Arquivo da categoria: Críticas

Críticas de filmes, séries, animações, animes e games.

Crítica: Um Lugar Silencioso – Parte II (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma revisita acolhedora.


John Krasinski nos apresentou em 2018 um surpreendente sucesso de bilheteria que, acima de tudo, anexava um envolvente núcleo familiar à uma obra de horror firme e pulsante. Mas será que já deu tempo para a nostalgia se instaurar? Ou melhor: Um Lugar Silencioso já esfriou no imaginário do público? Independente da eventual resposta, e principalmete para àqueles que, como eu, tiveram a oportunidade de assistir a sequência numa sala de cinema, é de extrema satisfação revisitar um universo tão sensorial em que seus realizadores compreendem que também é possível lucrar trazendo uma boa experiência cinematográfica. E nisso jamais desaponta durante as 1h37min de projeção.

Por mais que houvesse certo marketing a respeito do desvendo por trás da misteriosa origem das criaturas em questão, em nenhum momento Um Lugar Silencioso – Parte II deixa de brincar com a curiosidade na forma fria e instintiva daqueles seres alienígenas que reagem sensivelmente ao som, e da possibilidade de demais formas de ecossistema; enquanto rebate tal grandiosidade temática no centro da pura relação da família Abott, que mantém em essência o instigante fato de também se comunicarem por linguagem de sinais; não apenas quando estão dirigindo a palavra à filha adolescente Regan (minha personagem favorita, por sinal), que é, assim como a atriz que a interpreta, a talentosa Millicent Simmonds, surda.

Jamais deixando de aproveitar ao máximo a inventividade de cada situação, o roteiro do próprio Krasinski explora na melhor forma The Last of Us o que sobrou da civilização. E ainda mais interessante: antes da roda gigante chegar no ponto mais alto, ou seja: antes de cada cena de suspense atingir seu clímax, pode haver por alguns segundos a sensação de um planejamento não tão inspirado; de que basicamente houve uma moldura de leitura simples do rascunho dos acontecimentos pré-estabelecidos no trailer. Mas é inegável o quão profundo, em minha subjetiva experiência, a forma com que cada momento soa tão aconchegante e imersivo. Sendo assim, me sensibilizo imensamente com o que é apresentado em tela, mesmo não havendo uma refinada sensação gradual de evolução como no primeiro capítulo da trilogia.

A entrada de Cillian Murphy, que se diverte no papel de ex-vizinho da família, encaixa bem como “substituto” da função de Lee, o pai intepretado por Krasinski no primeiro filme. Optando por um jogo de montagem semelhante à Dunkirk, em que eventos em linhas paralelas se entrelaçam procurando observar certa semelhança entre a forma com que os membros da família reagem e superam as ameaças, também é acertivo pela forma que suspende a tensão, além de claro, como de prache, o incrível design de som, que pode causar arrepios na sala de cinema. Puxando também para o lado da ameaça humana, o universo apresenta uma orgânica extensão que igualmente encaminha para desfechos apreciáveis. Junto com a ótima atuação da Emily Blunt, o longa atende incrivelmente bem às expectativas e gera uma inigualável experiência.


Veredito

Uma revisita acolhedora e bem apresentada, à um mundo intrigante e de vitais concepções familiares, e relações linguísticas e humanas.

9/10.


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Crítica: Rua do Medo: 1666 – Parte 3 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Trilogia finaliza de forma brilhante, mas um pouco aquém do esperado.


Após um lançamento consecutivo nas primeiras semanas de julho, a Netflix lançou o último filme da trilogia Rua do Medo, Rua do Medo: 1666, que finaliza toda a maldição de Shadyside. Dessa vez, o longa aborda às origens da maldição, e da bruxa Sarah Fier, para que todo o arco em volta disso seja concluído.

Com os dois primeiros filmes sendo bem sustentados, e o segundo ainda mais, Leigh Janiak retorna para o terceiro, para melhorar ou manter um equilíbrio para a trilogia. É uma direção segura, com um roteiro – a história toda em si -, muito bem trabalhado. Neste filme, o intuito e se desvencilhar um pouco do slasher, e trazer à tona o passado de Sarah Fier, que culminou na maldição de Shadyside e todo o terror que acontece. 

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O filme é dividido entre 1666 na primeira hora e retorna para 1994 nos 50 últimos minutos, para encerrar toda a história da trilogia. Em 1666, a inspiração em A Bruxa fica bem nítida, com o filme ainda seguindo os eventos dos livros de R.L. Stine. Há uma certa demora para engatar a história, e quando consegue, faz de uma forma interessante, trazendo um grande mistério e uma reviravolta que jamais os espectadores pensariam – o que me supreendeu, de certa forma. Mas, quando a primeira parte do filme realmente se encontra, e torna tudo mais atrativo, ela se encerra e retorna o espectador para concluir a trama em 1994. E mesmo que volte para o “começo” de tudo, a primeira parte usa consideravelmente o suspense e o drama a seu favor.

Já deslocados em 1994, Deena (Kiana Madeira) e Josh (Benjamin Flores) precisam salvar a alma de Sam (Olivia Welch). A reviravolta em 1666, permitiu que em 1994, Deena soubesse quem ela devia temer, e a maldição era apenas uma praga cultivada por séculos e ministrada por várias pessoas da mesma família. A parte final ainda une todos os assassinos do filme, dando mais alguns minutos na tela, além de mostrar novos inimigos que foram revelados em flashbacks de filmes anteriores. É deixado de lado o suspense de 1666, e volta o slasher proposto para a trilogia em 1994, mas que perde força e se torna cansativo, apesar de que divertido.

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Mais uma vez, é o elenco que se destaca, já que estão totalmente confortáveis no filme. O destaque vai para Kiana Madeira, e também, podemos falar que Gillian Jacobs (uma das irmãs Berman), foi um outro destaque neste terceiro filme. Vale ressaltar o capricho da Netflix quanto ao design da vila em 1666, e também do próprio figurino, que torna a produção ainda mais agradável aos olhos do fã. E claro, a trilha sonora de Marco Beltrami (franquia Pânico e Logan), ao lado de Anna Drubich, se mantém em nível altíssimo, sendo a melhor composição desta trilogia.

Apesar de ser um filme que deixa a desejar em alguns aspectos, como no próprio passar de 1666 para 1994, e a revelação final de quem causou toda a maldição, Rua do Medo: 1666 ainda consegue se sustentar com sua originalidade e inspiração em filmes de terror e horror. É um universo rico que pode ser revisitado, e muito bem explorado pela Netflix e por Leigh Janiak algum dia.


Veredito

Rua do Medo: 1666 – Parte 3 conclui uma trilogia com altos e baixos, mas que conseguiu se manter em um ótimo nível de produção. Com uma direção formidável e um elenco recheado de jovens estrelas, o terceiro filme acerta em cheio em sua primeira parte de implementar o suspense na origem de Sarah Fier, mas falha e perde força quando retorna ao slasher em uma conclusão da maldição de Shadyside.

7,5/10.


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Crítica: Loki (1ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Um novo passo para a Marvel na TV.


Após muito tempo de espera, a Marvel está finalmente trazendo o multiverso para o MCU, e Loki foi o início de tudo isso. A temporada se encerra de uma maneira esperançosa, mostrando o que vamos ver nos futuros filmes da Marvel e o que podemos esperar do “novo” deus da Trapaça.

A série nos mostra muito bem o desenvolvimento do personagem Loki (Tom Hiddleston), que muda de vilão para herói no decorrer do show, que inclusive, faz isso muito bem, introduzindo personagens como Sylvie (Sophia Di Martino), uma variante do Loki que acabou se tornando um possível par romântico, e é uma personagem extremamente importante. Ela conquistou o coração de todos os fãs, assim como Mobius (Owen Wilson), um personagem que esteve com Loki desde o início e foi um amigo durante todos os episódios; e esperamos vê-los novamente na próxima temporada. Esses personagens foram extremamente necessários para o desenvolvimento emocional do protagonista.

Um dos pontos mais altos, com certeza foram as variantes mostradas durante a série, como o Loki Clássico (Richard E. Grant), Kid Loki (Jack Veal) e até mesmo um hilário Loki jacaré. Todos eles tiveram uma participação importante e memorável, trazendo várias referências aos quadrinhos e nos mostrando o verdadeiro potencial de um Loki.

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Durante os episódios, os feitiços e magias foram bem mais exploradas comparadas aos filmes, onde Loki parecia meio limitado, usando apenas adagas e um pouco de sua ilusão. Mas, vimos na série, que seu poder pode ser muito expandido, e esperamos que os próximos filmes que contem com a participação do vilão use mais esse lado feiticeiro dele.

Falando mais da parte técnica, a trilha sonora da série é maravilhosa, sempre bem colocada e memorável, principalmente durante a cena do Loki Clássico criando a ilusão de Asgard, onde toca Ride of the Valkyries, mas em uma versão mais lenta e única. A trilha em si combinou também até com os cenários, que eram visualmente lindos e com um excelente efeito especial, nada menos que o padrão dos filmes e séries da Marvel.

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Os atores parecem que nasceram para esses papéis, todos fizeram personagens inesquecíveis, carismáticos e que queremos muito ver na próxima temporada. E para acompanhar os atores, temos o figurino que é muito bonito, com trajes nostálgicos e que captam bem a essência do personagem.

Para não falar só bem da série, infelizmente teve alguns diálogos que eram bem desnecessários e muitos ainda tentavam ser complexos, mas falhavam nisso. Mas não é algo que irá atrapalhar a sua experiência assistindo.


Veredito

É uma série incrível para a família toda assistir pois está recheada de coisas boas e muito bem feitas. E ainda nos mostra coisas novas que ainda não vimos em nenhum filme ou série do MCU até o momento. Pra mim, é a melhor série da Marvel sem dúvida alguma. Vá correndo assistir!

9,5/10.


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Crítica: Rua do Medo: 1978 – Parte 2 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Assustador, sangrento e muito violento.


Após uma boa recepção com a primeira parte, Rua do Medo: 1994, a Netflix lançou na sexta-feira (9) a segunda parte, que se passa em 1978, e acompanha duas jovens que tentam sobreviver ao massacre no acampamento Nightwing. E diferentemente da primeira parte, o filme é ainda muito mais sangrento, assustador e brutal, por envolver adolescentes e crianças assassinadas por um lunático com machado e um saco na cabeça.

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Leigh Janiak dirige e assina o roteiro da sequência, e traz as jovens irmãs Cindy (Emily Rudd) e Ziggy Berman (Sadie Sink) como as protagonistas da trama, que explica a história de como uma das irmãs sobreviveu ao massacre, já mencionado no final de Rua do Medo: 1994. Há uma grande inspiração em Sexta-Feira 13, ficando muito evidenciado desde o começo, com a escolha da data sendo um easter egg para o clássico Halloween. E foram ótimas inspirações, por assim dizer.

O filme consegue fluir por si só, e é ainda melhor que seu anterior por deixar de lado o drama romântico adolescente, que não era tão aprofundado e não foi bem desenvolvido. Por outro lado, a dinâmica entre as duas protagonistas deste longa, é algo confortável e muito bem feito, sem se arrastar e parecer cansativo para a narrativa. O longa consegue trabalhar melhor o relacionamento de todos os personagens, desde o monitor Nick Goode (Ted Sutherland), até a melhor amiga de Cindy, Alice (Ryan Simpkins). E não é preciso falar em como os atores conseguiram se encontrar tão melhor em seus personagens como o filme anterior, apesar de, poucas vezes, um ou outro ficarem abaixo do esperado. E não podemos esquecer da rixa entre Shadyside e Sunnyvale, que ainda é explorada na obra, e deverá concluir a explicação da maldição lançada pela bruxa Sarah Fier no terceiro longa.

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Mesmo que os livros de R.L. Stine sejam do gênero terror, em querer causar medo e pavor, o longa não tenta fazer isso em nenhuma vez, já que não é seu intuito, e deixa claro que seu tema é slasher. A figura encapuzada, de machado, que remete a Jason Voorhess, é ainda mais brutal do que qualquer outro assassino já mostrado no filme anterior. E é ainda mais assustador do que o próprio assassino com a máscara de caveira, ambos sendo motivados pela bruxa. Aliás, fique atento aos detalhes do primeiro para o segundo, já que o segundo filme explica um pouco mais da origem da assassina Ruby Lane.

Porém, o que pesa, e dessa vez não é o roteiro, é a fotografia em alguns momentos enquanto é noite no filme. Fica realmente difícil de enxergar, principalmente nas cenas em que o assassino está caminhando para matar. É totalmente escuro, e pode atrapalhar um pouco a experiência do espectador, que não está acostumado de ver total escuridão e uma sombra vagando. Mas, mesmo com esse deslize, a trilha sonora é um dos pontos mais altos, trazendo a tensão e o medo estampado para as crianças do acampamento.

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Sendo assim, se Rua do Medo: 1994 agradou o público fã de slasher, o segundo filme da trilogia pode ter agradado ainda mais, referenciando Sexta-Feira 13 do início ao fim. Correndo por fora do terror e mergulhando neste subgênero riquíssimo, Rua do Medo: 1978 é agradável e muito assustador. A conclusão da trilogia acontecerá no dia 16 de julho, com Rua do Medo: 1666, e este promete um pouco mais de terror profundo e suspense.


Veredito

Rua do Medo: 1978 – Parte 2 continua a ostentar e referenciar os principais filmes de slasher do cinema, ainda conseguindo manter sua originalidade. Com um elenco jovem e diversificado, e apresentando uma história muito mais violenta e brutal, o segundo filme da trilogia de terror da Netflix acerta em cheio na narrativa, sem parecer cansativa, e deixa um ótimo gancho para a conclusão da trilogia.

9/10.


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Crítica: Rua do Medo: 1994 – Parte 1 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma grande surpresa no gênero slasher.


Muitos estúdios estão apostando nos filmes de terror, como a Warner Bros., que construiu um grande universo, a Universal Pictures com Halloween e outras produções, e a Sony com O Homem nas Trevas. Vendo isso, a Netflix decidiu adaptar os livros de terror de R.L. Stine, que conta a macabra história de Shadyside, que passa por uma onda de assassinatos praticados por serial killers mascarados. Se a ideia foi homenagear, muitas vezes a franquia Pânico, o filme conseguiu, e o resultado é muito satisfatório.

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Rua do Medo: 1994 é o primeiro filme de uma trilogia, que tem a direção da cineasta Leigh Janiak. A trama do filme é moldada por um mistério, que tenta misturar Pânico e IT de uma vez só, tornando o longa divertido e assertivo. Shadyside é uma cidade dos Estados Unidos, que é considerada amaldiçoada, por possuir vários assassinatos em massa, praticados em diferentes décadas, mas com um mesmo propósito: Vingança de uma bruxa, morta alguns séculos antes.

O background do longa explora a relação de Deena (Kiana Madeira) e Sam (Olivia Welch), ex-namoradas que possuem raiva uma da outra, e ainda, muito carinho. O grupo ainda é composto pelo irmão mais novo de Deena, Josh (Benjamin Flores Jr.), que é o nerd sabe-tudo e detetive, Simon (Fred Hechinger), o cara alegre e Kate (Julia Rehwald), a destemida. Todos estes personagens possuem uma ótima dinâmica entre si, lembrando muito do primeiro filme de IT – A Coisa. Porém, o que peca é a forma de como a relação de um deles com outro personagem é desenvolvida, tentando forçar algo um tanto destruído.

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Por um lado, se o filme tenta bebericar do slasher dos anos 90 e fazer lado com Pânico e os mais recentes filmes de Sexta-Feira 13, por outro, ele adere aos clichês de romance em uma trama adolescente, sempre deixando com que a tensão de um relacionamento acabado viesse à tona. De certo modo, isso incomoda, e torna o filme um tanto exaustivo nesta trama background para Rua do Medo: 1994. Entretanto, agregarem uma personagem cativante (e problemática) como Deena, no fundo do poço após ver sua ex com outra pessoa, foi um grande acerto, assim como Josh sendo o mediador de toda a equipe sobre o caso sinistro que corria por Shadyside.

Há um certo conforto por parte do elenco, que apresentou personagens carismáticos e fáceis para que o público goste. O roteiro ajudou muito para que isso acontecesse, não os deixando a deriva da história, e conseguindo desenvolver suficientemente seus principais personagens. Além disso, Leigh Janiak tem uma direção consistente e segura, sabendo conduzir o filme num todo, que se destaca em grande parte por sua fotografia.

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Por fim, o mais novo filme de terror da Netflix é um deleite para os fãs de slasher, que vão de Michael Myers até Ghostface. Com referências ao famoso gênero que consagrou muitos personagens e franquias, o streaming apostou em uma obra sinistra e inteligente, que se eleva muito mais em seu terceiro ato, e acaba deixando o momento ainda mais tenso.


Veredito

Rua do Medo: 1994 – Parte 1 é um filme que ostenta o slasher e homenageia os principais do gênero, em um enredo adolescente que pode não agradar muito, mas não deixa de ser cativante. Com o passado sombrio explicado nos dois primeiros atos, e o terceiro totalmente reservado à sobrevivência, o primeiro filme deixa um gancho para o seguinte, que decresce e explicará o começo de toda a maldição de uma cidade. Resta saber se os próximos longas serão tão interessantes quanto.

8/10.


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Crítica: Batman – O Longo Dia das Bruxas, Parte 1 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma das melhores histórias do Batman vira animação.


No dia 22 deste mês, foi lançado a mais nova animação do Batman, com o título de “Batman: O Longo Dia Das Bruxas Part 01”. A animação que será dividida em duas partes, terá um foco no lado detetive do Homem-Morcego, assim envolvendo uma série de suspense no ar que podem deixar vocês com certas perguntas na cabeça, como por exemplo: “quem fez isso?” ou “será que foi ele?”.

A animação traz vida a uma das melhores histórias do Batman nos quadrinhos publicada em 1996, que até hoje continua sendo umas das mais excepcionais história do Morcego, e que foi escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale, divida em 8 edições. A HQ aborda um suspense investigativo com um ótimo clima noir envolvendo poderosas famílias mafiosas e um assassino misterioso que mata as suas vítimas em dias de feriados. Batman, Gordon e Harvey Dent entram em um grande quebra cabeça para descobrir quem é o misterioso assassino com o nome de Feriado.

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A animação segue com a mesma pegada de suspense investigativo em meio a um ambiente com o estilo noir. Porém, a animação tem algumas coisas diferentes da HQ, mas isso não atrapalha em nada na história do filme, assim tendo uma ótima dinâmica com o clima noir e não perdendo a excepcional interação com o cenário em volta. Sem contar com seu clima dark, com uma pegada clássica, tipo algo envolvendo um cenário escuro com apenas a luz que refletia da janela para o rosto do personagem, ou um pequeno zoom no rosto do personagem com aquele clima de suspense no ar… o que é bem interessante.

O elenco conta com Josh Duhamel (Harvey Dent), Billy Burke (Comissário Gordon), Jensen Ackles (Batman), Naya Rivera (Mulher Gato) e Troy Baker (Coringa). Todos fizeram dublagens sensacionais sem ter nenhum tipo de problema com voz que não combinassem ou qualquer coisa do tipo. Jensen Ackles foi uma ótima voz pro Batman, e sem sombra de dúvida, é umas das vozes mais excelentes que já teve a oportunidade de dublar o Batman.

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Mas o que realmente impressionou foi a dublagem de Troy Baker (Joel em The Last of Us e Coringa em Arkham Origins), como coringa, essa dublagem foi realmente sensacional e muito surpreendente. Também não posso deixar de falar de Naya Rivera (que ela descanse em paz), dublando a Mulher-Gato. Não tem como não falar da sua belíssima voz vivendo nessa personagem, que foi excelente na animação. Que seu último trabalho seja visto e ouvido por todos.

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Na animação tivemos uma boa relação entre Batman e Mulher-Gato, tendo aquele velho clima romântico entre os dois nas HQs. Tanto como Bruce e Selina, como Batman e Mulher-Gato, foi uma dinâmica bem construída, e que será ainda mais explorado na segunda parte e neste universo.

Sem sombra de dúvidas, a primeira parte da animação entregou com fidelidade e mergulhou no suspense clássico, de umas das mais memoráveis histórias do Batman. O que nos resta é esperar a segunda parte, para que se mantenha em um grande nível.


Veredito

Batman: O Longo Dia das Bruxas, Parte 1, é uma adaptação fiel, entrega de forma excepcional, uma das melhores histórias dos quadrinhos do Batman e da DC. Com um elenco de voz consistente, cenários incríveis e uma mergulhada dramática na trama de suspense, o filme animado deste novo universo da DC é apenas uma ponta do iceberg de mais surpresas que estão por vir.

10/10.


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Crítica: Os Oito Odiados (2015)

Aviso: Crítica sem spoilers!


O melhor Tarantino desde Pulp Fiction.


A verborragia é um elemento celebrado do cinema de Quentin Tarantino e uma das marcas mais lembradas quando se referem ao diretor. Não se esquecem os emblemáticos monólogos proferidos por Samuel L. Jackson em Pulp Fiction, nem das longas e tensas conversas no bar de Bastardos Inglórios. Com o poder do diálogo, Tarantino consegue o que uma vez Godard exclamou em seu texto: tomar o controle do universo. Com suas falas pronunciadas pelos atores, o cineasta consegue ganhar a atenção de milhões de pessoas e obrigá-las a se concentrarem no seu filme.

Em Os Oito Odiados, o diretor/roteirista tem a ideia de otimizar seus ricos diálogos forçando um grupo de personagens odiáveis de personalidades fortes para conviverem juntos numa cabana durante uma fria nevasca – afinal, John Carpenter havia antes mostrado em seu O Enigma de Outro Mundo que colocar uma porção de pessoas presas num lugar isolado e gelado poderia ser o estopim para uma boa, interessante e conflituosa estória de suspense. Tarantino, porém, não acha suficiente a divergência de personalidades e, para intensificar a desconfiança entre os personagens, enfatiza a diferença de ideologias. O diretor retorna com o caloroso conflito entre ianques e confederados, chegando ao ponto de segregar a cabana entre pessoas do norte e pessoas do sul. Ele o faz para assim criar efervescentes discussões civis de pessoas que muito se odeiam.

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Os diálogos e o roteiro em si, claro, se sobressaem mas não são isolados na linguagem do diretor. Se Tarantino sustenta a desconfiança e o conflito da cabana com o diálogo, ele concretiza o impacto das cenas com sua célebre estilização. Não só a gritaria, a violência escatológica e o banho de sangue fazem o efeito da cena como, por um breve momento, o diretor usa do slow-motion para estender a reação estarrecida que o espectador certamente vai ter.

Outra façanha do diretor – e um charme do longa – é como ele manipula o ambiente e os espaços. Em Cães de Aluguel, Tarantino filmou o longa quase que inteiramente em só um cenário, no entanto, o balcão que abrigou os gangsters foi só cenário para o conflito entre os criminosos. Em Os Oito Odiados, o lugar é um personagem por si só, assim como é a Los Angeles quase mágica de Era Uma Vez em Hollywood, último filme lançado do diretor.

A cabana é cheia de pormenores que fazem o mistério que envolve a estória, da cadeira só usada por Sweet Dave até a porta que fora quebrada misteriosamente. Os oito destinados se confinam naquele pequeno imóvel porque a forte ventania desenhada pelo design de som e a infinita neve faria com que até o espectador mais corajoso fugisse do frio. Para nos confinar no lugar junto aos personagens, o diretor ainda passeia pela cabana com movimentos de câmera leves e inventivos. Inventivo seria inclusive uma boa palavra para o cinema de Tarantino, que apresenta soluções e recursos que impressionam e fazem nosso entusiasmo.


Veredito

O efervescente 8° longa de Quentin Tarantino impressiona não só pelos plot-twists da misteriosa estória, mas pela impressionante e rica linguagem do diretor.

10/10.


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Crítica: Madrugada dos Mortos (2004)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Zack Snyder e sua grande horda de zumbis.


Até o começo dos anos 2000, Zack Snyder não era nem um pouco conhecido em Hollywood, e diferentemente de Christopher Nolan, que começou a ser mais conhecido após Insomnia (2004), Snyder fez seu primeiro filme apenas em 2004. E bom, não apenas um filme, uma adaptação do clássico de George A. Romero, Despertar dos Mortos. A missão parecia ser difícil, mas o diretor encabeçou o filme, ao lado do roteirista James Gunn, e a Universal abraçou o projeto, distribuindo mundialmente e fazendo dele um sucesso.

Mesmo que o original geralmente seja melhor que um remake, Madrugada dos Mortos não fica tão atrás de Despertar dos Mortos, e entrega com perfeição cada trama desenvolvida. A trama geral consiste em um ataque de zumbis em massa, e não se sabe como tal vírus surgiu para que conseguisse espalhar por todo os Estados Unidos. Isso reúne os personagens principais Ana (Sarah Polley), Michael (Jake Weber) e Kenneth (Ving Rhames) para fugirem de um ataque zumbi. E logo de cara, o filme faz o espectador gostar destes três personagens em questão, por apresentarem cada luta que eles possuem além da sobrevivência.

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O roteiro usa de artifícios como o carisma dos personagens, e apresenta todos de uma forma muito mais humanizada do que em alguns outros filmes que envolvem zumbis ou terror em si. Gunn modela uma história com reviravoltas, que fazem o espectador odiar certos personagens, e gostar de outros, assim querendo que o filme explore mais. Mas, não se apegue demais, pois nem sempre o final de alguns são felizes. Aliás, o longa já serve para uma pequena preparação para O Esquadrão Suicida, que terá direção de James Gunn.

Ana é a personagem principal do longa, e foi a primeira apresentada no filme, possuindo uma motivação bem comum, que não foge dos outros. Ao longo do filme, sabemos um pouco da origem de Michael e o mínimo de Kenneth. Porém, com todas as perdas que cada um sofreu, o luto não é uma pauta a ser mostrada em Madrugada dos Mortos, deixando as perdas de lado e focando apenas na sobrevivência. Não que isso seja um erro, mas é algo que poderia trazer para dentro do filme, humanizando ainda mais os personagens inseridos numa trama de luto e sobrevivência. Aliás, alguns personagens se redimem ao longo da trama, podendo ou não fazer você mudar de ideia sobre ele.

Abro um espaço para falar de alguns aspectos técnicos que chama muito a atenção no longa. Mesmo que a trilha sonora não esteja tão épica quanto em 300 ou Batman vs Superman, ela tem seu mérito. Porém, o maior mérito fica para a fotografia, que é ótima, implementando cores mistas entre claro e escuro, e usando um pouco do cinza quando necessário. E claro, a representação dos zumbis não ficaria de fora dos elogios, sendo eles muito bem inseridos e representados no filme.

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Há, sem dúvidas, uma grande imersão no apelo de sobreviver, vendo que todo o local em que estavam refugiados foi tomado por zumbis nos arredores. O fortalecimento de um elo de união também é uma da pautas no filme, para que haja chances de não morrerem no conflito contra uma horda. A atriz Sarah Polley está em uma boa performance, sendo a personagem mais carismática e com seu senso de moralidade intacto, querendo salvar tudo e todos. Jake Weber acompanha muito bem, e torna o atrativo ainda mais perigoso com Michael, ao lado de Ving Rhames como Kenneth, o policial durão que todo mundo tem medo de enfrentar, mas no fundo é uma ótima pessoa. Mesmo que o elenco não seja tão conhecido, de certa forma, ele possui um grande brilhantismo, e com certeza, estariam aptos a voltar para uma possível continuação, de um filme que se tornou um clássico na cinematografia de Zack Snyder.

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Veredito

Madrugada dos Mortos é um remake que se tornou clássico com o passar do tempo, e pode ser muito bem visto hoje em dia, mas não como um filme de terror, e sim, cheio de ação e drama. Com um elenco confortável e uma boa trama de James Gunn, Zack Snyder dá seus primeiros passos no cinema hollywoodiano, adaptando uma obra fabulosa de George A. Romero e colocando os filmes de zumbis em um novo patamar.

9/10.


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Crítica: DC Showcase – Arqueiro Verde (2010)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Arqueiro Verde contra seus dois maiores inimigos.


A leva do DC Showcase, que são curtas animados feitos pela Warner Bros. Animation, é muito adorada por fãs de animação, apresentando novos personagens que não tiveram filmes animados próprios. Os anos dourados destes curtas-animados se deram em 2010, e o Arqueiro Verde ganhou seu próprio filme animado em curta-metragem, trazendo seus dois maiores inimigos e sua mais importante aliada.

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É impossível fazer uma review do filme do Arqueiro Verde sem dar spoilers. O roteiro de Greg Weisman é básico – mas bem pensado -, e algo que sempre foi explorado nos quadrinhos quando une o Arqueiro contra o Conde Vertigo. O pai de Perdita e rei da Vlatava morreu, e a princesa, atualmente, está chegando ao aeroporto de Star City para uma visita internacional. Essa notícia ainda não correu o mundo, mas já chegou aos ouvidos de Werner Vertigo, que possui descendência real, mas não pode ser rei. E claro, Vertigo iria querer ser o governante de Vlatava a todo custo.

Seus dois maiores inimigos estão unidos, e com participação maior do Arqueiro Negro/Malcolm Merlyn, contratado por Vertigo para matar Perdita e o Arqueiro Verde. É decepcionante saber que o desfecho de Merlyn se deu após um duelo, e neutralizado por um gás tranquilizante. Porém, mostrou potencial de que ele seria um grande vilão para uma possível nova animação do herói, integrante da Liga da Justiça da América.

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Além da aparição de Merlyn e Vertigo, a Canário Negro também está presente, derrotando o Conde e salvando Oliver. Ao final, ambos protagonizam um belo momento, com Oliver a pedindo em casamento, e fazendo alusão ao quadrinho do Arqueiro lançado em 2007. Com certeza, ver o casal lutando lado a lado em uma animação própria, seria incrível, assim como já vimos na série animada Liga da Justiça Sem Limites.

Não podemos deixar de elogiar os traços, padronizado para os curtas. São bonitos, e de fato, podem fazer o fã sentir falta da era antes do DCAU, que compõe Liga da Justiça: Ponto de Ignição até Guerra de Apokolips. Com apenas 12 minutos de duração, Arqueiro Verde demonstrou ter força o suficiente para protagonizar seu próprio longa animado, usando de várias referências aos quadrinhos, com uma pitada de humor para o vigilante. Se a DC tem a ideia de trazer o herói para o novo universo animado, a hora é agora.


Veredito

DC Showcase: Arqueiro Verde é um deleite, e deixa os fãs com um gostinho de “quero mais” para ver um longa-metragem animado próprio do playboy Oliver Queen. Juntando seus dois maiores inimigos e sua parceira de sempre em uma história bem pensada, o curta animado de Joaquim Dos Santos apresenta com solidez o Arqueiro Verde como merecemos.

9/10.


Semana Heroica é um projeto exclusivo do C.R, que acontece uma vez a cada três meses, focando em algum personagens do quadrinhos da DC/Vertigo ou Marvel. Durante uma semana, a Semana Heroica tem a proposta em trazer diversos conteúdos do personagem escolhido, entre artigos, indicações de quadrinhos, vídeos e demais outros assuntos.

Acompanhe nosso Instagram e participe de quizzes disponíveis nos stories sobre o Arqueiro Verde!


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Crítica: Alien – Isolation (2014)

O jogo que a franquia precisava.


Lançado em 2014, Alien: Isolation foi o jogo que renovou a franquia Alien, já que seu antecessor, Aliens – Colonial Marines foi duramente criticado por problemas na IA e bugs. Mas a Creative Assembly e a Feral Interactive aprenderam com os erros de seu antecessor, e as duas desenvolvedoras resolveram fazer um jogo com a cara da franquia Alien, um survival-horror de qualidade, que me garantiram várias e várias horas de medo e tensão, assim como o filme de 1979 proporcionou ao público.

E já que falei sobre o clássico filme de 1979, o jogo não transmite apenas os mesmos sentimentos do longa, mas também tem uma ambientação que faz com que o jogador se sinta na própria nave da Nostromo. Uma bela experiência para os fãs mais nostálgicos, que junto com os gráficos fantásticos, proporcionam uma experiência inesquecível para os fãs do gênero.

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E finalmente, o enredo. Bem, Alien Isolation se passa 15 anos após os acontecimentos de Alien: O Oitavo Passageiro. A História acompanha Amanda Ripley, filha de Ellen Ripley, que está desaparecida desde o fim do primeiro filme. A busca de Amanda por respostas leva a personagem até a estação espacial Sevastopol, porém, ao chegar, ela descobre que o local foi invadido por algum tipo de Alien que causou uma verdadeira carnificina. E se não bastasse isso, Ripley acaba perdendo o contato com a nave que trouxe ela e sua equipe para a Sevastopol. E claro, além do próprio Alien, os sintéticos da Segson e alguns humanos, que também querem fugir do local, dificultam a vida da Amanda em sua busca por respostas e também pela fuga da estação.

Não citei muitos detalhes sobre a campanha, porque não quero dar nenhum grande spoiler sobre o enredo do game, mesmo que Alien Isolation tenha sido lançado em 2014, tenho certeza que nem tinha um videogame ou PC para jogar essa obra prima. Bem, agora sobre a gameplay do jogo.

Como eu disse no início do texto, Alien Isolation é um survival -horror, e como um bom jogo do gênero, sua gameplay acaba gerando bastante tensão no jogador, porque você nunca sabe quando o Alien vai aparecer, e também não sabe se tem algum sintético ou humano para te atrapalhar numa possível fuga. É essencial ser o mais stealth possível, porque além de ser extremamente mortal e quase invencível, a criatura também possui uma ótima audição, o que permite que ela possa ouvir sua respiração enquanto você se esconde num armário, ou quando você corre e também, quando ataca um inimigo e até quando você usa um dos telefones de emergência para salvar o jogo. Sorte que ser stealth no game é bastante simples, já que a personagem principal não é nenhum zé ninguém, Amanda Ripley é uma engenheira, e ela utiliza todos os seus conhecimentos para salvar sua pele e tentar matar o monstro.

Outro fator muito interessante é o fato de que o jogo possa ser finalizado sem precisar matar nenhum NPC, essas palavras são do designer principal do game, Gary Napper:

“Sentimos que isso seria algo que o personagem faria. Nós estamos falando sobre membros da família Ripley [protagonista dos filmes], e eles não são pessoas que matam outros civis ao menos que seja necessário”, falou Napper, que também comentou sobre os encontros com outros humanos. “Além dos aliens, a nave estará cheia de humanos. Esses momentos também serão muito tensos.”

Outro fator que deixa a experiência do jogo ainda mais tensa, é a própria trilha sonora, já que ela vai mudando de tom quando o Alien se aproxima, te deixando com cada vez mais medo de prosseguir e te dando mais vontade de abandonar esse espaço assustador e retornar ao GTA. Porém, a trama principal te prende e não deixa você sair, porque a curiosidade de zerar o jogo e chegar a conclusão da história supera todos os medos.

Mas, mesmo com uma trama muito bem desenvolvida, o jogo se torna um pouco maçante, já que algumas fases são apenas para “encher linguiça”, vendo que em vários momentos eles poderiam ter simplesmente finalizado a história principal. Mas ao ao invés disso, o jogo te apresenta cada vez mais personagens e subtramas, sendo que seu objetivo inicial era simplesmente escapar daquele inferno chamado Sevastopol.

Outro ponto negativo é o uso excessivo do Alien, com a criatura aparecendo a cada 30 segundos, isso tira um pouco do fator surpresa que o jogo te vende no início da trama, quando você não faz ideia do que está te seguindo. E como o game foi baseado no primeiro filme, eles poderiam ter maneirado no uso Alien e criar uma tensão semelhante ao do longa de 1979. É que claro que não poderiam ter descartado essa figura aterrorizante, mas se ele tivesse aparecido em momentos específicos do game, a experiência seria um pouquinho mais angustiante.

Veredito

Fora esses dois pontos, Alien Isolation é quase perfeito, seja pela ambientação, pela trama, gameplay e pelos próprios gráficos que são uma beleza.

9/10.


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Crítica: Pennyworth (2ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Pennyworth tem grandes reviravoltas em seu segundo ano.


A série prequel do Batman na Epix, Pennyworth, é um dos grandes destaques da DC Comics na TV neste ano. Após uma primeira temporada deixando algumas questões em aberto, a segunda se inicia, tentando começar um arco totalmente novo: Uma vida nova para Alfred (Jack Bannon) e seus amigos. E isso, realmente, não parece dar tão certo.

Com a primeira temporada surpreendendo em sua trama positivamente, era muito esperado que a segunda também fosse assim, ou melhor. Talvez Bruno Heller e Danny Cannon tenham acertado a mão de vez em Pennyworth, e deixando o misticismo de James Bond de lado, para focar em uma personalidade única para o Alfred. Os eventos da primeira temporada respingaram muito bem para a segunda, com Os Corvos dominando quase toda a Inglaterra, e a Liga dos Sem Nome (a rainha e demais aliados) se sitiando apenas em Londres. A guerra civil ainda continuava, e muita gente inocente perdia a vida com bombardeios da sociedade de Lorde Harwood (Jason Flemyng).

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A primeira metade da temporada obteve muito foco em Alfred e sua equipe para ganhar dinheiro fácil, além de também, mostrar um novo possível inimigo para a Coroa Inglesa. O drama foi cada vez aumentando, assim como a espera do próximo episódio, para saber o que iria acontecer. No lado de Alfred, o futuro mordomo se envolveu com o crime após Gully (James Purefoy), seu antigo capitão no exército, ao lado de Dave Boy (Ryan Fletcher). Essa decisão de viver uma vida heroica e de crime ao mesmo tempo, o separa de sua mãe Mary (Dorothy Atkinson), e sua relação familiar parece mais distante, assim como a amorosa.

E é a relação amorosa de Alfred o grande problema desta temporada. A primeira temporada conseguiu encaixar Esme (Emma Corrin) muito bem na trama, assim como Beth (Paloma Faith), que conseguiu se entrelaçar no meio dos dois. Na nova temporada, nada se acerta, e quando parece, ele volta atrás. Alfred possui um relacionamento com Sandra (Harriet Slater), e, ao mesmo tempo, se apaixona pela mulher de Gully, Melanie (Jessica De Gouw). A tentativa de fazer com que Alfred seja um típico Bruce Wayne falha, e a esperança de que sua vida seja melhor nos EUA, com Melanie, Dave Boy e sua mãe, se cai por terra. Mas, mesmo que ele seja um belo par para Melanie, quem sabe possamos ver algo mais entre ambos na terceira temporada, quando ele for para Gotham.

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Apesar das relações conturbadas de Alfred, sua fama como um quebra-galhos ainda continua. Mesmo que ele tente ficar longe, ainda há trabalhos que ele é necessário, bancando o herói londrino dos anos 60. A guerra ainda continua, com a Liga dos Sem Nome e a Sociedade dos Corvos. Toda a guerra civil divide os personagens, que buscam por alguma interferência do exterior, caso a grande arma química da Sociedade dos Corvos seja liberada. Com isso, há uma tensão entre a relação de Thomas (Ben Aldridge) e Martha (Emma Paetz), que se desencontram, encontram e assumem seu relacionamento amoroso apenas na reta final. Considerando que a dinâmica entre os dois atores e personagens seja realmente boa, a dificultação de Martha para com Thomas, e vice-versa torna a subtrama, muitas vezes, entendiante. Claro, que agora, parecem ter se acertado, e veremos algo mais sólido na próxima temporada.

Deixando a trama um pouco de lado, o grande acerto da série é a própria ambientação, que apenas melhora com o passar do tempo. A Londres seiscentista já foi elogiada na primeira temporada, e na segunda, merece muitos elogios e atenção. Se o roteiro de Bruno Heller não é tão funcional em Gotham, é inegável dizer que a ambientação da cidade do Batman é errônea. Assim como Gotham, Heller e Cannon acertam no visual novamente, aderindo todo o aspecto de um alvorecer, na Londres dos anos 60. Seguindo os detalhes técnicos, vale ressaltar a trilha sonora, muito caracterizada como a do 007, mas com originalidade de Pennyworth.

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A segunda temporada tem um salto de melhora em sua qualidade, e cada ator está confortável em seu respectivo papel. Com Jack Bannon sendo o principal ator, o novo ano do programa da Epix mistura muito drama e ação, ganha ainda mais força em sua reta final de temporada, ainda que o final não seja tão agradável. Embora eu ache que o arco da guerra civil pudesse ter sido finalizado, uma nova temporada pode abrir diversas subtramas interessantes e ainda mais consistentes. Com certeza, Pennyworth é uma das melhores séries da DCTV, que ainda é um tanto desconhecida pelos fãs da DC.


Veredito

Pennyworth melhora em sua segunda temporada, mas retrocede em trabalhar com os relacionamento de Alfred. Com um começo de temporada mais ameno, o segundo ano ganhou mais ritmo durante a reta final, embora tenha dado um salto temporal, permitindo um final em aberto para uma terceira temporada. Com o arco de Alfred ainda não finalizado, e um início promissor para os Waynes, a terceira temporada abre margens para possibilidades infinitas, e um novo horizonte para Pennyworth.

8,5/10.


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Crítica: Invencível (1ª temporada)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Um começo surpreendente para um final ainda mais chocante.


Invencível, a nova série animada da Amazon Prime, baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, terminou com sua primeira temporada ainda ontem pela noite, e de forma incrível. A série animada segue o jovem Mark Grayson (Steven Yeun), filho do super-herói mais poderoso da Terra, o Omni-Man (J.K. Simmons), um dos membros dos Guardiões Globais, uma espécie de Liga da Justiça. Ao mesmo tempo que Mark vive uma vida normal, ele também anseia por ter poderes e ser igual ao pai. Realmente, isso acontece, e ele se torna o Invencível – que não é tão Invencível assim. 

A brutalidade da primeira temporada é imensa, e como ela é retratada, consegue ser muito pior que The Boys. Com um grande foco nos primeiros episódios em Mark, estabelecendo sua relação com seus pais, além de adquirir os poderes, o jovem de Ensino Médio precisa de roupa, nome e treinamento. A inexperiência de Mark no ramo é bem visível, até o mesmo adentrar num grupo de heróis jovens, a chamada Tropa Jovem. A interação para com os membros foi pouco explorada, e acredito que possa ficar para uma segunda temporada, porém, ele possui uma dinâmica muito bem feita com Eve Atômica (Gillian Jacobs). Diferentemente de Amber (Zazie Beetz), a interação com Eve consegue ser mais fluida, e Mark é ele mesmo. Com Amber, ele se segura, se atrasa nos encontros e não pode revelar quem realmente é . É uma relação forçada, que não consegue definir muito bem o que quer, e talvez, devesse ser esquecida para uma nova temporada.

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O roteiro bem amarrado, não permite deixar pontas soltas para que criem os típicos “furos de roteiro”. Ele encaixa muito bem possíveis sequências, que podem ou não acontecer numa segunda temporada. Além de um roteiro consistente, a animação apresenta um elenco de voz agradável e muito bem confortável, com J.K. Simmons, Steven Yeun e Sandra Oh (Debbie) sendo os principais dubladores, com cada um tendo seu momento de brilho. Gillian Jacobs também não fica longe disso, dando voz a Eve, com leveza, tendo uma grande e importante participação, em toda a trama.

Se o roteiro é muito bem consistente, pode se falar também do próprio design da série animada. As cores mais vivas e claras são utilizadas nesta visão, além de possuir cenários vastos e bem renderizados. Acompanhado com os cenários, estão as cenas de ação e outros movimentos. As sequência de ação, retratada com muita brutalidade, é o ponto mais alto da série, que parece adorar mostrar este lado sanguinário. A trilha sonora é um outro ponto, que apesar de não se fazer tão presente, é agradável – principalmente a dos créditos, denotando um ar heroico para a animação.

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Divulgação/Amazon Prime

Toda a primeira temporada construiu uma grande base para Mark e sua família, preparando muito bem o terreno para a próxima. São oito episódios que não caem de qualidade, e o ritmo frenético é desacelerado propositalmente, optando sempre por um episódio calmo e dramático, antes de um que tenha muita ação e sangue. É uma jogada bem pensada pelos produtores e diretores, no sentido de deixar o espectador ansioso pelo que vem a seguir – e claro, sabendo também deixar tenso e chocado com os acontecimentos dos episódios. Principalmente os dois últimos.

Cada episódio explora muito bem os personagens, colocando subtramas em pauta que surpreendem para uma equipe – ou personagem -, ou aumentam ainda mais a visibilidade e heroísmo de Invencível, ajudando na construção do herói-título. Mesmo que nos quadrinhos de Kirkman não tenham muitos vilões secundário, a série utiliza estes como importantes para alguns aspectos da trama em si, sem que perca o foco principal da história que Invencível quer transmitir.

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Se a Amazon quis tentar fazer que uma nova série se tornasse febre entre o público e um grande sucesso de crítica, conseguiu. Assim como a DC fez com a Arlequina, que tem sua própria série animada violenta – não tanto quanto Invencível -, a Amazon apostou nos quadrinhos novamente, trazendo o desconhecido para muitos, numa série. A violência das HQs, é muito bem retratada para a TV, e ainda, eleva a série como uma das melhores de heróis já produzidas, com potencial para dar ainda mais frutos.


Veredito

Invencível é uma série animada que possui uma construção de temporada sem perder o foco, seguindo realmente seu objetivo. Apesar da história ser bem desenvolvida, não podemos falar o mesmo da relação entre Mark e Amber, que parece forçar que todo herói precisa ter um par amoroso.  Apesar disso, o elenco de voz estava em grande performance, com muita confortabilidade para com seus personagens, em diálogos narrativos precisos.

O maior ponto positivo da série são as cenas de ação intensas e bem representadas, com um enorme excesso de violência. Possuindo uma trama consistente e conseguindo facilmente encaixar as subtramas com a principal, não seria menos dizer que Invencível é uma série animada grandiosa, que pode nos surpreender ainda mais com suas duas próximas temporadas. Invencível, com certeza, já está no rol das melhores séries de heróis já produzidas, e merece ganhar sua devida atenção.

10/10.


Aproveite

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Crítica: Sociedade da Justiça – Segunda Guerra Mundial (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma aula de história com a Sociedade da Justiça.


Foram anos de espera para os fãs da Sociedade da Justiça verem a equipe em um filme animado próprio. Após a DC dar um gostinho em Legends of Tomorrow, e mostrar a primeira e segunda equipe em Stargirl, a Sociedade da Justiça parece estar caminhando lado a lado com a Liga da Justiça, demonstrando que ainda é um dos pilares da editora. Ganhando sua chance em um filme animado próprio, e em um novo universo de animações da DC, os heróis batalham contra Adolf Hitler e os nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial – e a equipe ainda tem de lidar com Barry Allen (Matt Bomer).

A nova animação da DC, tem o intuito de introduzir o Flash novamente, como começo de uma nova fase, reiniciando após os eventos de Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips. A nova leva, que já conta com Superman: O Homem do Amanhã, será a nova fase da editora nas animações, que contará com Batman: O Longo Dia das Bruxas, além de outros curtas animados já anunciados. Porém, esta animação, parece ser muito especial.

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Colocando diversos heróis da Era de Ouro no campo de batalha, Sociedade da Justiça promete um épico de guerra, e é isso o que entrega. A equipe foi fundada justamente para batalhar na Segunda Guerra Mundial, e foram os primeiros heróis unidos da DC, antecedendo os Sete Soldados da Vitória, e também sendo a “mãe” de Liga da Justiça. O filme animado consegue se concentrar muito bem na essência da Era de Ouro, e misturar vários arcos para compor apenas um, numa probabilidade da existência do Multiverso. Barry é o centro da animação, mas, a equipe em si, consegue equalizar muito bem com o Flash ainda inexperiente, que desconhece a Força de Aceleração e todos os seus conceitos. A história expande os grandes momentos da Sociedade da Justiça em uma Europa devastada pelos nazistas, enquanto precisam lidar com uma visita indesejada – nem tanto – do futuro.

Buscando inspiração total nos quadrinhos e também em Os Caçadores da Arca Perdida, para uma motivação nazista, Barry compõe uma equipe desconhecida de heróis em sua época natal. Com a ajuda de Jay Garrick (Armen Taylor), o primeiro Flash, e também do Homem-Hora (Matthew Mercer), Barry vai ligando os pontos, e conhecendo um pouco mais o que representa a Força de Aceleração – teoria criada por Garrick. Apesar da animação mostrar menos ação por parte de Garrick, sua dinâmica com o Homem-Hora é o grande ponto entre os dois personagens, que não só exalam força ou velocidade, mas conhecimento científico também.

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Divulgação/DC Comics

Há, também, uma ligação bem assertiva e ótima entre a Mulher-Maravilha (Stana Katic), a líder da equipe e uma das protagonistas, com Steve Trevor (Chris Diamantopoulos). O romance, bem chegado aos quadrinhos e que tenta se espelhar ao do cinema, consegue ser retratado de forma brilhante e emocionante para uma época de guerra. Canário Negro (Elysia Rotaru) também possui seus momentos épicos, e o Gavião Negro (Omid Abtahi) é um dos heróis mais apagados da animação.

A Mulher-Maravilha, como uma das protagonistas, eleva as cenas de ação a um nível brutal e épico. Todas as sequências de ação que contam com Diana, são as melhores do filme, que apresenta outras coreografias de luta tão boas quanto em qualquer filme animado da DC. A nova fase, também, permite traços mais caricatos, em cenários vastos e incríveis. Cada personagem é retratado de forma única, e suas características lembram tanto os quadrinhos como nunca. Além de um design ótimo, a animação ainda possui uma trilha sonora ao mais estilo filme de guerra, com uma mixagem de som sendo uma das melhores do DCAU ultimamente.

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Em suma, Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial, apresenta várias probabilidades que podem ser seguidas para um novo universo compartilhado, com uma característica única. Há muito a ser explorado neste novo universo, indo dos mais poderosos da DC, até os mais comuns, deixando brechas abertas para novos filmes no mesmo estilo.


Veredito

Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial consegue transmitir a essência da Era de Ouro dos quadrinhos, trazendo um épico de guerras para um filme da DC novamente. Com um elenco de voz bem qualificado e confortável em seus papéis, a animação entrega sequência de ação intensas, e um roteiro bem amarrado. A nova animação é um deleite para os fãs da equipe, que já pode ser considerada como um dos melhores filmes animados da DC.

10/10.


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Crítica: Tom & Jerry: O Filme (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers.


Tim Story e a gag como motor da narrativa.



Tom & Jerry: O Filme é, sobretudo, um tributo a série de curtas-metragens animados de mesmo nome. São vários os elementos referenciados da série, como a participação de diversos personagens clássicos da franquia. A rica variedade de sons dos cartoons é restaurada com os barulhos de explosões, bordoadas, pancadas e os famosos gritos escandalosos de Tom. Não por acaso, a decisão de preservar o design animado em 2D dos personagens é uma clara ação de conservar a série animada para, assim como os curtas de Hanna e Barbera, explorar gags da dupla de gato e rato se perseguindo e se digladiando, com os ambientes, criados com CGI, se redefinindo com a ação da dupla. É notável a nostalgia e o apreço que o diretor, Tim Story – responsável pelos dois primeiros Quarteto Fantástico -, tem por esses personagens e por essa franquia.


Se por um lado, o longa é conservador por preservar esse estilo de animação, por outro, ele é revigorante e até mesmo uma oposição por rejeitar a demanda de mercado que prega o 3D e personagens fotorealistas – como O Rei Leão, de 2019, e Sonic: O Filme, que, assim como Tom & Jerry, coloca o animal para interagir com pessoas no mundo real. O grande mérito de Story, portanto, está em como ele anima seus personagens. É recorrente no cinema hollywoodiano, em especial as adaptações de quadrinhos e video games, a rejeição aos elementos fantásticos em detrimento do realismo – no caso da adaptação de Sonic, o ouriço azul foge de seu mundo fantasioso e enfrenta Dr. Eggman no mundo real -, mas Story não foge do cartunesco de Tom & Jerry, pelo contrário, ele o abraça.

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Divulgação/Warner Bros


Por sinal, os melhores momentos do longa são os que remetem aos cartoons clássicos, com gags do gato e o rato perseguindo um ao outro, onde Story por demais estica as cenas com planos longos, dando liberdade para movimentação da dupla em meio aos cenários. A gag se transforma no motor que move a narrativa, com um segmento mais divertido e criativo que o outro – por mais que seja, em suma, sempre o gato perseguindo o rato, cada gag tem sua particularidade e o que a faz especial.

Outro mérito de Story é saber equilibrar o tempo de tela entre seus personagens. Por se tratar de uma mistura entre animação e live-action, ao estilo Space Jam, era necessário uma figura humana de protagonismo para contracenar com a dupla – como Michael Jordan, no caso de Space Jam -, e a tarefa ficou com a carismática Chloë Grace Moretz. O diretor foi eficiente e soube dividir o protagonismo, dando “palco” para a estrela principal da produção, mas sem fazer com que Tom e Jerry fossem apagados por ela. O problema, no entanto, é um recorrente em produções hollywoodianas: o drama humano genérico. Temos criativas gags e personagens interessantes, mas isso em meio a um drama humano que, sinceramente, não importa.


Em suma, o longa tem vários méritos por ser inventivo ao se opor às demandas de Hollywood, mas seu calcanhar de aquiles reside justamente no modelo fabricado pelo cinema norte-americano. Assim como é interminável o ciclo de perseguição entre Tom e Jerry – no final, mesmo após se tornarem amigos, o gato e o rato continuam a perseguir e aborrecer um ao outro -, é constante o ciclo das demandas narrativas que assolam as produções hollywoodianas, por mais criativas e bem intencionadas que elas possam ser.


Veredito

Tim Story proporciona um filme nostálgico e inventivo, suficiente para fazer a diversão do espectador, mas tropeça num problema recorrente de Hollywood.

6/10.

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Crítica: Esquadrão Trovão (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Longa adere aos clichês, mas diverte com seu humor exagerado.


A nova comédia da Netflix, Esquadrão Trovão, é mais uma produção de super-heróis do streaming, que serve mais em seu humor do que na própria ação. Com Melissa McCarthy no elenco, Octavia Spencer sendo sua companheira, e Jason Bateman um dos antagonistas, o longa-metragem explora uma Chicago devastada por vilões, os chamados Meliantes, que possuem poderes após raios cósmicos atingirem a Terra. 

Ben Falcone, diretor e roteirista do filme, e que ainda faz parte do elenco, traz McCarthy como protagonista e Spencer como coadjuvante, num filme totalmente exagerado em seu humor. O começo deixa bem explicado do que o filme se tratava: Emily Staton (Spencer), uma garota prodígio, estuda arduamente para criar uma fórmula contra os Meliantes. Nesse meio tempo conhece Lydia (McCarthy), uma jovem mais distraída e impulsiva, que não era tão aficionada por estudo. É básico, e em sua introdução, o filme de Falcone sabe muito bem formular a ideia de heróis, utilizando frames em formas de quadrinhos, mas a sequência deixa a desejar muito.

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Não posso cobrar, aqui, a ação do filme, já que o intuito leva ao divertimento e não um filme de ação. O humor exagerado em muitas partes, causa cenas constrangedoras e estranhas, algo que não precisava tanto assim. Há partes que divertem, e a atuação de McCarthy em comparação de Spencer, está mais fluida, parecendo mais confortável em aparecer neste filme mais cômico e ridículo. Bateman também está confortável em seu papel, – que é totalmente ridículo e asqueroso – conseguindo encontrar uma boa dinâmica com McCarthy. Bobby Cannavale Pom Klementieff, os outros vilões do filme, fazem aparições em personagens genéricos e imemoráveis, mesmo Cannavale sendo o principal.

O filme tenta separar dois arcos principais: Stanton vivendo o drama de seus pais, e Lydia, uma mulher impulsiva e desajeitada. Spencer passa despercebida por todo o longa, deixando McCarthy marcar presença. Não há uma dinâmica interessante entre as duas, muito pela diferença das duas personagens. As conveniências do roteiro deixam bem explícito cada passo que iria acontecer, tornando o roteiro simples e descompassado. O espectador consegue decifrar quem será o vilão do filme, quem foi subornado pelo vilão e o que acontecerá na sequência final, aderindo a todos os clichês possíveis de um filme do gênero, e perdendo a coerência até o final.

THUNDER FORCE

De todos os problemas que o roteiro possui, não há tantos problemas na questão do CGI, que está de bom tamanho para uma produção de comédia de super-heróis, apesar de ser abaixo do habitual. Nem ao menos, a trilha sonora pôde marcar grande presença; não que ela seja ruim, muito pelo contrário, consegue ter seu valor no filme, mas é genérica. São aspectos técnicos que podem ser melhorados pelo diretor – o roteiro, principalmente, que deve ter muito o que melhorar, além de uma direção não tão agradável.

Apesar de problemático, e com um roteiro muito infundado, o filme ainda consegue divertir com piadas bobas, uma aparição momentânea de Jason Bateman em um personagem ridículo, e uma atuação na risca de Melissa McCarthy. Para os menos exigentes que veem sem compromisso, o filme poderá lhe tirar algumas várias risadas.


Veredito

Esquadrão Trovão, da Netflix, beira ao ridículo em seu humor pastelão, e não consegue alavancar para uma possível sequência. A direção e o roteiro de Ben Falcone são inconsistentes, assim como a atuação em segundo plano de Octavia Spencer. Por outro lado, Melissa McCarthy e Jason Bateman estão confortáveis em seus personagens, e em participar dessa galhofa da comédia heroica, onde você precisa ter boa entonação para falar o nome da equipe.

4,5/10.


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Crítica: Shiva Baby (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Eficiente e agridoce, a comédia Shiva Baby é surpreendente, e com apenas 77 minutos de rodagem, rapidamente se revela autêntica, numa dinâmica estilosa imprescindível trazida pela cautelosa óptica da diretora estreante Emma Seligman.

Sempre econômico ao detalhar traços que compõem cada sequência, a trama junta o útil ao agradável ao ser inventivamente prática: Damielle é uma jovem bissexual, que se mantém financeiramente de programas com homens mais velhos. Quando vai à um funeral com seus pais, um tradicional casal judeu, acaba encontrando um inconveniente ex-namorado, e como se já não bastasse, com uma ex-namorada em seguida.

Fluindo suavemente sob sensações que todos nós já passamos ao menos uma vez, como tentar evitar ao máximo o constrangimento utilizando as mais estratégicas artimanhas de camuflagem, o longa é orgânico, e transita naturalmente entre diferentes pontos de vista, sabendo dar o tempo certo para cada personagem e trabalhá-los em um curto tempo-espaço.

E mesmo com certos costumes diferentes, como a visita à uma sinagoga, por exemplo, é comum que o longa gere identificações, como aquelas conversas com parentes mais velhos que testam nossa paciência – ainda mais numa situação desagradável em um velório que nem se conhece o defunto, brincando constantemente com a ansiedade, usando conversas paralelas como barreiras para a solução do problema, ao som de notas isoladas numa trilha sonora com estilo tribal contemporâneo estupendo, que é cada vez mais constante e frenética ao evoluir.

Adaptado de seu próprio curta-metragem, Emma Seligman apresenta um trabalho de direção admirável. Apresentando aos poucos cada especificidade daquele universo, faz o uso exemplar da handycam, em favor do ritmo desapegado, porém, sempre atencioso. E quando quer exercitar o pânico que tamanha pressão pode gerar, traz diversos Close-ups icônicos, como na cena em que a protagonista sai do banheiro, e todos parecem estar encarando-a.

Nas atuações, não há uma sequer que não entre em destaque. Os pais interpretados por Fred Melamed e Polly Draper estão hilários, numa química mais do que convincente. Os ex-namorados vividos por Danny Deferrari e Molly Gordon também estão excelentes, mas a dona do filme é Rachel Sennot (Danielle), que está absolutamente brilhante.

Tendo cono único ponto contra um certo seguimento no segundo ato que tem sede por evolução narrativa, a experiência é, de modo geral, extremamente agradável, e de veras um trabalho atento e talentoso, com fortes nomes que devem ser anotados para se prestar atenção em projetos futuros.


Veredito

Ao esperar por pouco, Shiva Baby vai te surpreender com um minimalismo bem conduzido e divertido, apresentado luxuosamente por um elenco de ponta.

9,5 /10.

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Crítica: Moxie (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Boas intenções não fazem um bom filme. Mesmo tematicamente atual, o novo longa da Netflix, Moxie, parece estar parado no tempo quanto à linguagem. Porém, ao decorrer, torna jus sua existência.

Ultrapassado em abordagem, mas não em conteúdo, o roteiro do trio Jennifer Mathieu, Tamara Chestna e Dylan Meyer faz o básico para manter de pé suas próprias conveniências. Estruturado numa escola de ensino médio americana, sem trazer nenhuma novidade nesse quesito, traz a luta feminista se espalhando pela propriedade.

Como forma de expressão, Moxie tem um papel fundamental, ainda mais levando em conta o alcance que este pode atingir. Mas é uma pena que precise ser tão didático ao tratar seus temas, podendo tornar a mensagem pouco eficaz para quem tiver moderada compreensão de gramática visual.

Felizmente, a falta de harmonia em motivações e causa se torna um prejuízo cada vez menor, uma vez que o cinismo e a ignorância transcendem as lentes da câmera. Constatado isso, o resultado final poderia de qualquer forma servir como ferramenta de combate à intolerância, mesmo que nas mínimas proporções.

Como dito no início, talvez uma das grandes falhas do filme seja o fato deste abrir mão da verossimilhança para ambientar-se no mais comum clima social, sem apresentar quaisquer fontes de criatividade, estruturando-se na mais primária base de propagação de objeto na narrativa, assim como a constante e breve passagem com personagens secundários, que beira a breguice.

Com sorte, o elenco, majoritariamente composto por novatos, está operante. Quem se sobressai um pouco é Patrick Schwarzenegger (sim, o filho de Arnold), como uma figura de descaso quanto as normas, além da própria protagonista, interpretada pela Hadley Robinson, que internaliza uma inocência sábia.

Junto com a indiferença estética concebida pela diretora Amy Poehler, a cinematografia também fica prejudicada, lembrando mais setcoms de estúdio dos anos 2010. Ainda no roteiro, a fácil propagação da informação joga a favor do avanço pedestre da narrativa, algumas vezes acompanhando pelo recurso visual dos balõeszinhos de mensagem em redes sociais, que ao menos não é cafona.

Finalizando, a antepenúltima cena ganha um surpreendente destaque, quando aparentemente abandona o vai e vem colegial e parte para um momento finalmente genuíno, onde o namorado da protagonista e seu padrasto iniciam um diálogo leve e desprovido de objetivas questões de desenvolvimento ou exposição – mas em consequência, gerando um efeito dúnio na Vivian, que confusa, vai até seu quarto seguida por sua mãe, onde lá iniciam um pequeno desentendimento: “Por que o meu pai não me visita no natal, mãe?” – de forma retórica.

Um pai que nunca vemos, e claro, não presente na vida da Vivian. Às vezes cansa mesmo, ainda mais quando as obrigações de cada um não parecem ter igualdade perante os gêneros, isso quando não rebatidos por “mi mi mi”. – Planeta Terra, 2021.


Veredito

Apesar de pouco inspirado em termos de linguagem e estética, Moxie tem seus momentos, e não deve passar desapercebido, aprazer de luta por causas e garra.

6,5 /10.

Crítica: Homem-Aranha (2002)

Aviso: Crítica sem spoilers!

 

O clássico inspira o clássico.

“Mas eu garanto que, como qualquer história interessante… ela é sobre uma garota”, diz Peter Parker (Tobey Maguire), em narração em off. Pela fala de Parker, o diretor Sam Raimi enuncia “abraçar” o romance. Mais que um mero filme de super-herói, Homem-Aranha é um filme de romance e, sobretudo, de fantasia.


Em 2002, era a época dos filmes de fantasia – antes mesmo dos Sci-Fi e dos super-heróis tomarem as telas do cinema -, com O Senhor dos Anéis, Harry Potter e os filmes de Tim Burton. A exemplo das obras mencionadas, Raimi não se compromete com o realismo e com a verossimilhança – como os filmes do Batman de Christopher Nolan -, a fotografia saturada, as atuações hiperbólicas e os próprios poderes do Homem-Aranha evidenciam isso. A intenção do diretor é simplesmente narrar uma história surreal e romantizada do herói. E Raimi é um ótimo contador de histórias, aliás. Ele consegue fazer de uma narrativa universal de bem contra o mal e de um amor improvável ser fascinante com sua energia particular na direção – e ele o faz usando uma rica linguagem (close-ups, contraplanos, slow-motions).

Superman – O Filme, claro, influencia todo e qualquer filme de super-herói. É indubitavelmente um clássico do cinema. E o Homem-Aranha de Raimi parece se inspirar na obra de Richard Donner em diversos aspectos: 1) Raimi não usou apenas as histórias de Stan Lee e Steve Ditko para contar a origem do herói como, certamente, se inspirou no filme de Donner para desenvolver os conceitos que fizeram Peter Parker se tornar o Homem-Aranha. É a completa história de origem; 2) O romance entre Parker e Mary Jane (Kirsten Dunst) recebe a devida atenção de Raimi, assim como Donner se concentra na relação de Superman e Lois Lane. A exemplo disso, a memorável cena do Superman levando Lois para voar, quase como um encontro romântico, é visivelmente reproduzida por Raimi com o Homem-Aranha levando Mary Jane pelos prédios de Nova York. E, não à toa, os finais de ambos os dois filmes terminam com o herói salvando sua amada; 3) A caracterização dos personagens na obra de Raimi é semelhante ao clássico de 1978, com personagens caricatos – e isso não os fazem superficiais, pelo contrário, são personagens ricos – e cartunescos. O próprio vilão, o Duende Verde, interpretado exageradamente por Willem Dafoe, é caricato bem como os cientistas loucos dos anos 1930. Ambos são exemplares de épocas mais românticas. Eles abraçam o romance, a caricatura dos personagens e, principalmente, a fantasia. São como duas histórias em quadrinhos transportadas para as telas.

Mais que semelhanças, são inspirações. É como afirma o químico Antoine-Laurent Lavoisier: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.


Para não dizer que a obra é perfeita, há uma quebra no ritmo na passagem de Peter Parker se formando no colégio e começando a agir como Homem-Aranha, dando a impressão de ciclo completo. O confronto entre Parker e o bandido no prédio abandonado soa como o clímax daquele breve arco sobre grandes poderes e grandes responsabilidades. O que vem a partir disso parece ser um segundo filme, como se fossem dois filmes em um só.

O essencial, no entanto, são os momentos memoráveis, os personagens caricatos marcados no imaginário popular e, principalmente, essa constante referência ao clássico, articulada de forma própria e romantizada por Sam Raimi, um grande contador de histórias.


Veredito

Reverenciando o clássico, Sam Raimi desenvolveu uma obra que marcou época e se tornou uma referência para os filmes de super-herói.

9/10.

Crítica: The Office (1ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Um início brilhante para uma sitcom.


A primeira temporada de The Office é bastante curta, tendo apenas seis episódios, já que na época, ninguém sabia se a série iria fazer sucesso, por isso a pequena quantidade de episódios para a primeira temporada. Mas quando foi lançada, a serie se tornou um verdadeiro fenômeno, durando nove temporadas e sendo reconhecida como uma das – se não for a melhor – sitcom da história. Vale ressaltar que uma sitcom é uma série que mostra o cotidiano de um grupo de pessoas, com bastante bom humor, e humor é o que não falta nesse escritório gerenciado pelo incompetente Michael Scott (Steve Carell).

O Michael é um personagem tão genial, que ele comprou para si mesmo uma caneca, onde está escrito a frase “O melhor chefe do mundo”. E para piorar, o Michael consegue ser bastante inconveniente com suas piadas ofensivas sobre a etnia ou o peso de seus funcionários. Inclusive, no segundo episódio da série, os funcionários da Dunder Miflin recebem uma palestra sobre diversidade, mas na metade do episódio, o palestrante diz que aquilo tudo foi feito pelas piadas do Michael, deixando um clima bastante constrangedor no ar. Isso é um dos maiores acertos de The Office na primeira temporada, já que ela possui momentos extremamente constrangedores, e em quase todos eles Michael Scott está envolvido.

Outro personagem que rouba a cena é o puxa saco Dwight Schrute (Rain Wilson), que basicamente é o melhor vendedor da filial de Scranton e extremamente dedicado a sua fazenda de beterrabas. Mas existe outro vendedor nessa filial que adora pregar peças no Dwight, Jim Halpert (John Krasinski) passa mais da metade de seu tempo pregando peças no Dwight, a mais famosa claramente é colocar as coisas do colega na gelatina

E por incrível que pareça, The Office possui um dos melhores casais já feitos, Jim e Pam (Jenna Fischer) possuem uma química incrível. Mesmo que os dois não fiquem juntos na primeira temporada, as cenas onde ambos interagem são ótimas. As conversas entre Pam e Michael também são boas por conta dos diálogos constrangedores entre os dois.

The Office possui personagens carismáticos e únicos, e as atuações realmente fazem parecer que estamos vendo o dia a dia de uma empresa qualquer, já que a serie possui todo o tipo de pessoa, desde os mais gentis e bem-humorados até os mais grossos (foi o que ela disse) e chatos. Entretanto, em alguns momentos, a primeira temporada se torna entediante e um pouco chata. Fora isso, a primeira temporada de The Office é muito boa, e marca a estreia de uma série que conquistou o mundo.

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Veredito

A primeira temporada de The Office é marcada por vários momentos de extrema vergonha alheia, que é a marca registrada da série, porem em alguns momentos ela se torna maçante e um pouco chata, mas nada que abale a qualidade do produto final.

9/10.


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Crítica: Liga da Justiça de Zack Snyder (2021)

 Aviso: Crítica sem spoilers!


Épico, grandioso e brutal. A Era de Heróis de Zack Snyder tem seu fim.


Após o infame e desastroso filme da Liga da Justiça em 2017, que teve Joss Whedon no comando, os fãs da DC Comics, que estão mergulhados no universo da editora, ficaram descontentes com o produto final, que não foi tão satisfatório assim. Todo o problema que o filme envolveu, com uma produção totalmente bagunçada, refilmagens gerais e um encurtamento de duração, fizeram com que os fãs do diretor Zack Snyder levantassem a famosa hashtag nas redes sociais: Release The Snyder Cut. Uma grande luta que foi vista pelo diretor, o fez incrementar partes de seu filme, e após quase um ano de ser anunciado, seu corte oficial para a Liga da Justiça foi finalmente lançado!

Você pode não gostar do diretor, mas não pode negar o fato dele ter conseguido uma grande façanha, e de que esse corte, é muito mais memorável quanto ao que foi “jogado” no cinema. Essa realmente é a palavra, “jogado”, sem necessidade de melhorias, às pressas, para que o calendário de 2017 pudesse ser cumprido. Com um resultado muito abaixo do esperado com Liga da Justiça, a DC Films e Warner Bros. se viram à mercê de um caminho sem volta para um universo compartilhado; vindo desde Homem de Aço até Mulher-Maravilha, unindo-os para o filme da maior equipe dos quadrinhos. Com grande orçamento e uma bilheteria abaixo do esperado, o bilhão, a ideia que Snyder teve foi excluída, até os fãs conseguirem uma grande façanha junto do diretor, o lançamento de seu corte. É, de fato, um grande sucesso, que chegou a fazer a HBO Max sair do ar por alguns instantes nos Estados Unidos. É aqui que você percebe que o mundo precisava do filme, e da verdade omitida durante anos.

Zack Snyder introduz e dá mais vez ao Cyborg (Ray Fisher), colocando-o como ponto focal do longa, visto que o mesmo foi construído a partir de uma Caixa Materna. Há uma apresentação bem mais segura e precisa, com sua relação com seus pais e sua paixão pelo futebol americano. Com o Flash (Ezra Miller), também há uma construção mais favorável, ligando um pedaço de sua origem que é com seu pai Henry Allen (Billy Crudup) e sua migração na Liga da Justiça. E claro, fechando o ciclo de apresentações por parte dos heróis, o Aquaman (Jason Momoa) está em toda sua forma, puxando um gancho com seu filme, ao ver sua relação com Mera (Amber Heard) e Vulko (Willen Dafoe). É algo bem diferente do proposto no corte final que foi para os cinemas, dando as estes personagens como já estabelecidos, o que não é o caso.

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Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) estão em sua performance total para com seus personagens, e bem encaixados na trama, assim com Lois Lane (Amy Adams), que serviu de coração para o filme de 2017. Para o Snyder Cut, Lois foi mais amistosa, com menos tempo de tela, mas importante. O foco é maior nos três novos heróis citados no parágrafo anterior, além de vermos uma boa visibilidade na importância de Alfred (Jeremy Irons) para com os heróis; que, ao invés de trazer Bruce como fez em Batman vs Superman, o papel se inverte e é Bruce quem o traz para o mundo atual.

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Retratar vilões poderosos para os cinemas não é um trabalho muito fácil, mas Snyder conseguiu transformar Darkseid e o Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) em vilões com objetivos. Claro que seu tio, Lobo da Estepe, tinha objetivo no relance de Joss Whedon, mas era genérico por não possuir uma motivação clara, algo que se cai por terra no Snyder Cut. Não estão apáticos, amigáveis ou sorrindo de prazer em querer matar, mas, estão atrás de um objetivo, sem se desviar do caminho e descobrindo um antigo sonho do líder supremo de Apokolips. Além destes, há um papel menor para DeSaad, bem colocado na trama, e claro, um vislumbre magnífico do salão principal de Apokolips.

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Visualmente falando, o filme é magnífico, com uma fotografia invejável, méritos do diretor, que nunca falha nesse quesito e poderia muito bem merecer um prêmio por isso. O CGI, no tempo decorrente do filme que dura 4 horas, consegue ser superior ao enfadonho bigode do Superman (Henry Cavill), ou ao mal finalizado Cyborg. O processo de novas cenas adicionais, com o Knightmare, também é louvável, mas nada tão espetacular do que foi visto antes, e possui uma pequena queda na qualidade de computação gráfica, que não estraga a experiência.

Uma outra questão a ser abordada é a trilha sonora de Junkie XL, que mistura a ação com o épico, mas não é memorável. A melodia com as Amazonas e a Mulher-Maravilha é algo a ser bem lembrado, e com certeza a melhor faixa sonora, ao lado das faixas sonoras focadas no Superman mas, mesmo com cenas marcantes, a trilha sonora não acompanha em todo o filme. Ela não consegue criar uma atmosfera dramática que consegue engradecer o filme como em Batman vs Superman ou Mulher-Maravilha. Tem seu valor, assim como a de Danny Elfman, que rebusca o clássico e algo caricato, e Junkie XL, cria algo mais épico e com ações envolventes. Há pontos negativos que se referem ao roteiro, um erro cometido que pode incomodar um pouco, claro, mas não leva o filme por água abaixo.

Abrindo um pequeno espaço para o Knightmare, que fora concluído e com um gancho sendo mantido para o futuro, é uma cena totalmente fora do nosso habitual. Estamos acostumados a ver Injustice, com o mundo dividido entre Batman e Superman, mas não como o Superman sendo controlado por Darkseid. A cena possui um grande peso para o epílogo, que mostra a visão de Bruce de um mundo totalmente distorcido. Não foi colocada como uma cena qualquer, possuindo sentido e conexão com Batman vs Superman, e que serviria de gancho para os próximos filmes da franquia. Poderia haver, sim, um pouco mais do Knightmare, deixando o sabor amargo do “quero mais”, mas, isso poderá ser desenvolvido até mesmo em The Flash, caso seja possível.

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Eu não poderia deixar de falar do Superman, é claro, e sua volta dos mortos, sendo uma forma para fechar com chave de ouro. Se pegarmos a visibilidade que tivemos em Homem de Aço e o temperamento de Clark Kent, misturarmos com a personalidade quebrada e endeusada do super-herói em Batman vs Superman e jogarmos em Liga da Justiça, veremos ele em sua total forma. Snyder começa a construir com o filme solo do Escoteiro uma trama, que seria desenvolvida contra o Batman num filme seguinte, com uma equipe no final. Ligeiramente, a personalidade questionável em Batman vs Superman, deixe em aberto uma questão: O Superman é realmente bom? O Snyder Cut prova que sim, em seu retorno e reconstrução do herói a partir de Homem de Aço, como se esquecesse sua melancolia para com as pessoas em seu filme seguinte. O paralelo narrativo feito por seus dois pais, com a semelhante cena de voo de seu filme solo, é um manjar dos deuses, e talvez um dos momentos mais épicos, se não, o momento mais épico, mostrando a total performance de Henry Cavill para com o Superman, que agora está com seu arco finalizado, sendo agora uma fonte de esperança para o mundo novamente.

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Veredito

A Liga da Justiça está em sua total glória, com uma premissa contra deuses e subtramas dramáticas, que apresentam o essencial para que a equipe seja unida ao longo do filme. Zack Snyder conseguiu realizar sua grande obra, e tornou ela realidade para os fãs, mesmo que muitos tenham achado que o corte original não existia. A paleta de cores usada pelo diretor beira ao mais escuro, representando a profundidade, perca de esperança e ceticismo que existia na humanidade.

Com um elenco de peso e convincente, atuando de forma igual para seus personagens, e um roteiro profundo, que explora cada perda e o lado pessoal dos heróis ainda não desenvolvidos, o Snyder Cut entrega tudo o que prometeu e muito mais. Mesmo que possa haver uma ou outra inconsistência por parte da personalidade de um herói, ou mesmo, em alguma cena, todo o filme é um épico brutal, que é magnífico visualmente, e denota a importância da Liga da Justiça para a DC Comics. É o filme que a Liga da Justiça merece.

8,5/10.


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