Acordo estabelece metas para lançamentos nos cinemas, períodos de exclusividade e medidas para evitar prejuízos à concorrência
A Paramount recebeu aprovação judicial para concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões. A decisão foi anunciada na quarta-feira, após meses de impasse envolvendo a empresa, governos estaduais e o Sindicato dos Roteiristas da América (WGA). A conclusão do negócio está prevista para 6 de outubro.
A juíza federal Araceli Martinez-Olguin homologou um acordo que estabelece condições para a união dos dois estúdios. Entre as principais exigências está o lançamento de pelo menos 30 filmes por ano nos dois primeiros anos e 32 nos três anos seguintes, além da manutenção de janelas de exibição de 45 dias nos cinemas.
O acordo também prevê um período de exclusividade de 90 dias para filmes elegíveis nas plataformas de streaming. Caso as metas anuais de lançamentos não sejam cumpridas, a empresa poderá receber uma multa de US$ 30 milhões por filme, além de enfrentar outras medidas.
Outra condição estabelece a criação de um conselho independente para supervisionar os padrões editoriais da CBS News e da CNN. As negociações envolvendo canais de TV por assinatura das duas empresas também deverão permanecer separadas.
A decisão representa o último obstáculo judicial para a conclusão da aquisição, que reunirá duas grandes empresas do entretenimento. Com a fusão, David Ellison ficará à frente do novo grupo, que também terá Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, como co-CEO, responsável pelas operações diárias e pela integração dos negócios.
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