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Semana Heroica | Os 7 melhores momentos do Arqueiro Verde nos quadrinhos

O CR Comics lista os melhores momentos do herói.


 

A sétima edição da Semana Heroica foi totalmente focada no Arqueiro Verde, o herói bilionário e playboy nas horas vagas. Ganhando popularidade nos últimos anos com Arrow, os quadrinhos do Arqueiro Esmeralda também são um sucesso, e em sua história, diversas lendas dos quadrinhos como Dennis O’Neil, Mike Grell e Alan Moore deixaram sua marca.

O CR Comics de hoje lista os momentos mais incríveis do Arqueiro Verde nos quadrinhos, durante seus quase 80 anos de história, e finaliza a Semana Heroica deste mês. Assista ao CR Comics acima, e confira quais são os melhores momentos de Oliver Queen nos quadrinhos.

Semana Heroica é um projeto exclusivo do C.R, que acontece uma vez a cada três meses, focando em algum personagens do quadrinhos da DC/Vertigo ou Marvel. Durante uma semana, a Semana Heroica tem a proposta em trazer diversos conteúdos do personagem escolhido, entre artigos, indicações de quadrinhos, vídeos e demais outros assuntos.

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O quadro CR Comics, desenvolvido pela equipe C.R, traz os mais variados personagens dos quadrinhos como foco para listar seus grandes feitos, melhores momentos, além de indicações de HQs, e comentários sobre sua importância na cultura geek e na mitologia do personagem. Você pode conferir todos os vídeos acessando a playlist.

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Crítica: DC Showcase – Arqueiro Verde (2010)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Arqueiro Verde contra seus dois maiores inimigos.


A leva do DC Showcase, que são curtas animados feitos pela Warner Bros. Animation, é muito adorada por fãs de animação, apresentando novos personagens que não tiveram filmes animados próprios. Os anos dourados destes curtas-animados se deram em 2010, e o Arqueiro Verde ganhou seu próprio filme animado em curta-metragem, trazendo seus dois maiores inimigos e sua mais importante aliada.

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É impossível fazer uma review do filme do Arqueiro Verde sem dar spoilers. O roteiro de Greg Weisman é básico – mas bem pensado -, e algo que sempre foi explorado nos quadrinhos quando une o Arqueiro contra o Conde Vertigo. O pai de Perdita e rei da Vlatava morreu, e a princesa, atualmente, está chegando ao aeroporto de Star City para uma visita internacional. Essa notícia ainda não correu o mundo, mas já chegou aos ouvidos de Werner Vertigo, que possui descendência real, mas não pode ser rei. E claro, Vertigo iria querer ser o governante de Vlatava a todo custo.

Seus dois maiores inimigos estão unidos, e com participação maior do Arqueiro Negro/Malcolm Merlyn, contratado por Vertigo para matar Perdita e o Arqueiro Verde. É decepcionante saber que o desfecho de Merlyn se deu após um duelo, e neutralizado por um gás tranquilizante. Porém, mostrou potencial de que ele seria um grande vilão para uma possível nova animação do herói, integrante da Liga da Justiça da América.

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Além da aparição de Merlyn e Vertigo, a Canário Negro também está presente, derrotando o Conde e salvando Oliver. Ao final, ambos protagonizam um belo momento, com Oliver a pedindo em casamento, e fazendo alusão ao quadrinho do Arqueiro lançado em 2007. Com certeza, ver o casal lutando lado a lado em uma animação própria, seria incrível, assim como já vimos na série animada Liga da Justiça Sem Limites.

Não podemos deixar de elogiar os traços, padronizado para os curtas. São bonitos, e de fato, podem fazer o fã sentir falta da era antes do DCAU, que compõe Liga da Justiça: Ponto de Ignição até Guerra de Apokolips. Com apenas 12 minutos de duração, Arqueiro Verde demonstrou ter força o suficiente para protagonizar seu próprio longa animado, usando de várias referências aos quadrinhos, com uma pitada de humor para o vigilante. Se a DC tem a ideia de trazer o herói para o novo universo animado, a hora é agora.


Veredito

DC Showcase: Arqueiro Verde é um deleite, e deixa os fãs com um gostinho de “quero mais” para ver um longa-metragem animado próprio do playboy Oliver Queen. Juntando seus dois maiores inimigos e sua parceira de sempre em uma história bem pensada, o curta animado de Joaquim Dos Santos apresenta com solidez o Arqueiro Verde como merecemos.

9/10.


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Semana Heroica | Os 10 melhores vilões do Arqueiro Verde

Uma galeria repleta de vilões para o Arqueiro Esmeralda.


Mesmo que seja um herói sem poder algum, o Arqueiro Verde é um dos mais importantes mocinhos do Universo DC, salvando Star City e o mundo de diversos perigos, utilizando seu arco e flecha, e suas grandes habilidades de combate.

E como muitos estão acostumados com a popular série de TV Arrow, o Arqueiro Verde não possui, em sua galeria, vilões como Pistoleiro ou Ra’s Al Ghul, sendo estes exclusivos da bat-família. Nesta lista da Semana Heroica, iremos ranquear os 10 melhores vilões do Arqueiro Verde presentes em sua galeria.


10. Brick

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Brick é um dos adversários mais peso pesados do Arqueiro Verde, e também chefe de gangues de Star City. Esqueça o que você viu em Arrow e abrace o personagem dos quadrinhos. Daniel Brickwell apareceu pela primeira vez, em Green Arrow vol 3 #4, em 2004, e se transformou em um grande algoz para Oliver, por possuir uma força sobre-humana e invulnerabilidade, capaz de derrubar o Arqueiro facilmente.

9. Komodo

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Muito mal aproveitado na série, Komodo é um grande inimigo para o Arqueiro Esmeralda, se provando tão bom quanto ele na habilidade do arco e flecha. Codinome de Simon Lacroix, o personagem esteve na expedição do totem do Clã Flecha, pelas Indústrias Queen.

O poder subiu à cabeça, e Lacroix conseguiu com que Oliver perdesse sua fortuna, e também, vencendo-o com o manto de Arqueiro Verde. Após os eventos, Komodo ainda matou Robert Queen com uma flecha no peito. História maluca.

8. Onomatopeia

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Kevin Smith, de longe, criou o vilão mais estranho e incomum no Universo DC. Tudo bem que tem alguém que controla ratos, bolinhas ou condimentos, mas um vilão que imita sons ao seu redor é muito mais incomum, como torneiras pingando ou algo caindo no chão.

O Onomatopeia é um inimigo que atormenta a vida do vigilante, com suas habilidades esportivas e marciais, e sua família não tem conhecimento de sua vida dupla. Muito menos, os heróis sabem se o vilão é um meta-humano ou não, já que sofreu diversas flechadas e tiros ao mesmo tempo, não morrendo e sobrevivendo a um queda de um telhado. Mas, se ele faz barulho pelo som, já podem usar isso contra o vilão.

7. Cupido

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Um tipo de Hera Venenosa para o Arqueiro Verde, a Cupido é extremamente habilidosa com o arco, tanto quanto qualquer outro, e faz tudo por amor ao vigilante mascarado – ou quase isso. A vilã sempre foi uma das inimigas recorrentes em Arrow ao longo de algumas temporadas, mas teve um ótimo desenvolvimento e memoráveis cenas, fazendo parte até mesmo do Esquadrão Suicida.

6. China White

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Mais uma vilã para a galeria do Arqueiro Esmeralda, China White teve grande importância para a origem do Arqueiro Verde em Ano Um, sendo uma contrabandista de drogas ao estilo Carmine Falcone. Sua primeira aparição nos quadrinhos se deu em Arqueiro Verde: Ano Um, em 2007, China White possui habilidades em artes marciais, sendo uma das assassinas mais procuradas de Star City.

5. Drakon

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Tendo aparecido pela primeira vez em Green Arrow vol 3 #27 (2003), Constantine Drakon se tornou um dos mais habilidosos lutares do Universo DC, e muitos cogitam que ele pode ser um meta-humano. Drakon se encontrou com Oliver algumas poucas vezes, mas seu grande inimigo é Connor Hawke, o segundo Arqueiro Verde. Entre um de seus feitos, está o de pegar várias flechas em movimento, e também grande habilidade no combate corpo a corpo.

4. Prometheus

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Nem sempre Oliver Queen foi tão bonzinho e Robin Hood assim, até ele se deparar com Prometheus, um novo e grande inimigo que atormentou sua vida em Liga da Justiça: Clamor por Justiça. Como uma versão parecida com a de Bruce Wayne, o vilão viu seus pais morrerem nas mãos de policiais quando criança, e saiu mundo afora para buscar conhecimento e treinamento em artes marciais.

No minissérie Clamor por Justiça, de 2009-10, Prometheus conseguiu se infiltrar nas operações da Liga da Justiça e dos Jovens Titãs, para conhecer melhor as habilidades e neutralizar cada um. Tendo assassinado alguns heróis e atacado outros, o vilão matou a filha de Roy Harper, o Arqueiro Vermelho, decepou seu braço. Após ser espancado por Donna Troy, ao ter sua libertação em troca do fracasso de seu plano posterior, Prometheus volta para seu esconderijo e é morto por Oliver Queen, com uma flecha na cabeça.

3. Conde Vertigo

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Conde Vertigo é uma das grande pedras no sapato do Arqueiro Verde, e por isso, integra a terceira posição na lista. A primeira aparição do Conde Vertigo se deu em World’s Finest #251, em 1978. Werner Vertigo, descendente da família real de Vlatava, é conde do país em que vive, e tenta sabotar a realeza para virar rei – algo que não é permitido para ele. 

Como já diz em seu nome, Vertigo usa a artimanha de um dispositivo eletrônico implantado em sua têmpora, por possuir um problema hereditário no ouvido. Pouco tempo depois, ele descobre que pode utilizar isso a seu favor, conseguindo distorcer a percepção das pessoas, o chamado efeito vertigem. Por muito tempo, Werner Vertigo entrou em conflito com o Arqueiro Verde e a Canário Negro, até ser reiniciado nos Novos 52 sob o nome de Werner Zytlev.

2. Exterminador 

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Mesmo que o Exterminador seja um dos inimigos principais do Batman e dos Titãs, sua rivalidade com o Arqueiro Verde começou a aumentar após os eventos de Crise de Identidade, no qual Oliver flechou o olho direito de Slade. O Exterminador é um adversário que, facilmente, consegue superar as habilidades do Arqueiro de todas as formas, sempre usando o fator surpresa contra Oliver

Em algumas de suas batalhas, Slade saiu vitorioso, e Oliver admitiu que o Batman é um dos únicos capazes de derrotar ele. O Exterminador possui uma grande percepção estratégica que Oliver não tem, e na maioria das vezes, o que salva o Arqueiro Verde é o seu arco e suas flechas especiais. Slade, com certeza, é o inimigo mais carrasco que o herói já enfrentou.

1. Arqueiro Negro

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Não há nenhuma dúvida de que Arqueiro Negro é o maior rival de toda a história do Arqueiro Verde, e foi criado justamente para ser seu oposto. Malcolm Merlyn, que tem o nome real de Arthur King, é considerado por ele mesmo e inimigos como o melhor arqueiro de Star City, e não é nenhuma surpresa. Oliver se inspirou no arqueiro conhecido como Merlyn, o Mago, que o desafiou num duelo e saiu vitorioso.

Merlyn apareceu pela primeira vez em Liga da Justiça da América #94, de 1971. Por algum tempo, ele treinou com a Liga dos Assassinos, e adquiriu novas habilidades de combate corpo-a-corpo e com o arco. Apesar de não ser mostrado como um mercenário na série, Merlyn adora contratos para assassinar um alvo, e já chegou a quase matar o Batman, se não fosse pelo Arqueiro Verde. Ao passar do tempo, Oliver foi melhorando em suas habilidades de arquearia, ambos os personagens são inimigos ferrenhos, e não é à toa que Merlyn pode ser considerado o melhor vilão de toda a galeria do Arqueiro Verde.


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Semana Heroica | Por que o Arqueiro Verde merece ter um filme?

Filme do personagem é o desejo de muitos fãs.


Com o final de Arrow ainda no início de 2020, atores interessados em fazer o Arqueiro Verde, e um filme cancelado do mesmo em 2008, o Arqueiro Esmeralda poderia – e merece – ter seu próprio filme. A adição da Canário Negro em Aves de Rapina reforça a ideia de que o vigilante poderá integrar o Universo DC nos cinemas, e não seria surpresa alguma se o víssemos pelo menos ser mencionado.

Na Semana Heroica focada no Arqueiro Verde, vamos colocar em pauta atores perfeitos para o personagem, como integrá-lo ao DCEU, e por que o playboy Oliver Queen merece ter seu próprio filme.


Por que um filme?

Arrow modelou o Arqueiro Verde mais uma vez, se inspirando em Arqueiro Verde: Ano Um, mas passando longe de sua personalidade de sarcástico e divertido. Mesmo que em muitos quadrinhos Oliver seja cabeça quente, em Arrow, ele era tão sombrio como o Batman, algo que não é a cara do chef do chilli picante.

Stephen Amell deixou seu nome na história do Robin Hood da DC, e teve momentos marcantes, mas não os melhores para compararmos aos quadrinhos em si. Em uma série, o Arqueiro pôde ser bem explorado, até não der mais, com uma abordagem que foge das HQs, mas gosta de brincar com a realidade. Claro que na série, há muitos elementos para explorar do que em um filme, por possuir diversos episódios de 40 minutos cada e várias temporadas, mas um longa-metragem do Arqueiro Verde, se aproximando um pouco mais dos quadrinhos, seria tão mais interessante do que ver Arrow e todas as suas 8 temporadas.

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É inegável dizer que o Arqueiro Verde não é um personagem popular, por que ele vem sendo desde 2007 para cá, aumentando ainda mais em 2012 com o início da série. Sendo um dos melhores personagens da DC, e estando no panteão dos mais famosos ao lado de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash e outros, o Arqueiro, precisa de seu próprio filme. Possuindo participações em filmes animados, e tendo um Showcase (curta animado) próprio, Oliver Queen ainda tem história para ser explorada, e diretamente para os cinemas. A sua popularidade ainda é alta entre os fãs, e pode se alavancar ainda mais.

Um filme pode trazer um pouco mais da rica mitologia do Arqueiro Verde nos quadrinhos, brincando de ser engraçadinho e orgulhoso como o de Dennis O’Neil, ou sendo um pouco mais realista como o de Mike Grell. Misturar personalidades no Arqueiro, seria um grande acerto para um possível filme, e com certeza, deixaria os fãs mais felizes do que o que foi entregue na série. 

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Facilidade para se integrar ao DCEU

O Arqueiro Verde teria muita facilidade para estar integrado ao DCEU, diferentemente do Gladiador Dourado, como já falamos há algum tempo em um artigo. Aves de Rapina nos apresentou a segunda Canário Negro, Dinah Laurel Lance, interpretada por Jurnee Smollett, a quem os fãs pedem incessantemente por uma série na HBO Max. Porém, como dizia, há uma facilidade de colocar Oliver no cinema, já que a existência da Canário Negro e sua primeira aparição pode confirmar que Oliver Queen está operando como Arqueiro Verde em Star City.

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Mesmo que The Flash possa fazer um reboot do universo -que também pode facilitar a entrada do velho Queen -, nada impede que haja alguma menção/referência ao Arqueiro Verde propriamente em The Flash, ou em algum outro filme.

Atores

Muito ainda se fala em qual ator é perfeito para o papel, e nós colocamos dois nomes: Charlie Hunnam e Travis Fimmel. Hunnam já demonstrou interesse em interpretar o personagem, e Fimmel sempre foi imaginado sendo o Arqueiro Verde, ao lado de Katheryn Winnick como Canário Negro. Ambos eram os protagonistas de Vikings, Ragnar e Lagertha.

Vamos falar primeiro de Fimmel. O ator tem uma vasta experiência na TV e no cinema, e se demonstrou capaz de ser o playboy Oliver Queen. Mesmo que não lembre muito o jeito de playboy, lembra de vigilante, por ter feito o viking Ragnar em Vikings. Ele também está na série Raised by Wolves, e nos filmes Dreamland, Perigo Eminente e Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos. 

Já, Charlie Hunnam, de Sons of Anarchy, é o favorito entre os fãs, e possivelmente, o cast que a DC quer se assemelhar. Hunnam possui o jeito de playboy de Queen, por conta de sua semelhança com o Arqueiro Verde dos quadrinhos – talvez seja o ator que mais se assemelha ao vigilante. O ator também possui uma boa bagagem no cinema, estrelando em Círculo de Fogo, Rei Arthur: A Lenda da Espada, Magnatas do Crime e Operação Fronteira.

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A DC Comics pode aproveitar muito da popularidade para fazer um filme solo do Arqueiro Verde, e tornar o herói ainda mais famoso. Com certeza, com a escolha certa de um ator, diretor e roteirista, o filme faria um grande sucesso de bilheteria e poderia agradar diversos fãs. Um futuro brilhante aguarda o Arqueiro Esmeralda, que merece muito mais do que já lhe foi entregue.

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Semana Heroica | Da pior a melhor temporada de Arrow

Qual a melhor?


Arrow é uma série revolucionária do gênero de heróis, e que alavancou diversas outra séries da DC Comics. Esqueça Smallville e foque em Arrow. Apesar de ter sido uma série com altos e baixos, o show que tem a estrela Stephen Amell no papel do protagonista, possui momentos marcantes, e temporadas brilhantes.

Com tantos anos de bagagem, Arrow tornou o caminho da DC na TV fácil, construindo em sua volta um universo compartilhado coeso. Vários crossovers foram feitos, sendo o último Crise nas Infinitas Terras, na qual Oliver Queen se sacrificou para salvar o universo. Pouco tempo depois, a série finalizou com sua oitava e última temporada, tentando abrir caminho para o spin-off Green Arrow and the Canaries, mas que foi cancelado.

Na Semana Heroica do Arqueiro Verde, decidimos ranquear da pior a melhor temporada de Arrow. Confira abaixo:


8° – 4ª temporada

Não há discussão, a quarta temporada é disparada a pior, por sua season finale inconsistente, trama repetitiva e o vulgo casal Olicity – que é uma tristeza e forçado. Arrow se mostrou uma série muito forte em suas duas primeiras temporadas, com a terceira tendo uma queda de rendimento, mas ainda sendo muito boa. Porém, a quarta, trouxe Damien Darkh, que prometeu ser um dos grandes vilões do vigilante, mas foi um dos piores.

Apesar de já terem restaurado o verdadeiro nome para Star City – obrigado Ray Palmer -, a temporada em si sofre de um lá e cá, com batalhas que poderiam ser conclusivas na metade da temporada, um romance péssimo e a morte de Laurel Lance (Katie Cassidy). Apesar de ser emocionante, foi um dos maiores erros da série. Entretanto, há subtramas boas, como Merlyn (John Barrowman) tentando ascender como Ra’s Al Ghul contra Nyssa, e Oliver se candidatando à prefeito da cidade.

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7° – 7ª temporada

Sim, a sétima temporada de Arrow é um dos grandes desastres da série, mas não por sua inconsistência – que também possui -, e sim por sua quebra de paradigma dos vigilantes. Assumir a identidade publicamente no final da sexta temporada foi uma surpresa para muitos, e talvez, uma ideia para terminar Arrow no sétimo ano, mas não foi isso o que aconteceu.

O sétimo ano traz uma trama de Oliver preso por seus crimes como Capuz, e tendo que sobreviver junto de vários criminosos que ele mesmo botou atrás das grades. Porém, ao ser liberado, com sua identidade revelada, o mesmo continua a atuar como Arqueiro Verde, mas sem o misticismo de antes. Ao mesmo tempo, num futuro um pouco distante, Mia Smoak e William, seus filhos, são apresentados para o público. Isso, porém, agradou uma parte, e talvez, incluir uma substituta para o Arqueiro Verde não tenha sido uma boa jogada.

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6° – 8ª temporada

O último e derradeiro ano de Arrow se encerrou em 2020, após a morte do mesmo como vigilante, e seu sacrifício como Espectro no crossover Crise nas Infinitas Terras. A oitava temporada se concentrou na redenção de Oliver, com ele tentando se redimir de seus pecados e se preparando para a maior Crise de todas. No entanto, a oitava temporada também foca no futuro, em seus filhos, com uma trama interessante, mas que cai de rendimento.

A oitava temporada apresentou referências de toda a série, relembrou diversos momentos e foi um terreno fértil para redenções de personagens. Apesar de ter desenvolvido um spin-off, Green Arrow and the Canaries – que não foi pra frente, e ainda bem -, o último ano possui consistência na história de Oliver, mas não esquece as ações do futuro. Contando com 10 episódios, o último ano pode não ter sido o melhor, mas possui momentos emocionantes, uma ação incrível no último episódio e que vale sua visita.

5° – 6ª temporada

Se contarmos do episódio 13 para frente, a sexta temporada foi boa, mas num todo, muito razoável e cansativa. Mesmo que ela esteja à frente da oitava temporada – muito por causa de possuir realmente um vilão -, poderia muito bem trocar de lugar com o último ano. Porém, não é o caso. A trama se divide em duas partes. A primeira parte da temporada é focada em Cayden James, um vilão ao estilo Calculador e Charada, que gosta de usar tecnologia, mas tem um péssimo gosto de não ir aos jogos de seu filho. Ricardo Díaz o acompanha, assim como Anatoly Kniazev, mas foi Díaz que tornou a segunda parte da temporada superior a primeira. O grande problema da temporada foi William, filho de Oliver, que queria forçar o pai a parar de ser vigilante. Que garoto chato!

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4° – 3ª temporada

A terceira temporada de Arrow marcou muito pela nova abordagem para o Arqueiro Verde na série, mas ainda mais, por trazer o Ra’s Al Ghul como vilão principal. Com a Liga dos Assassinos sendo o principal alvo, e se assemelhando muito a Batman Begins, Arkham City e outros quadrinhos do Batman, a temporada consiste em querer fazer de Oliver um membro da Liga dos Assassinos, após ter sua empresa vendida ao milionário Ray Palmer. Os eventos da terceira respingaram muito na quarta, onde tivemos o término do arco da Cabeça do Demônio.

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3° – 5ª temporada

Para a terceira posição, temos a quinta temporada, que tenta trazer Arrow de voltas às raízes. Considerada por muitos a melhor, ao lado da primeira e segunda, o quinto ano apresenta um dos melhores vilões da série: Prometheus. Além de mais membros no Team Arrow, o novo ano rapidamente conquistou os fãs por mostrar os eventos catastróficos da season finale. Sem dúvidas, a quinta temporada merece sua atenção.

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2º – 2ª temporada

Consistente, maravilhosa e que te prende em uma trama incrível, a segunda temporada traz mais flashbacks do passado de Oliver na ilha, e o embate épico do Arqueiro Verde contra o Exterminador. A temporada toda focou em perdas para o Oliver, abalando seu psicológico e físico também. O plano de Slade era em montar um exército de homens modificados com o soro Mirakuru, que lhe deu grande força física. E com referências aos quadrinhos para explicar o ódio que Slade tem por Oliver – uma flechada no olho é uma delas -, a segunda temporada caminhou livremente para estar entre as favoritas dos fãs.

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1° – 1ª temporada

O começo de tudo! A primeira temporada, sem dúvidas, é tão marcante quanto todas as outras, por apresentar a origem do Arqueiro Verde, sua família, seu passado conturbado e o melhor vilão de toda sua história nos quadrinhos, o Arqueiro Negro. Em toda a primeira temporada, vimos Oliver descobrir os pecados de seu pai, e se redescobrir, após ficar preso numa ilha por 5 anos. Totalmente renovado e pronto para trazer justiça, seguindo o caderno de seu pai com vários nomes de inimigos, ele utiliza suas habilidades com o arco e flecha, colocando um capuz e se autodenominando de O Capuz.

Atuando como O Capuz, Oliver recebeu várias vezes a culpa da polícia de estar matando cidadãos importantes, algo que estava sendo feito pelo Arqueiro Negro. Caçado pela polícia e pelo Arqueiro Negro, o vigilante está no meio de um fogo cruzado para salvar sua pele e também da cidade, após descobrir o diabólico plano de Merlyn contra os Glades.

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Semana Heroica | As 6 melhores cenas de luta de Arrow

Série é conhecida por ter cenas de ação épicas.


Mesmo que não seja a melhor série de heróis, e que tenha representado um Arqueiro Verde ao estilo Batman, Arrow possui seus dons. Além de uma boa trilha sonora e vilões marcantes, as cenas de luta se destacam muito durante a série, graças ao ator Stephen Amell.

Continuando a Semana Heroica, iremos listar as seis melhores cenas de luta que envolvem o Arqueiro, desde a primeira temporada até sua última.


6. Arqueiro Verde vs Ricardo Díaz (6×23)

Na season finale da sexta temporada, Oliver continua na cola de Ricardo Díaz (Kirk Acevedo) para colocá-lo atrás das grades. No episódio ‘Life Sentence’, Oliver quer uma revanche contra Díaz, e o encontra no telhado de um prédio pronto para fugir. Apesar de não ter tido um desfecho agradável, a luta tem uma boa coreografia, e fotografia, sustentada por uma trilha sonora magnífica e épica.

5. Arqueiro Verde vs Vigilante, Sereia Negra e bandidos (6×10)

A sexta temporada de Arrow, apesar de não ser mil maravilhas, nos condecorou com diversas cenas de luta ótimas. Com o passar do tempo, a série de Greg Berlanti melhorou em sua coreografia de luta, apresentando muito mais do que em temporadas anteriores. No décimo episódio do sexto ano, Oliver está em um armazém de Star City, e encontra uma grande luta entre a gangue de Cayden James e os Bertinelli. No meio de tudo isso, o Arqueiro Verde entra em ação derrubando um por um, até que o Vigilante o interrompe. O episódio provou do que o Arqueiro Verde é capaz de fazer sem a ajuda de sua equipe.

4. Oliver Queen vs Ra’s Al Ghul (3×09)

Com a terceira temporada tomando forma, a trama de todo o ano consistiu em explorar a Liga dos Assassinos, chegando a referenciar Batman Begins e a Batman #244, quadrinho clássico do Cavaleiro das Trevas por Neal Adams. Oliver e Ra’s estão em uma montanha, e o playboy precisa provar que é digno de derrotar o líder da Liga dos Assassinos. É ótimo ver que Oliver está lutando sem seu arco e suas flechas, e apenas com o que aprendeu, com o apoio de uma espada. O final vocês já sabem.

3. A luta final de Oliver contra Slade (2×23)

O Exterminador não iria ficar de fora do Top 3. A season finale da segunda temporada foi épica e fenomenal, e se manteve em alto nível assim como na primeira. Em todo o segundo ano, Oliver foi testado psicologicamente, fisicamente e emocionalmente, tendo de lidar com grandes perdas. Misturando o presente com flashbacks, as duas lutas entre Oliver e Slade no passado, na ilha, e em Starling City, explicam o ódio que o Exterminador sente pelo vigilante.

2. O três rounds contra o Arqueiro Negro (1ª temporada)

A primeira temporada, sem dúvidas, é a melhor já feita. Tão pé no chão quanto as outras, foi o começo do Capuz salvar de os cidadãos de Starling City e aplicar o medo nos criminosos. Com a temporada se desenrolando, mostrando os planos diabólicos de Malcolm Merlyn e a ascensão do Arqueiro Negro, maior inimigo de toda a história do Arqueiro Verde.

Interpretado por John Barrowman, que voltou em temporadas posteriores, o Arqueiro Negro assassinava sem piedade, e toda a culpa era descontada para o vigilante denominado de O Capuz. O primeiro encontro entre os maiores arqueiros dos quadrinhos se deu em um armazém, uma armadilha preparada por Merlyn, que saiu vitorioso nesta luta e na segunda, mas perdeu na terceira. Mesmo com a derrota, seus planos vingaram.

1. Arqueiro Verde e sua luta final (8×10)

Sem dúvida nenhuma, ‘Fadeout’ apresentou a melhor sequência de ação de toda a série, e também do Arrowverse. De voltas às origens, na qual o vigilante deixava uma pilha de corpos, o Arqueiro Verde caça John Byrne, um criminoso que apareceu na lista de Robert Queen, envolvido em tráfico humano. Oliver o caça até o fim, derrotando dezenas de capangas em um esconderijo, mostrando o quão brutal ele era.

A cena em específico também quer passar que o Arqueiro Verde é tão habilidoso como o Batman, e não precisaria de alguma equipe ou parceiro para ajudá-lo a derrotar vários inimigos. É válido ressaltar a trilha sonora, a fotografia e o movimento de câmera, que ajudaram muito na cena, além da coreografia, que estava em seu total ápice. Arrow encerra a temporada com uma magnífica cena de luta, e do jeito que a série e o personagem mereciam.


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Review | Arqueiro Verde: Ano Um (2007)

Aviso: Review sem spoilers!


A origem do Arqueiro Esmeralda.


De todos os heróis da DC Comics, o Arqueiro Verde é um dos que mais me chamavam a atenção, porém nunca li muitas HQs que foram protagonizadas por ele. A única que eu havia lido foi justamente a HQ roteirizada por Alan Moore, Olimpíadas Noturnas.

Porém, quando me disseram para fazer uma review de apenas uma obra da imensa história do Arqueiro, admito que fiquei perdido, pois eu queria ler todas as HQs protagonizadas pelo playboy Oliver Queen, porque todas elas pareciam ser excelentes. Mas, como todos já sabem, eu consegui escolher uma, graças ao conselho de um amigo que é um verdadeiro fã do herói. Ele também ficou na dúvida, mas me recomendou essa, Arqueiro Verde: Ano Um.

Assim como o clássico Batman: Ano Um de Frank Miller, Arqueiro Verde: Ano Um se propõe a recontar a origem do herói. Com uma introdução magnífica, a HQ começa com o pé direito ao apresentar um Oliver Queen despreocupado com a vida (literalmente). O playboy não muda mesmo com os conselhos de seu guarda-costas Hackett, que tenta colocar um pouco de juízo no jovem bilionário.

Mas durante um evento beneficente, Oliver acaba abusando das bebidas e passando por um verdadeiro vexame. Envergonhado, ele decide zarpar com o iate ao lado de Hackett. Nessa etapa da HQ, Oliver demonstra estar querendo passar por uma mudança e deixar de ser tão inconsequente, mas Hackett acaba interrompendo temporariamente esse sonho de mudança, já que o guarda-costas revela ter roubado uma quantia de dinheiro de seu ex-patrão. Depois de uma briga, Hackett vence e joga o corpo de Oliver no mar.

A única coisa que Hackett não esperava era que Oliver iria sobreviver graças as correntes marinhas que carregaram seu corpo até uma ilha misteriosa. Oliver percebe que não está sozinho naquele local, já que ele acaba encontrando um povoado misterioso que foi atacado e destruído. Por sorte, Oliver encontra materiais para fazer um arco, que ele acaba usando para sobreviver naquele local.

Vale ressaltar a arte de Jock, que fez um ótimo trabalho na caracterização do primeiro “traje” do Arqueiro. Outro ponto é o próprio roteiro da obra, que agora apresenta um Oliver Queen muito mais maduro e “feliz”, já que aquele modo de vida é perfeito para o herói, que reconhece isso.

É muito interessante ver essa mudança que o personagem teve, já que se compararmos com a primeira aparição do Oliver na obra, ele é quase irreconhecível e chato, ao contrário do que ele se tornou na ilha, um verdadeiro guerreiro. Outro fator bastante interessante é que Hackett acabou gerando seu maior inimigo, já que Oliver usa o seu ódio contra seu ex-amigo para sobreviver naquela. O desenrolar da obra é muito bom, mas como o início da matéria já disse, essa é uma review sem spoilers!


Veredito

Com uma trama envolvente e uma arte que acompanha o tom da história, Arqueiro Verde: Ano Um consegue recontar a origem do Arqueiro Esmeralda de maneira brilhante, mantendo a essência do personagem e adicionando novos elementos à história do herói.

Avaliação: 5 de 5.

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Semana Heroica | As 7 melhores histórias do Arqueiro Verde nos quadrinhos

Qual deverá ser a melhor?


Criado para ser um paralelo entre o Batman e o Robin Hood, o Arqueiro Verde apareceu pela primeira vez na More Fun Comics #73, ainda em 1941. Apesar de não ter sido muito popular durante boa parte de sua carreira, os roteiristas começaram a mudar sua personalidade e caracterização, adotando seu cavanhaque clássico.

Fato é que Dennis O’Neil reinventou para sempre o Arqueiro Verde, mas ele não foi o único. Em mais uma lista para a Semana Heroica, iremos ranquear as sete melhores histórias do Arqueiro Esmeralda, um herói que se tornou muito popular com o passar dos anos.


7. Liga da Justiça: Ascensão e Queda

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Mesmo que seja criticada por alguns, Ascensão e Queda tem seu lugar nas grandes histórias do Arqueiro Verde. A história se segue logo após os eventos que culminaram no assassinato do vilão Prometheus, nas mãos de Oliver Queen. O Arqueiro Verde se tornou um fugitivo após o ocorrido, e é caçado pelos próprios companheiros da Liga da Justiça, tendo também, um encerramento no seu casamento com a Canário Negro. O quadrinho antecede a série O Dia Mais Claro.

6. Arqueiro Verde: A Busca

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Durante seis capítulos de Arqueiro Verde Vol. 3, o herói teve um arco chamado “A Busca”, que trouxe Roy Harper consigo. Com o roteiro de Brad Meltzer, o arco explora Oliver em busca de suas antigas memórias, após sua morte nos anos 90. Ele vai em busca de diversos itens e memórias mais profundas, querendo saber até mesmo quem compareceu em seu funeral. A história também revela uma grande conexão entre ele e seu filho, Connor Hawke.

5. Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha

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Escrita por Kevin Smith e lançada em 2001, Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha é o quadrinho que coloca Oliver Queen de volta às ruas de Star City. Durante o crossover Noite Final, o Arqueiro Verde havia morrido, e Hal Jordan, agora como Espectro, o revive, mas sem sua alma. Connor, seu filho e o segundo Arqueiro Verde, precisa resgatar a alma do pai, devolvendo ao corpo atual que foi ressuscitado por Jordan.

4. Lanterna Verde Vol. 2 #85 e #86

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Para trazer mais seriedade e crítica social aos quadrinhos, Dennis O’Neil se junta ao artista Neal Adams nos títulos do Lanterna Verde, que mostram a parceria fantástica com o Arqueiro Verde. Na década de 70, falar sobre assuntos como drogas, sexo e violência exagerada nos quadrinhos não era comum, mas O’Neil trouxe isso para a história do Lanterna Verde com o Arqueiro Verde

Em duas edições, sendo a primeira como título de “Snowbirds Don’t Fly”, Oliver é acertado por uma flecha sua no ombro, por drogados que estavam querendo arranja confusão na rua. Ele consegue ir para um hospital e pede ajuda de Hal para achar os traficantes, e consequentemente, seu pupilo, o Ricardito. Seguindo sua aventura com o Lanterna e um braço inutilizado, Oliver descobre o esconderijo dos traficantes que vendiam as drogas. Não demorou muito para os heróis acabarem com o lugar, mas não conseguirem levar todos à justiça. Em meio a este tempo, Roy Harper está em sua casa, se drogando com heroína e Oliver vê isso. Por detestar drogas, e por ver que Roy está aderindo por tudo àquilo que Oliver lutou, o Arqueiro dá um tapa em seu pupilo, desfazendo de vez, sua parceria com ele.  A história teve grande repercussão na época, e é discutida pelos grandes fãs de quadrinhos até hoje.

3. Liga da Justiça: Clamor por Justiça

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Mesmo não sendo uma história do Arqueiro Verde em si, e sim da Liga da Justiça, Clamor por Justiça é uma das tramas mais importantes da carreira do Arqueiro Esmeralda, que definiu diversos assuntos do herói. James Robinson traz o vilão Prometheus como antagonista principal. Ele orquestrou um grande plano contra a Liga da Justiça, se passando por Freddy Freeman, melhor amigo de Billy Batson, o Shazam. O vilão ganhou acesso a Torre de Vigilância, onde pôde colocar dispositivos de teletransportes nas cidades de vários heróis, para prendê-los no passado ou futuro. Não demorou muito para Roy Harper descobrir que Freddy não era o inimigo. Uma luta acontece, e Prometheus acaba arrancando o braço do Arqueiro Vermelho.

Após derrotar os Jovens Titãs e a Liga da Justiça, Donna Troy captura o vilão e o espanca. Em troca de libertação, Prometheus resolve entregar as localizações de seus dispositivos, após eles falharem e começarem a explodir. Star City foi uma das cidades que teve uma explosão, e que acabou matando Lian Harper, filha de Roy. Oliver descobre o corpo da menina junto com a Canário Negro, e resolve querer matar Prometheus. Tomado pela raiva e querendo justiça, o Arqueiro Verde vai até o esconderijo de Prometheus após o mesmo retornar, e a sangue frio, atira uma flecha em sua cabeça, o matando.

O quadrinho é um dos mais importantes do Universo DC, e mais bem avaliados da editora, se tornando cânone na história principal do Arqueiro Verde.

2. Arqueiro Verde: Ano Um

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Lançada em 2007, a minissérie que traz o roteiro de Andy Diggle, Arqueiro Verde: Ano Um, conta uma nova origem para o vigilante mascarado, que serviu de inspiração para a série Arrow. Oliver Queen é um playboy milionário mimado, que adora uma bebedeira. Após decidir viajar em seu barco com seu guarda-costas, ele é traído pelo mesmo e jogado ao mar, até chegar em uma ilha remota no Pacífico.

Queen é obrigado a sobreviver e explorar a ilha, e utilizando de materiais no local, ele constrói um arco e coloca um capuz verde para se proteger do sol. Descobrindo que a ilha era uma plantação de ópio de China White, e após conversar com uma escravizada que lhe deixa claro toda a situação, Oliver começa sua aventura pelo bem, para frustar os planos da vilã e ser o herói entre os escravos. Facilmente, pode ser considerada a segunda melhor história do Arqueiro Verde.

1. Arqueiro Verde: Os Caçadores

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Os Caçadores de Mike Grell é um clássico e uma leitura obrigatória de todo fã do Arqueiro Esmeralda. Mesmo que uma das edições apresente o pior vilão do herói em toda a sua história, a trama em si é consistente e bela. Oliver se muda para Seattle, e mantém sua boa relação com Dinah Lance, a Canário Negro. Abandonando todas as suas flechas especiais, e adotando um capuz para mantê-lo mais sombrio, o Arqueiro Verde precisa parar o assassino em série de Seattle, enquanto a Canário está investigando uma organização criminosa.

Envolvendo também a Yakuza, sendo mais minucioso, a personagem Shado, o Arqueiro Verde tem um ponto crucial nesta história que o definiu para sempre, após experimentar matar um inimigo pela primeira vez. As consequências para o interior de Oliver foram grandes, fazendo com que o mesmo não conseguisse encontrar a paz após ter matado pela primeira vez. Os Caçadores é a história mais profunda do Arqueiro Verde, e crucial de sua história, que fecha esta lista.


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Semana Heroica #5: Crítica: Quarteto Fantástico (2005)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Nada brilhante.


O cientista Reed Richards (Ioan Gruffudd) convence seu arrogante colega Victor von Doom (JulianMcMahon) a financiar seus experimentos com energia cósmica. Na estação espacial Von Doom, a tripulação, incluindo o astronauta Ben Grimm (Michael Chiklis), a pesquisadora Sue Storm (Jessica Alba) e o piloto Johnny Storm (Chris Evans), é exposta a uma tempestade cósmica misteriosa que dá superpoderes a eles. Eles tentam lidar com suas transformações enquanto o detestável von Doom jura vingança.

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Quarteto Fantástico é um filme que possui diversos erros e por isso é bombardeado pelos fãs da equipe. Pra começar, o filme conta com diversos furos no roteiro e cenas que acabam sendo desnecessárias para a trama do filme. O longa também conta com diversos momentos com um humor que funciona em certas partes, mas é forçado, infantil e que quebra o clima de uma cena que poderia ser muito mais interessante.

Os efeitos especiais do filme são medianos e não comprometem o filme, mas em certos momentos deixam a desejar. Os atores até que mandaram bem no papel, pois estão muito bem caracterizados e lembram os personagens dos quadrinhos.

O vilão Victor Von Doom tem uma boa participação e se destaca entre os outros personagens.


Veredito

É um filme abaixo da média que tenta ser fiel as HQs mas falha por conta do seu roteiro fraco e de suas cenas desnecessárias e mal colocadas.

4/10.


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Semana Heroica #4 | O que o Quarteto Fantástico representa para o MCU?

O Quarteto Fantástico forma uma boa equipe, mas será que eles realmente superam os Vingadores como o melhor grupo de heróis da Marvel?


Com três projetos considerados um fiasco ao longo das três ultimas décadas, muitos fãs ficaram se perguntando e torcendo pela estreia da Família Fundamental no UCM, afinal, foi através de sua primeira aventura nas mãos do saudoso Stan Lee e Jack “The King” Kirby a Marvel deve sua criação.

Sendo ao longo de vários anos, junto com os X-Men e Homem-Aranha, as franquias mais importantes da Casa das Ideias antes da estreia de Homem de Ferro mudar o rumo da Marvel.

Mas a questão é: Qual a importância do Quarteto Fantástico e o que esperar de seu próximo filme no UCM?


Diferente do que estamos costumados a ver

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Pra quem assistiu Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, percebeu que os heróis eram vistos totalmente diferentes de qualquer outro filme de super-heróis? Eles eram celebridades, isso mesmo, o Quarteto trás uma outra pegada à esse universo, assim como Stan Lee disse: “Olha, eu tenho super-poderes, posso fazer coisas que você não sabe”.

E isso é o torna o Time tão especial, claro que os Vingadores não costumavam se esconder por aí, mas não vimos o time ser tão amado como o Quarteto foi a mais de uma década atrás.

Família em primeiro lugar

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Uma das coisas que diferencia o Quarteto Fantástico de qualquer superequipe por aí é o fato de que eles são uma família mais do que qualquer outra coisa. Mulher Invisível e Sr. Fantástico são casados ​​e têm filhos, Tocha Humana é irmão da Mulher Invisível, e embora o Coisa não esteja relacionado a nenhum deles pelo sangue, seu vínculo com todos eles é tão próximo quanto qualquer irmão.

A maioria das equipes tem um vínculo de irmandade e amizade, mas o Quarteto Fantástico é diferente – eles são uma família e reagem às ameaças à família com uma ferocidade e recursos que são chocantes para seus adversários .

Um dos maiores vilões do Universo Marvel

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O Universo Marvel está cheio de alguns dos maiores vilões de todos eles e é difícil dizer quem é o melhor … mas muitos costumam dizer que é Doutor Destino. Victor Voom Doom é a ameaça consumada – um poderoso monarca de seu próprio país, ele é uma das pessoas mais inteligentes do planeta e um feiticeiro poderoso . Sua armadura é tão avançada que lhe permitiu derrubar os deuses e tomar seus poderes.

Enquanto ele lutou contra quase todos os heróis e times de grande peso no Universo Marvel, ele tem um ódio especial por Reed Richards e seus companheiros do Quarteto Fantástico e guarda seus melhores esquemas e armadilhas para eles. 

Um tipo diferente de superequipe

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Outra coisa que diferencia o Quarteto Fantástico de qualquer equipe é o fato de que, embora sejam uma equipe de super-heróis, essa é uma função secundária para eles – eles são, antes de mais nada, uma equipe de exploradores. E foi seguindo essa linha que a equipe receberam seus poderes. O FF explora o universo – espaço, outras dimensões e os domínios da ciência – e mantém tudo a salvo do desconhecido.

Essa equipe trará novos caminhos inexplorados na Marvel Studios, isso significa que, com as próximas fases da Marvel não teremos saturado tão cedo já que suas abordagens serão diversificadas.

Seu filme dentro da franquia abriria infinitas possibilidades assim como o Homem-Formiga e a Física Quântica junto aos Guardiões da Galáxia deram a Saga.

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Semana Heroica #3 | O Dia do Juízo Final

Confira a review da HQ!


Mais uma edição da Semana Heroica, a primeira do ano, e o Quarteto Fantástico bate à porta da Marvel Studios. Kevin Feige ouviu, incluiu Jon Watts no projeto, e o filme está confirmado na Fase 4.

O Critical Room traz os quatro fantásticos pela primeira vez ao site, com uma nova fórmula e mais leve. Mas, nem tudo é Quarteto Fantástico no título, que tal Surfista Prateado? É o Dia do Juízo Final para o mundo todo, e você sabe quem está por trás do grande plano.

Marvels, de Kurt Busiek, com a arte do gênio Alex Ross, é uma minissérie em quadrinhos, lançada no ano de 1994, e contou com quatro edições. Todas as histórias envolvem o fotógrafo Phil Sheldon, que conta como foi cada história, na perspectiva humana, e não dos heróis e vilões. Tocha-Humana, o medo do povo para com a raça Mutante, o Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado unindo forças para derrotar Galactus e o Dia Em Que Ela Morreu, a última edição que lida com a morte de Gwen Stacy.

Analisamos a terceira edição, que contou a história de dominação de Galactus em Nova York, aterrorizando toda a população, e lutando contra os grandes heróis da cidade. Confira acima nossa review do quadrinho.

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Semana Heroica #1 | O que motivou o fracasso do reboot do Quarteto Fantástico?

Quarteto Fantástico (2015) é um dos piores filmes de heróis já feitos.


Quando se fala em Quarteto Fantástico, muitos se lembram daquele clássico e vistoso filme de 2005, onde a Fox sabia, pelo menos, fazer um roteiro decente. Mas, muitos ainda se lembram do reboot de 2015, totalmente inapto de ser chamado de filme e horrível aos olhos dos fãs. Mas, por que foi um fracasso total? O que desencadeou tudo isso?

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Vamos começar do básico, o diretor e a escolha do elenco. Josh Trank, diretor de Poder Sem Limites, parecia ser promissor. E, de fato, era, mas talvez muito novo para um blockbuster de heróis. Já o elenco, que conta com Michael B. Jordan (Tocha Humana), Kate Mara (Sue Storm), Miles Teller (Reed Richards) e Jamie Bell (O Coisa) foi uma boa escolha. Mas, dentro da proposta do filme, não pareciam ser tão dinâmicos quanto os atores da duologia da Fox. Mas, ressalto que, para a proposta do filme, que era trazer uma equipe mais jovem, mais inexperiente e um tanto ingênua, os atores foram boas escolhas.

Josh-Trank-diretor-de-Quarteto-Fantástico
Josh Trank, diretor do filme
Enredo

Pulando para a etapa do enredo, que tinha tudo para ser interessante, mas é esquecível. Recontar a origem mais uma vez do Quarteto Fantástico, já é desinteressante, mas remodelar e transformá-los em jovens do ensino médio, foi um dos piores erros. Talvez isso funcione mesmo para o Homem-Aranha, mas para uma das equipes mais famosas dos quadrinhos da Marvel, não como o esperado. A origem entrelaça os destinos dos quatro personagens, por conta de uma máquina de teletransporte que os leva para outra dimensão. O experimento dá errado, e o resto você já sabe, o ganho dos poderes.

O desenvolvimento de Reed Richards, talvez, seja a melhor coisa do filme, já o restante da equipe… Não é preciso comentar. História rasa, desenvolvimento dinâmico inexistente, roteiro apressado. Três pontos-chaves que podem resumir o pior filme de heróis deste século.

Vilão, visuais e cenas de ação

É justo ver o Doutor Destino novamente, mas, já é a terceira vez que o vemos, numa diferença de 10 anos. Posso estar sendo chato, mas o filme, se não fosse as interferências do estúdio e refilmagens, poderia ter sofrido de uma abordagem muito melhor do que o produto final, trazendo vilões totalmente  diferentes de Doom. Mesmo que a origem do mais voraz inimigo da equipe esteja ligada aos heróis, ele poderia servir de um dos inimigos que faz dupla com algum outro de mesmo poder, ou ser engavetado para uma sequência. 

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Divulgação/20th Century Studios

Outra vez, há um fraco desenvolvimento acerca de um grande personagem. Seus motivos malignos são inexistentes, se tornando apenas num típico vilão genérico, que aparece em apenas uma edição de um quadrinho e nunca mais retorna. 

Falando agora em um geral de visuais, tanto os dos personagens quanto CGI, eles poderiam ser BEM melhores. Levando em consideração a época de Quarteto Fantástico de Tim Story, que possuía efeitos especiais, que pra hoje são medianos, há uma melhora bem considerável. Mas, tudo tem um porém, e neste filme bagunçado, tem poréns até demais. Era pra ser melhor que os anteriores, certo? Era, mas esse não é o caso, e até os próprios uniformes conseguem ser piores do que de costume. Imitando Bryan Singer, com uniformes padronizados em X-Men? Quem sabe. O design imemorável do Doutor Destino, – O Coisa também não está lá “aquelas coisas” as cenas de ação mal coreografadas em muitas sequências, casam com o baixo orçamento que o filme teve – R$ 120 milhões. Mesmo que o foco seja o Quarteto Fantástico, em desenvolver designs e efeitos visuais melhores, esquecem de seu vilão e do restante do longa, para manter a mesma qualidade empregada para a equipe.

O fracasso súbito e a culpa da FOX

Fracasso de crítica, de bilheteria e de audiência, é o caso deste reboot. Mas, a culpa é do diretor e elenco? Não, a culpa é do estúdio. O longa-metragem passou por refilmagens, e teve várias interferências do estúdio. O diretor, Josh Trank, afirmou que “foi como ser castrado”, após ver que editores e produtores do filme estavam mudando uma grande maioria do que ele construiu. Os problemas internos fecharam portas para Trank, que desistiu de dirigir um derivado de Star Wars para a Lucasfilm.

A Fox queria trazer mais leveza ao filme, e de fato trouxe, junto de fracasso. Os problemas na produção, geraram vários rumores negativos acerca do filme, contribuindo para um fracasso total. O filme ganhou R$ 167,9 milhões intencionalmente, mas muito aquém do esperado e dos filmes anteriores. 

Se era pra ser o pior filme de heróis do século XXI e integrar a lista, superando até mesmo Batman e Robin (1997), o reboot de Quarteto Fantástico conseguiu.

Agora, caberá à Marvel Studios produzir uma obra de grande qualidade, para uma das equipes mais marcantes dos quadrinhos de todos os tempos.


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Semana Heroica #8 | Crítica: Liga da Justiça – Ponto de Ignição (2013)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Flash viaja no tempo para consertar algo que aconteceu no passado, mas acaba criando uma realidade paralela, onde a Liga da Justiça não existe, o Superman está desaparecido e a Mulher-Maravilha e o Aquaman estão em guerra. Liga da Justiça: Ponto de Ignição é uma animação que se destaca entre todas as outras da DC. Com roteiro baseado na saga de Geoff Johns e Andy Kubert, o longa animado se mantém fiel ao quadrinho de mesmo nome. Com personagens profundos e muito bem desenvolvidos, é nos mostrado uma realidade muito diferente da que estamos acostumados a ver em uma animação de heróis, com detalhe especial para o Batman de Thomas Wayne que rouba a cena nas partes que ele aparece. Também contamos com a presença de cenas de violência muito sangrentas e emocionantes, junto com cenas de guerras com o exército de Atlântida contra as Amazonas, que são muito emblemáticas e bem feitas. Os traços da animação são aceitáveis, mas contém cenas que acabam sendo meio toscas por conta dos desenhos que muitas vezes deixam a desejar. A trilha sonora é bem colocada e ajuda na empolgação durante as cenas de luta, especialmente na cena da batalha entre Aquaman e Mulher-Maravilha. Por último, o roteiro é bem bolado, contando com cenas de viajem no tempo e entre universos que são bem mostrados e com partes que são bem dramáticas por conta dos diálogos que são bem feitos e filosóficos.

Veredito

A animação é muito bem feita e bem fiel ao quadrinho, com personagens incríveis e bem desenvolvidos, com uma trama excepcional, mas infelizmente possui alguns erros que deixam algumas cenas um tanto toscas, mesmo que não interfira na sua experiência. É uma animação essencial para os fãs de super heróis.

8,5/10.


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Semana Heroica #7 | Review: Flash Comics #1

Criado por Gardner Fox e tendo sido desenhado por Harry Lampert, Jay Garrick, o primeiro Flash, fez sua aparição pela primeira vez em sua revista mensal de quadrinhos, a Flash Comics, em 1940. Um tanto diferenciado do Superman, mas que possuía um poder igual do Homem de Aço, a supervelocidade. Mas, apenas esse poder lhe era concedido, e o mesmo era retratado como o deus romano Mercúrio, pois, era tão rápido quanto ele.

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Sua origem foi mostrada logo na primeira edição da Flash Comics, e posteriormente uma breve retratação em Flash de Dois Mundos. Jay Garrick era apenas um simples estudante e jogador de futebol americano, que gostava de Joan Williams. Em um dia no laboratório de seu professor de ciências, ele derruba o destilador de um experimento após acender um cigarro no meio de um laboratório? Sério isso, senhor Fox? Tudo bem, continuando… Ele derruba e inala aqueles gases poderosos e desmaia, sendo levado ao hospital pela manhã quando seu professor o acha. Após uma bateria de testes, o doutor que cuidou do caso disse que ele poderia ser considerado o “homem mais rápido vivo”, e que podia correr, ter pensamentos rápidos, falar e podendo superar a velocidade de uma bala. É claro que o segredo foi mantido pelo cientista e pelo doutor, para que não soubessem de um dos “milagres da ciência”. 

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Revigorado, Jay recebe alta e usa sua velocidade para tudo, ficando impressionado com isso. Ele revela que era tão rápido quanto uma bala para Joan, que também se impressiona. Por alguns momentos no quadrinho, o jovem usa a velocidade a seu favor, seja para ganhar uma partida ou para jogar tênis consigo mesmo. E é após a brincadeira no tênis que tudo começa. Joan revela que seu pai, o Major Williams, havia sido sequestrado por uma gangue chamada O Quarteto Mafioso, para que ele contasse o segredo do bombardeiro atômico, uma arma de guerra dos Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial. Quando ela revela a Jay, um dos mafiosos atira e o velocista consegue pegar a bala e desviá-la. O ponto que o doutor não tinha certeza agora se fez verdade.

O roteirista usa pontos políticos para construir a narrativa, já que a Segunda Guerra estava apenas iniciando. O enredo básico de “o mocinho e o bandido” é um dos pontos da Era de Ouro dos quadrinhos, e pode ser visto em várias outras primeiras aparições de heróis, como o Batman ou o Superman. Não espere nada tão profundo nesta HQ, que vai direto ao ponto, que é resgatar o pai de Joan e acabar com os bandidos.

Não nos foi mostrado uma explicação de como Jay consegue seu traje e o capacete na primeira edição, mas apenas, como ele se torna o Flash, denotando que, à medida que o crime aumenta na cidade, alguém precisava fazer algo para parar isso. É um começo plausível para um futuro herói da Sociedade da Justiça da América e de Keystone City.

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A arte de Lampert, caracterizam muito bem o lado bom e o mal. O lado bom, há pessoas “bonitas”, transmitindo a boa índole que tem. Já o lado dos vilões, a arte é mais exagerada, mostrando que todos eles são feiosos e não tão bem de postura ou vestidos. Seus diálogos também, um tanto diabólicos e extrapolantes de um inimigo, e nada muito como é visto hoje. A Flash Comics durou de 1940 a 1949, quando foi cancelada e foi decretado o ano em que Jay Garrick se aposentou como Flash.


Veredito

Apesar de não ser o melhor quadrinho do Flash, já que não somos habituados a ler muitos da Era de Ouro, a HQ é marcante por ser a primeira aparição de Jay Garrick. Com um roteiro regular e uma proposta que convence o leitor, a apresentação de Gardner Fox e Harry Lampert ainda diverte na aventura do Flash contra as forças do mal, em uma leitura agradável e saudável.

Avaliação: 2 de 5.

Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

No Instagram, você confere a quinta parte com a indicação da série The Flash!

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Semana Heroica #6 | The Flash #139

Uma das histórias mais importantes do Flash.


Enquanto preparava essa matéria, procurei várias histórias do Flash. Poderia ter simplesmente escolhido Flashpoint, mas eu queria algo diferente. Finalmente, pedi a opinião de um amigo e ele me indicou The Flash #139. Optei por seguir o conselho e depois de uma breve pesquisa (e com a ajuda de outro amigo) consegui a scan dessa edição. Agora chega de enrolação e bora para a HQ!

Escrita por John Brooke e ilustrada por Carmine Infantino, a HQ lançada em 1963, conta com um enredo interessante e introduz um dos maiores (senão o maior) vilão do Flash. Estou falando do Professor Zoom, conhecido também como Flash Reverso. Antes de falarmos sobre ele, um breve resumo da primeira parte da história. O Doutor Walter Drake havia enviado uma cápsula do tempo ao século 25, porém, o doutor acabou enviando um relógio atômico, junto com outros objetos da cápsula (incluindo um traje do Flash). Esse relógio se tornaria uma bomba atômica por conta da viagem no tempo que ele passou, e destruiria Central City. Felizmente, o herói consegue ir ao futuro graças a sua esteira de força cósmica.

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Após isso, o vilão da história é apresentado. Professor Zoom era apenas um simples bandido, que admirava o Velocista Escarlate por sua velocidade, mas ao mesmo tempo o odiava por seguir a lei. O que Zoom não esperava, é que a cápsula cairia bem na sua frente, no meio da cidade. Ele aproveita e pega o traje do Flash que estava na cápsula. Com o traje, Zoom consegue utilizar as ondas de super-velocidade para ser o bandido mais rápido do mundo, utilizando a roupa do Flash, só que com as cores reversas e se auto-intitulando como Flash Reverso.

O que o Flash Reverso não esperava, é que o Flash original apareceria e o derrotaria, dando fim a sua pequena carreira. Porém, não era só isso que Barry Allen precisava fazer, já que o relógio atômico iria explodir em poucas horas. Como um raio, Flash procura pelo relógio em toda cidade, até que finalmente o encontra e o leva para o ártico, onde ele finalmente explode. Por fim, o velocista retorna ao presente, sem nem imaginar que voltaria a encontrar o Professor Zoom, ou, Flash Reverso.


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Semana Heroica #3 | A importância de Flash de Dois Mundos

Os quadrinhos estavam entrando na Era de Prata, e abandonando a Era de Ouro, reformulando alguns de seus heróis. A DC Comics iniciou a nova era com Julius Schwartz e Gardner Fox revitalizando o Flash e criando Barry Allen, que viria substituir Jay Garrick. O Showcase #4 (1956),  quadrinho o qual apareceu pela primeira vez Barry Allen e mostrou sua origem, foi o primeiro passo de uma nova era que duraria até meados dos anos 70.

Heróis como Jay Garrick e Al Pratt, são substituídos por Barry Allen e Ray Palmer, sendo o Flash e o Átomo, respectivamente. Com a duração da Flash Comics de 1940 a 1949, Jay Garrick foi um dos grandes personagens das histórias da DC nos anos 40, assim como Superman, Mulher-Maravilha e Batman. Sua criação, em 1940, se deu por Gardner Fox e Harry Lampert, e anos mais tarde, Fox viria a escrever a clássica Flash de Dois Mundos, unindo Jay e Barry.

O quadrinho de 1961 pode ser considerado um dos mais importantes da histórias da editora, pois foi nele que houve a introdução da Terra-2, e consequentemente, a descoberta de que Flash poderia fazer um tipo de salto de uma terra para outra. Fox fez com que antigos e novos heróis pudessem coexistir e também se encontrar. Isso abriu várias opções para a DC Comics num futuro não tão distante, que usou o conceito de duas terras e expandiu para três na série mensal de Liga da Justiça da América, e logo pra mais e mais terras, assim recebendo o nome de Multiverso. E partindo deste princípio, foi posto em jogo a Crise nas Infinitas Terras, e com certeza, Flash de Dois Mundos deu uma grande ajuda para que isso pudesse acontecer.

Com Gardner Fox, Jay Garrick também envelheceu, dizendo que tem sido o Flash há mais de 20 anos. Colocando a data real na ficção, e o real em si também, na Terra-1 que é a de Barry, Jay é simplesmente um herói de quadrinhos criado por Gardner Fox, além de ser o ídolo de Barry. E já aposentado, ele teria de voltar a ativa por conta d uma onda de crimes que está acontecendo em Keystone City, cidade de Jay que fica na Terra-2.

O então chamado Joel Ciclone e o Velocista Escarlate unem forças para derrotar o Sombra, o Violinista e o Pensador. É até engraçado pensar que, um herói de quadrinhos para nós em 1940, é o ídolo de Barry Allen, que também já leu a Flash Comics. Jay Garrick protagoniza um quadrinho no mundo fictício dentro de um quadrinho no mundo real. E são essas informações que o mantém vivo e que seu trabalho não foi esquecido, conectando a Era de Ouro com a Era de Prata, e o autor com sua criação.

Não há, aqui, uma história profunda para explicar o conceito de dois mundos, sendo apenas uma introdução e afirmando que é possível viajar para uma outra terra. Brevemente, também, foi contada a origem dos dois Flashes, e mostrou com clareza como Barry Allen parou em Keystone City. Isso, claro, deu uma boa ideia ao final para o antigo Flash, após ter derrotado seus vilões, que fariam parte também da história de Barry.

Com a existência de Gardner Fox no Universo DCBarry relata para Iris West sua ida ao mundo de Jay, e ela diz que “os leitores gostariam de saber o que houve”, mas Flash fala que ninguém iria acreditar, possivelmente vindo de um jornal que cobriria toda Central City, mas um homem iria. O velocista tem a brilhante ideia de contar para o quadrinista Gardner Fox sua aventura na Terra-2, já que foi ele quem criou o primeiro Flash, e assim, ele poderia escrever tudo em uma revista em quadrinhos. Curioso, não?


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Você pode conferir no início do artigo o CR Comics apresentando Wally West, sua origem, seus feitos e o que teve de passar por ser o substituto de Barry após a Crise. Essa foi a segunda parte da Semana Heroica.

A primeira parte da Semana Heroica aconteceu no Instagram e você quem decide qual o melhor Flash:

Semana Heroica #8 | Crítica: Homem-Aranha 2 (2004)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Homem-Aranha 2 mostra o herói dividido entre seu sonho e sua responsabilidade.


Não é mistério para ninguém que Homem-Aranha 2 é uma das melhores adaptações de quadrinhos que já foram feitas para o cinema, e que também, consagrou o ator Tobey Maguire e o próprio diretor Sam Raimi. com ambos mostrando sua visão do Cabeça de Teia para o cinema. Não é fácil falar sobre um filme como este, já que ele é tão especial, não só garantindo uma grande legião de fãs, mas porque é um dos mais lembrados com carinho pelo público que cresceu vendo o super-herói de Maguire.

Seguindo o sucesso do primeiro filme, ainda lançado em 2002 e usufruindo da mesma fórmula, alterando poucas coisas, a sequência mostra Peter Parker mais maduro como pessoa e herói, morando sozinho e lidando com aluguéis, trabalhando para tentar se sustentar e estudando para garantir seu futuro. Todo este conjunto está bem empregado no longa e mostra a vida dupla que o garoto leva. Salvar Nova Iorque por horas indeterminadas quando Homem-Aranha, estudar, trabalhar e ter motivos para se preocupar com sua tia May (Rosemary Harris) quando Peter – não podemos excluir seu amor por Mary Jane (Kirsten Dunst), a quem ele não consegue trazer para si e contar seu maior segredo.

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Uma vez dedicado aos estudos, Parker ainda é brilhantes, mas se torna relaxado, por conta de ser o Homem-Aranha. Toda essa dualidade é difícil para ele, não conseguindo equalizar tudo. Para piorar a situação, os constantes ataques do Clarim Diário contra o Homem-Aranha o deixam ainda mais pra baixo e nervoso, já que não reflete o que ele é e o que faz. Por outro lado, a situação financeira de sua tia não está nada bem, podendo perder a casa após não pagar a hipoteca ao banco. Além disso, ao descobrir que sua melhor amiga e paixão pode estar saindo com alguém, ele se sente frustrado, começando sua derrocada como herói. 

O pontapé inicial para que ele se sentisse ainda mais estressado e frustrado foi quando, Mary Jane o convida para assistir sua peça, e devido a uma fuga de bandidos e sua atuação como Aranha, ele se atrasa e é proibido de entrar. Mas a tristeza e decepção o toma quando ele vê sua melhor amiga estar nos braços de outro homem, que coincidentemente é filho de J.J Jameson (J.K Simmons), seu chefe no Clarim. Essa decepção despertada em Peter atinge seus poderes, o deixando sem eles e acreditando que sua carreira poderia ir caindo quanto à isso.

Após idas e vindas, sendo ignorado por MJ e tendo conhecido seu ídolo, Otto Octavius (Alfred Molina), que seria o tema de seu trabalho na faculdade acerca do projeto de energia renovável, ele é convidado a ver a experimentação que Otto faria no próximo dia, aberto ao público. E não poderia dar mais errado. O começo do teste foi bem sucedido, usando o trítio para seu projeto, que foi financiando por Harry Osborn (James Franco) e a Oscorp. Com um simples erro matemático, tudo veio por água abaixo, e quando o Homem-Aranha tenta intervir e salvar Otto, já era tarde após o choque que tomou, destruindo o chip inibidor, que lhe dava o total controle de seus tentáculos de metal. A partir de um incidente trágico, nasce o Doutor Octopus, um dos vilões mais marcantes do personagem nos quadrinhos.

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“O poder do sol na palma da minha mão

Corrompido por seus tentáculos e seu maior sonho, Otto invade o banco e tenta roubá-lo, mas não esperava que Peter estivesse lá, e em instantes, o Homem-Aranha surge para confrontar seu inimigo pela primeira vez. Ambos estavam se conhecendo, suas habilidades e estilo de luta, o que garantiu aos dois, maior poder para uma outra batalha. A repetição aqui é colocar novamente a doce Tia May em perigo nas mãos de um vilão. No primeiro filme, o Duende Verde (Willem Dafoe) fez isso. Mas não tira nenhum brilhantismo do filme e só acrescenta ainda mais o drama de Parker no filme.

Para decretar sua decepção, ao ter que ir trabalhar em um evento que reuniu John Jameson (Daniel Gillies), o namorado de MJ, a surpresa está por conta do anúncio de casamento entre os dois e seu melhor amigo, Harry, descontando sua raiva por Peter ser leal ao Homem-Aranha, de quem tira as fotos. A patrulha após o evento, em vez de servir para acalmá-lo, só serviu para deixá-lo ainda mais preso em seu medo e fazê-lo perder os poderes. Estaria em suas mãos decidir o que deve fazer. Sua consulta médica abriu novos olhares, e a ilusão com seu tio Ben (Cliff Robertson) deixou claramente que ele era só um garoto acadêmico, que desistiu de ser o Homem-Aranha para viver sua vida e seus sonhos. Essa cena em convencional, é uma das mais emocionantes e arrepiantes da história do Homem-Aranha nos cinemas, ainda fazendo uma clara referência a HQ Homem-Aranha: Nunca Mais!

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Melhorando seu relacionamento com Mary Jane e com sua tia, além de sempre estar chegando na hora nas aulas da faculdade, Peter era uma nova pessoa, totalmente diferente do velho Peter. Até mesmo conseguiu assistir a peça de sua amiga, mas não foi o suficiente para que ela mudasse de ideia sobre o casamento. Toda esta melhora resultou em uma grande confiança, mas ainda assim, ele tentava se desviar de crimes recorrentes, até que não conseguiu em uma das partes do filme, e como Peter Parker, salvou uma menina de um prédio em chamas. “Coragem”, foi a definição do bombeiro, que ainda contou que um homem morreu em outro andar. Naquele momento, Parker viu o quão era necessário ter o Homem-Aranha na cidade. Não só esse momento, mas a conversa com sua tia, que emociona, o convence ainda mais a voltar a ser o herói. Pequenas coisas o fizeram ganhar uma grande confiança.

Seu retorno e a volta dos poderes s deu quando sua amada entra em perigo, justamente nas mãos do Dr. Octopus, seu grande inimigo no longa. A raiva que tomou conta de Peter, ajudou-o a recuperar seus poderes e voltar como o Teioso. Totalmente, a sequência da luta sobre o trem, é a melhor já feita na trilogia, pois ambos os personagens se entregam, já que cada um conhecia suas habilidades. Toda essa batalha frenética, resultou em Peter parando o trem antes que chegue no fim da linha. É realmente incrível a entrega de Maguire nessa cena. Descrever a cena, é quase impossível, pois passa aos espectadores a importância do herói para os cidadãos de NY, que o ajudam e demonstram seu carinho, após ele esgotar todas as suas forças para salvar os passageiros, colocando em risco seu alter ego. O sacrifício foi reconhecido pelas pessoas, que o carregaram como um verdadeiro herói. E todo o conjunto anterior já mencionado para ganhar mais confiança, e a promessa dos passageiros de que não contariam a identidade à ninguém, faz o Homem-Aranha acreditar que as pessoas ainda são boas.

Vale lembrar que, quando os garotos entregam a máscara, a faixa de Danny Elfman, Farewell, do primeiro filme, começa a tocar, denotando a leveza e o sacrifício de um garoto para salvar centenas.

“Ele é só um garoto, da idade do meu filho”.

Envolvendo a trama de Otto e conectando com a subtrama do ódio do Harry pelo Aranha, que seria resolvida no próximo filme, o final do longa se aproximava, com uma grande reviravolta no terceiro ato, o qual seus melhores amigos descobrem sua identidade. A luta final também não deixou a desejar, e Peter revela a identidade também para seu vilão e ídolo, vendo que, mesmo corrompido pelos tentáculos, Otto ainda era uma boa pessoa no fundo. É isso que o Homem-Aranha tenta fazer; fazer com que as pessoas vejam o melhor de si.

Desistindo daquilo que Otto mais sonha, ele afunda sua máquina e salva a cidade. Por outro lado, Peter também desiste do que ele mais quer na vida, que é namorar a MJ, dizendo que ambos não poderiam ficar juntos, já que ele sabe que terão mais inimigos. Isso mudou totalmente a opinião dela na hora de se asar, deixando seu noivo esperando no altar e correndo para os braços daquele que a ama.

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Homem-Aranha 2 brilha em atuação e um roteiro bem construído, tornando o herói e seu vilão mais humanizados do que nunca, com os problemas da sociedade em si e de suas vidas em particular. Tobey Maguire e Alfred Molina entregam aqui, tudo de si, com uma atuação de grande nível de ambos os atores, dramatizando seus personagens ainda mais. Será difícil ver um futuro filme do herói onde o protagonista e o antagonista atuam no mesmo nível.

Não podemos esquecer da clássica trilha de Danny Elfman, sendo este sua última composição para o Homem-Aranha. Toda a leveza e o tom heroico, fazem o ambiente do filme, e que realmente combina com ele. Torna tudo mais épico, especial e memorável, como o web-swing no final, repetindo o final de Homem-Aranha 1.


Veredito

Realmente, não é fácil descrever uma das grandes obras-primas dos filmes de heróis, e há muita coisa ainda que poderia ser falada aqui, mas não foi, como a preparação de terreno para o novo filme, que teria seu melhor amigo como vilão. Mas, pode ficar para uma outra matéria ainda mais detalhada. 

Em suma, Homem-Aranha 2 acerta em tudo que há de bom na mitologia do herói, mostrando a essência do personagem, que inspirava outras pessoas e que também era um humano, assim como todos nós. Sam Raimi consegue usufruir de tudo que as HQs do personagem oferecem, indo do visual do herói aos problemas de um acadêmico. A estrela de Tobey Maguire brilha, assim como a de Alfred Molina, sendo um dos melhores trabalhos dos atores em toda sua carreira, se não for o melhor.

Não só aspectos na história ou elenco, mas o visual, a fotografia do filme e especialmente a trilha sonora, fazem com que a obra seja especial e gratificante, moldando toda a ambientação do filme e o tornando ainda mais inesquecível pelos fã; e que fazem de Homem-Aranha 2 uma real obra-prima a ser desfrutada por todos.

10/10.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Semana Heroica #6 | Homem-Aranha: Do Pior ao Melhor Filme

É corriqueiro ver discussões como: Quem é o melhor Homem-Aranha? Qual é o melhor filme do herói? O que é normal, pois o personagem passou por diferentes versões no cinema, que marcaram gerações distintas de fãs do Amigão da Vizinhança. Há quem prefira um ao outro, aliás é natural que um dos personagens mais populares dos quadrinhos gere discussões.

Dito isso, como fizemos com o Superman e com o Batman, resolvemos listar do pior ao melhor filme do maior herói da Marvel, o Homem-Aranha. Lembrando que contamos na lista apenas os filmes solo do herói, ou seja, não contamos as participações do personagem em Capitão América: Guerra Civil e nos dois últimos filmes dos Vingadores.

Confira abaixo:

8. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)




Após a recepção morna do primeiro filme, a segunda investida de Marc Webb com o personagem decide ir por caminhos bem diferentes de seu antecessor. Aqui, Webb opta por um melodrama bem piegas e um tom bem cartunesco – algumas sequências do longa chegam a lembrar um desenho animado.

Mas esse não é um cartunesco no bom sentido, os personagens são tão caricatos que chegam a soar o ridículo. Os vilões do Electro de Jamie Foxx e o Duende Verde de Dane DeHaan são os que mais sofrem com isso, sem nenhum carisma. Com um tom inconsistente e vilões fracos, este filme foi responsável por derrubar a promissora franquia de Andrew Garfield como o Cabeça de Teia.

7. Homem-Aranha 3 (2007)



A produção de Homem-Aranha 3 sofreu de um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad, os problemas de bastidores acabaram sendo refletidos na tela. A vontade de Raimi em contar com o vilão Abutre foi de encontro com o desejo de Arad em colocar o Venom para agradar o público de fãs do personagem. O resultado? A primeira aparição de Venom no cinema foi desastrosa, com uma subtrama completamente desleixada – aliás, subtramas mal desenvolvidas é o que não falta neste filme.

Nem tudo é de todo mal, no entanto, e existem coisas interessantes em Homem-Aranha 3. Como, por exemplo, o emocionante arco do Homem Areia de Thomas Haden Church, ou mesmo o marcante traje preto do Homem-Aranha. Contudo, são coisas que não conseguem salvar a bagunça de planejamento que foi o longa.

6. Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)


Longe de Casa conta com tudo que faz o MCU ser o sucesso que é: uma trama divertida, bom humor, personagens carismáticos e boas cenas de ação. É inegável que esse modelo da Marvel Studios é assertivo, tanto que o último filme do Aranha chegou a bater US$ 1 bilhão na bilheteria. Um grande sucesso.

No caso, Peter Parker embarca numa viagem pela Europa com seus amigos, contudo, surgem inimigos e contratempos que vão atrapalhar a viagem do herói – e fazer a diversão do espectador. Aqui, vemos também o quão a vontade está Tom Holland no papel do Amigão da Vizinhança, provando mais uma vez que a escolha pelo jovem ator para ser o intérprete do personagem foi a decisão ideal. O que pode pesar contra Longe de Casa é que, provavelmente, o longa seja um dos menos memoráveis do herói, pra não dizer esquecível.

5. O Espetacular Homem-Aranha (2012)


O desafio do reboot da franquia dirigido por Marc Webb era grande: suceder a trilogia de sucesso de Sam Raimi que marcou toda uma geração. A obra, claro, não supera os filmes de Tobey Maguire, mas conta com uma reimaginação do personagem e com grandes momentos. Vejo que, muitas vezes, o longa é criticado injustamente pelos fãs.

Aqui, Peter Parker é skatista, não é o nerd da turma e é cinéfilo – pode-se ver um pôster de Janela Indiscreta em seu quarto. As mudanças podem desagradar alguns, mas é algo novo, que difere o personagem da versão de Tobey Maguire. O longa conta com um inspirado visual sob a iluminada Nova York e conta com belas cenas de ação, como, por exemplo, a marcante cena em que o herói salva o garoto na ponte. Afora a inegável química entre Andrew Garfield e Emma Stone, formando um excelente par como Peter Parker e Gwen Stacy. Garfield, aliás, talvez não seja o melhor Homem-Aranha, mas é, com certeza, o melhor ator que interpretou o personagem.

4. Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)


Com a derrocada de O Espetacular Homem-Aranha 2 surgiu a oportunidade de um novo reboot do Aranha, agora pela parceria entre Sony e Marvel Studios, fazendo o personagem ser inserido no universo cinematográfico da Marvel, junto de Homem de Ferro e outros heróis da editora da Casa das Ideias.

O legal dessas obras é que cada versão é bem diferente uma da outra, e a versão de Tom Holland não foge disso. Agora, o herói se torna realmente o Amigão da Vizinhança, agindo no Queens e solucionando pequenos casos, apenas tentando crescer como herói e se tornar um Vingador. E como já dito antes, Tom Holland foi a escolha ideal para o papel do Cabeça de Teia. O jovem ator tem um grande carisma e atua de maneira divertida na dinâmica colegial imprimida pelo diretor Jon Watts. E essa dinâmica adolescente funciona tão bem que rola até referência ao clássico Curtindo a Vida Adoidado, do mestre John Hughes.


3. Homem-Aranha no Aranhaverso


Essa animação foi uma grande surpresa e fez tanto sucesso que venceu o Oscar de Melhor Animação de 2019. Fez tamanho sucesso que popularizou o personagem Miles Morales na cultura pop. O longa tem como seu protagonista o jovem Miles, que, ao ser picado por uma aranha radioativa e ganhar poderes, começa a andar com outras versões do personagem vindas de outras dimensões. Com uma ideia tão interessante, a obra abre margem para a interessante interação de Miles com personagens curiosos como o Homem-Aranha Noir de Nicolas Cage e até mesmo o Porco-Aranha.

Ver Miles interagindo com os outros e aprendendo o que é ser Homem-Aranha com o velho Peter Parker chega ser gratificante, ainda mais para o fã do Aranha. O longa mescla ainda o bom humor com um bom arco dramático de seu protagonista. Em suma, Homem-Aranha no Aranhaverso é um filme que entrega tudo que o fã do personagem anceia e merece ver.

2. Homem-Aranha (2002)


Ao contrário de O Espetacular Homem-Aranha 2, o tom cartunesco funciona muito bem aqui. É como se os quadrinhos de Stan Lee fossem transportados para a tela. Vale lembrar que a primeira investida do Homem-Aranha no cinema quase foi dirigida por James Cameron, e poderia contar com Leonardo Di Caprio para viver Peter Parker. Mas nada disso ocorreu, o escolhido para a direção foi Sam Raimi, antes o diretor da franquia Evil Dead, e para viver o herói o escolhido foi Tobey Maguire – escolhas certeiras.

Raimi comanda aqui uma aventura com momentos memoráveis e personagens marcantes. Rosemary Harris viveu a doce Tia May e JK Simmons deu vida ao rabugento J.J. Jamenson. Afora Willem Dafoe como Duende Verde, um dos vilões mais marcantes da franquia. Todas caracterizações perfeitas de acordo com a ideia de encenação cartunesca de Raimi. Essa foi a primeira vez que vimos o Aranha nas telonas, onde foi introduzido os personagens que tanto amamos e momentos que ficaram marcados no imaginário popular.

1. Homem-Aranha 2 (2004)


Não tinha como ser outro. Homem-Aranha 2 é, com certeza, uma das melhores adaptações de quadrinhos do cinema. Temos aqui um dilema que vemos raras vezes em obras do gênero: deixar de ser Homem-Aranha para poder viver uma vida normal como cidadão ou exercer sua responsabilidade de usar seus poderes para o bem comum? São coisas como esta que engrandecem a grande obra de Sam Raimi.

Este conflito permeia por todo o filme, fazendo o herói até perder seus poderes por um breve momento – sendo o resultado de sua alto insegurança. Ora, além desse conflito interno, Peter precisava conciliar sua vida no trabalho e na faculdade com sua vida amorosa com Mary Jane, e ainda cuidar de sua tia envelhecida. Tudo isso aproxima o personagem do espectador cidadão comum ao mesmo tempo que carrega a essência do herói, que é exatamente ser essa pessoa real com problemas comuns pra resolver. Fora tudo tocado com precisão pelas hábeis mãos de Sam Raimi.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

A quinta parte aconteceu no Instagram e você quem decide qual é o melhor filme do Homem-Aranha:

Confira a segunda parte da Semana Heroica, que aconteceu no CR Comics:

Semana Heroica #4 | Marvel’s Spider-Man

Lançado em 2018 para PS4, Marvel’s Spider-Man é um jogo sobre o Homem-Aranha com todas as características do herói, desde seu senso de responsabilidade até a rica galeria de personagens que foram muito bem aproveitados. Tudo isso mesclado a um combate fluído e um web-swing que realmente lembram movimentos que o Aranha realiza em suas HQs.

Focando na galeria de personagens, o visual dos vilões foi reformulado, mesmo assim respeitando o material original:

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Além do traje do próprio Homem-Aranha, a Classic Suit é linda e a Advanced Suit é inovadora.

Personagens como Mary Jane, Tia May e Miles Morales são personagens bem trabalhados, mesmo que sejam coadjuvantes na história. A MJ, principalmente recebeu uma abordagem completamente diferente do convencional, já que transformaram ela numa repórter do Clarim Diário e a tornaram independente, o mesmo ocorre com a May, que além de ser independente, ajuda várias pessoas através do instituto F.E.S.T.A.

A relação de Octavius e Peter como mestre e mentor é um dos grandes pontos do jogo, já que os dois eram melhores amigos e depois se tornaram inimigos mortais, tudo por conta do desejo de vingança de Octavius e a manipulação que ele sofreu por conta dos tentáculos. Você percebe que o Otto não é uma pessoa ruim, mas o seu desejo por vingança mudou tudo e o tornou um super-vilão, que acaba entrando em conflito com a única pessoa que ainda ao seu lado, Peter Parker.

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Doutor Octopus ou Otto Octavius

E assim como em outras mídias, a figura de Peter Parker foi muito bem trabalhada, mostrando todas as dificuldades de ter duas vidas completamente diferentes, uma como herói e outra como uma pessoa comum. Esse dilema é trabalhado no jogo até o final, quando Peter tem que escolher salvar a vida de sua tia ou salvar a cidade. O conflito entre as duas vidas completamente diferentes acaba resultando num final triste, com a morte da May, que em seu leito de morte, revela que sempre soube do segredo de Peter, dando ainda mais profundidade a trama do jogo.

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Marvel’s Spider-Man “pegou” vários elementos da franquia Arkham, mas conseguiu entregar um jogo sensacional do Homem-Aranha, com um roteiro e personagens muito bem trabalhados. Então, sim, o jogo pegou elementos da franquia Arkham, mas conseguiu por mérito próprio, alcançar o título de melhor jogo do Homem-Aranha e melhor da jogo da Marvel.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Confira a segunda parte da Semana Heroica, que aconteceu no CR Comics:

Semana Heroica #3 | Homem-Aranha

O Homem-Aranha foi criado na década de 60 por Stan Lee e Steve Ditko, fazendo sua estreia na revista Amazing Fantasy #15, e pouco tempo depois, ganhou sua própria revista. O herói fez muito sucesso, principalmente entre os jovens, porque era o primeiro herói adolescente que não era apenas um ajudante de outro herói, mas sim o próprio protagonista de sua própria história. E o melhor de tudo, ele era apenas um cara normal que teve a sorte (ou azar) de ter adquirido aqueles poderes. A questão é que já naquela época, o personagem era visto como “inspiração”, principalmente pelo público nerd que sofria bullying e que estava acostumado com um herói musculoso e perfeito, ao contrário de Peter Parker, um adolescente que era herói nas horas vagas. Mas o fator que tornava Peter Parker tão identificável, era de que como ele era um rapaz tímido e inteligente, e quando colocava o traje, isso tudo mudava e ele se tornava alguém mais confiante.

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E com essa confiança, surgiam as famosas piadinhas que saíam nos momentos certos para tentar desequilibrar o inimigo, o problema é que essa questão de piadas é levada muito a sério pelos fãs, que pensam que o personagem tem que lançar uma nova piada a cada cinco minutos, e se não tiver piadinha, não é o Homem-Aranha. A questão aqui é que o Homem-Aranha não é um comediante de Stand Up pra ficar lançando piadinha toda hora. No início de carreira, Peter só usava esse método para ter mais confiança e deixar o medo de lado, e hoje ele só manda essas “brincadeiras” nos momentos certos, não igual ao Deadpool, que literalmente faz um comentário sarcástico a cada dois quadros. Para finalizar, sim o Homem-Aranha é um herói bem humorado, mas não é comediante pra ficar lançando piada toda hora.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem, essa última no canal do Critical Room.

Confira a segunda parte da Semana Heroica, que aconteceu ainda ontem, no CR Comics: