

Crítica: Batman Begins (2005)

Aviso: Crítica sem spoilers!


A intenção de dar um tom mais sério e sombrio para um novo filme do Batman pode ser percebida desde a entrada das logomarcas iniciais da Warner e DC Comics, que adotam cores mais escuras e sombrias, indiciando o que vinha por vir em Batman Begins. Aqui, os carnavalescos filmes de Joel Schumacher foram esquecidos, prevalece a visão de Christopher Nolan do personagem e a ideia de trazer o universo do Batman para um contexto mais condizente com a nossa realidade, e sem se esquecer da essência do herói vindo dos quadrinhos.

Mesmo aqui, produzindo um grande blockbuster, um filme de estúdio, Nolan não deixou de abordar as temáticas que fizeram dele um diretor conceituado dentro da indústria, como a moralidade e a psique humana. Em Batman Begins, o tema principal é o medo, os traumas que ele causa e a forma que encontramos para superá-lo. Bruce Wayne, assombrado pela morte de seus pais, resolve viajar o mundo com a intenção de conhecer a mente criminosa ao abdicar de seus privilégios e ter que roubar para sobreviver, no caminho ele se envolve com a Liga das Sombras, uma liga de assassinos que adota atitudes extremas visando o bem da humanidade. Contudo, Bruce não aceita seguir a filosofia do clã de assassinos, pois seu caráter, que seu pai Thomas Wayne tanto havia incentivado, falou mais alto. Ele, então, decidido a combater a criminalidade e a corrupção que infesta Gotham, escolhe usar o seu medo de morcegos como um símbolo para aterrorizar e combater os corruptos que corroem a cidade que seu pai tanto prezou por ajudar. Tais ideias e conceitos de moralidade diferem Batman Begins da maioria das adaptações de quadrinhos que são lançadas constantemente.

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Um dos grandes trunfos do longa está em Christian Bale. O brilhante ator, vindo de sucessos como Psicopata Americano, encorporou o personagem de tal forma que, até hoje, foi quem melhor interpretou o Morcego de Gotham no cinema. O britânico conseguiu com perfeição fazer a dualidade entre o playboy Bruce Wayne e o idealizado Batman. Ele conseguiu distinguir bem ambos os personagens: de um Bruce inseguro e assombrado pelo medo para a imagem de um playboy vazio – imagem essa que serve para não associarem seu nome ao novo vigilante de Gotham -, e, então, Batman, sua verdadeira face, sua personalidade idealista que acredita na salvação da cidade e aterroriza os bandidos com sua presença amedrontadora e uma voz grave concedida pelo ator. Assim, Bale foi um elemento chave para a construção do protagonista de Batman Begins, este que, por sinal, é quase um estudo de personagem.

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Mas nada disso seria possível sem a maestria de Nolan na direção. Com o roteiro muito bem escrito por ele mesmo e David S. Goyer, o diretor separou o longa em três atos, Bruce Wayne entrando na Liga das Sombras e se aperfeiçoando, o retorno à Gotham e suas primeiras ações como Batman, e, finalmente, o embate contra Ra’s al Ghul no final. Nolan conduz essa narrativa sem tentar se apressar, com cenas de ação muito bem filmadas, um bom ritmo e que realmente desenvolve o protagonista criando elipses que deixam coerente toda a fase de amadurecimento do personagem, do vingativo Bruce Wayne ao idealista vigilante de Gotham City.

Batman Begins mostrou que poderia ser feito algo a mais em adaptações de quadrinhos, algo mais autoral e corajoso. Um filme marcante que apresentou personagens e introduziu conceitos que seriam ampliados na obra-prima que viria posteriormente.


Veredito

Batman Begins trouxe a abordagem mais séria e realista que o público tanto ansiou em ver. Um filme marcante que tem muito à dizer sobre seu protagonista.

9/10.

5 dicas de Filmes para assistir na Netflix

A reabertura dos cinemas já está sendo realizada no Brasil, no entanto, para quem prefere assistir de casa mesmo, venho mais uma vez indicar 5 filmes que podem passar despercebidos por você, caro assinante da Netflix. A lista de filmes abaixo pode ser encontrada no streaming, e conta com os filmes mais versáteis possíveis, desde um filme de guerra até um musical. Confira:

1. Até o Último Homem (2016)

Desmond T. Doss ao ser convocado para a guerra, se nega a segurar uma arma e matar pessoas. A postura gera repercussão e faz com que o soldado seja pressionado por seus companheiros. No entanto, o jovem entende que sua missão não é matar pessoas, e sim salvar.

Só pela sinopse se vê que Até o Último Homem é um dos filmes de guerra mais humanos que você pode ver. O longa consolidou Andrew Garfield como ator e reafirmou Mel Gibson como um grande diretor de Hollywood, ambos indicados ao Oscar.

2. Debi & Loide – Dois Idiotas em Apuros (1994)

 

Dois amigos, no mínimo excêntricos, resolvem viajar para Aspen, no estado do Colorado para devolverem uma maleta cheia de dinheiro que uma moça havia esquecido no aeroporto. No caminho, os dois companheiros passam por altas confusões, enrascadas e situações mais do que hilárias.

Se você busca por uma comédia, um bom entretenimento num fim de noite, Debi & Loide é a escolha certa. Este road movie divertidíssimo foi um dos grandes sucessos de 1994 e se tornou um dos grandes clássicos da comédia.

3. Akira (1988)

 

Em 2019, Neo Tóquio é uma cidade poluída, corrupta e que sofre de atentados terroristas. Em meio a isso, o jovem Tetsuo acaba se acidentando com uma criança com poderes que havia fugido do hospital onde era cobaia. Resultando desse encontro, Tetsuo desenvolve poderes inimagináveis, que o fazem ser comparado ao lendário Akira, responsável pela explosão de Tóquio em 1988.

Akira foi uma das principais obras que mostraram ao público que animação não era coisa só para criança. A obra conta não só com cenas fortes de violência, como também com nudez explícita e uma narrativa que aborda temas como religião e corrupção. Junto de Ghost in the Shell, Akira é uma das grandes obras cyberpunk da cultura pop, e, com certeza, uma das animações mais importantes já produzidas.

4. Os Embalos de Sábado à Noite (1977)

 

Tony Manero trabalha numa loja de tintas e leva uma vida tranquila morando com os pais. Nos fins de semana ele vai com os amigos à discoteca, onde se transforma no centro das atenções e demonstra seu sonho pela dança.

Os Embalos de Sábado à Noite foi um enorme sucesso, lançou John Travolta ao estrelato, dando a primeira indicação ao Oscar para o ator. Um clássico dos anos 70, com uma interessante narrativa sobre sonhos e, especialmente, conta com grandes músicas, clássicos da disco music.

5. Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)

 

Na Califórnia de 1959, a boa moça Sandy e o popular Danny se apaixonam e vivem o verão perfeito na praia. Quando voltam às aulas, descobrem que frequentam a mesma escola. Danny é popular na escola e na sua turma de amigos, Sandy é o famoso esteriótipo da princesinha, a boa moça. Para ficarem juntos, eles vão ter que mudarem, ao som de muita música.

John Travolta em dose dupla aqui na lista. Talvez esse seja o papel da carreira do ator, em um musical que restaurou o gênero no final dos anos 70. Filme de atmosfera única dos Tempos da Brilhantina, época marcante dos jovens de jaquetas de couro e gel no cabelo dos anos 50. Com atores um poucos velhos para seus papéis, é verdade, mas com uma trilha sonora simplesmente inesquecível.


Confira os 6 quadrinhos mais importantes do Batman, celebrando o Batman Day:

Crítica: Mulan (1998)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Como na China da Dinastia Han imperava os bons costumes, o papel das mulheres era de se casar e cuidar do lar, enquanto os homens sustentavam a casa e lutavam nas guerras. Quando o exército Mongol invade a China, os homens são convocados para servirem e lutarem por sua nação, ao ver que seu pai velho e doente pode morrer na guerra, a jovem e espirituosa Mulan decide se passar por homem e ocupar o papel de seu pai no exército chinês, quebrando assim a barreira do conservadorismo.

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Mulan não se encaixava nas tradições familiares que a sociedade impunha, apesar de se esforçar para isso. Ao confrontar seu pai dizendo que ele pode morrer na guerra, ele diz que entende que este é seu lugar, e que ela deveria entender qual é o dela. Mas mesmo assim a jovem não se contenta, impulsiva e corajosa como é, se sente no direito de salvar seu pai e servir no exército, provando que ela mesma escolhe seu lugar e quais são seus limites. Ora, se sua tarefa era honrar sua família, nada mais honroso que lutar por sua nação.

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Além da força temática, a animação também se mostra ser uma excelente opção de entretenimento, pois é conduzida de forma dinâmica, ágil, mantendo a ação como prioridade. Temos ótimos momentos cômicos, especialmente envolvendo o dragão Mushu, personagem marcante por si só que, assim como Mulan, quer demonstrar seu valor como indivíduo. Assim temos uma das obras mais divertidas e engraçadas da Disney.

A opção pela ação quase que ininterrupta é acertada, ainda mais se levarmos em conta as cenas de ação que são muito bem dirigidas. A sequência da avalanche, por exemplo, tem um grande plano aberto do exército Mongol indo de encontro ao exército chinês, momento tão icônico e grandioso que se equipara a cena da debandada no desfiladeiro de O Rei Leão.

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Mulan não só é um dos melhores expoentes da Era da Renascença da Disney, uma de suas épocas mais ricas, como também é um dos maiores clássicos do estúdio de animação. O longa traz um inspirador conto sobre honra, igualdade e tudo que um bom filme da Disney pode oferecer.


Veredito

Com uma protagonista cativante, temos em Mulan um inspirador conto sobre honra, igualdade e tudo que um bom filme da Disney pode oferecer.
10/10

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Crítica: O Estranho que Nós Amamos (2017)

Aviso: Crítica sem spoilers!


A monótona e tediante rotina das mulheres que residem o internato de garotas na Virginia começa a ficar movimentada quando um homem, cabo do exército ianque na Guerra Civil Americana é encontrado ferido perto da região. As mulheres, em ato de “fé”, decidem então cuidar do soldado inimigo enquanto este se recupera. Ao momento que elas o levam para dentro e fecham o portão de casa, sentimos que iremos acompanhar não só uma relação de afeto entre as partes, mas algo que vai além, muito além.

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É interessante ver que, mesmo sendo uma obra atmosférica, Sofia Coppola opta por um viés naturalista, não fazendo uso de trilha sonora – num lugar extremamente silencioso -, enquadrando em plano longos, sem movimentos bruscos. A atmosfera é criada através das sugestões, dos olhares, das provocações entre os personagens. As cores lavadas e escuras, portanto, não são uma mera opção estética, elas reforçam que essa estória não é calorosa e romantizada como pode se imaginar, mas sim um provocante thriller psicológico que envolve os personagens num conflito brutal.

Coppola, porém, não faz julgamento de seus personagens. Apesar de ocorrerem momentos pesados durante a trama, todas as ações são justificáveis, uma figura de vilania não é estabelecida. A jovem Alicia (Elle Fanning), que poderia ser caracterizada dessa forma, não é uma figura antagônica, ela sim representa a perda da inocência, que, ao ver um homem atraente, coloca seus anseios acima de suas crenças e dos bons costumes. Ela, assim como as outras garotas da casa, quer descobrir o desconhecido, quer algo além daquele internato, como podemos ver por diversas vezes nas cenas em que as garotas observam o horizonte se imaginando fora dali.

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Premiada em Cannes, Coppola entrega aqui uma obra instigante que tem o sugestivo como ponto forte, uma narrativa do ponto de vista feminino, como outros filmes da diretora de Encontros e Desencontros. Mais um bom expoente de uma das melhores realizadoras da sua geração.


Veredito

Sofia Coppola comanda um elenco feminino estrelado em um filme sobre a provocante e perigosa sensualidade sobreposta aos bons costumes.
8/10

Crítica: A Vênus Loira (1932)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma mulher difícil de se entender, uma mulher difícil de se interpretar, uma mulher que ora possa parecer a pessoa mais graciosa e amorosa, ora possa parecer o ser mais frio e indolente do mundo. Não conseguimos decifrá-la. Essa é a proposta de A Vênus Loira, nos apresentar um estudo de personagem, afim de interpretarmos as ações e a incerta personalidade da protagonista.

Logo no começo do longa, nos é apresentada Helen Faraday, que, aparentemente, se sente satisfeita e apaixonada pelo marido. Mas por complicações de saúde do mesmo, e por falta de dinheiro, decide voltar a se apresentar nos palcos, que outrora havia desistido para se focar em seu casamento. Com o dinheiro em mãos, o marido parte rumo à Europa para se recuperar e deixa Helen e seu filho Johnny em casa. No entanto, ela não demonstra sentir falta ou se importar com a partida do marido, nos colocando em dúvida sobre o real sentimento que ela tem por ele. Partindo disso, acompanhamos uma série de eventos que nos fazem questionar sobre as ações, decisões e a índole dessa protagonista tão questionável.

Para dar vida a essa personagem tão conflitante, Marlene Dietrich, a diva alemã, entrega uma performance magistral. Ela equilibra perfeitamente os momentos de amor e ternura com os momentos de frieza da personagem, que sempre permanece por cima e não demonstra se abalar sobre qualquer situação. Afora as inventivas apresentações de cabaré, que Dietrich se encarrega de fazer ser um espetáculo.

A Vênus Loira é um ótimo estudo de personagem, com cenas marcantes, grandes atuações e uma história bem contada que nos leva por caminhos diferentes e inesperados. Um filme que, com certeza, merece ser lembrado e reconhecido.


Veredito

Um incomum e exótico estudo de personagem, A Vênus Loira é estrelado magistralmente pela sempre excelente Marlene Dietrich.

8/10.

O elenco ideal para os novos X-Men do MCU

Com a compra da Fox pela Disney, logo mais os mutantes devem ser integrados ao MCU, como foi prometido por Kevin Feige. Agora, a Marvel deve escolher de forma cuidadosa o novo elenco dos X-Men, que passaram por quase 20 anos nas mãos da Fox.

Enquanto as escolhas de casting não são anunciadas, vamos imaginar e sugerir quais seriam as escolhas ideais para o novo elenco dos X-Men do MCU. Lembrando que isso aqui não é notícia, mas uma matéria feita de fã para fã, para imaginarmos qual seria um bom elenco para a equipe dos mutantes.

Confira:


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Professor Xavier – Jamie Foxx

Segundo alguns rumores, os novos Professor Xavier e Magneto do MCU podem ter suas etnias trocadas nos novos filmes dos mutantes. Se realmente o MCU decidir optar por essa mudança, Jamie Foxx seria uma excelente escolha. O ator já está familiarizado com o mundo das grandes franquias e das adaptações de quadrinhos depois de interpretar o vilão Electro em O Espetacular Homem-Aranha 2. Logo, o MCU não seria uma grande novidade para o ator vencedor do Oscar. Ele tem presença e poderia entregar uma caracterização diferente das que vimos anteriormente, com um Professor Xavier de personalidade forte e de grande liderança para com os X-Men.

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Magneto – Michael Shannon

Assim como Jamie Foxx, Michael Shannon não é nenhum novato no mundo das adaptações de quadrinhos. O ator interpretou o vilão Zod em O Homem de Aço. Assim sendo, Shannon tem o perfil de vilão ideal para interpretar o Mestre do Magnetismo. Fora que, para viver o personagem que foi brilhantemente interpretado por Ian McKellen e Michael Fassbender, precisamos de um ator que entregue um trabalho equivalente, e Shannon vem mostrando cada vez mais ser um grande ator em performances como em Animais Noturnos e Entre Facas e Segredos.

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Ciclope – Armie Hammer

Sinceramente, eu adoraria ver mais de Tye Sheridan como Ciclope, que interpretou muito bem Scott Summers, mas diante do reboot total no MCU, a escolha fica com Armie Hammer. O ator tem a fisicalidade semelhante a do personagem, e tem carisma e alcance suficiente para ser o grande nome de liderança dos X-Men e da raça mutante, algo que nunca foi muito bem aproveitado no cinema.

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Wolverine – Jack O’Connell

Fato é que não vai ser fácil para nenhum ator substituir Hugh Jackman como Wolverine, o ator viveu o personagem por quase 20 anos e foi o grande nome da franquia Mutante da Fox. Tom Hardy seria o Wolverine perfeito, mas infelizmente este já está envolvido com Venom, então a escolha fica com Jack O’Connell. O ator era um dos favoritos para interpretar o Batman no novo filme do Homem Morcego, mas o papel acabou sendo entregue para Robert Pattinson. Assim sendo, o MCU poderia ser uma boa oportunidade para O’Connell mostrar seu talento em produções de maior alcance. Além da aparência semelhante a de Logan, o ator tem ainda a altura ideal, que aproximaria o personagem do Carcaju dos quadrinhos.

Jean Grey – Saoirse Ronan

Não tem como fugir de Saoirse Ronan. A atriz quase foi escolhida para viver Jean Grey nos filmes da Fox, mas optaram por escolher Sophie Turner para o papel da mutante. Ronan vem sendo um dos nomes mais interessantes da indústria, com apenas 26 anos ela coleciona quatro indicações ao Oscar, sendo um dos grandes nomes da sua geração. Ela tem tudo para ser uma excelente Jean Grey, inclusive um bom potencial dramático, caso o MCU decida adaptar (mais uma vez) o arco da Fênix no cinema.

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Tempestade – Sonequa Martin-Green

Sonequa Martin-Green se destacou com a personagem Sasha em The Walking Dead, o que permitiu que a personagem fosse bem mais desenvolvida do que o esperado pelos produtores. Na série de zumbis ela demonstrou ter um bom potencial para o drama e para viver mulheres fortes e destemidas em tela. Ela, com certeza seria uma excelente escolha para viver Ororo Monroe, que antes foi interpretada por Halle Barry e Alexandra Shipp.

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Vampira – Kristen Stewart

Juro que a intenção aqui não era fazer uma piada ao escalar a atriz de Crepúsculo para interpretar a VampiraKristen Stewart vem se mostrando cada vez mais ser uma boa atriz, vinda de boas performances como em Acima das Nuvens e Personal Shopper, sempre em papéis introspectivos, a atriz ainda demonstrou ter carisma suficiente para viver a Vampira que merecemos ver nas telas do cinema, uma personagem forte e divertida, diferentemente da versão de Anna Paquin.

Fera – Joel Edgerton

Um dos atores mais subestimados recentemente. Joel Edgerton vem sempre entregando excelentes performances como em Guerreiro, Loving e Ao Cair da Noite. O MCU seria uma boa porta de entrada para o ator mostrar seu talento para o grande público, e Fera seria um personagem ideal para isso. Hank McCoy precisa ter a junção de uma performance leve com o bom humor do personagem, o que Edgerton demonstrou fazer bem em O Rei, sendo o personagem que servia para descontrair o tom do filme. Joel Edgerton tem tudo para ser um excelente Fera, e seria demais ver o diplomata mutante interagindo com os outros integrantes da equipe.

Kitty Pryde – Millie Bobby Brown

Assim como Ronan, não tem como fugir de Millie Bobby Brown, ela é a escolha mais natural que se possa fazer. Para o papel de Kitty Pryde, imaginamos uma jovem atriz com menos de 20 anos, para ser esse nome de leveza e ser a caçula da equipe, o que renderia momentos divertidos da interação dela com os outros membros dos X-Men. Dito isso, Millie Bobby Brown é a escolha ideal. A atriz já está familiarizada com o mundo das grandes franquias, ela participou de Godzilla II: Rei dos Monstros, mas foi com a personagem Eleven de Stranger Things que a atriz explodiu para o mundo. Com Eleven, Brown ainda interpretou uma jovem lidando com poderes na adolescência, o que iria de encontro com a nossa Kitty Pryde, a jovem Lince Negra.

Review: Beastars (2019)

Aviso: Review sem spoilers.


O anime tem como objetivo retratar a sociedade em si e as relações inerentes a ela através de um colegial de animais, uma comunidade que, apesar de ser formada por diversas espécies, consegue viver em plena harmonia, mesmo sendo tão diferentes uns dos outros, algo que qualquer sociedade deve prezar.

Nos pequenos detalhes que o anime consegue emular com exatidão figuras e aspectos da nossa sociedade: desde a jornalista que anseia por um furo de reportagem sem se importar de expor a imagem de alguém, até o ratinho chefe que grita com seus colegas se colocando acima deles… Tudo em torno de um colegial de animais, algo tão nonsense que funciona pelo universo estabelecido. Como diz a coelha anã Haru: Uma dose de fantasia e realidade.

Partindo dessa retratação, o grande trunfo do anime: os personagens, suas personalidades e ações começam a ser implementados. Legoshi, o lobo bom, o interessante protagonista do anime tem em seu modo curvado de andar o retrato da insegurança que aflige o personagem. Sendo mais forte que os outros, Legoshi decide se esconder para aparentar ser inofensivo e não devorar seus amigos. Mas, ao conhecer Haru, seus maiores instintos se despertam, assim como algo dentro de nós se desperta quando conhecemos o que chamamos de paixão.

Juno, por sua vez, tem orgulho de ser uma loba, com sua personalidade forte ela tenta convencer Legoshi de se sentir orgulhoso de sua espécie, assim como ela. Estes personagens, diferentes uns dos outros, fazem com que nós nos importamos com eles, ao mesmo passo que nos identificamos com eles e suas virtudes e medos que são representadas em cena.

Beastars, com certeza foi uma ótima surpresa, assim como outros expoentes do bom catálogo de animes da Netflix. E enquanto não chega a segunda temporada, fiquemos ouvindo a marcante abertura do anime feita em stop motion, ao som de “Wild Side“.


Veredito

Fazendo um retrato da sociedade, Beastars constrói uma divertida dinâmica entre os animais residentes do colegial com momentos cômicos e uma interessante relação de amor…

8/10.

Semana Heróica #7: Review | Super-Choque (Fan Film)

Aviso: Review sem spoilers!


Enquanto a Warner Bros. não decide produzir um longa do Super-Choque, temos que nos contentar com obras como essa, o curta metragem “Crônicas de Dakota“, um fan film feito de fã para fã, que nos dá um aperitivo do que poderia ser um filme do jovem herói na tela grande.

Primeiramente, temos que reconhecer as limitações financeiras do curta, que teve um orçamento de cerca de US$ 3 mil, que pode ser evidenciado nos poucos momentos que são usados efeitos especiais e, apesar de serem poucas cenas em que o recurso é utilizado, são bem aproveitados em tela. Mas, a força do curta reside mesmo nos momentos em que vemos Virgil se descobrindo como Super-Choque e também como pessoa, como em breves cenas em que vemos Virgil se relacionando com Richie e seu pai. Essas relações são abordadas de forma orgânica, sem parecerem forçadas desde o texto até a execução.

Mas, por ter uma duração limitada, David Kirkman, diretor e roteirista do curta, acaba por não poder abordar a questão do racismo (questão marcada nas raízes do personagem) e ampliar as relações de Virgil com os outros personagens. O foco aqui está na construção do personagem como herói, em suas primeiras ações como Super-Choque na corrupta cidade de Dakota, algo semelhante a Batman Begins, de Christopher Nolan.

Com atores amadores (que cumprem bem seus papéis) e pouca margem para a ampliação da mitologia do personagem por conta de uma curta duração, o curta de Kirkman cumpre bem sua proposta de nos dar um aperitivo do que poderia vir a ser o nosso amado Super-Choque em um live-action.


Veredito

Sem se alongar muito e indo direto ao ponto, “Super-Choque” cumpre bem seu papel como fan film do jovem herói afro-americano.
6/10

Hans Zimmer comenta sobre seu trabalho em Duna

Em recente entrevista dada à Variety, Hans Zimmer comentou sobre suas composições para a trilha sonora de “Duna“, adaptação do clássico de ficção científica literário que será dirigido por Dennis Villeneuve (“A Chegada“, “Blade Runner 2049“).

O compositor vencedor do Oscar por “O Rei Leão” comentou anteriormente que o livro de Frank Herbert foi muito importante em sua vida e, por isso, este será um dos trabalhos mais especiais em sua carreira.

“Estou trabalhando em diferentes experimentações, e ainda não sei se todas vão aparecer no filme. Mas, garanto que existe uma dedicação muito grande para criar algo diferente, sólido, e que honra a obra de Frank Herbert.”

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Vencedor de um Oscar e amplamente premiado, Hans Zimmer vem sendo um dos compositores mais reconhecidos da indústria. O gigante compositor é sempre requisitado para grandes produções e faz parcerias com grandes diretores do cinema como Christopher Nolan e Dennis Villeneuve.

Duna deve chegar aos cinemas no dia 18 de dezembro de 2020.

5 Dicas de Filmes para assistir na Netflix

Em meio à uma pandemia, protestos, crises políticas, nada melhor que um filme para descontrair e esquecermos por um momento tantos problemas que nos cercam. Dito isso, preparei uma lista de 5 grandes filmes para você assistir e se deliciar no conforto da sua casa, todos eles disponíveis na Netflix, para facilitar a sua vida.


1. Destacamento Blood (2020)

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Este novo grande filme de Spike Lee estreou na última semana na Netflix e vem recebendo muitos elogios, assim, chega sendo um forte candidato para a temporada de premiações. O filme narra a história de quatro veteranos afro-americanos da Guerra do Vietnã, que retornam a este país para procurarem por um tesouro que haviam enterrado décadas atrás, e também para resgatarem os restos mortais de Norman (Chadwick Boseman), o líder de seu antigo esquadrão que servia como um messias e um verdadeiro líder para os quatro soldados. O elenco conta com nomes como Delroy Lindo, Jonathan Majors, Clarke Peters, Norm Lewis, Isiah Whitlock, Jr. e Chadwick Boseman.

2. Os Brutos Também Amam (1953)

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Shane, ou conhecido no Brasil como Os Brutos Também Amam, é um western marcante que reformulou a imagem do herói de faroeste para um homem discreto, de passado desconhecido e que não glamouriza a violência. O filme narra a história de Shane (Alan Ladd), um pistoleiro de passado desconhecido que, ao chegar em uma região no vale do Wyoming, se encontra e acaba se relacionando com os Starret, família de colonos que acabam o acolhendo. Esta família de rancheiros é pressionada pelos criadores de gado à abandonarem suas terras, assim, Shane acaba se envolvendo no conflito.

3. Docinho da América (2016)

Um filme intimista sobre a jornada de descoberta de uma jovem em chamas. American Honey, ou Docinho da América aqui no Brasil, nos oferece um refrescante drama não convencional sobre a maioridade. O filme conta a história de Star (Sasha Lane), uma jovem de realidade nada agradável que escolhe se juntar a um bando de jovens que atravessam os EUA vendendo assinaturas de revistas de porta em porta. Conforme convive com o grupo, ela vai criando conflitos e interesses amorosos com terceiros.
Falo mais deste grande filme aqui.

4. O Serviço de Entregas da Kiki (1989)

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O Serviço de Entregas da Kiki é uma animação singela, bonita, poética e de uma aconchegante simplicidade proposital, como a maioria das animações do Studio Ghibli. Vale muito a pena conferir esta e outras animações do estúdio, que foram adicionadas ao catálogo do serviço da Netflix recentemente. O filme nos conta a história de Kiki, uma jovem bruxinha que, ao sair de casa pela primeira vez, enfrenta dificuldades de se adaptar em sua nova cidade e fazer novas amizades. Ela então, para se sustentar, adota um serviço de entregas pelo ar.

5. Invocação do Mal (2013)

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Para os amantes do terror, você provavelmente já tenha assistido Invocação do Mal, este terror de James Wan que foi um sucesso de bilheteria em 2013. E caso não tenha assistido ainda, corra e assista logo. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) trabalham para ajudar uma família que vem sendo aterrorizada por uma entidade demoníaca em sua casa.
A premissa de uma casa assombrada pode parecer um pouco batida, mas a inspirada direção de Wan foge disso e se encarrega de fazer de Invocação do Mal um filme que tem potencial para se tornar um grande clássico do terror no futuro.

Crítica: Docinho da América (2016)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Um filme intimista sobre uma jovem em chamas.


A primeira cena de Docinho da América dialoga bem com a protagonista e a ideia do filme no geral, na qual vemos a jovem Star, procurando comida no lixo e cuidando de duas crianças que possuem pais ausentes e não recebem os cuidados adequados para com uma criança. Provavelmente essa também seja a origem de Star, e, porque não, a origem dos outros integrantes da equipe que cruza os Estados Unidos vendendo assinaturas de revistas de porta em porta. Jovens desprovidos de oportunidades e de acompanhamento familiar, um problema grave e real que afeta muitas outras crianças e jovens ao redor do mundo.

Andrea Arnold evoca uma direção com teor bem naturalista, com câmera na mão na maior parte do tempo, bem próxima aos personagens, com um viés quase que documental, ela cria uma maior imersão e uma relação de maior intimidade do espectador com sua protagonista. Ela sabe bem cadenciar a narrativa, sem pressa alguma, equilibrando os momentos mais agitados com os de maior calmaria, nos imergido nessa jornada de altos e baixos da personagem.

Temos aqui dois momentos essenciais para entendermos a protagonista: num primeiro momento, vemos que ela, ao vender uma assinatura para um caminhoneiro, tem uma conversa reflexiva com este sobre sonhos. A conversa nos mostra que Star não quer nada mais que muitos filhos, uma casa própria e uma vida feliz, algo que ela não tivera em sua vida. No outro momento, vemos a protagonista, que ao visitar uma casa de crianças desamparadas por uma mãe viciada, decide comprar comida para estes em um ato de solidariedade, ao ver que estas crianças passam pelos mesmos problemas que ela passou um dia. Através dessa abordagem, entendemos que Star é uma jovem inocente que precisou amadurecer mais cedo que o normal, e nada mais quer do que viver uma vida simples e feliz.

Ao acompanharmos a protagonista passar pelas mais diversas adversidades durante o longa, vemos, na última cena, Star libertando uma tartaruga rumo ao mar. Este momento marca o ato de libertação da personagem, de seu passado e dessas adversidades que surgem na vida. Agora, ela nada com liberdade. Assim ela começa a escrever sua própria história.

Veredito

Com uma grande direção de Andrea Arnold e performances inspiradas de Sasha Lane e Shia LaBeouf, Docinho da América nos oferece um refrescante drama não convencional sobre a maioridade.

9/10.

Superman: Do Pior ao Melhor Filme

Desde sua criação em 1938, poucos personagens foram tantas vezes adaptados para o cinema como o Superman. Diversos diretores deram sua visão do personagem e diferentes atores vestiram a famosa capa vermelha. Dito isso, em comemoração do Superman Day, decidi organizar uma lista com todos os filmes do Homem de Aço que Hollywood acabou produzindo, e então, organizá-los em um ranking do pior ao melhor filme do Azulão. Confesso que a tarefa de ranquear a lista não foi das mais complicadas, pois acredito que haja uma grande diferença de qualidade de um filme para outro, ainda mais em relação do primeiro colocado aos outros – acredito que todos saibam qual é o primeiro colocado até aqui, mas se preparem para relembrar das marcantes (nem todas) aventuras do Homem de Aço no cinema.

7 – Superman IV: Em Busca da Paz (1987)

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Após o fracasso de Superman III, os produtores continuavam à espremer os limões da imagem de Christopher Reeve como Superman até onde não dava mais. A Warner havia deixado a produção do quarto filme à cargo da Cannon, responsável por produzir diversos filmes B de qualidade questionável. Os problemas vinham desde os bastidores.

Nem mesmo a interessante premissa de vermos o Superman tentando impedir a corrida armamentista no auge da Guerra Fria salvou o filme de ser um fracasso retumbante. Na verdade, Sidney J. Furie abandona essa promissora ideia para realizar um pobre combate de herói contra vilão, um dos vilões mais genéricos que você vai ver inclusive, criado a partir de um fio de cabelo do Homem de Aço. O resultado: um filme preguiçoso, cafona e totalmente esquecível. Se salva apenas o belo discurso do Superman contra a Guerra Nuclear.

6 – Superman III (1983)

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Em Superman III, o tom mais galhofa do filme é estabelecido desde o bizarro prólogo de começo em que vemos uma sucessão de gags pretensioasamente engraçadas acontecendo em Metrópolis, bem ao estilo de uma comédia pastelão. E claro, pela participação do comediante Richard Pryor. Richard Lester, que havia dirigido parte de Superman II, esquece o tom de aventura, que vinha dando certo, e opta por este humor exagerado que acaba não funcionando de forma alguma com a imagem estabelecida do Superman.

Os pontos altos são o maior destaque para a relação de Clark e Lana Lang em Smallville e a abordagem “maligna” do Superman quando o personagem se divide em dois. Mas que não são suficientes para salvar o filme de um roteiro falho e de uma constante mudança de tom.

5 – Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

Poucos filmes dividiram tanto o público como Batman vs Superman, há quem ame e há quem odeie. Fato é que o encontro dos dois maiores personagens dos quadrinhos no cinema merecia muito, muito mais do que nos foi apresentado. Na tentativa de competir com a Marvel Studios, que vinha fazendo sucesso com seu universo compartilhado, a Warner decidiu que era a hora de um Universo Compartilhado da DC. O primeiro exemplar dessa empreitada foi O Homem de Aço, e o segundo filme seria responsável por realizar o esperado encontro de Batman e Superman no cinema.

A problemática foi que a Warner colocou a “carroça por cima dos bois”, se assim posso dizer. Pois além de ter que reunir os dois heróis e ter uma justificativa plausível para os dois se enfrentarem, Zack Snyder tinha que apresentar outra grande heroína dos quadrinhos, a Mulher Maravilha, e ainda servir de ligação com o futuro filme da Liga da Justiça que seria produzido. O resultado foi um filme duro, inchado, que, apesar de ter momentos marcantes e uma premissa interessante, acabou sendo um fracasso de crítica e dividiu os fãs que esperavam há tanto tempo o encontro destes ícones no cinema.

4 – Superman II: A Aventura Continua (1980)

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Os bastidores de Superman II são mais conhecidos por serem um dos mais conturbados do cinema. Alguns desentendimentos entre Richard Donner e os produtores acarretaram na demissão do diretor, o que causou diferenças significativas na produção do longa. Alguns dos envolvidos na produção foram embora juntos de Donner, até mesmo Gene Hackman não aceitou fazer as cenas que faltavam como Lex Luthor, a Warner fez cortes no orçamento (o que é notável nos estranhos efeitos especiais que acabaram envelhecendo muito mal), mas principalmente, a maior diferença no resultado final foi a contratação do diretor Richard Lester, que optou por dar uma “suavizada” no herói, à vontade do estúdio.

Mas apesar de tantos problemas, o resultado final é agradável. Somos brindados com a magnética presença de Zod, um vilão simples, mas imponente que apresenta uma real ameaça ao Homem de Aço. E ainda temos divertidas cenas da Lois tentando adivinhar a real identidade de Clark/Superman, somado ao interessante conflito que permeia o protagonista: deixar de ser Superman para viver como um homem qualquer ao lado de sua amada, ou continuar sendo o guardião da paz? Ideia que humaniza o personagem e amplia seus conceitos.

3 – Superman: O Retorno (2006)

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Chegamos ao filme mais injustiçado desta lista ao meu ver, sim, Superman: O Retorno. Após o grande sucesso de Batman Begins em 2005, a Warner aproveitou a oportunidade e percebeu que não tinha porque não produzir mais um filme do maior personagem dos quadrinhos, que não ganhava uma produção nos cinemas há quase 20 anos. Vindo da franquia de sucesso dos X-Men, Bryan Singer, dito como um fã do Superman, foi o escolhido para dar continuidade a mais uma adaptação do Azulão nas telonas.

E porque digo que Superman: O Retorno foi um injustiçado? Bom, antes de tudo, a proposta de Singer era bem sincera, trazer de volta tudo aquilo que outrora havia nos encantado nas adaptações com Christopher Reeve e com direito a volta do icônico tema de John Williams (agora adaptado pelas mãos de John Ottman). Singer aplicou uma hábil direção e nos presenteou com momentos marcantes, como a icônica sequência do Superman salvando as pessoas no avião, um momento de exímio trabalho de direção e sonoridade. Claro que nem tudo são acertos, temos um real problema de roteiro envolvendo o mirabolante plano do Lex Luthor de criar um continente a partir de cristais da Fortaleza da Solidão, que beira o bizarro. Temos também o problema de interpretações: a tarefa de Brandon Routh era bem complicada, suceder Reeve que havia personificado a imagem do herói, e mesmo com a fisicalidade semelhante ao ator, Routh não conseguiu esboçar tamanho carisma do saudoso Christopher Reeve. Kate Bosworth nem se fala, inexpressiva, não fez jus ao nome de Lois Lane de Margot Kidder. Mas mesmo diante destes problemas, o resultado final é um filme agradável, que homenageia e entrega uma visão mais profunda e romantizada do personagem, que o difere da maioria dos blockbusters recentes.

2 – O Homem de Aço (2013)

O Homem de Aço foi responsável por dar o pontapé inicial do Universo Compartilhado da DC, e acredito que foi um bom começo. Christopher Nolan, que vinha do sucesso da marcante trilogia Cavaleiro das Trevas, e Zack Snyder, escolhido para ser o diretor do longa, encabeçaram a ideia de um Superman mais realista e humano, atualizado para um contexto mais atual. Devo dizer que gosto dessa nova visão e reformulação do personagem, ampliando sua mitologia sem perder o ar de esperança digno de Superman.

Snyder comandou um elenco de peso aqui: Henry Cavill, Amy Adams e Russell Crowe são apenas alguns do grande elenco do longa. Henry Cavill em especial, soube bem convencer das inseguranças de um Clark Kent que sentia medo de se revelar para o resto do mundo, até passar o ar esperançoso que requer o personagem. Snyder aplicou aqui uma boa direção, equilibrando bem momentos mais intimistas do personagem com fascinantes cenas de ação, sem faltar as belíssimas composições visuais, características do diretor. Não se prendendo ao passado, e visando o futuro, O Homem de Aço veio para dar uma nova visão do personagem e apresentá-lo para uma nova geração de fãs.

1 – Superman: O Filme (1978)

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Este foi o filme que nos fez acreditar que o homem poderia voar. O que falar de Superman? Com certeza uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos. Este clássico de Richard Donner veio na crescente de blockbusters como Tubarão, Star Wars, Indiana Jones, filmes com um grande orçamento que levavam multidões aos cinemas.

Richard Donner soube equilibrar aqui uma divertida aventura com um bom drama de forma bem inteligente, uma bela construção narrativa e um bom desenvolvimento de personagens. Donner nos presenteou com momentos magníficos como a magnética cena do Superman salvando Lois do alto de um prédio, ou o encantador momento em que o Superman leva Lois para voar, momento fascinante e encantador, a química dos dois atores era impressionante.

Os efeitos especiais foram revolucionários, efeitos que convencem até hoje, e como já dito antes, fizeram acreditar que o homem poderia voar. E não poderia deixar de citar a icônica e imortal trilha de John Williams, que arrepia qualquer um que ouvir aquela espetacular abertura. E o melhor, os personagens: Christopher Reeve entregou a personificação máxima do altruísmo e do símbolo de esperança do Homem de Aço, para sempre, o Superman definitivo. Margot Kidder formou o par ideal de Reeve como a destemida e apaixonante Lois Lane. Gene Hackman deu vida a um divertido e brilhante Lex Luthor. E ainda fomos brindados com a participação do genial Marlon Brando, eterno Don Corleone, agora, eterno Jor-El, pai do último filho de Krypton.

Superman: O Filme é um clássico do cinema e das adaptações de quadrinhos, uma referência quando se trata do Superman, primeiro e maior herói dos quadrinhos, um filme que sempre vai permanecer nas mentes e corações dos amantes de cinema e dos fãs do Homem de Aço.

Crítica: Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)

Aviso: Crítica sem spoilers!



Obra-prima dos musicais.


Os Guarda-Chuvas do Amor, curiosamente, não possui nenhum número musical. Poderia ser um filme normal de uma história de amor, caso não fosse o fato do filme ser todo cantando. Fato este que funciona perfeitamente, graças à criação de universo e a entrega do elenco, com falas que são musicadas, bem refletidas na melódica trilha sonora de Michel Legrand.

Fugindo das convencionais histórias de amor, Jacques Demy conduz de forma fascinante a narrativa no decorrer de 3 partes. Na primeira parte, nos são apresentados Geneviève e Guy, dois jovens perdidamente apaixonados um pelo outro, com planos de se casar e passarem uma vida juntos. Nessa primeira parte o uso de cores fortes e contrastantes é bem utilizado ao enaltecer a aura de paixão envolta nos dois jovens. Nas duas partes posteriores, as cores, em conjunto da já citada melódica trilha sonora, são responsáveis por reforçar a melancolia presente nas situações conflitantes que acabam por deixar a separação do casal quase que inevitável.

Catherine Deneuve, em uma grande performance, entrega a junção perfeita de interpretação e musicalidade. Ela convence muito bem nos momentos de angústia e insegurança de sua personagem. Sua beleza e sua voz angelical fazem dela uma das grandes românticas do cinema. Nino Castelnuovo, por sua vez, acaba por ser o companheiro ideal de Deneuve no casal de protagonistas. Ele, em especial na terceira parte, deixa bem claro os sentimentos de isolação e mal-estar sentidos pelo personagem, vemos ele, por diversas vezes, cabisbaixo, flutuando na cena com um olhar fixo para o nada.

Mais do que um musical, ou um mero feitio fantasioso dado pelas fortes cores e a musicalidade do filme, a força de Os Guarda-Chuvas do Amor reside no realismo e na dureza que o filme trata do amor, de como o amor pode parecer tão bom e angustiante ao mesmo tempo, de como tudo pode mudar de uma hora para outra, ou mesmo de como o amor, na verdade, pode ser paixão. Tão fascinado que fico, chego a dizer que é uma das mais fortes histórias de amor das quais já vi.


Veredito

Sendo mais um dos belos frutos da Nouvelle Vague, Os Guarda-Chuvas do Amor é um apaixonante musical que nos mostra os dois lados do que pode ser o amor.

10/10.

Liga da Justiça: Snyder Cut será lançado no serviço de streaming HBO Max

Zack Snyder confirmou hoje que sua versão do filme Liga da Justiça será lançado no serviço de streaming HBO Max em 2021. Ele deu a notícia em uma live comentada do filme Homem de Aço (2013), com a companhia dos fãs e de Henry Cavill na rede social Vero, assim como fez uma sessão comentada de Batman v Superman: A Origem da Justiça (2016) dias atrás.



Por motivos de diferenças criativas e a morte de sua filha Autumn, Zack Snyder foi afastado da produção do filme Liga da Justiça (2017), isso fez com que a Warner Bros. chamasse Joss Whedon para completar o trabalho do longa. Especula-se que Whedon foi contratado para fazer uma grande reformulação de tom do filme, reescrevendo grande parte do roteiro e cortando grande parte das filmagens rodadas por Snyder.


Com uma má recepção por parte da crítica e do público, Liga da Justiça (2017) acabou ficando abaixo das espectativas de bilheteria, arrecadando apenas US$ 657 milhões no mundo todo. 


Desde então, os fãs começaram a pedir  nas redes sociais pelo “Snyder Cut”, a versão de Liga da Justiça do Zack Snyder, chegando a entrar nos trendings topics do Twitter por diversas vezes. A iniciativa dos fãs fizeram com que não só Zack Snyder apoiasse o projeto, mas também os atores envolvidos na produção, como Ben Affleck, Gal Gadot e Jason Momoa.


O “Snyder Cut” deve chegar em 2021 na plataforma do serviço de streaming HBO Max, que será lançado no próximo dia 27 de Maio nos EUA, sem previsão de estréia internacional.

Warner decide lançar SCOOBY! O Filme digitalmente nos EUA

Em meio a crise provocada pelo Coronavírus, a indústria cinematográfica vem procurando meios de se reestruturar e ser afetado o menos possível por conta do Covid-19. Alguns estúdios estão optando por adiar grandes lançamentos como Mulher Maravilha 1984, Caça Fantasmas: Mais Além, etc. Outros estão optando por lançar seus filmes diretamente via streaming e lojas digitais, e, recentemente, a Warner Bros. decidiu por lançar SCOOBY! O Filme digitalmente nos EUA.

A CEO da Warner, Ann Sarnoff declarou publicamente que a crise exige de decisões como esta para que os danos sejam os menores possíveis:
“Por mais que estejamos ansiosos para poder mostrar nossos filmes novamente nos cinemas, estamos navegando por tempos novos e sem precedentes, que exigem decisões criativas e adaptabilidade a respeito de como distribuímos nosso conteúdo. Sabemos que os fãs estão ansiosos para assistir ‘SCOOBY! O Filme’, e estamos maravilhados em poder entregar esse filme divertido para que as famílias aproveitem em casa, juntos.”

O longa que estava previsto para estrear nos Estados Unidos no dia 15 de maio, agora, será disponibilizado digitalmente no mesmo dia. Ainda não se sabe quais serão as medidas tomadas no Brasil, mas é bem provável que a animação também seja lançada dessa forma.

Crítica: Cisne Negro (2010)

Aviso: Crítica sem spoilers!


O que vale para chegar à perfeição?


Antes mesmo de dirigir Cisne Negro, Darren Aronofsky já havia explodido para o mundo com filmes como Réquiem Para um Sonho, O Lutador, entre outros. Filmes intrigantes que haviam conquistado crítica e público ao redor do globo. Cisne Negro, então, chegava sendo um grande sucesso, recebendo diversas premiações – inclusive 5 indicações e 1 estatueta no Oscar de 2011. Assim, o filme chegava para reafirmar Aronofsky como um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.

Assim como em Réquiem Para um Sonho, e grande parte do cinema de Aronofsky, Cisne Negro carrega a marca do diretor: um filme singular, com atmosfera pesada e um efeito entorpecente que gruda ao espectador por um bom tempo após o término da projeção. Um filme que fica no imaginário das pessoas durante dias e dias.

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Desde um primeiro momento, somos inseridos a um ambiente hostil, envolto de muita rivalidade e pressão, num clima muito opressivo. Ficamos com o pressentimento de que algo ruim deve acontecer a qualquer momento. A direção de Aronofsky é muito eficaz nessa construção de atmosfera, usando de cores frias e carregadas, uma trilha agoniante – Clint Mansell novamente repete a parceria com Aronofsky aqui -, sob uma grande melancolia presente no roteiro; vemos a fundo a degradação física e mental de Nina (Natalie Portman), e toda a metamorfose que corroe a personagem internamente.

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Natalie Portman entrega aqui, com certeza, uma das melhores atuações da década. Dando muita veracidade a personagem, ela convence em seus momentos de angústia, de desconforto, de insegurança e trás uma grande performance corporal na catarse final da obra. Uma atuação colossal.

E podemos, por que não, relacionar a metamorfose da protagonista com o nosso cotidiano: Nina sonha em ser uma grande bailarina, persuadida pelos outros a ser “perfeita”, ela sofre das mais diversas formas de pressão e abuso, isso acaba a corroendo internamente. Toda essa metamorfose pode ser relacionada às pessoas que sofrem muita pressão no dia a dia, seja no ambiente de trabalho, de estudos, nas relações, que, assim sendo, fazem dessas pessoas se cobrarem excessivamente e/ou serem persuadidas a fazerem coisas que não queiram para assim chegarem ao estado de “perfeição”. Dessa forma, Aronofsky nos entrega uma obra singular, subjetiva, que reflete bem muitos aspectos da nossa sociedade.


Veredito

Com performance histórica de Natalie Portman e uma direção inspirada de Darren Aronofsky, Cisne Negro é um filme que, além de servir como uma metáfora social, nos mostra qual o preço para se chegar à tão desejada “perfeição”.

10/10.

Confira novas imagens de Tenet, o novo filme de Christopher Nolan

Foram divulgadas novas imagens do mais novo filme de Christopher Nolan: Tenet. Confira:

A sinopse do longa ainda não foi divulgada, mas o trailer indica que o filme deve trabalhar com tempo e espaço. Rumores apontam uma ligação entre Tenet e A Origem, outro filme de Christopher Nolan.

Do diretor de Trilogia Batman, A Origem e Interestelar, o elenco conta com John David Washington, Robert Pattinson, Michael Caine, Kennet Branagh, Aaron Taylor-Johnson, Clémency Poésy e Elizabeth Debicki.

Com um orçamento de US$225 milhões, Tenet tem previsão de estréia para dia 16 de julho de 2020. No Brasil estreia dia 23 do mes

Viúva Negra é adiado por conta do Coronavírus

O filme é mais um da onda de filmes adiados por conta do Covid-19


O filme solo da Viúva Negra foi adiado por tempo indeterminado por conta da pandemia de Coronavírus, que aflige o mundo. O longa tinha previsão de estreia para 30 de abril desse ano.

O longa seria o primeiro da Marvel Studios em 2020, seguido por Os Eternos em novembro. O filme conta com a volta de Scarlet Johansson, e a chegada de novos atores como Florence Pugh (Midsommar, Adoráveis Mulheres) e David Harbour (Stranger Things).

Um Lugar Silencioso 2, Os Novos Mutantes, 007 – Sem Tempo para Morrer, Mulan entre outros também sofreram por conta da pandemia. Já outros filmes como Mulher Maravilha 1984, Caça-Fantasmas – Mais Além, e vários outros, correm um grande risco de serem adiados da mesma forma.

Viúva Negra não tem data para estreia.