Arquivo da categoria: Reviews

Review: Immortal Wonder Woman #1 (2021)

O futuro catastrófico e o preço da imortalidade.


Enquanto Yara Flor já fez sucesso em sua primeira edição no Future State, ela não é a única Mulher-Maravilha presente no evento, sendo acompanhada por Diana e Nubia. Separando as linhas do tempo de cada uma, Immortal Wonder Woman traz a Diana os eventos pós Death Metal, em um planeta sem vida, e uma princesa refletindo o preço que pagou por ser imortal.

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Na primeira edição da minissérie Immortal Wonder Woman, Diana se encontra num futuro distópico, onde não há mais a Liga da Justiça, Batman está morto e o Superman envelhecido. Enquanto tem um trabalho de tentar salvar o Verde e a Terra, Diana se encontra sentida por ter o peso da imortalidade, e ver todos os seus amigos morrerem.

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“Você sempre foi o nosso coração, e isso é o que há de mais maravilhoso em você”

Por outro lado dela querer salvar todo o planeta, as amazonas não dão tanta ênfase. Após a destruição de Nova Gênese por criaturas misteriosas, Apokolips foi dominada sem que Darkseid interferisse. O intuito do lorde de Apokolips agora, é dominar o que restou da Terra, já que nunca conseguiu, de fato, conquistar enquanto a Liga da Justiça ainda estava na ativa. Michael W. Conrad e Becky Cloonan acertaram em cheio na personalidade de Diana, tão apegada à Liga da Justiça quanto qualquer outro herói, sentindo o que é a solidão, algumas vezes

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A história de Núbia, apesar de não deixar tão claro o que pretende, se conecta no presente, com a vilã Cálice roubando peças para liberar males antigos. Para quem ainda não sabe, Cálice é filha de Darkseid, nascendo de uma assassina amazona. Ou seja, a meta de Cálice no presente e sua possível conquista, pode ser o que afeta o futuro e Darkseid subjugando a Terra.

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Deixando de lado a história dos dois arcos, é válido elogiar a arte do quadrinho, mas ainda assim, não é tão superior ao DC Rebirth, que eu considero melhor. É claro que, eventos diferentes exigem abordagens diferentes, e no Future State, a arte busca o mais simples, com cores mais vivas em alguns aspectos e escuras em outros. 

Immortal Wonder Woman #1, no geral, entrega uma premissa interessante, conectando duas histórias, três amazonas e o possível fim dos tempos, relatando a importância de ser a Mulher-Maravilha e o legado que possui, sendo o coração de todos os outros super-heróis do evento. Estou realmente ansioso por ver o caminhar da história e o desfecho de tudo.

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Yara Flor tem começo brilhante no DC Future State

DC retrata muito bem o folclore brasileiro.


O anúncio da criação de uma Mulher-Maravilha brasileira deu o que falar pelos fãs brasileiros da DC, que se animaram para o evento nos quadrinhos Future State. No começo de janeiro, os quadrinhos chegaram digitalmente e às bancas estadunidenses, e lá, não sei ao certo se foi um grande sucesso, mas aqui, pelos comentários que recebi sobre, mesmo antes de ler, estava ótimo.

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A Mulher-Maravilha carrega toda a mitologia grega consigo, e tem nome de uma deusa romana. A DC consegue explorar e trabalhar muito bem a antiguidade grega, além de incluir novos personagens, guerreiras lendárias, mas sempre mantendo a essência histórica de Homero ou Heródoto. Não está sendo diferente com Yara, que luta contra criaturas do folclore brasileiro como o boitatá ou tem de confiar na Caipora, uma inimiga ao mais tipo Circe.

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Não contente em colocar só o folclore brasileiro, a criadora Joelle Jones explora e mistura a mitologia grega com as lendas brasileiras, acertando em cheio na dinâmica que, com certeza, será muito bem explorada nos capítulos seguintes. Além do mais, a dinâmica apresentada entre Caipora e Yara Flor é explosiva, por conta de momentos anteriores, a Guardiã das Florestas ter atacado a nova Mulher-Maravilha. O ressentimentos ficaram, mas ambas se uniram para livrar uma irmã do controle de Hades, deus do submundo.

Joelle Jones produz a arte e o roteiro do quadrinhos, e mesmo com uma premissa mais simples, a arte chama a atenção, assim como a mistura de mitologias. A personalidade da nova personagem, em si, se diferencia de Diana. É mais enérgica, explosiva e um pouco estressada, mas as táticas de combate se assemelham.

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Assim como o parágrafo acima, chamo a atenção novamente para a arte da HQ. Os cenários vastos da Amazônia como conhecemos, assim como a pele morena de Yara Flor, mais a representação de Caipora e outras criaturas mitológicas, demonstram a qualidade e grande empenho e Jones, em querer saber mais sobre uma cultura tão rica como a nossa e a grega. A coloração do quadrinhos, com cores mais vivas enquanto estão na floresta, e cores mais escuras para a ida ao Hades por meio do barqueiro Caronte, denotam a grandiosidade que o Future State irá ser. 

Seguindo por essa mescla de mitologias e folclores, a minissérie Future State: Wonder Woman, tem tudo para ser uma boa lembrança para os fãs brasileiros da DC Comics, que irão querer por mais aparições da heroína.

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Review: Batwoman (2×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Segunda temporada começa abaixo do esperado.


Após a saída de Ruby Rose no papel de Batwoman, houve muito burburinho para uma nova atriz interpretar a heroína. A equipe de roteiristas da série chegou a conclusão de que precisavam de uma nova identidade para a vigilante, contratando Javicia Leslie para o papel de Ryan Wilder, a nova Batwoman. Deu certo logo de cara? Nem tanto.

Comparado ao primeiro episódio da série, lá em 2019, é um verdadeiro desastre. ‘What Happened to Kate Kane’ abre a segunda temporada, explicando sobre o sumiço de Kate, – já que a atriz saiu do papel – aderindo aos momentos melodramáticos de todas as formas. O sumiço da bilionária de Gotham se dá em uma queda de um avião, que voltava de National City. Aparentemente, Kate é dada como morta, já que não conseguiu vestir o traje antes e saltar do avião ou tentar salvá-lo. É um bom desfecho para a heroína, já que não haveria tanto sentido em fazê-la desaparecer como Bruce. Porém, o que veio a seguir, colocou muitas tramas em apenas um episódio, que fora extremamente corrido, que tentou se enrolar em Jacob Kane e sua subtrama pessoal com a Batwoman, Luke Fox, Alice… E por aí vai.

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Ryan Wilder aparece em tela, com alguns flashbacks do passado que revelam sua mãe ter sido assassinada por alguns homens. Ela acredita ser a Gangue das Maravilhas, e nutre um sentimento amargo ante à Alice, vilã da Batwoman e irmã de Kate. Essa conexão forçada, estraga uma possível construção ao longo de toda a temporada, mas abre caminhos para o Máscara Negra, Espantalho e algo mais do SilêncioRyan tem uma origem clichê, um tanto parecida com a do Raio Negro – que é boa. Basicamente, sua mãe morre, ela descobre que foi Alice e quer se vingar, forçando uma ligação desnecessária num começo de temporada. Como disse acima, pode ser algo trabalhado mais organicamente, com ambas adquirindo conhecimento uma da outra, sem se basear numa vingança premeditada pelo passado.

Obviamente, Ryan veste o traje depois de encontrá-lo, mas não sabe como usá-lo. É algo a ser explorado durante a temporada, porém, o ponto negativo é sua motivação para vesti-lo. É visível a dificuldade que ela tem, com pouca experiência em combate e que precisa melhorar, usando todos os dispositivos do arsenal da Batcaverna ou do bat-traje. Mesmo que tenha faltado uma boa execução dela como a nova Batwoman, e também sua origem que beira ao clichê, sua vida passada parece não ter sido fácil por ser uma mulher negra. É inegável que, Caroline Dries, showrunner da série, soube muito bem explorar a nova personagem e adequá-la para a realidade, tratando de algumas questões sociais. E aí entra toda a história de Ryan, sobre a dificuldade de ser uma ex-presidiária e estar à procura de emprego ou uma casa para morar, pois o falso idealismo das pessoas em ajudar alguém a recomeçar, é maior que seu senso comum de estender a mão. Com certeza, o caráter social da protagonista será um dos pontos mais fortes em toda a temporada.

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E por falar em pontos fortes, apesar de muitos negativos, a série apresentou pela primeira vez – segunda, na verdade – Bruce Wayne, porém sendo uma máscara para Thomas Elliot. Foi o ponto mais positivo do episódio, que se desenrolou com muita emotividade e esqueceu de que deve preparar terreno para novos perigos. O disfarce foi facilmente descoberto, e os roteiristas jogaram fora uma trama interessante de explorar a manipulação de Elliot como Bruce Wayne.

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Divulgação/CW

A trama principal que é o sumiço de Kate, foi ofuscada pela sub trama do falso Bruce, que podia se manter por mais alguns episódios, e que ainda deixou quase inexistente a existência de uma trama solo de Ryan Wilder. É claro que, é cedo para tirar conclusões por conta de um episódio, mas, correndo neste ritmo acelerado e não aproveitando suas histórias que têm o potencial de serem mais longas, a segunda temporada pode não surpreender.


Veredito

Batwoman tem começo acelerado em sua segunda temporada, explicando o desaparecimento de Kate Kane, a origem de Ryan Wilder superficialmente e a falta de um desenvolvimento mais duradouro na trama que envolve Alice e o falso Bruce Wayne. O episódio abraçou o trivial e tentou se sustentar em Kate e em Bruce, mas errou em desenvolver todas as tramas, que acabaram ficando soltas e desconexas. É só o início, mas que não agrada.

4,5/10.


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Review | Batman – Noel

Lee Bermejo e sua releitura fantástica de Um Conto de Natal.


Charles Dickens, renomado escritor inglês que criou Um Conto de Natal e o rabugento Ebenezer Scrooge, é uma referência nas épocas natalinas. Vários filmes e animações já usaram Scrooge, um clássico personagem, que em Batman – Noel (2011), o incrédulo do Natal é representado pelo Batman. É claro que o personagem título do quadrinho não é um símbolo do Natal e tal, ou mesmo alguém que lhe dirá “feliz Natal”, porém, ele pode salvar o seu feriado.

A graphic novel de 2011 entra para o rol dos “quadrinhos do Batman que precisam ser lidos”, pois, aqui, há um narrador do começo ao fim da HQ, completando a ideia de quem narrava. A história em todo o quadrinho, remete logo ao livro de Dickens, já que essa é a própria representação do conto. É incrível o paralelo que Bermejo faz entre Scrooge e Batman, pois, ele conecta duas pessoas diferentes, com personalidades parecidas, e mescla o bom e o pior do Cavaleiro das Trevas.

Bob é o ponto focal da história, um homem que cuida de seu filho, mora na parte pobre de Gotham City e está disposto a batalhar pelo menino, arriscando a própria vida. Ao aceitar um trabalho do Coringa, sendo um peixe pequeno do mesmo, ele se depara com o Batman, que o afugenta e deixa todo o dinheiro no local. É uma isca do herói para apanhar sua presa, que em pleno Natal, está solto em Gotham e Bruce Wayne não tem descanso, mesmo que a polícia ainda tenha um pouco.

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Divulgação

Assim como no conto, três fantasmas aparecem para assombrar o Batman, funcionando como passado, presente e futuro. O primeiro remete logo ao trágico passado de sua carreira, a morte de Jason Todd e as antigas perseguições contra a Mulher-Gato, que nunca se cansa de fazer o de sempre. Não há paradas para apresentações aqui, e após cair, falhando em capturar Selina, o segundo fantasma aparece, o Superman, que o ajuda ali e agora – presente. Os Melhores do Mundo se reúnem mais uma vez, agora com o Morcego ainda mais fechado ao mundo, sem se importar muito com o que resta de humano nas pessoas; seu foco é maior e vai muito além do crime. Essa ajuda não é precipitada, já que o Escoteiro ouviu a tosse de Bruce em Metropolis. A aparição do Superman no quadrinho ameniza as sombras do Batman, suas cores e sua trajetória solitária, mantendo um pouco a esperança. Mas, quando se vai, um vazio fica e não há nada que o preencha nos quadrinhos seguintes.

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O terceiro fantasma é sua própria presa, que vira seu predador, o velho Coringa. É estranho ler que Clark ouviu a tosse de Bruce em Metropolis – talvez seja sarcasmo – e não ouviu a explosão no Batmóvel após ele sair voando. Isso não tira mérito algum da trama e do quadrinista, mas é uma ponta solta que poderia ser arrumada. Continuando, o Coringa funciona como um fantasma do futuro, mas por quê? Porque, simplesmente, ele é o carrasco do Batman e o enterra vivo, sendo esse o futuro esperado do vilão e do herói: a morte.

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Entretanto, é claro que não iria ficar assim e o final feliz acontece, mas não irei contar aqui, e sim, elogiar muito a arte de Bermejo, que utiliza o mesmo método de Coringa (2008), de Brian Azzarello. Em Batman – Noel, ele opta, junto com Barbara Ciardo, cores mais frias enquanto há o Batman, usando bastante da sombra um artifício para moldar o olhar gótico que Gotham oferece. Já quando o Superman aparece, isso muda totalmente, deixando o ambiente mais colorido e vistoso. A arte é realmente o forte da HQ, mesmo que a história não seja tão marcante quanto.


Veredito

Batman – Noel é uma leitura aconchegante e rápida, se for para ler com muita atenção. Lee Bermejo traz um Batman ainda mais humano, sem esperança ou felicidade alguma em sua vida, porém, não abandona a persistência que vem com o herói desde sua criação. A arte detalhada com a coloração escura, se junta a um roteiro formidável, fazendo um paralelo de uma obra clássica de Natal para um quadrinho bem lembrado pelos fãs e merece estar em sua lista de leituras de Natal!

Avaliação: 4 de 5.

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Semana Heroica #7 | Review: Flash Comics #1

Criado por Gardner Fox e tendo sido desenhado por Harry Lampert, Jay Garrick, o primeiro Flash, fez sua aparição pela primeira vez em sua revista mensal de quadrinhos, a Flash Comics, em 1940. Um tanto diferenciado do Superman, mas que possuía um poder igual do Homem de Aço, a supervelocidade. Mas, apenas esse poder lhe era concedido, e o mesmo era retratado como o deus romano Mercúrio, pois, era tão rápido quanto ele.

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Sua origem foi mostrada logo na primeira edição da Flash Comics, e posteriormente uma breve retratação em Flash de Dois Mundos. Jay Garrick era apenas um simples estudante e jogador de futebol americano, que gostava de Joan Williams. Em um dia no laboratório de seu professor de ciências, ele derruba o destilador de um experimento após acender um cigarro no meio de um laboratório? Sério isso, senhor Fox? Tudo bem, continuando… Ele derruba e inala aqueles gases poderosos e desmaia, sendo levado ao hospital pela manhã quando seu professor o acha. Após uma bateria de testes, o doutor que cuidou do caso disse que ele poderia ser considerado o “homem mais rápido vivo”, e que podia correr, ter pensamentos rápidos, falar e podendo superar a velocidade de uma bala. É claro que o segredo foi mantido pelo cientista e pelo doutor, para que não soubessem de um dos “milagres da ciência”. 

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Revigorado, Jay recebe alta e usa sua velocidade para tudo, ficando impressionado com isso. Ele revela que era tão rápido quanto uma bala para Joan, que também se impressiona. Por alguns momentos no quadrinho, o jovem usa a velocidade a seu favor, seja para ganhar uma partida ou para jogar tênis consigo mesmo. E é após a brincadeira no tênis que tudo começa. Joan revela que seu pai, o Major Williams, havia sido sequestrado por uma gangue chamada O Quarteto Mafioso, para que ele contasse o segredo do bombardeiro atômico, uma arma de guerra dos Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial. Quando ela revela a Jay, um dos mafiosos atira e o velocista consegue pegar a bala e desviá-la. O ponto que o doutor não tinha certeza agora se fez verdade.

O roteirista usa pontos políticos para construir a narrativa, já que a Segunda Guerra estava apenas iniciando. O enredo básico de “o mocinho e o bandido” é um dos pontos da Era de Ouro dos quadrinhos, e pode ser visto em várias outras primeiras aparições de heróis, como o Batman ou o Superman. Não espere nada tão profundo nesta HQ, que vai direto ao ponto, que é resgatar o pai de Joan e acabar com os bandidos.

Não nos foi mostrado uma explicação de como Jay consegue seu traje e o capacete na primeira edição, mas apenas, como ele se torna o Flash, denotando que, à medida que o crime aumenta na cidade, alguém precisava fazer algo para parar isso. É um começo plausível para um futuro herói da Sociedade da Justiça da América e de Keystone City.

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A arte de Lampert, caracterizam muito bem o lado bom e o mal. O lado bom, há pessoas “bonitas”, transmitindo a boa índole que tem. Já o lado dos vilões, a arte é mais exagerada, mostrando que todos eles são feiosos e não tão bem de postura ou vestidos. Seus diálogos também, um tanto diabólicos e extrapolantes de um inimigo, e nada muito como é visto hoje. A Flash Comics durou de 1940 a 1949, quando foi cancelada e foi decretado o ano em que Jay Garrick se aposentou como Flash.


Veredito

Apesar de não ser o melhor quadrinho do Flash, já que não somos habituados a ler muitos da Era de Ouro, a HQ é marcante por ser a primeira aparição de Jay Garrick. Com um roteiro regular e uma proposta que convence o leitor, a apresentação de Gardner Fox e Harry Lampert ainda diverte na aventura do Flash contra as forças do mal, em uma leitura agradável e saudável.

Avaliação: 2 de 5.

Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

No Instagram, você confere a quinta parte com a indicação da série The Flash!

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Semana Heroica #7 | Hellblazer – Hábitos Perigosos

Como todos sabem, John Constantine é um dos personagens que mais fuma no universo DC Comics, o caçador de demônios adora um cigarro em qualquer hora e lugar, chegando a fumar mais de 30 cigarros por dia, isso tudo desde os 17 anos, quando ele foi para Londres. Porém, como todos sabem, fumar não é uma boa opção, principalmente quando se é um viciado como o próprio Constantine. Esse vício sem limites acabou garantindo um câncer de pulmão no mago, e essa é a história de Hábitos Perigosos, uma das melhores histórias do personagem.

Depois de desistir de um tratamento convencional, Constantine visita um velho amigo que possa curá-lo. Brendan é esse amigo, um bêbado que mora num farol afastado das grandes metrópoles que vendeu sua alma por bebidas. Constantine pensou que seu amigo podia ajudar ele, mas Brendan também estava com câncer e procurava que Constantine pudesse ajudá-lo. Depois disso, os dois bebem de maneira descontrolada, para aproveitar os últimos momentos, antes do toque frio da morte tirar suas vidas. Brendan mostra uma espécie de poço com água benta, que após uma sessão de magia, se transformou numa poça de cerveja, porém, Brendan morre, e o demônio que comprou sua alma finalmente aparece, mas Constantine engana o próprio diabo e salva a alma de seu velho amigo,  condenando a si mesmo.

Depois de procurar ajuda e falhar, Constantine percebe que o único que pode tirá-lo daquela situação é ele mesmo, e após uma despedida, ele finalmente coloca seu plano em ação. Ele vendeu sua alma para outros demônios e quando a hora de sua morte chegou, eles vieram cobrar sua alma, porém todos queriam a alma de Constantine. Isso fez com que eles entrassem em conflito, e um conflito entre demônios podia acabar com o inferno, e eles não queriam isso, portanto eles curam Constantine de seu câncer, apenas para não entrar em uma batalha mortal. Constantine enganou o próprio demônio e saiu com vida. Saiu com estilo:

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No epílogo, o mago reencontra Kit, a ex-namorada de Brendan, os dois conversam até que John Constantine lembra das despedidas e precisa concertar isso. Ele logo se lembra de Matt, que estava em estado terminal. Ele corre até o hospital para se despedir do velho amigo, que por sorte ainda estava vivo, porém não por muito tempo, já que ele morreu na frente de Constantine e isso o abalou muito. O mago pede para Kit se afastar dele, porque todos os seus amigos morreram, mas ela se recusa e permanece com ele.

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Hábitos Perigosos certamente é uma das melhores HQs do personagem (se não for a melhor), e mesmo com esse resumo, vale a pena conferir a obra.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem, essa última no canal do Critical Room.

Confira o vídeo de origem do personagem:

Semana Heróica #7: Review | Super-Choque (Fan Film)

Aviso: Review sem spoilers!


Enquanto a Warner Bros. não decide produzir um longa do Super-Choque, temos que nos contentar com obras como essa, o curta metragem “Crônicas de Dakota“, um fan film feito de fã para fã, que nos dá um aperitivo do que poderia ser um filme do jovem herói na tela grande.

Primeiramente, temos que reconhecer as limitações financeiras do curta, que teve um orçamento de cerca de US$ 3 mil, que pode ser evidenciado nos poucos momentos que são usados efeitos especiais e, apesar de serem poucas cenas em que o recurso é utilizado, são bem aproveitados em tela. Mas, a força do curta reside mesmo nos momentos em que vemos Virgil se descobrindo como Super-Choque e também como pessoa, como em breves cenas em que vemos Virgil se relacionando com Richie e seu pai. Essas relações são abordadas de forma orgânica, sem parecerem forçadas desde o texto até a execução.

Mas, por ter uma duração limitada, David Kirkman, diretor e roteirista do curta, acaba por não poder abordar a questão do racismo (questão marcada nas raízes do personagem) e ampliar as relações de Virgil com os outros personagens. O foco aqui está na construção do personagem como herói, em suas primeiras ações como Super-Choque na corrupta cidade de Dakota, algo semelhante a Batman Begins, de Christopher Nolan.

Com atores amadores (que cumprem bem seus papéis) e pouca margem para a ampliação da mitologia do personagem por conta de uma curta duração, o curta de Kirkman cumpre bem sua proposta de nos dar um aperitivo do que poderia vir a ser o nosso amado Super-Choque em um live-action.


Veredito

Sem se alongar muito e indo direto ao ponto, “Super-Choque” cumpre bem seu papel como fan film do jovem herói afro-americano.
6/10

Semana Heroica #4: Super-Choque – Renascimento do Cool | Uma fábula política acidentalmente oportuna

O comentário real da Milestone dessa vez é mais sutil do que de costume. Mas ainda entrega o seu trabalho.

A novela-gráfica (ou como preferir “graphic-novel”) de romance por  Dwayne McDuffie, “Super-Choque: O Renascimento do Cool”, é um participante regular no agregador de resenhas de leitores, Goodreads, com uma taxa de aprovação de 79.6% com base em 123 avaliações e com uma classificação média de 3.98/5. Desde que chegou as bancas em 2001, não é de admirar: com suas generosas porções de gang-bangers realisticamente violentos, com problemas de pobreza e dinheiro tão importantes quanto combater o crime, super-heróis em um mundo cheio de tons de cinza, como não poderia ser um prazer para leitores adultos? Uma mistura intrigante de drama e documentário com comentários sociais, a imagem não é bem evidente, mas eficaz, dando repreensão de gênero e mensagens amplas na mesma medida.

O roteiro de Dwayne McDuffie e Robert L Washington III se concentra em um experimento suave winnicottiano incisivo e a capacidade de renúncia. Esta coleção é composta por dois arcos da série original: um é a origem do Super-Choque, e o outro ocorre algum tempo depois disso, depois que aparentemente ele era membro de uma equipe de super-heróis. Assim, as duas metades deste volume saltam no tempo e no tom. Faz um bom tempo que Virgil aposentou o manto de Super-Choque e a trama se desenrola nas várias tentativas de levar ao espectador do porque ele se aposentou. No meio de toda a conversa entre Virgil e sua amiga, não faltam aqueles diálogos corriqueiros (não aqueles do Tarantino, mas enfim) e entre isso tudo, ela faz uma pergunta ao rapaz sobre ter saudades do que viveu antes.

“E o Oscar para melhor resposta de um homem para uma mulher” – Risos – Porque sem sombra de dúvidas é a melhor resposta que um homem poderia encontrar para uma mulher decidida e que não perde tempo para questionar.

Ele simplesmente diz: “Às vezes sinto falta do meu velho triciclo, mas também superei isso.”

Enquanto isso se desenrola, uma nova organização secreta que está sequestrando “Bang Babies” e assim alguns deles (Bang Babies) que ainda restaram percebem que Virgil é quem pode ajudá-los. Apesar de ter apenas 15 anos de idade, parece ser o que todos procuram para liderança, já que ele parece ser o único capaz de levá-los ao mistério e enfim descobrir a identidade do mal por de trás de todo esse plano.

Na medida em que as fábulas políticas avançam, “Renascimento do Cool” está em algum lugar entre “Fique Rico ou Morra Tentando” e um episódio de “The Get Down” na medida de sutileza. No entanto, o tempo e as circunstâncias tornaram seu maior poder, a obviedade de suas metáforas e mensagens, em sua maior força.

Quando a DC lançou a revista no início dos anos 2000, dezenove anos passados, muitos imaginaram que isso é mais uma história convencional de super-herói – um garoto adolescente com dupla-identidade, uma garota que ele gosta, além de equilibrar suas responsabilidades. Apesar desse conceito, a atuação é maior do que essa.

Ao mesmo tempo, não se trata de contar sobre o passado dele, mas contar que não é apenas questão de deixar algo pra trás, é questão de mostrar o quão doloroso ter que tomar decisões e seguir em frente. Por mais que gostamos de algo na vida, devemos deixá-las e evoluir. Se alguma vez houve um espelho de alguns dos nossos momentos, é isso.


Super-Choque: Renascimento do Cool

Título original: Static Shock: Rebirth of The Cool

Data da primeira publicação: 2001

Autor: Dwayne McDuffie

Escrito por Robert L Washington III e Dwayne McDuffie

Gêneros: Novela gráfica, Romance

Capa: John Paul Leon

Arte: John Paul Leon , Denys Cowan

Cores: Jimmy Palmiotti , Steve
Mitchell , Shawn Martinbrough , John Paul Leon

Review: Stargirl (1×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Stargirl começa com tudo na DC!

A mais nova série do DC Universe, Stargirl, já virou um sucesso entre os grandes fãs de quadrinhos da DC Comics com apenas um episódio lançado. Após o crossover do Arrowverse, Crise nas Infinitas Terras, ficou estabelecido que Stargirl se passaria na Terra-2, e que faria parte do universo de Arrow.

Os primeiros 5 minutos do episódio ‘Piloto’ de Stargirl mostram a Sociedade da Justiça lutando contra os grandes vilões da Sociedade da Injustiça. O pouco que mostra dos heróis, foi o suficiente para saberem que o mundo ainda precisava deles. Os vilões, naquele dia de natal, conseguiram um grande feito, que foi derrotar toda o Sociedade da Justiça, e acabar com seu legado; ou quase isso. O único que sobrou foi Pat Dugan (Luke Wilson), que era o ajudante do Starman (Joel McHale).

Após a morte de todos da Sociedade da Justiça, e de seu companheiro, Pat guardou todas as lembranças, fotos, fichas criminais e o Cetro Cósmico do Starman, para que um dia ele fosse encontrado por alguém com honra de usá-lo.Justice_Society_of_AmericaUma das coisas que mais foi agradável nos primeiros 5 minutos, e também no decorrer do episódio, foi o CGI, que estava absurdamente incrível! Geoff Johns, co-criador da série, prometeu que teria um belo visual, e não mentiu. As chamas verdes, as investidas com o Cetro Cósmico e também do vilão Mago, são um show à parte.

Outro ponto positivo também é a audácia de finalmente trazerem um Solomon Grundy do jeito que ele é. Espero que seu visual seja mostrado em breve, pois parece estar sensacional, vendo que isso é uma produção para a TV.

Mas, voltando aos trilhos, Pat segue em frente e conhece Barbara Whitmore (Amy Smart). Ambos se relacionam e logo casam. Em um tempo, eles se mudam para Nebraska, e a filha de Barbara, Courtney (Brec Bassinger) não aprova muito a ideia, já que teria de deixar tudo para trás. A reluta grande não impediu de se mudarem e serem bem recebidos na nova cidade.

O foco passa a ser a família, que no entanto, têm muitas desavenças entre Pat Courtney. A falta de um pai para Courtney desde sua infância não a faz bem, e vendo que Pat tentava substituí-lo, ela tentou se afastar mais. Até descobrir o segredo escondido de Pat, que no passado era o F.A.I.X.A. MV5BNThlMDdmYWQtMWM5Zi00Zjg0LTlkOTUtNWIyN2MxNmIyMGRlXkEyXkFqcGdeQXVyNzE3ODQxNjU@._V1_
Courtney pega o cetro escondido e sai às ruas, tentando descobrir o que àquilo fazia. Sem querer, após se aventurar, ela chama a atenção indesejada do antigo líder da Sociedade da Injustiça, o Onda Mental (Christopher James Baker). O carro que ela explodiu era do próprio vilão. Uma coisa era certa, Courtney tinha o dom de carregar o Cetro Mágico.Mesmo com o aviso de Pat, Courtney sai para treinar e se depara com o Onda Mental. Ele estava disposto a matar Whitmore, para que não houvesse um novo herói que pudesse carregar o Cetro Mágico de Starman. Ao falhar em seu plano de assassinar a nova Sideral, o final fica em aberto com ele contra uma explosão, enquanto Courtney fugia do galpão de pneus. E mais uma vez, Pat aparece para socorrer sua nova filha, dentro de seu traje balístico – o traje foi construído por Pat, que usou suas habilidades de mecânica para isso, além de ser o antigo carro da equipe.

Além do CGI impecável para uma série, a trilha sonora se encaixou perfeitamente com o tema, trazendo uma adolescente para ser a sucessora de um grande herói e assumir seu legado. O figurino, também, consegue ser tão fiel aos quadrinhos que chega a impressionar. Stagirl tem tudo pra ser uma das melhores séries de heróis atualmente.

Porém, peca em certas coisas, como aniquilar toda a Sociedade da Justiça, sem ao menos mostrar um desenvolvimento maior. Mas, com o andamento da série, podemos ter muitos flashbacks, mostrando o passado dos heróis lendários.

Veredito

Stagirl começa muito bem, com um ótimo visual e começo de história singelo. A série que faz parte do Arrowverse, tem uma história totalmente diferente dos outros shows da DC, trazendo algo mais fiel e quadrinesco, e com certeza, tende a ter uma grandiosa temporada. Quem sabe um dia possa fazer um crossover com os outros shows da DCTV.

9/10.

Review de HQ | Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é uma leitura obrigatória para todo fã do Cabeça de Teia. Nela, temos um Peter Parker deprimido por conta do “término” de seu relacionamento com Mary Jane Watson.

Diante disso, Peter Parker retorna para sua amada escola, que não é tão boa como era antes. Diante de tudo isso, surge Ezekiel, um personagem misterioso que tem os mesmos poderes que Peter. Mesmo com todas essas coisas acontecendo na vida do Aracnídeo, ele decide assumir o cargo de professor de ciências da escola Midtown após um dos alunos tentar realizar um massacre no local.

Além disso, ao mesmo tempo em que Peter tenta mesclar a vida de Homem-Aranha com a de professor e tentar descobrir mais sobre Ezekiel, surge Morlun, uma espécie de
vampiro que absorve a essência de seres super-poderosos, e o Amigão da Vizinhança é sua próxima vítima.

Depois desse resumo sobre a trama deixo aqui minha opinião sobre a obra: De Volta ao Lar é uma HQ fascinante que resgata vários elementos clássicos do personagem, fazendo jus ao nome. Com uma trama envolvente e cheia de perguntas, a obra consegue prender o leitor até o final. Além disso a arte de John Romita Jr casa perfeitamente com a história escrita por J Michael Straczynski.

Review: Legends of Tomorrow (5×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


“Conheça as Lendas.”


Após o término de mais um crossover sem todos da equipe, as Lendas voltaram a brilhar em seu primeiro episódio pós-crise, mudando de forma geral muitas coisas da Waverider.

Tudo começa com uma equipe cinematográfica na nave, acionada pelo senador, para que não corte as verbas, enquanto Sara (Caity Lotz), Ray (Brandon Routh) e Mick (Dominic Purcell) estão ajudando os heróis contra o Anti-Monitor. A produção de cinegrafistas estava gravando o cotidiano dos membros da nave, além de irem juntos em missões. Os membros se tornaram famosos, como nunca antes. Poderiam, de fato, serem reconhecidos como heróis.

O primeiro deslize de Ava (Jes Macallan) e as outras lendas, foi logo quando os salvadores do Multiverso voltaram. Sara, foi a única que não aprovou de imediato, ainda estando de luto pela morte de Oliver (Stephen Amell). Não demorou muito para a equipe sair em missão, indo para a Rússia Imperial encolher o problema, – tentativa do bordão de Ray – que era o místico Grigori Rasputin (Michael Eklund). Na última temporada, Astra (Olivia Swann) libertou as almas de famosos personagens históricos, e Rasputin foi um deles, este que alegava ser imortal.

Enquanto as Lendas não o encontravam até acertar um plano Nate (Nick Zano), tomou providências em falar ao diretor sobre a vida de Rasputin. Logo, teve a brilhante ideia de impedir que Yusupov fosse morto pelo místico. O plano A falhou, e tiveram de improvisar, fingindo que iriam entrevistá-lo. Ray e Nate não esperavam que outros da equipe tinham seus planos pra derrubá-lo também, e todos os planos fracassaram. Foi nesta ida que Nate tenta adivinhar o nome da mulher que amou, e deixou um vazio imenso após desaparecer, tudo devido as eventos da Crise.

Com a derrota das Lendas, sem o consentimento da Sara, iniciou uma das cenas mais emocionantes da série. Lotz passou toda a emoção e tristeza que pôde, fazendo dos primeiros 25 minutos divertidos, em tensão. Com isso, a equipe ficou dividida, e Sara, junto do novo integrante, Behrad (Shayan Sobhian), voltaram a casa de Rasputin disfarçados para que não vingue seu plano, que era matar a família Romanov.

O plano de Sara logo foi posto em prática, e também, sido descoberto. A equipe chegou para ajudar na batalha, e vendo que estava perdendo, Rasputin consegue controlar alguns membros da Waverider para matar os Romanov. É aí que a fatídica cena do Átomo acontece. Sara o pega do chão, encolhido e joga contra a boca de Rasputin. No interior, Ray volta ao seu tamanho normal, espalhando vários pedaços do místico por toda parte, além de achar seu bordão: “tamanho importa!”. Após o incidente, as Lendas desmentiram tudo o que estava sendo visto no documentário aos espectadores.

Em meio a vitória e comemoração, Constantine (Matt Ryan), que esteve cuidando de casos sobrenaturais, aparece repentinamente na nave para voltar ao Inferno, sabendo que Rasputin já tinha sido “morto” pela equipe. O inglês tinha o intuito de voltar para o Reino de Hades. Após beber do sangue do russo, entrou no círculo, ateou fogo no pó mágico e voltou para o Inferno para acabar com todas as almas que foram soltas.

A outra cena em questão foi de Nate, que estava tentando lembrar quem era a mulher que ele perdeu. Gideon (Amy Pemberton), reprisou o momento em que Zari (Tala Ashe) some. Um holograma aparece, sendo este de Zari. Em instantes, após a mensagem, o holograma se desfaz e Gideon limpa a memória, deixando o Gládio em dúvida ainda de quem era a mulher.


Veredito

Meet The Legends demonstrou o quanto pode equilibrar o apelo cômico, emocional e dramático num episódio só. Brandon Routh era o alívio cômico – coo sempre – com suas frases de efeito não tão efeito assim. Lotz e Zano foram o apelo emocional do episódio, mostrando o quão duro é amar alguém ou ter como um amigo, enquanto se é herói. Quanto a Matt Ryan, o Constantine, que pouco apareceu, consegue atuar de forma brilhante e direta. É como se tivesse saído de um quadrinho.

Ao que parece, o desenrolar da trama vai tomando forma, com os acontecimentos da quarta temporada e do pós-crise. Legends of Tomorrow se encaminha mais uma vez para a solidez.

10/10.

Review: Crise nas Infinitas Terras – Parte 3

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


“Mundos irão viver, mundos irão morre, e o universo nunca mais será o mesmo!”


A parte 3 de Crise nas Infinitas Terras encerrou a primeira metade desse grande crossover com uma melhora a seus antecessores, tanto na trama, no roteiro e até mesmo com os personagens. Como no início parecia tudo meio perdido, agora está se encaixando e surpreendendo todos os fãs com suas descobertas.

O episódio mostrou cenas de ação incriveis dos heróis com lutas marcantes e personagens que quase ninguém imaginavam que iria aparecer, como Lucifer Morningstar.

O Raio Negro, o herói que finalmente entrou para a equipe teve uma importante aparição da série, fazendo uma das missões mais importantes contra o anti matéria. A atuação de Cress Williams (Raio Negro) é incrivel, contracenando com Grant Gustin (Flash) foi inesquecível e espero que possamos ver os dois juntos mais vezes.

O episódio também estabeleceu alguns importantes momentos, como a morte de Oliver Queen, que irá retornar nos episódios finais. Tivemos também a presença de Ryan Choi, que sucede Ray Palmer, o Átomo. Brandon Routh confirmou sua saída de Legends of Tomorrow, então provavelmente ele passe seu manto a Ryan. E Cisco consegue seus poderes de Vibro novamente por causa do Monitor.

Outro momento que com certeza marcou o episódio, foi a Supergirl com a Batwoman, que fizeram parte de uma cena que faz referência ao embate de Batman vs Superman.

Para mim, o momento que mais marcou foi onde vimos a morte de Barry Allen sendo desintegrado para salvar o multiverso. Porém, o Barry Allen que faz tal ato é o Flash da Terra-90, o que protagonizava a série nos anos 90 por John Wesley Shipp, que também fez Jay Garrick e o pai de Barry.

Crise nas Infinitas Terras encerrou grandemente o ano de 2019 e ainda promete muitas viradas em suas duas últimas partes em janeiro. A parte 3, em particular, superou as expectativas. Alguns furos de roteiro e decisões tomadas ao longo da saga podem ser questionáveis, mas parece que trouxeram melhores resultados dessas decisões. O enredo tem progredido com surpresas e desenvolvimento. O mega crossover promete se tornar um grande marco na televisão, conectando assim quase todas as produções relativas a DC, seja para televisão ou cinema, em um mesmo universo.

Review: Crise nas Infinitas Terras – Parte 2

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


O Arrowverso nunca ficou tão imenso, e mais uma vez, Crise nas Infinitas Terras surpreende com várias referências do universo da DC, trazendo até mesmo Jonah Hex.

A parte dois do mega crossover aconteceu na série da novata Batwoman (1×09). Já ressentidos após a morte do Arqueiro Verde, Sara Lance (Caity Lotz) e Mia Smoak (Katherine McNamara) vão em busca de um modo para trazê-lo de volta à vida. Mas ainda antes disso, o Monitor (LaMonica Garret) convoca alguns heróis na Waverider (nave das lendas da Terra-74) e lhes diz que ainda há 7 protetores (paragons).

Os primeiros quatro protetores são Kara (Protetora da Esperança), Sara (Protetora do Destino), Superman – não o de Supergirl (Protetor da Verdade) e Batman da Terra-99 (Protetor da Coragem). Estes dois últimos deveriam ser encontrados. Coube ao Superman da Terra-38, Lois e Iris para encontrar o Paragon da Verdade e Kate junto de Kara para encontrar Bruce.

E com todos os percalços, Lex Luthor que havia sido recrutado por Monitor, fugiu com o Livro do Destino, no único intuito de matar todos os Supermans do universo. E é isso que ele consegue. O Superman da Terra-75 é morto por Luthor. Iris, Clark e Lois buscam outro. O de Smallville, na Terra-167.

Ao tentar explicarem a Clark sobre o multiverso e que Luthor pretendia matá-lo, Clark não sabia que o presidente estava na cidade. Pelo jeito, Luthor virou presidente dos Estados Unidos na terra de Smallville. Mas logo, o Lex da Terra-38 aparece, fazendo o trio sumir. Clark ainda fica em dúvidas sobre Luthor. Logo, o inimigo mostra uma pedra de kryptonita ao ex-herói, que não faz efeito algum nele. Clark havia desistido de seus poderes para constituir uma família, sendo casado com Lois e tendo dois filhos.

É talvez, um final que muitos não esperavam. Queriam vê-lo com o uniforme, ajudando a salvar o universo. Mas não pode ser descarta essa possibilidade dele recuperar seus poderes de alguma forma e ir ajudar.

Bruce Wayne, o Protetor da Coragem

Já o Batman… este pode ter sido o mais sombrio já visto pelos fãs, seja na televisão ou cinema. Kevin Conroy, eterno dublador do Cavaleiro das Trevas, interpretou o personagem no crossover, e de forma incrível!

Com uma mescla de Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e Reino do Amanhã, o Batman de Conroy tornou-se um assassino, matando vilões como Coringa, Sr Frio e Charada. Até mesmo, matou o Superman, guardando troféus de suas maiores vitórias.

Por incrível que pareça, mesmo com o exoesqueleto, Bruce foi capaz de dar um soco em Supergirl, mas não parou a Batwoman. Muitos ainda questionam se essa era a melhor abordagem para o vigilante, já que todos olhavam Conroy com bons olhos e com sua conduta. Mesmo que tenha sido incrível vê-lo dando vida ao Batman, com sua voz grave e amedrontadora, foi decepcionante a forma dele ter morrido.

Busca pelo Protetor da Verdade

“Esperança é a luz que nos guia para fora da escuridão.”

Mas o destaque vai para Brandon Routh vestindo o uniforme do Superman novamente. Era a última aposta do trio Iris, Lois e Clark (Terra-38) de achar o Protetor da Verdade. Logo ao chegarem no Planeta Diário idêntico ao dos filmes de Christopher Reeve, Lois esbarra em um homem alto e robusto. Era Clark Kent da Terra-96, editor-chefe do jornal.

Depois de tanta conversa sobre Luthor, Lois questiona os quadros na parede do escritório de Clark. O mesmo explica que um rejeitado de Gotham matou seus amigos e sua esposa, jogando gás no prédio. Ao que tudo indica foi o Coringa.

E já trajados para salvar o multiverso, Luthor aparece, usando o Livro do Destino para entrar na mente do Superman da Terra-96, fazendo com que lute contra o outro.

Não sendo tão prático da CW em fazer efeitos especiais espetaculares, já que o orçamento de é baixo, na batalha de Superman vs Superman, os efeitos estão bons. Até mesmo da visão de calor (idêntica ao Superman do Reeve).

A luta não durou muito e Clark volta ao normal, afirmando não ser a primeira vez que luta contra si mesmo. Já vimos isso antes em Superman III.

A atuação de Routh é incrível, passando a sensação de que ele é o ator mais próximo de Christopher Reeve, já que seu Superman foi moldado nele. O ponto máximo foi a trilha ao fundo, alternando da trilha clássica do Superman e de Clark e Lois. Brandon Routh fez por merecer!

Batwoman, uma dos paragons

Após a morte de Bruce, Ray Palmer já tinha feito um aparelho para identificar os protetores. Havia um na nave, e como muitos não esperavam, a Batwoman tornou-se a Protetora da Coragem.

Oliver de volta?

No meio de todo o caos, há um outro fora dos bastidores. Constatine, Sara, Mia e Barry tentam reviver Oliver através de um Poço de Lázaro. Cabe a John trazer também a alma de Oliver de volta, o que não é uma tarefa fácil.


Veredito

Um episódio com menos ação do que o esperado, ganha em exploração de universos e várias referências. A atuação esplêndida de Routh faz nos voltar a sensação de estarmos vendo Christopher Reeve no papel. Welling e Conroy correm por fora com seus personagens tendo sido finalizados, mas não da forma como esperávamos. trilha nostálgica em partes encanta, sendo as séries do Arrowverso, uma das melhores em trilhas sonoras.

Pela nostalgia do passado, o episódio 2 até agora é talvez o melhor do crossover.

9,0/10.

Review: Crise nas Infinitas Terras – Parte 1

Aviso: Sem spoilers!


O que era apenas uma ideia despretensiosa mostrada como um mero fã service na primeira temporada de The Flash, se tornou realidade após 5 anos. O 4° crossover anual e o mais ambicioso do então Arrowverse tenta emular em sua narrativa a famosa saga que reinventou os quadrinhos da DC na década de 80 de mesmo nome. Senhoras e senhores, a CRISE chegou.

Os heróis do Arrowverse tentando evacuar a Terra-38.

O que poderia ter sido muito bem um episódio de 1 hora, podendo fazer jus ao título, os curtos 43 minutos do 5.09 de Supergirl não perdem tempo em reunir os maiores campeões do multiverso; Supergirl, Superman, Arqueiro Verde, Mia Smoak, Flash, Batwoman, Canário Branco e Átomo que juntos, sob o auxílio do Monitor, se unem para salvar a Terra-38 da onda de anti-matéria de outra entidade conhecida como Anti-Monitor.

Super Papai? Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch desempenhando o papel de pai e mãe é a coisa mais fofa do episódio.

O primeiro episódio da crise é sem sombra de dúvidas um show de adrenalina, emoção e muito fã service. É acima de tudo um “aquecimento” para todas as surpresas que estão por vir. À cada minuto, podemos sentir a tensão que nossos heróis sentem na tentativa de impedir a todo custo o fim de toda a vida existente no multiverso. Referências à outras produções clássicas da história da DC são nos apresentadas logo de início, durante um monólogo prenunciando o iminente apocalipse, na voz do Monitor. E isso é apenas um pequeno aperitivo diante das reais homenagens que vem por aí na segunda parte do evento.

Batman do Tim Burton, Titãs e até a série do Adam West sofrem com a CRISE!!!

Como o episódio é uma extensão da série da Supergirl, o destaque dele são as perdas e dilemas que a Kara Zor-El de Melissa Benoist tem que passar, e o quão forte ele deve ser para enfrentar essa crise sem que isso a atrapalhe. O Oliver Queen de Stephen Amell é o segundo a ganhar um bom destaque emocional com sua filha Mia (Katherine McNamara), e o dilema dos sacrifícios que um herói deve fazer estão presentes com ele até o último minuto desse episódio.

As interações encantadoras entre os personagens dessas séries são sempre o ponto alto dos crossovers anuais. Deixo meu destaque para Brandon Routh e Ruby Rose que como Átomo e Batwoman desenrolam uma boa dinâmica entre herói séria e fã nerd.

Enfim, fugindo de quaisquer spoilers possíveis, encerro minhas considerações sobre essa primeira e excelente parte do evento. Resta agora vocês conferirem por conta própria.

Tudo o que sabemos sobre Mulher-Maravilha 1984

“Uma era de maravilhas vai começar.”


Ontem, na CCXP de 2019, Gal Gadot e Patty Jenkins subiram ao palco do auditório Cinemark para apresentar o painel da MulherMaravilha. Lotado, as pessoas estavam com braceletes em seus pulsos para iluminar o “show”.

O primeiro vislumbre de Mulher-Maravilha 1984 deixou muitos fãs ansiosos e intrigados com certas coisas. Por isso, faremos um passo a passo para analisar o que foi visto de mais importante no trailer. Shall we?


1- Lembranças do primeiro filme

Já visto no primeiro filme, o capitão e espião Steve Trevor (Chris Pine) se sacrificou para que Diana (Gal Gadot) pudesse salvar o mundo de Ares (David Thewlis). Não é a mesma foto que do primeiro filme, mas é claramente uma referência a foto vista para que ela nunca se esqueça do homem que amou.

Cena final de Mulher-Maravilha.

Relógio

A cena do relógio se repete. Ela o guarda até hoje, e no trailer, Steve aparece dando o relógio novamente a ela, parafraseando sua fala no primeiro filme.

2 – Barbara Minerva

Barbara Ann Minerva (Kristen Wiig) parece estar bem amiga de Diana. Arqueóloga, ela ganhou seus poderes após uma guardiã com poderes de guepardo ser assassinada. A Mulher-Leopardo surge após Barbara beber sangue humano com a planta do deus Urzkartaga. Ela foi amaldiçoada em sua transformação por não ser virgem.

Mas antes de Minerva, houve na pré-crise Priscilla Rich, uma socialite que teve ciúmes ao ver Diana ser o centro das atenções em um evento. Rich tinha problema com dupla personalidade, e se viu no espelho com uma roupa de chita.

No trailer, Barbara é vista em um evento no qual Diana provavelmente pode ter ido. A jogada de Patty talvez seja genial, mesclar Rich e Minerva para sua versão de Mulher-Leopardo. Em um momento do trailer após Lord falar sobre desejo, talvez Barbara tivesse o desejo de se vingar de Diana. O primeiro pôster de Barbara a destaca com uma roupa de leopardo, mas não como um animal. Jenkins disse que ela poderia vir a se transformar depois de uma das lutas com a Mulher-Maravilha.

3 – Pedra do desejo e Lord magnata

Maxwell Lord (Pedro Pascal) parece portar um tipo de pedra ao decorrer do trailer. Seria isso a ferramenta que iria transformar Barbara em uma vilã e a volta de Trevor?

Max Lord, um futurista cínico

“Bem vindos ao futuro. A vida é boa, mas pode ser melhor. E por que não deveria ser? Basta você querer.”

Maxwell Lord tende a ser um magnata de primeira. Um petrolífero ou dono de um sistema de eletricidade? É o tipo de vilão que quer ver o mundo um caos, manipulando as pessoas com suas palavras.

“Agora… pego o que eu quero em troca. Todo mundo verá.”

O sorriso cínico de Lord diz tudo.

4 – Trevor volta novamente

“Pense em finalmente ter tudo o que sempre quis.”

A cena de Diana olhando para o avião no céu se repete. No final de Mulher-Maravilha, ela vê o avião voando, logo explodindo com Steve dentro. No trailer, o avião apenas passa, com ela olhando para o céu. Seria a pedra do desejo de Lord constituindo o desejo de Diana?

Na volta de Steve, Diana estará encarregada de mostrar a mudança do mundo dos homens ao amado. No primeiro filme, Trevor ficou encarregado de mostrar o mundo dos homens a amazona.

5 – Jato invisível?

O corte da cena dos fogos de artifício para a cena de Diana e Steve num tipo de jato foi rápida. Algumas teorias podem ser levantadas de que este seja o jato invisível. O painel atrás deles parece ser mais tecnológico e avançado para a época. Já quando Steve impulsiona o jato, o painel frontal é antigo, dando indícios que possa ser o avião em que Steve voltou.

6 – Tiara, laço e armadura colorida

Sem medo de trazer a galhofice dos quadrinhos, Jenkins colore ainda mais o traje da Mulher Maravilha com um vermelho forte e um dourado reluzente. Ainda mais, parece estar com uma saia nova, mais confortável e solta para que ela possa se locomover melhor.

Tiara e laço

Ok, ela lançando a tiara foi fantástico, sendo um service que todos queríamos ver no cinema. Isso nos remete a lembrar da animação da Liga da Justiça, na qual ela lançava como se fosse um bumerangue.

O uso do Laço da Verdade no filme vai parecer mais constante, servindo para impulso, golpes novos, roubo de arma, defesa e se balançar entre os raios nos quais ela invoca (ou Zeus?).

7 – As amazonas e seu paraíso

O visual de Themyscira continua impecável. O primeiro filme teve produção da ilha filmada na Itália, tendo um ambiente impecável. O segundo, possivelmente seja nos mesmos lugares do país.

Olimpíadas em Thesmycira?

As amazonas são conhecidas por serem guerreiras hábeis e poderosas, não se limitando de sua força. Como é de costume, as amazonas realizam um torneio de provações. Diana levou Trevor ao mundo dos homens através do torneio, tornando-se a campeã das amazonas. Seria esta cena um torneio novo, ou veremos Diana voltar a Ilha Paraíso?

8 – A conexão de Lord com os deuses

Ainda no trailer, podemos ver Max Lord no que parece ser algum tipo de máquina, ou seria em contato com algo divino (?). Dado em conta sua pedra mágica e suas ambições de grandeza, teria Lord criado uma máquina que entra em contato com os deuses?

O vilão em outras mídias

Maxwell Lord surgiu em uma HQ da Liga da Justiça da América em 1987. Como um financiador e bem feitor da equipe, Lord também não era de todo bom, usando muitas vezes os seus heróis para fins sujos e de benefício próprio.

Mas foi em contato com material meta-humano que o mesmo ganhou poderes psíquicos. Desde então Max já participou de grandes arcos em que seu único objetivo era acabar com os super heróis, como Projeto OMAC, Superman: Sacrifício e Crise Final, onde o mesmo força a Mulher Maravilha a quebrar o seu pescoço para parar o Superman, que estava sob controle de Lord.

Em ordem: Tim Matheson  (Liga da Justiça: Sem Limites), Jay Baruchel (cotado), Peter Facinelli (Supergirl) e por último Pedro Pascal (atualmente) interpretaram o personagem.

9 – A idade de Steve Trevor

Pode parecer loucura, mas ao que me parece, o Steve Trevor de Chris Pine aparenta ser um pouco mais velho do que no filme anterior, dado o seu cabelo mais grisalho. O que você está aprontando, Patty?

10 – 1984

A data para que o filme aconteça foi uma jogada de mestre de Patty. Os carros de época, a crescente programação de TV da década e ainda o mundo bipolar, dividido entre os Estados Unidos e a União Soviética (Rússia). O trailer nos proporciona um visual incrível da época, com uma música sensacional da banda New Order, chamada de Blue Monday. Encaixou perfeitamente no trailer da super-heroína.

11 – Águia Dourada

Tendo sido mostrado no trailer, a armadura de batalha surgiu na HQ Reino do Amanhã, de Mark Waid e Alex Ross. O traje contém asas e com certeza ela tem a capacidade de voar. Não estariam presentes por acaso. Além disso, a armadura pode explorar as novas habilidades de Diana, já que o traje tem uma durabilidade maior e resistes a explosões. A Águia Dourada demonstra a grandiosidade da Mulher-Maravilha.


Mulher-Maravilha 1984 é um dos filmes mais aguardados de 2020, reunindo grandes nomes de Hollywood. Com toda a certeza, a DC Comics acertou em cheio na apresentação da personagem em seu filme solo, que arrecadou pouco mais de US$ 822 milhões.

A direção ficará para a diretora Patty Jenkins, que esteve comandando o primeiro. Rupert Gregson-Williams passa o bastão para Hans Zimmer comandar a trilha sonora. Rupert ficou com Aquaman em 2018, e mesmo com o adiantamento do filme, já não pôde pegar, pois Zimmer estava no comando. Tenho certeza de que entregará uma trilha magistral como foi a do primeiro filme.

O elenco conta com Gal Gadot (Mulher Maravilha), Chris Pine (Steve Trevor), Kristen Wiig (Mulher-Leopardo), Pedro Pascal (Maxwell Lord) e Connie Nielsen (Hipólita).

Mulher-Maravilha 1984 estreia dia 2 de outubro de 2020, em todos os cinemas do Brasil.

Contribuição: Ronald S.V

Review: Kengan Ashura

Um anime da nova geração, onde a ação e o entretenimento se encontram muito bem.


Pra você que gosta de anime, lutas, superação e aquele protagonista hypado, mas que apanha também, Kengan Ashura tem que ter lugar nas suas maratonas. Um anime envolvente, com seu estilo principal que é mostrar aquilo que queremos ver, duelos empolgantes sempre. Sempre mesmo!

Todo episódio você vai ver um momento de ação e pancadaria, mas pra iniciar realmente, vamos à história.

Kengan Ashura conta a história de Kazuo Yamashita, o franzino senhor de idade que aparece primeiro que o protagonista principal – e sim, temos além daquele protagonista que toma a frente do anime -. Kazuo é muito importante e nos leva a algo mais diferencial nesse anime, além daquelas garotinhas de rostos bonitinhos que seguem o protagonista. Yamashita, já sem sentido pra viver e duvidando da sua importância no mundo, é convidado pelo seu chefe Hideki Nogi, a participar da platéia de um torneio diferente.

No torneio, os principais empresários de corporações milionárias disputam contratos em um sistema chamado, “partidas Kengan”, onde cada um escolhe um lutador e o vencedor tem direito de tomar a frente na compra de demais empresas, ou prédios. Já o perdedor tem que manter a cabeça baixa e ir embora.

As lutas podem chegar desde a submissão ou até a morte. E é aí que aparece o misterioso lutador Ohma Tokita, bem naquele clichê de sério e convicto das suas vitórias, mas mostrando que não está la só pra ser o melhor. Ele tem sua história própria que cresce conforme o anime se expande.

De lutas de rua simples, cresce para um gigantesco torneio de eliminação patrocinado pela maior empresa com seu misterioso lutador imbatível até onde é dito e mais empresas e seus representantes na arena muito poderosos, fazendo o telespectador se divertir e até torcer.

No caso de Ohma, o torneio vai além, procurando o seu antagonista que demonstra ser bem mais que somente inimigos tendo um passado com motivos verdadeiros do de Ohma por ele – e sim ele também é ótimo -. Não é um simples vilão arrogante de sempre!

Kazuo, por sua vez, tendo também uma história própria com seu filho que nunca saiu do quarto, acaba se destacando ao decorrer de cada episódio, com muito crescimento dos personagens, além de vários roubarem a cena.

Kengan Ashura pode ser seu novo anime favorito, pois ele sai do estereótipo de lutadores com poderes e armadura, mas contando com aquelas situações de perseverança e superação que tanto adoramos.

Review: The Mandalorian

Sem spoilers!



O primeiro episódio da série mostra um Mandaloriano Caçador de Recompensas apenas fazendo seu devido trabalho, mas não é um fácil. Durante sua jornada, ele enfrenta vários problemas como: emboscadas, ameaças, e tudo isso para pegar uma enorme recompensa que o aguarda. Mas o local onde a recompensa se encontra é bem protegido, e o Mandaloriano sabe o que faz e elimina qualquer um que aparecer em seu caminho.

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A trama da série lembra muito os filmes de faroeste, mas esse é no espaço. É uma série que apenas em um episódio você vê que tem um futuro e que seus episódios serão ótimos, pois tudo nessa série é bem feito.

Suas cenas de ação são empolgantes, mostrando que o protagonista tem muito a oferecer com suas habilidades de pistoleiro. Você vibra quando ele está em ação. Além disso, a trilha sonora é excepcional, bem colocada, e te ajudam ainda mais na emoção das cenas de ação e nas mais ”paradas”.

A fotografia da série é perfeita, mostrando tudo que tem em volta, com uma ótima exploração de cenários – que são incríveis! – Não posso deixar de falar do traje do Mandaloriano que é lindo! Muito bem feito mesmo!

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Veredito

Sinceramente essa série já é uma das minhas favoritas, pois tudo que ela tem a me oferecer é ótimo e bem utilizado na trama. Recomendo a todos vocês assistirem, pois o personagem é sensacional e você se apega com ele facilmente. E não me canso de falar o quão maravilhosa é essa série. Tentem encontrar algum jeito de ver essa série, pois está impecável.

10/10.

Review: Rick e Morty (4×01)

Sem spoilers!


A quarta temporada de Rick e Morty estreou no último dia 10, e já começou com o pé direito. Os primeiros minutos do episódio já começam com as clássicas piadinhas que todos os amantes da série já estão acostumados, logo depois a abertura com a musiquinha clássica da série começa a rodar. Admito que estava com saudades dela.

Uma das coisas que deixam a série interessante, é a mudança brusca do cenário. Uma hora os protagonistas estão conversando (ou trocando insultos), e no minuto seguinte algum personagem morre de maneira trágica. Tudo isso acontece no primeiro episódio da nova temporada.

Além disso, o que não falta nesse episódio é um roteiro louco com várias reviravoltas. É incrível como a série consegue transformar uma ideia louca e trágica em algo engraçado e filosófico. Deve ser por isso que Rick e Morty é uma das melhores séries dos últimos anos. Vale ressaltar a homenagem ao Mike Mendel no fim do episódio; uma bela homenagem.

Bem, não irei dar spoilers sobre esse episódio, só posso dizer que a série continua com um nível de qualidade alto, um roteiro bom e a dublagem melhor ainda. Minha nota é 10/10. Até a próxima review!

Review: Batwoman (1×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Batwoman entra no Arrowverse para completar o ciclo de séries pretendentes da CW. Enquanto Arrow caminha para sua última temporada, a Mulher-Morcego inicia a sua primeira.

O episódio piloto traz uma Gotham sem um Batman. A série tratará este assunto. Uma cidade que ficou por anos sem um herói, assolada pelo crime – não tanto – e sob o controle dos Corvos (organização de investigação e segurança).

Começa de uma forma um pouco estranha, com Kate Kane (Ruby Rose), nadando para escapar da morte. Tudo, claro, não passava de um treinamento. Logo ela é obrigada a retornar para Gotham, pois Sophia (Meagan Tandy), havia sido sequestrada.

Mas, vamos recapitular. O Batman não era visto há 3 anos. Ninguém tinha ideia da razão do seu sumiço. O prefeito, junto com a organização Corvos, em um tipo de despedida para autoridades locais e cidadãos, resolvem desligar para sempre o bat-sinal, e finalmente, esquecer o Batman para sempre. Claro, as coisas não funcionaram. Alice (Rachel Skarsten) e sua gangue apareceram para estragar isso. Já era um plano montado para atrair a atenção de Kate.

Logo que chega em Gotham, Kate vai procurar seu pai, Coronel Jacob Kane (Dougray Scott), quem comanda os Corvos. É válido ressaltar que Kate sentia um certo ódio pelo Batman, por ele não ter salvado sua irmã e mãe, e depois do desaparecimento repentino. Para ela, ele era apenas mais um, que não se importava com as pessoas. O tratou como corruptível, sendo que não é. Mas voltando a Kate e seu pai, a relação de ambos não começa bem. Só piora na metade do episódio. Sozinha, ela vai tentar salvar Sophia, mas é capturada por Alice. A vilã ainda sabia o nome dela, e também o que estava fazendo.

Kate, após ser solta e estado em cuidados médicos, viu-se necessitada de ir mais a fundo. Foi por isso que voltou até a Wayne Enterprises para pedir a Luke Fox (Camrus Johnson) para que ligasse a Bruce. Não foi preciso, já que descobriu o segredo de seu primo, e logo a lamentação que ele tinha, por não ter salvado a mãe e a irmã de Kate, mas ter salvado 34 crianças no dia.

Ela assume seu legado e vai salvar Sophia. Funciona muito bem. Salva e derrota Alice, após ela ter botado o coronel num beco sem saída. E é bem óbvio que ela conseguiu o turno da agente, pois comprou um agente dos Corvos. É clichê, mas aceitável, ainda, já que em Gotham é rotineiro.

Após a suposta vitória e fuga de Alice, Kate começava a escrever sua história caso Bruce retornasse um dia. Ela questionava o motivo de nunca terem achado o corpo de Beth, sua irmã. Bastou olhar para uma das lâminas jogadas por Alice, que encontrou uma pedra do colar da irmã nos tempos de criança. No final, é revelado que a vilã da série é a própria irmã da recém vigilante.


Veredito

O episódio piloto de Batwoman mostrou ótimas cenas de ação, um visual lindo de Gotham, muitas referências e deixou teorias sobre o sumiço do Morcego. Em um enredo que soa um tanto clichê, o vilão chama a atenção da heroína pegando a pessoa que mais ama, não deixa de ser interessante para o restante da temporada.

Poucos pontos negativos são vistos. O traje, que vai ser melhorado em seguida, o jeito da descrição de Kate sobre o Batman, dizendo que ele não ligava para ninguém e mostrarem a identidade real da vilã logo na cena final do episódio. Mesmo com poucas falhas, tem tudo para ser uma ótima série.

8,5/10.

Review da trilogia Homem-Aranha de Sam Raimi

Muitas vezes quando pensamos em Homem Aranha, nos vem a cabeça várias frases, HQs, animações ou filmes do herói. E quando falamos em filmes do Homem Aranha não podemos esquecer da trilogia que foi dirigida por Sam Raimi, e mesmo que você não goste, tem que admitir que pelo menos os dois primeiros filmes são clássicos, então sem mais delongas vamos para a review.

Mesmo com alguns erros, a trilogia de filmes do Homem Aranha dirigida por Sam Raimi é ótima. Isso se deve por diversos fatores, tais como a trilha sonora excepcional de Danny Elfman e Christopher Young, a essência dos personagens, o jeito como Nova York foi representada na trilogia e a fidelidade aos quadrinhos.

Quase todos os vilões da trilogia tinham um objetivo. No caso do Venom e Duende Verde, era o ódio pelo Homem Aranha, já o Octopus queria recriar a mesma máquina que quase o matou uma vez (o cara estava louco por conta dos tentáculos) e o Homem Areia que queria apenas ajudar a filha. Acredito eu que, Octopus e Homem Areia sejam os vilões mais “humanos” da trilogia, mesmo assim o Duende Verde e Venom também merecem reconhecimento.

Mesmo que muitas coisas tenham sido alteradas na trilogia, a obra consegue ser fiel às HQs do teioso, inclusive, ontem eu assisti um vídeo no qual os produtores, diretores e atores deram depoimentos sobre HA 2. Eles realmente sabiam o que estavam fazendo e fizeram de tudo para manter a essência dos personagens, inclusive ler a saga Homem Aranha: Nunca Mais, até mesmo tentar entender o porque Peter desistiu de ser o Homem Aranha.

Já a trilha sonora é algo que ninguém pode reclamar, porque a trilha, junto com a atuação dos atores é quase perfeita. Mas tem várias cenas que ficariam sem graça com a trilha sonora, por exemplo a cena final do primeiro e segundo filme, ou seja, a trilha sonora é algo muito importante para a trilogia.

Já os roteiros tem um final meio repetido, o vilão sequestra a MJ, o Aranha a salva e o vilão morre. Porém, mesmo com os finais “repetidos”, os roteiros da trilogia são muito bons, principalmente do primeiro e segundo filme. O primeiro filme ainda conta os primeiros passos de Peter até ele deixar de ser um garoto e assumir a responsabilidade de ser o Homem Aranha. Isso que é o mais interessante no primeiro filme, essa evolução do personagem durante o longa.

Já o segundo, mostra um Peter amadurecido, mas com os mesmos problemas, por exemplo, a falta de dinheiro, o relacionamento com MJ etc. Mas para piorar ele teve que lidar com a perda de poderes e que todos ainda o chamavam de ameaça, e com isso veio a vontade de desistir de ser o Homem Aranha, porque aquilo nunca trouxe nada de bom para ele.

Já o terceiro filme, mesmo com tantos defeitos, consegue trazer uma bela mensagem sobre perdão e que a vingança nunca nos leva a nada. Isso fica evidente no diálogo final entre Flint Marko e Peter e no leito de morte de Harry. Sempre me emociono nessas cenas. Mas também não podemos esquecer o símbolo de heroísmo que o Aranha representava para Nova York, ao mesmo tempo que eles odiavam ele, também o amavam e o ajudavam, como na cena da ponte em HA 1 e a cena do trem em HA 2.

Para finalizar, minha nota para a trilogia é 9/10, por conta dos acertos nos dois primeiros filmes e os erros no terceiro. Mas como minha opinião não é universal, basta você assistir os filmes e tirar suas próprias conclusões. E fechando com chave de ouro, a minha frase favorita da trilogia. “Essa é a minha dádiva e a minha maldição… Quem sou eu?
Eu sou o Homem Aranha!!!”