Arquivo da categoria: Reviews

Review: Future State | Detetive das Trevas #3 (2021)

Batman vs O Novo Batman.


Detetive das Trevas, uma das minisséries do evento Future State da DC Comics, já chegou ao seu final nos Estados Unidos, mas aos poucos, as edições chegam ao Brasil. Em uma nova edição, Bruce continua fazendo descobertas do Magistrado, enquanto tem uma visita inesperada de um velho conhecido: O Batman.

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Na terceira edição de Detetive das Trevas, o arco de Bruce escrito por Mariko Tamaki, foca no herói tentando coletar mais informações sobre a rede de vigilância do Magistrado. A organização controla tudo e olhas todos. Apesar das descobertas, o novo Batman tenta intimidar Bruce, aparecendo de uma forma não tão cordial – aliás, Tim Fox consegue ser um Batman péssimo. Restará para o último capítulo mostrar o que espera Bruce, e se o Magistrado terá seus planos revelados para Gotham.

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Pulando do arco de Batman para o final de Bandoleiro de Matthew Rosenborg, a Caçadora consegue prestar ajuda – nem tanto – para Cash Cole, vigilante mascarado que foge do Magistrado. A história de apoio é um pouco mais bagunçada do que a primeira publicada, e torna o Bandoleiro como um simples vigilante, ao lado da Caçadora, impulsiva e feroz. Todo o plano de sair de Gotham foi por água abaixo por conta de Luke Fox – que, aliás, é um personagem totalmente inadaptado e entendiante para a história.

A arte de Dan Mora para a história principal é excelente, com cores mais escuras e vibrantes de Jordie Bellaire, transformando Gotham Noir em uma Gotham Cyberpunk. É uma estética única para a minissérie, que possui traços mais detalhados e cuidadosos para a história principal.

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Detetive das Trevas #3 continua mostrando o Magistrado no percalço do Batman, e de outros vigilantes. O roteiro, que facilita um pouco a situação do inimigo e dificulta a do herói, foge dos clichês de uma possível luta entre heróis, e abraça o estilo futurístico  para um quadrinho da DC.

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Review: Sensacional Mulher-Maravilha #1 e #2 (2021)

Novas aventuras da Mulher-Maravilha rementem à Era de Ouro.


O DC Digital First, nova linha de quadrinhos da DC Comics, já começa com o pé direito em Sensacional Mulher-Maravilha, título que celebra os 80 anos da maior heroína dos quadrinhos. A princesa Amazona está em um novo desafio, e ao que parece, virou uma dona de casa como nos anos 40 e 50. Diana precisa descobrir o que está acontecendo, antes que seja tarde para despertar. 

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Stephanie Phillips homenageia a Era de Ouro da Mulher-Maravilha, que teve suas histórias publicadas na Sensation Comics. O título semelhante, ainda se casa com um roteiro que se parece com uma história dos anos 50, onde a mulher era vista pela sociedade como dona de casa. As duas primeiras edições, da minissérie que possui 12 edições ao todo, abordam a Mulher-Maravilha como uma dona de casa, em um total devaneio.

Ao que parece, nem toda a minissérie parece ter apenas um grande perigo, e sim, possuem edições que são divididas em arcos, como o primeiro e o segundo, fechando o ciclo de participação do Doutor Psycho. Há uma dinâmica pouco explorada, mas bem interligada entre a Mulher-Maravilha e a Mulher-Gavião, e não seria estranho se víssemos mais delas. Porém, o que desagrada, é ver que Psycho não é páreo para Diana, e somente consegue combatê-la quando está emergida em um pesadelo, já que este é o seu poder, controlar mentes.

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A arte do quadrinho não tem o intuito de ser padronizada entre as fases Renascimento ou Infinite Frontier, e remete muito ao quadrinhos clássicos. Mesmo que continue fazendo a Mulher-Maravilha usar seu traje igual ao de seus títulos no Renascimento, Meghan Hetrick traz novos traços para a princesa Amazona, e um pouco mais simples. A colorista Marissa Louise consegue alternar entre cores mais vivas e escuras, enquanto no pesadelo e fora dele. Os traços e a coloração são os pontos mais positivos do título até o momento, e ainda podem melhorar.

Sensacional Mulher-Maravilha começa muito bem no DC Digital First, e explora a heroína nos anos 50, tempo o qual a mulher parecia não ter influência alguma. Com uma equipe criativa em sua maioria formada por mulheres, a primeira e segunda edição estabelece uma futura parceria, mas a mesma personalidade para a Mulher-Maravilha.

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Review: Falcão e o Soldado Invernal (1×01)

Aviso: Review sem spoilers!


Um início promissor para a saga do Capitão América.


“Falcão e o Soldado Invernal” é a segunda série de TV realizada pela Marvel Studios para uma continuidade no MCU (Universo Cinematográfico Marvel), ou comumente mencionada como “Fase 4” – que se iniciou com a série “WandaVision” – para o Disney+. Falcão e o Soldado Invernal teve a sua proposta inicial com a cena final final de Vingadores: Ultimato em que o Capitão América (Chris Evans) entrega seu escudo para Sam Wilson (Anthony Mackie) que interpreta o personagem de Falcão, enquanto o Soldado Invernal, Bucky Barnes (Sebastian Stan) observa. A temporalidade da série ocorre depois dos eventos de Vingadores: Ultimato e apresenta os protagonistas lidando com situações pessoais depois do embate final com Thanos. Tais situações remete ao primeiro episódio da série, em que alguns detalhes pessoais de Sam Wilson e Bucky Barnes são apresentados pela primeira vez para o espectador.

No primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal é destacado através desses aspectos pessoais de seus protagonistas, diálogos que se remetem a suas famílias, seus traumas, assim como suas dificuldades, ou como mencionou Anthony Mackie, um retorno “às suas origens, sua família e vizinhança apenas torna o personagem melhor para o público. Sabe, estamos em uma posição que queremos que o público conheça esses personagens”.

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Através de flashbacks ou conversas com outros personagens, é realizado essa aproximação com ênfase nos protagonistas. Assim como em WandaVision, a temática do trauma se estabelece como mote, mesmo que esse não tenha sido recorrente na fase anterior do MCU.

Nos minutos iniciais da série, essa apresenta sequências com cenas de ação em uma quantidade e qualidade
cinematográficas. Ambos os protagonistas mantém o nível em coreografias realizadas pelos seus personagens nos últimos filme do MCU, mas também apresentam ações que são diferentes. Destacando os aspectos subjetivos dos personagens, dentre os quais mencionei acima, Falcão e Soldado Invernal não apresenta em seu primeiro episódio a relação de companheirismo e rivalidade entre Sam e Bucky. A série no entanto ressalta através da ação, de dramas e traumas uma relevância para o núcleo do Capitão América no MCU, assim como se destacar como bastante promissora para os episódios que ainda serão lançados.


Veredito

O primeiro episódio de Falcão e Soldado Invernal tem um bom início, destacando sequências de ação com uma qualidade cinematográfica (apresentadas logo nos primeiros minutos da série). O roteiro apresenta ao espectador, as tramas de seus protagonistas, com conteúdos que ressaltam aspectos pessoais, esses que tem se destacado na fase 4 da Marvel Studios (como exemplo, WandaVision).

Outro destaque, é a atuação de seus protagonistas e a relação desses como os personagens secundários da série.
Falcão e o Soldado Invernal teve um início promissor, no entanto ainda é muito cedo para dizer se irá se manter com a qualidade destacada nesse primeiro episódio. Esperamos que sim.

10/10.

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Review: Infinite Frontier #0 (2021)

DC inicia sua nova fase nos quadrinhos.


Após meses de construção, passando pelos eventos de Dark Nights: Death Metal e o futuro alternativo de Future State, uma nova fase iniciou o Universo DC novamente: Infinite Frontier. Reunindo um panteão de escritores e artistas, Infinite Frontier #0 é o pontapé inicial do DCU, para explorar ainda mais os confins do multiverso em diversos contos.

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O primeiro quadrinho tem o intuito de mostrar o universo do jeito que se manteve após os eventos de Death Metal, aos olhos da Mulher-Maravilha. Diana se junta ao Espectro para observar os heróis em todo o mundo, e mistérios de  novas terras estão à tona. Há uma possibilidade de universos infinitos, os quais nem Espectro tem tanto conhecimento. O DCU renasceu das cinzas do Death Metal, e irá explorar o presente antes do Future State, para que estes eventos não tornem a acontecer novamente.

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Com Joshua Williamson, Scott Snyder e James Tynion IV, a antologia começa mostrando o Superman, e apresenta o novo herói Shazadam, ou o Adão Negro. Seguindo por este meio de apresentações, temos o ataque letal do Coringa para mostrar Batman, a nova Mulher-Maravilha, a história de amor entre a Canário Negro e o Arqueiro Verde, além de vermos a Stargirl e também os Flashes, que terão uma grande missão. Pouco ainda se sabe sobre o multiverso de Infinite Frontier, mas ele irá revisitar antigos lugares que não estiveram em fases anteriores, como Blue Valley, de Stargirl. Novos personagens também ganharão seus próprios títulos, e Yara Flor, a Mulher-Maravilha brasileira do Future State, é uma delas.

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Mesmo com uma grande equipe criativa, as histórias fluem perfeitamente, mantendo o dinamismo entre os quadros de cada personagem. Cada herói possui uma arte diferente, mantendo sua identidade padrão de como seu título mensal será. As cores são uma grande mistura, e exploram cada sentimento dos heróis, que se dão por felicidade, responsabilidade ou temor. Cada título terá uma arte diferente, com traços mais detalhados ou não, e não pretende seguir o que foi proposto nos padrões dos Novos 52 e Renascimento. Muita coisa épica nos espera nesta nova fase da DC.

Infinite Frontier #0 é um grande épico e glamouroso crossover, e explica os eventos após Death Metal. O multiverso, antes com 52 terras, agora é infinito, com várias possibilidades. Cada conto tem um gancho para as primeiras edições mensais da nova fase dos principais heróis da DC, que agora, se encontram para enfrentar um grande perigo e desvendar um novo mistério.

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Review: Future State | Arlequina #2 (2021)

O Espantalho está de volta.


Na nova edição da minissérie da Arlequina no Future State, a trama de Harley ao lado de Jonathan Crane para trabalhar com o Magistrado continua, e dessa vez, vai além do esperado. Será mesmo que ela vai contribuir para o Magistrado, em vez de destruí-lo?

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Stephanie Phillips continua mostrando sua visão para a Arlequina, explorando Gotham e seu submundo através dos olhos de um vilã. A capa pode enganar muito bem qualquer um, mostrando Máscara Negra segurando o Espantalho e com Harley no chão, mas não é bem assim que os eventos do quadrinho acontecem. É satisfatório ver que a personalidade de Roman Sionis em dominar Gotham não mudou nada, e que Crane está reutilizando velhos métodos, mas o final não é tão agradável.

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A construção, é sem dúvidas, um dos pontos fortes da equipe criativa, com personalidades acertadas. Mas, mesmo que acerte em moldar os personagens, não leva um grande nêmese para frente, o Máscara Negra, mas abre um gancho para o Espantalho aparecer ainda mais vezes, na tentativa de agora neutralizar Arlequina. Isso não será tão possível pela minissérie finalizar nesta edição, e no geral, ter um decréscimo da primeira para a segunda edição.

Entre tantas e outras, a arte do quadrinho é um ponto positivo do qual gosto de destacar, mas ainda assim, mantenho-me a decepcionado sobre o visual um tanto infantil da Arlequina. Talvez Simone Di Meo possa melhorar em outras séries e fases do universo DC com um visual mais característico de Quinn. Já a coloração é outro ponto muito positivo, e merece bastante destaque. É realmente um acerto de Tamra Bonvillain, que remete muito sobre a paleta de cores de Aves de Rapina (2020). 

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Não muito satisfatório com seu final, a minissérie da Arlequina no Future State parece ter tido seu término, com uma trama que parecia ser incrível na primeira edição, virar uma total ineficiência na segunda. Phillips tem um futuro promissor no universo DC, e parece estar bem habituada com os grandes vilões da galeria do Batman. O Future State da Arlequina termina, mas não como o esperado, e abre possibilidades de haver uma continuação.

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Review: Future State | Batman/Superman #1 (2021)

Os Melhores do Mundo unidos novamente.


Se os caminhos de Batman e Superman costumam se cruzar em diversos quadrinhos, filmes e também em animações, não é diferente no novo evento da DC, o Future State. Bruce e Clark precisam investigar a fundo um novo perigo que ataca o submundo de Gotham e a cidade de Metropolis, e as ligações dão em torno de uma grande força policial: O Magistrado. Juntos, eles terão de descobrir como poderão trabalhar juntos contra o Magistrado.

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O primeiro capítulo intitulado de ‘Pestes’ traz uma abordagem muito vista nos quadrinhos: Batman e Superman investigando um novo perigo solto em suas cidades. Gene Luen Yang leva maiores heróis para um crime que parece ser pequeno, mas com ligações ocultas, que envolvem uma droga e o Magistrado. Tentando entender de onde vem essa droga, e qual sua relação com o sumiço de pessoas, Batman e Superman buscam suas respostas na velha Gotham, a cidade esquecida que fica abaixo de Gotham. Percebemos ainda o contraste do bom e do mau policial, mas a convicção do Cavaleiro das Trevas em reconhecer as pequenas ações do Escoteiro.

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É realmente belo ver que o roteiro bem trabalhado do quadrinho deixa como plano de fundo o início da ocupação do Magistrado, enquanto Batman e Superman enfrentam a droga da Face Falsa. Ele não exclui e conecta toda a ideia das droga com as forças policiais que tomam Gotham, e fornece uma explicação do que aconteceu com a cidade para outros títulos como Detetive das Trevas, Arlequina e Mulher-Gato. 

Ben Oliver, o artista do quadrinho, revela traços que ainda não foram explorados no Future State, chegando até perto da fase Renascimento. O visual de Gotham está tentado em levar o leitor para fases anteriores, com ruínas abaixo de uma cidade sem esperança, que não possui alma e luz. As cores de Erif Prianto destacam a diferença entre Gotham e Metropolis, refletindo que a cidade baixa é um lugar inóspito e sem esperança, e Metropolis é o contrário disso.

Batman/Superman #1, de Gene Luen Yang, traz os Melhores do Mundo em sua própria minissérie para o Future State, e em grande forma. Com um roteiro que serve de “prequel” para quadrinhos ambientados em Gotham, explicando sobre o Magistrado, a HQ tem uma trama focada no início de todos os problemas para Bruce Wayne, a Bat-Família e o Homem de Aço.

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Review: Um Pedaço de Madeira e Aço (2018)

A genialidade de um quadrinho sem balões.


Escrita pelo quadrinista francês Christophé Chabouté, um pedaço de madeira e aço mostra a ‘’vida’’ de um banco de uma praça. Além de um protagonista totalmente fora da curva, a HQ não possui nenhum diálogo, deixando todo desenrolar da história por conta dos personagens coadjuvantes, que são as pessoas que frequentam o parque.

Nessas idas e vindas dos personagens coadjuvantes, a história começa a se desenrolar, porém, nada de grandioso acontece, já que o cotidiano de uma pessoa comum não tem nada de anormal. Mas a arte de Chabouté deixa esse cotidiano muito mais gentil e belo, a partir disso, ele desenvolve a história de cada personagem, e no final, todos eles tpossuem uma conclusão em suas histórias; desde o policial que patrulhava o parque, o mendigo que dormia naquele banco e até mesmo do cão que urinava no local. Ou seja, tudo está ligado.

E sobre os personagens, todos eles possuem histórias distintas e a única coisa que liga todos eles é justamente esse banco na praça. Chabouté conseguiu montar uma história cheia de personagens carismáticos, e nem precisou que nenhum deles dissesse uma única frase. E isso é extremamente difícil, porque numa HQ comum, com balões, é difícil de se fazer um bom desenvolvimento de um único personagem, e em Um Pedaço de Madeira e Aço, o autor conseguiu desenvolver todos os personagens que fizeram alguma aparição na história.

Christophe Chabouté consegue contar uma belíssima história sem utilizar um único balão de diálogo, e a maneira como ele consegue contar a história de um simples banco é fenomenal, porque através dessa obra, pude perceber que tudo pode ser belo se for visto no ângulo certo.


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Review: Batman/Mulher-Gato #3 (2021)

Nova personagem é apresentada a Gotham.


Em mais uma edição de Batman/Mulher-Gato, Tom King continua mostrando a última cruzada do Batman com Selina Kyle, antes de se despedir do personagem e encerrar seu grande arco proposto desde a fase do Renascimento. Se a ideia é confundir ainda mais os leitores com três linhas temporais diferentes, ele conseguiu, mas a história fica ainda mais interessante à medida que os heróis vão desvendando novos mistérios.

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Com a primeira edição tendo sido lançada ainda no final de 2020, e a segunda em janeiro, a terceira abre fevereiro com o pé direito, abordando um futuro de Gotham sem o Batman e o Coringa, dois lados da mesma moeda. A nova edição abre com dois personagens que ainda não tinham aparecido, Helena Wayne e Dick Grayson. Helena é filha do casal mais rico de Gotham, e também atua como a nova Batwoman, usando um traje ao estilo Batman, e utilizando os métodos de seus pais. Dick, o Asa Noturna, agora é o comissário de polícia da cidade, e usa suas habilidades aprendidas com Bruce ao longo dos anos em seu distrito. Ambos formam uma dupla, assim como Batman e o comissário Gordon já formaram.

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Divulgação/DC Comics

Além de fazer referência à Batman – A Máscara do Fantasma, Tom King não deixa de colocar o bat-sinal, agora, na parede de um dos prédios da cidade, como Frank Miller fez em O Retorno do Cavaleiro das Trevas. Entre tantas e outras referências, Helena está perto de descobrir quem matou um idoso, conhecido como um dos grandes vilões da galeria do Batman. É claro que Selina finge não saber do que se trata, mas percebe-se a tensão e o clima de suspense que envolve mãe e filha, com Helena já tendo suas suspeitasse concluindo.

Como foi dito no primeiro parágrafo, King aborda três linhas temporais diferentes, sendo o início de Bruce com Selina, um relacionamento se estabelecido logo após, e um futuro onde o guardião de Gotham não existe mais. Nessa terceira edição, há uma maior abordagem no mistério do que na ação, com poucas aparições do Fantasma, vilão principal que move a trama.

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Entretanto, quando a ação é necessária, ela é bem ilustrada por Clay Mann, que traz uma arte impecável do ambiente e dos personagens, com uma coloração de Tomeu Morey, utilizando sempre cores mais escuras para demonstrar que Gotham ainda é um lugar sem coração. A arte detalhada é o grande ponto da minissérie até então. 

Com um roteiro profundo, que apesar de confuso, consegue conectar todos os pontos de uma forma surpreendente, utilizando de três linhas temporais diferentes, Batman/Mulher-Gato #3 é a edição mais misteriosa até o momento. Com Tom King comandando a equipe criativa, o quadrinista desenvolve uma parte futura, na qual o Batman deixou de viver, e agora seu legado deve continuar sendo mantido, para que ainda haja esperança em Gotham.

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Review: Future State | Immortal Wonder Woman #2 (2021)

Mulher-Maravilha é a última heroína da Terra a estar viva.


A imortalidade custa caro, e Diana Prince sente na pele o que é ver todos a sua volta morrerem. Na segunda edição de Immortal Wonder Woman, a Mulher-Maravilha continua vagando pelo espaço, para encontrar luz ou vida. E de fato, encontra o último que deveria poder vir a ser a luz, com um nome que não representa vida e luz. Ela é a última dos heróis a estar viva, e ainda tem histórias para contar.

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Becky Cloonan e Michael W. Conrad trazem novamente a única heroína da Terra para continuar a narrar sua história de solidão, e de como o Superman pode ter se sacrificado. Usando mais dois adicionais além do cinto de utilidades do Batman, a capa do Superman e o anel do Lanterna Verde em volta do pescoço, a guerreira Amazona relata os últimos momentos do Superman e uma força poderosa chamada Anulação, que derrubou até mesmo a Legião dos Super-Heróis. Estas sombras são o grande perigo que podem ter dizimados quase todos os heróis da Terra.

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Apesar de acreditar e ter esperança, algo que o Superman significava em seus ideais, os caminhos para a luz e vida pareciam distantes, até encontrar o Espectro, um ser vazio, como um fantasma, mas que possuía a vida, por ainda existir vida no universo. E mesmo que tudo pareça perdido, ela dá vida para um universo morto.

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Seguindo ao contrário da história principal, a história de apoio que é focada em Núbia, levanta a questão da heroína ter sua tiara como chave para os planos de Cálice, que invoca Circe para ajudar. Em sua primeira edição, a história pareceu ter um  rumo mais simples e direto, mas, na nova edição, a trama tenta misturar Apokolips com o Olimpo, na tentativa de explicar um pouco mais o futuro de Diana.

Com a história sendo um ponto positivo, a arte consegue dar ainda mais auxílio e ser um grande destaque. Há, de fato, uma arte mais detalhada na história de apoio do que na principal, e muito bem feita por Alitha Martinez. Já Jen Bartel é quem desenha Diana e toda a arte do quadrinho focado na super-heroína, e parece gostar de trabalhar com traços simples, mas bem produzidos; em um cenário totalmente incomum para a Mulher-Maravilha, denotando o vazio do universo.

Immortal Wonder Woman #2 apresenta duas histórias tentando se conectar uma com a outra, dando o suporte adequado que é preciso. Com uma arte belíssima e um roteiro um pouco mais profundo que a primeira edição, o novo quadrinho continua a explorar o vazio de um universo morto, sendo Diana a última heroína da Terra. Immortal Wonder Woman, atualmente, está sendo o melhor título do Future State.

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Review: Future State | Detetive das Trevas #2 (2021)

Jornada de Bruce Wayne contra o Magistrado continua.


Qual é o preço da morte? Na segunda edição da minissérie Detetive das Trevas, do Future State, o Batman tem que descobrir todos os planos do Magistrado, e desviar-se da vigilância constante e exagerada da atual força de segurança de Gotham. É uma tarefa difícil para Bruce, que tinha o grande apoio tecnológico, e agora não pode depender deles.

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Mariko Tamaki, que comanda o título, continua sua abordagem de uma Gotham tomada por forças policiais fascistas, e já, muito maiores que o próprio departamento de polícia de Gotham. Batman e Bruce Wayne ainda estão mortos para grande parte da cidade, mas o Pacificador-01 sabe que não, e continua sua caça. Para os mais habituados na mitologia do Batman, o visual do inimigo chega a ser muito semelhante com o Cavaleiro de Arkham, um dos principais inimigos de Batman: Arkham Knight.

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Por sua vez, com um roteiro ainda bem preciso e desenvolvido até então para Detetive das Trevas, a história de apoio que traz o Capuz Vermelho não consegue manter o mesmo nível, apesar de interessante. O drama de Bruce Wayne/Batman eleva o épico cyberpunk para Gotham, e devagar, vai mostrando que o Magistrado é podre como todas as outras organizações. A trama do Capuz Vermelho, de Joshua Williamson é totalmente fora da de Bruce, que é derrubar o Magistrado. O Capuz é o único mascarado a trabalhar para eles, e caça outros vigilantes, que já não são mais permitidos em Gotham. 

Mesmo que a arte belíssima e detalhada de Dan Mora para a história principal, que é a do Batman, a arte de Giannis Milonogiannis para o Capuz Vermelho não agrada, fugindo do padrão estabelecido pelo Future State. São traços mais simples, e um tanto rebuscados de quadrinhos da Era de Ouro, mas ao mesmo tempo, parecem infantis. Há uma quebra de expectativa entre Batman e Capuz Vermelho, em que um agrada muito mais que o outro.

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Detetive das Trevas #2 continua com novas descobertas para o Batman e um mistério que o Magistrado esconde. Mesmo que a história backup não agrade em sua arte, a trama principal que envolve o Batman tenta fazer o leitor imergir numa Gotham tomada pelo controle de forças de seguranças externas. Um grande gancho utilizado ao final da história principal, mostrará ainda mais o que o Magistrado representa, e a influência que tem sobre toda a população de Gotham.

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Review: Superman & Lois (1×01)

Aviso: Review sem spoilers!


Primeiro episódio traz drama, esperança e várias referências.


Conhecida pelo Arrowverse e séries bem longas, a CW apostou em um spin-off de Supergirl após Crise nas Infinitas Terras, Superman & Lois. A estreia que aconteceu ainda na terça-feira (23), bateu recorde de espectadores do canal, após dois anos, e traz uma nova visão para o Homem de Aço. Com o encerramento de Supergirl na sexta temporada, a CW se viu encarregada de continuar o fardo do símbolo da casa de El, agora com o Superman, de Tyler Hoechlin, que estrela ao lado de Elizabeth Tulloch como Lois Lane. E, bom, o começo é brilhante, em um episódio de uma hora, que não parece ser longo.

O episódio piloto, que recebeu um making of em seguida, em seus primeiros cinco minutos, faz um resumo de tudo o que um fã precisa saber do Superman: sua chegada na Terra, seus pais e juventude, a primeira aparição como Superman e um emprego em Metropolis, que permitiu conhecer Lois Lane. Ambos se conheceram profundamente, namoraram e casaram, tendo dois filhos em seguida, Jonathan e Jordan, filhos de um casal de repórteres investigativos, que nem suspeitam que seu pai é o Escoteiro de Metropolis. 

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Se a ideia foi trabalhar a importância que o Superman tem para o mundo, funcionou, e ainda mais, trabalhou de uma forma muito mais dramática, Clark Kent e sua família. Se os primeiros cinco minutos fazem um resumo da vida de Kal-El, os primeiros vinte minutos o humanizam mais ainda, sofrendo com perdas, das quais jamais quisera pensar. O drama implantado para o episódio Piloto, já consegue moldar o que nos espera para o restante da temporada. Greg Berlanti e Todd Helbing conseguiram unir inspiração e drama, humanizando a figura do Superman, e não o tratando como um deus, se diferenciando muito do Superman de Zack Snyder. É perceptível uma mistura de crenças para Kal, mantendo sua espiritualidade humana e simples em uma vida no Kansas, mas não esquecendo sua genética kriptoniana. 

Dinamicamente, todo o elenco funciona, com maior enfoque na família Kent. O roteiro dramático, mescla com um aventura épica de quadrinhos, e também lições de adolescentes melhor trabalhadas, se visarmos o que foi proposto para o filho do Arqueiro Verde em Arrow. Mas, a interação entre Clark e Lois de Hoechlin e Tulloch, cresce ainda mais, e parece ter dado um grande salto para ser equivalente à Christopher Reeve e Margot Kidder. De muitas formas, a primeira aparição de Hoechlin no manto do super-herói em Supergirl, não agradou nenhum pouco os fãs, mas com o tempo, ele foi melhorando na personalidade de Clark Kent, um repórter do Planeta Diário que costuma cobrir a coluna de esportes. Desajeitado, distraído e sempre sorridente, pode definir o novo Kent de Tyler, que tem uma ótima performance e simples, como em algum quadrinho do Azulão.

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Há diversas referências, as quais podem agradar – e muito – os fãs. Aqui, neste episódio, como em toda a série, Clark desempenhará um papel de Superman e Superpai, abordando dramas pessoais e familiares, além de mostrar o herói mais forte do mundo batalhando com um inimigo poderoso, que parece saber tudo dele. E, de tantos outros pontos positivos, e tanta chamariz feita pela produção em torno do vilão, o próprio é um dos pouquíssimos pontos negativos deste primeiro episódio, ao revelar, ou pelo menos, dar uma grande pista de sua identidade no final. Uma outra parte que chama a atenção é a questão sobre qual dos filhos tem superpoderes, e o resultado é tratado como um grande clichê. E neste primeiro episódio, o roteiro consegue ser bem construído, não tendo pressa em suas explicações.

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A primeira aparição.

Por um outro lado, o trabalho de efeitos especiais, visuais, design de trajes, e entre outros aspectos técnicos, são de alta qualidade. Há uma grande melhoria nisso, realmente, e os efeitos são as grandes críticas que a CW sofre por parte dos espectadores. Comparando a outras séries como Supergirl, Superman & Lois utiliza o CGI tão melhor quanto seu show originário. O visual, para os padrões de TV, flui de forma natural com sua paleta de cores mesclada em claro e escuro. Para os padrões do Arrowverse, até agora, a série possui efeitos especiais muito melhores que as séries anteriores da CW.

Pulando para os traje, a rede americana é conhecida por fazer alguns trajes um tanto abaixo da expectativa em suas primeiras temporadas, mas os melhorando gradativamente. Com o Superman também seguiu esta fórmula, e o traje apresentado é muito melhor, dando uma sensação de que não é apenas uma pessoa em uma fantasia. Todos estes elogios não são para menos, e a trilha sonora, também, merece destaque. É inspiradora e dramática, representando a essência do Homem de Aço, e ao mesmo tempo, consegue transmitir as dores de uma pessoa, que, com grande poder, possui falhas e perdas. A faixa sonora contribui muito com diversas cenas, e molda um ambiente totalmente novo para o Superman, com um drama familiar consistente, e um herói cheio de esperança para um mundo com escuridão.

Pilot


Veredito

Superman & Lois tem um começo memorável no Arrowverse, trazendo um herói poderoso, que lida com os problemas do mundo, mas que também é pai, e precisa dar a devida atenção para sua família. Mesclando uma forte personalidade, em um roteiro dramático, com várias referências e um visual espetacular, o novo show da CW humaniza o Superman, e mostra que, sua vida, é tão conturbada como a de qualquer outro humano. É um início promissor, de um seriado que promete muitas surpresas.

9/10.

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Review: Batman/Mulher-Gato #2 (2021)

Fantasma começa seus ataques, com sua frase de efeito.


Tom King vai se desenrolando já com a sexta edição de Batman/Mulher-Gato para maio, pelo DC Black Label, e por enquanto, a segunda edição tenta retomar as rédeas de Batman: A Máscara do Fantasma. E o que pensar disso? Com Clay Mann, Tom King tenta retomar um grande clássico, misturando-o com seu arco no DC Renascimento

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Se a primeira edição já é confusa para alguns, essa nova edição deixa tudo ainda mais confuso para os iniciantes em quadrinhos, e que não estão habituados também com A Máscara do Fantasma. Há, de fato, grande conexão com a animação, mas um toque de originalidade preciso do roteirista, elevando Batman em sua grande aventura após a morte do Alfred, e sua aliança verdadeira com a Mulher-Gato de uma vez por todas. Tudo o que acontece entre o passado, presente e o futuro, que, no entanto, é onde a história é narrada, tenta amarrar tudo, sem deixar pontas soltas.

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Aos poucos, toda a trama vai se desenrolando. E quando digo aos poucos, é bem mais devagar como de costume. A curiosidade sempre vai despertar no leitor para saber qual é o próximo passo, o que aconteceu com o Batman, ou o que vai ocorrer entre o Fantasma e a Mulher-Gato. São diversas possibilidades, ramificando vários possíveis caminhos para a história andar. Nada será revelado aqui, para não dar spoiler, todavia, a leitura da nova edição é agradável, contendo algumas referências de todo o universo do Batman.

Como um par romântico de Bruce Wayne, Selina Kyle funciona, mas há uma interação e dinâmica assertiva muito maior como Batman e Mulher-Gato. O trabalho de Tom King em unir duas personalidades distintas, mas, que basicamente, se vestem de cinza e preto, é excepcional. De tantas outras edições, há uma melhora significativa na montagem do quadrinho, trama e dinâmica entre os personagens-título. Mesmo que Tom King não tenha sido o melhor em descrever o sentimento de amor para o Batman, seu desenvolvimento em ser um herói destemido, mas que possui fragilidades, é um ótimo trabalho. Ele pincela e renova outra vez um romance conturbado, que agora tem tudo para dar certo.

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Não poderia esquecer também de Clay Mann com sua arte e traços bem detalhados, além de um visual inspirador e noir de Gotham. Acompanhado pelo colorista Tomeu Morey, a quem eu também rasgo elogios, a arte e coloração casam perfeitamente. Em partes onde o Coringa aparece, há mais cor, diferentemente quando o Batman aparece, mantendo o ar gótico de sempre, acinzentado e profundo, parecendo denotar o que Bruce sempre sentiu ao reviver seu passado.

Mesmo que ainda seja confusa, e parecendo ainda com mais nós do que a primeira edição, Batman/Mulher-Gato #2 tenta explicar aos poucos, o passo a passo que conecta o Batman e a Mulher-Gato com o Coringa e o Fantasma. Tom King utiliza os velhos métodos de Bruce Timm, além dos seus próprios, para manter o mistério acerca do que pode e vai acontecer, além de explicar o passado com frases no presente. Por enquanto, ainda há muito o que ser visto e explicado pelo roteirista, que está deixando seu nome na história do Batman.

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Review: Future State | Mulher-Maravilha #2 (2021)

Yara Flor vai ao submundo em nova edição.


A segunda edição de Mulher-Maravilha no Future State traz novamente Yara Flor, agora no submundo grego. Com o final do primeiro quadrinho mostrando a personagem a caminho de Caronte, para levá-la ao Tártaro. Dessa vez, Yara precisava resgatar Potira, uma amazona brasileira que foi morreu em uma batalha na ilha de Themyscera, e foi jogada ao Hades.

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Joelle Jones ainda continua seguindo um padrão de misturar culturas, mesclando o folclore brasileiro com a mitologia grega. A escritora acerta mais uma vez na dinâmica, e explora um pouco mais de tudo. Mesmo que Yara Flor seja a nova Mulher-Maravilha, muitos ainda não sabem que ela é uma amazona dissidente, da cidade de Bana-Mighdall. As discordâncias por parte das amazonas de Themyscera e Bana-Mighdall eram grandes, após a invasão de Hércules e seu exército, destruindo Themyscera e subjugando as amazonas. Não foi mostrado ainda uma relação entre Themyscera e Bana-Mighdall, sendo uma boa oportunidade para trazer à tona o passado.

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A premissa se baseia em salvar Potira do submundo, um plano suicida. Mesmo que Yara não tenha mantido tanto contato nos eventos da invasão na ilha, ela ainda nutre um sentimento de fracasso, sentindo que poderia tê-la salvado. Desafiando Hades e outros seres mitológicos, Yara vai em busca de sua irmã amazona, tendo um tempo limitado para realizar tal tarefa. Não queria falhar novamente, mas isso caberia ao deus do submundo, tentar atrapalhar seu resgate. O final, não posso contar.

Nesta nova edição, há uma maior utilização da mitologia grega do que do folclore brasileiro. Joelle Jones, além de escrever, é a artista da HQ, acertando nos visuais dos seres mitológicos mais uma vez. O ambiente, também deve ser elogiado, assim como a coloração de Jordie Bellaire, alternando entre cores escuras e claras, que representam muito bem o medo e a paz.

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Mulher-Maravilha #2, do Future State, eleva ainda mais a importância da personagem para a fase atual. Explorando novas histórias e oportunidades, a equipe criativa da minissérie equaliza a velha mitologia grega com o folclore brasileiro. Com uma boa trama em sua segunda edição, o título da Mulher-Maravilha da Yara Flor se torna um dos melhores do Future State.

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Review: Future State | Detetive das Trevas #1 (2021)

Batman de volta ao começo em nova minissérie.


O Future State, novo evento da DC Comics nos quadrinhos, está começando a tomar ainda mais forma, com uma variedade de títulos. E claro, o Batman de Bruce Wayne não iria ficar de fora, expandindo ainda mais um futuro distópico de Gotham, uma cidade controlada pelo Magistrado, que emprega a força-bruta para cometer seus atos. A exploração continua em títulos diferentes, mas Gotham é sempre a mesma.

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Mariko Tamaki tenta trabalhar em uma trama onde o Batman é um fora da lei, e todos os outros mascarados também são. Ou seja, é dispensado o serviço dos heróis para limpar Gotham do crime, já que os métodos usados pelo Batman e outros vigilantes não são eficazes em nenhum momento. A primeira edição aborda duas histórias, do Batman e do Bandoleiro, mas escolhi apenas o Morcego para falar, com um pouco mais de aprofundamento. Mesmo que a do Bandoleiro seja interessante, é bem mais viável ler O Novo Batman, pois estes dois contos se conectam bastante.

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Aparentemente, aos olhos de Gotham, Bruce e Batman estão mortos, e o Magistrado já tem ciência de quem é o vigilante mascarado. Falido e vagando por aí, Wayne precisa sobreviver com o que tem, de volta às suas raízes – está no começo outra vez. Aqui, apesar de Gotham ser futurista, o herói não disponibiliza de novas tecnologias, continuando apenas com alguns gadgets iniciais e um traje diferente, sem a vulgar capa preta. Ele está em busca de seu lugar no mundo, mais uma vez, mesmo sendo um fantasma para a população. Bruce está apto a descobrir os podres do Magistrado, e quer saber mais sobre essa organização e derrubá-la. Ele sabe que não é o que sua cidade precisa no momento, e algo está errado por trás disso.

Bruce precisa viver, sem ajuda de seus outros aliados. Ao mesmo tempo que quer se desvencilhar dos fatos da cidade, ainda emergida no crime, o espírito de Guardião de Gotham não o abandona, e o denuncia quando entra em uma briga. Bater em criminosos é tudo o que ele precisa evitar, para não chamar a atenção do Magistrado.

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A equipe criativa da nova história do Batman, conseguem fazer uma grande imersão na psiquê do herói, e em sua personalidade de insuficiente. Ele é um homem sem rumo, mas com um único objetivo: desmantelar o Magistrado. Dan Mora consegue utilizar traços que convencem o leitor, com um visual cyberpunk de Gotham, abandonando a Art Deco usada em vários quadrinhos e outras mídias. As cores de Jordie Bellaire acompanham a arte de Mora, chamando a atenção por não ficarem presas em apenas mostrar uma cidade sombria, utilizando sempre cores escuras para denotar que Gotham ainda é corrupta e suja. Há uma paleta de cores variadas, com tons escuros de azul ilustrando tristeza e dor, e cores mais quentes durante momentos de ação e de desespero. Até aqui, Detetive das Trevas tem uma das melhores arte do evento.

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Detetive das Trevas #1 mostra um possível fim do Batman aos olhos de Gotham, e um grande inimigo no controle da cidade, o Magistrado. Tamaki, a roteirista do quadrinho, mergulha na mente conturbada de Bruce, elevando um novo desafio para o Cavaleiro das Trevas. Com uma trama interessante, que não deixa pontas soltas, podendo se conectar com Mulher-Gato #1, e uma arte cyberpunk, Detetive das Trevas tem de tudo para ser um dos melhores títulos do Future State. O Batman está em boas mãos com Mariko Tamaki e Dan Mora, e os eventos daqui, podem respingar em Infinite Frontier.

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Review: Future State | Mulher-Gato #1 (2021)

Mulher-Gato no expresso polar?


Com o evento Future State acontecendo nos quadrinhos da DC Comics, novos personagens são introduzidos, alguns reimaginados e outros estão sendo os mesmos – ou quase isso. Ram V traz em Mulher-Gato #1 uma nova personalidade para a personagem, que combate a opressão sofrida pelo povo, por conta do Magistrado. Agora, ela precisa lutar contra o novo sistema da cidade.

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De todos os outros títulos, Mulher-Gato é um dos mais sérios do Future State, e não adere a infantilidade em alguns momentos como em Harley Quinn. A primeira edição, aqui, não apressa a trama e tenta introduzir tudo em seu tempo. É funcional, de fato, e também precisa. A trama, basicamente, se aprofunda no Magistrado, ou melhor, mostra o poder que eles possuem, controlando parte dos civis. Em termos históricos, se compararmos o Nazismo com o Magistrado em Gotham, está mais que correto. Assim como os nazistas, o Magistrado usa o medo para controlar a cidade, embarcam jovens e crianças para um reformatório, além de possuírem um controle quase total de Gotham e da população.

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Selina tem de salvar os jovens que eram mandados de trem para um reformatório, e também, Bruce Wayne, preso pelo Magistrado, quando fora caçado como Batman – se era mesmo o que ela queira. É provável que a história da Mulher-Gato se passe um pouco depois de Detetive das Trevas, tentando conectar todo o universo do Batman. É uma jogada inteligente, apesar de confusa por não sabermos direito a linha temporal entre os dois quadrinhos. Aliás, a primeira edição conta com algumas presenças ilustres e uma surpresa no final.

Sempre abro um espaço para elogiar a arte de todos os quadrinhos, e com Mulher-Gato #1 não será diferente. Todo o aspecto nevoso de Gotham, deixa ainda mais cativante a leitura, com um toque mais gótico, sem perder a originalidade. De fato, um belo trabalho realizado por Otto Schmidt, reimaginando a Mulher-Gato com um novo visual.

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No geral, Mulher-Gato #1 desenvolve uma história inovadora e reinventa sua personagem-título, para atender aos seus desejos e lutar contra o Magistrado. Não há nenhuma pressa na premissa, em explicar o porquê de estarem fazendo o que estão, como em algumas outras minisséries do evento. A minissérie da Mulher-Gato tem todo o potencial para ser uma das melhores, desenvolvendo determinados aspectos em edições seguintes, sem entregar logo de cara seu objetivo.

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Review: Future State | Arlequina #1 (2021)

Vilã se torna “heroína na visão de Gotham”.


Arlequina é uma das personagens mais lucrativas do mundo geek, com certeza, e um sucesso entre o público feminino mais jovem, por conta de Esquadrão Suicida (2016), e depois em Aves de Rapina. Porém, mesmo com todo esse sucesso, a fama de badass no cinema, Harley ainda é uma personagem muito presente nos quadrinhos, e muitas vezes, ainda presa ao Coringa. Mas, agora, ela parece ter um novo rumo no Future State, e grandeza não é o que ela pensa.

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Stephanie Phillips, escritora da primeira edição, tenta emoldurar uma vilã sem um norte, já que o Batman original foi supostamente morto nas mãos do Magistrado, uma força de alta segurança que combate qualquer mascarado que ver na rua. Mesmo não sendo uma mascarada, Harley usa seu traje para se divertir em Gotham, mas ela não parecia querer roubos, e sim, apenas diversão, ou só chamar a atenção do Magistrado. Ela é levada ao Asilo Arkham, – possivelmente, ou quem sabe uma outra prisão – e lá vê o Espantalho, no caso, sem a máscara e totalmente reabilitado, trabalhando como um psiquiatra em si. Talvez essa seja a pegada mais curiosa do quadrinho, pois Crane quase nunca tira sua máscara.

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Tudo bem, Crane reconhece os seus erros, vira aliado do Magistrado para limpar as ruas da cidade com muito mais eficiência que o Batman, e por aí vai. Porém, ele está ali com Harley para um único propósito, uma ajuda para capturar outros vilões mascarados. Além do Batman e seus outros aliados, a Arlequina conhecia muito bem cada um dos vilões, pois vivia nesse meio, e em troca da ajuda, receberia algumas boas compensações. São três alvos: Professor Pyg, Vagalume e o infame Máscara Negra, que ainda controlava sua gangue de máscaras. Ela conhece muito bem cada um, e preparou planos para deter os dois primeiros, na certeza que funcionasse. Agora, como no filme Aves de Rapina, Harley terá de enfrentar o Máscara Negra, atual status quo de Gotham.

Diferentemente dos visuais anteriores da personagem, este novo visual da vilã remete mais infantilidade do que amadurecimento. O cabelo repartido nas cores azul e rosa – clara referência aos cinemas – não é tão legal como nas pontas dos cabelos. A arte de Simone Di Meo, é claro, padronizada para o evento, com traços mais leves e fluidos, por assim dizer, no geral, é ótima, mas nada muito marcante. Porém, a personalidade aqui é um acerto. Ela é mais esperta do que aparenta pelo visual. Agora, referente ao visual do Crane – como Espantalho – e Máscara Negra, estão ótimos, e bem assustadores, por assim dizer. Quanto a paleta de cor, alterna muito bem entre o escuro e o colorido, ao estilo Aves de Rapina, no uso do azul e do lilás, igualmente ao filme. É um belo trabalho da colorista Tamra Bonvillain

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Com uma equipe criativa de qualidade e um roteiro interessante, Arlequina #1 parece ser uma minissérie muito promissora no Future State, redefinindo alguns personagens e ela própria. A segunda edição que já foi lançada nos EUA, promete uma batalha árdua entre o Máscara Negra e a Arlequina, os mais novos rivais da cidade. Estou animado para ver os próximos capítulos da história.

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Review: Batman/Mulher-Gato #1 (2020)

Tom King retoma clássico de Bruce Timm.


Tom King, conhecido pelo sucesso em Senhor Milagre e por escrever grande parte do Renascimento do Batman, está de volta aos quadrinhos do Cavaleiro das Trevas, para explorar o passado de Bruce e o presente ao lado da Mulher-Gato. Agora, nessa nova minissérie para o DC Black Label, King pode explorar o lado mais obscuro da vida do casal, além de ir mais a fundo no passado de Bruce

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O roteiro mais profundo, engloba toda uma construção passada recente, mas pode ser confuso para quem não viu Batman: A Máscara do Fantasma, ou leu algum quadrinho do DC Renascimento do Batman. Tom King está trabalhando ao lado de Clay Mann, o artista do quadrinho, que rebusca um novo visual para os personagens-título, com novas feições, cenários, mas uma velha história de romance e mistério. A HQ explora três períodos distintos: Os passado de Bruce, se envolvendo com Selina, o presente, em que a história é narrada, com a envelhecida Selina Kyle, e uma outra vez em que Andrea Beaumont reaparece em Gotham, pedindo ajuda para o Batman.

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Sobre o primeiro período, não há mistérios, e o Coringa está surpreso com a relação da Gata e do Morcego. Aparentemente, assim como o Fantasma, ele sobreviveu à explosão, continuando sua onda de crimes, enquanto Andrea reconstruiu sua vida longe de Gotham, tendo tido um filho, ponto focal da história. Agora, num futuro próximo, Bruce está morto, e pelo jeito, já deixou seu legado como Batman na Terra. Nessa medida, Selina Kyle tenta se refugiar a um velho amigo, se abrindo com ele e citando Helena Wayne, a nova heroína da cidade e filha do casal. 

Ligando os pontos dos acontecimentos, tudo indica que o Coringa está por trás da tragédia que se passa na HQ, e o retorno do Fantasma, para se vingar do Palhaço. Todos querem se vingar, até mesmo Selina. Ela está disposta a matar o Coringa, após a morte do Batman. Quem sabe tenha mais alguém que queira a cabeça do inimigo mais famoso do Morcego.

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Clay Mann trabalha com uma arte mais detalhada, se aproximando bastante do que desenhou em Heróis em Crise. Ao lado dele, Tomeu Morey usa cores vibrantes e escuras, para representar a personalidade que o Batman passa. O teor gótico da arte, se casa com o funesto roteiro, que tenta montar, mais uma vez, um romance trágico entre Batman e Mulher-Gato. Aqui, é deixado de lado o romance, e colocado em pauta um mistério, curtindo o drama da pós-morte do guardião de Gotham. Tom King não costuma acertar muito em trabalhar a vida amorosa do Batman, mas, talvez nessa minissérie, ele consiga desenvolver melhor ainda do que em edições anteriores do Renascimento.

Apesar de confundir o leitor, fazendo-o se perguntar sobre o que está acontecendo, Batman/Mulher-Gato #1, entrega uma premissa mais trabalhada, madura e profunda, produzida por Tom King. O selo Black Label permite que o quadrinista desenvolva ainda mais o casal, mesmo que já o tenha feito antes, porém, com um incremento mais adulto e sério, deixando a ação um pouco de lado. No fim, a primeira edição é ótima, mas um pouco confusa. Não podemos nos precipitar e falar com base em apenas uma edição, temos de esperar as próximas para que finquem o pé no chão e comece as explicações.

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Divulgação/DC Comics

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Review: Future State | Superman/Mulher-Maravilha #1 (2021)

Nunca atire na Mulher-Maravilha.


Yara Flor chegou com tudo mesmo no Future State, e em mais um quadrinho, ela rouba todas as cenas e ofusca o Superman de Jon Kent. Fazendo dupla com o filho do Superman original em Superman/Mulher-Maravilha, Yara Flor quebra as barreiras da paciência e fala o que todo brasileiro deseja falar com um político.

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A primeira edição, que tem o roteiro de Dan Watters e arte de Leila del Duca, remonta uma nova dupla de heróis no Universo DC, o novo Superman e a Mulher-Maravilha brasileira. Enquanto um luta por uma cidade e segue os passos do pai, Yara Flor busca, incessantemente, mudar a mente dos políticos, para que cumpram o que prometeram, e não fugindo de seu trabalho. Ela luta pela igualdade, justiça, e também, contra corruptos que assolam São Paulo e o Brasil.

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Posso afirmar que a Mulher-Maravilha é a parte positiva do quadrinho, e ela já é conhecida pelos brasileiros. Toda sua dinâmica, sua personalidade explosiva, está sendo muito bem explorada, assim como a mitologia brasileira e o folclore – que dessa vez mostrou a mula sem cabeça e os deuses do sol e lua. Porém, apesar do grande acerto que foi a Yara, o erro está em Jon Kent, que não consegue ser como seu pai. Carregar o símbolo da Casa-El no peito, não quer dizer que irá carregar a essência do Superman também, e ele consegue ser infantil algumas poucas vezes, que podem deixar o leitor um pouco frustrado com sua personalidade mais inocente.

O roteiro simples, carrega uma história de um deus do sol, combatendo Solaris, famoso inimigo devorador de sóis. Solaris é a ameaça da HQ, mas que, aparentemente, não apresenta ser uma grande ameaça em sua primeira aparição, sendo rebaixado a uma disputa de força. É claro que, o vilão se tornará mais ameaçador numa próxima edição, mas, que não o inflem e façam uma luta justa e épica do Superman e da Mulher-Maravilha contra o Sol Tirano.

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Como sempre, gosto de elogiar a arte do quadrinho. Os traços, tanto dos personagens quanto da cidade, superfície espacial e outras, estão padronizadas para o evento. O uso de cores mais vivas e quentes, denotam toda a grandeza que o Superman tem, além da Mulher-Maravilha, e não foi visto tanto o uso de cores mais escuras.

Em resumo, Superman/Mulher-Maravilha #1, mostra os dois grandes heróis e novos símbolos da DC unindo forças para derrotar uma grande ameça futura. Em momentos gloriosos, a HQ abrasileira ainda mais a Yara Flor e abraça seu espírito jovem e destemido, ofuscando um Superman de Jon Kent abaixo da expectativa, inocente e com muito a aprender.

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Review: Future State | Immortal Wonder Woman #1 (2021)

O futuro catastrófico e o preço da imortalidade.


Enquanto Yara Flor já fez sucesso em sua primeira edição no Future State, ela não é a única Mulher-Maravilha presente no evento, sendo acompanhada por Diana e Nubia. Separando as linhas do tempo de cada uma, Immortal Wonder Woman traz a Diana os eventos pós Death Metal, em um planeta sem vida, e uma princesa refletindo o preço que pagou por ser imortal.

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Na primeira edição da minissérie Immortal Wonder Woman, Diana se encontra num futuro distópico, onde não há mais a Liga da Justiça, Batman está morto e o Superman envelhecido. Enquanto tem um trabalho de tentar salvar o Verde e a Terra, Diana se encontra sentida por ter o peso da imortalidade, e ver todos os seus amigos morrerem.

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“Você sempre foi o nosso coração, e isso é o que há de mais maravilhoso em você”

Por outro lado dela querer salvar todo o planeta, as amazonas não dão tanta ênfase. Após a destruição de Nova Gênese por criaturas misteriosas, Apokolips foi dominada sem que Darkseid interferisse. O intuito do lorde de Apokolips agora, é dominar o que restou da Terra, já que nunca conseguiu, de fato, conquistar enquanto a Liga da Justiça ainda estava na ativa. Michael W. Conrad e Becky Cloonan acertaram em cheio na personalidade de Diana, tão apegada à Liga da Justiça quanto qualquer outro herói, sentindo o que é a solidão, algumas vezes

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A história de Núbia, apesar de não deixar tão claro o que pretende, se conecta no presente, com a vilã Cálice roubando peças para liberar males antigos. Para quem ainda não sabe, Cálice é filha de Darkseid, nascendo de uma assassina amazona. Ou seja, a meta de Cálice no presente e sua possível conquista, pode ser o que afeta o futuro e Darkseid subjugando a Terra.

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Deixando de lado a história dos dois arcos, é válido elogiar a arte do quadrinho, mas ainda assim, não é tão superior ao DC Rebirth, que eu considero melhor. É claro que, eventos diferentes exigem abordagens diferentes, e no Future State, a arte busca o mais simples, com cores mais vivas em alguns aspectos e escuras em outros. 

Immortal Wonder Woman #1, no geral, entrega uma premissa interessante, conectando duas histórias, três amazonas e o possível fim dos tempos, relatando a importância de ser a Mulher-Maravilha e o legado que possui, sendo o coração de todos os outros super-heróis do evento. Estou realmente ansioso por ver o caminhar da história e o desfecho de tudo.

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Yara Flor tem começo brilhante no DC Future State

DC retrata muito bem o folclore brasileiro.


O anúncio da criação de uma Mulher-Maravilha brasileira deu o que falar pelos fãs brasileiros da DC, que se animaram para o evento nos quadrinhos Future State. No começo de janeiro, os quadrinhos chegaram digitalmente e às bancas estadunidenses, e lá, não sei ao certo se foi um grande sucesso, mas aqui, pelos comentários que recebi sobre, mesmo antes de ler, estava ótimo.

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A Mulher-Maravilha carrega toda a mitologia grega consigo, e tem nome de uma deusa romana. A DC consegue explorar e trabalhar muito bem a antiguidade grega, além de incluir novos personagens, guerreiras lendárias, mas sempre mantendo a essência histórica de Homero ou Heródoto. Não está sendo diferente com Yara, que luta contra criaturas do folclore brasileiro como o boitatá ou tem de confiar na Caipora, uma inimiga ao mais tipo Circe.

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Não contente em colocar só o folclore brasileiro, a criadora Joelle Jones explora e mistura a mitologia grega com as lendas brasileiras, acertando em cheio na dinâmica que, com certeza, será muito bem explorada nos capítulos seguintes. Além do mais, a dinâmica apresentada entre Caipora e Yara Flor é explosiva, por conta de momentos anteriores, a Guardiã das Florestas ter atacado a nova Mulher-Maravilha. O ressentimentos ficaram, mas ambas se uniram para livrar uma irmã do controle de Hades, deus do submundo.

Joelle Jones produz a arte e o roteiro do quadrinhos, e mesmo com uma premissa mais simples, a arte chama a atenção, assim como a mistura de mitologias. A personalidade da nova personagem, em si, se diferencia de Diana. É mais enérgica, explosiva e um pouco estressada, mas as táticas de combate se assemelham.

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Assim como o parágrafo acima, chamo a atenção novamente para a arte da HQ. Os cenários vastos da Amazônia como conhecemos, assim como a pele morena de Yara Flor, mais a representação de Caipora e outras criaturas mitológicas, demonstram a qualidade e grande empenho e Jones, em querer saber mais sobre uma cultura tão rica como a nossa e a grega. A coloração do quadrinhos, com cores mais vivas enquanto estão na floresta, e cores mais escuras para a ida ao Hades por meio do barqueiro Caronte, denotam a grandiosidade que o Future State irá ser. 

Seguindo por essa mescla de mitologias e folclores, a minissérie Future State: Wonder Woman, tem tudo para ser uma boa lembrança para os fãs brasileiros da DC Comics, que irão querer por mais aparições da heroína.

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