Aviso: Review sem spoilers!
Série derivada de IT: A Coisa brilha logo no primeiro episódio
IT: A Coisa tornou-se uma “saga” notória de Stephen King. Os dois filmes de Andy Muschietti acabaram tendo um bom desempenho, trazendo o terror à tona, mas nem sempre uma boa repercussão, como o segundo longa-metragem. No entanto, para quebrar esse paradigma e a negatividade em torno do segundo filme, a HBO Max reinicia com IT: Bem-Vindos a Derry, seriado que brilhou já no primeiro episódio.
De uma coisa os fãs sabem: terror na mão de Muschietti, não vai faltar. No entanto, é preciso colocar em consideração seu recente projeto, The Flash, que foi um grande fiasco, mas isso dado ao momento da DC nos cinemas – isso em 2023, já melhorou bastante em 2025. Embora com muitos elementos do terror, dos livros, dos próprios filmes, referências ao Universo DC, e ainda uma contextualização da realidade no Maine, Estados Unidos, o episódio não busca o suspense, mas logo dar sustos no espectador.
Um grupo de crianças acaba se vendo em um emaranhado de mistérios, que causam medo e pânico entre elas. A morte de um amigo distante, mas sempre presente quando preciso, alerta as crianças de que algo estava acontecendo. Mas, a situação foge do controle, quando se dão conta que o problema é sobrenatural, e não um crime cometido por um humano.

O primeiro episódio já estabelece algo que os espectadores podem esperar no decorrer da temporada: muito mais terror, mortes e perigo. Um plano nefasto de Pennywise para atrair a desconfiança como um rompedor de laços familiares ou amizades duradouras. Partindo deste princípio, quem acreditará em crianças, que podem ou não falar algumas mentiras em Derry? Esse é o maior triunfo que a trama propõe, sem buscar uma narrativa densa e cheia de problemas para as soluções serem encontradas pelos protagonistas.
Em um primeiro momento, o seriado traz um elenco jovem, com nomes interessantes para apenas um episódio lançado. É claro, Chris Chalk (Gotham) e James Remar (Raio Negro) são nomes mais conhecidos que Mikkal Karim Fidler, Jack Molloy Legault ou Clara Stack. Mas, por ser uma produção predominantemente jovem, quem mais brilha são os adolescentes. Cada um segue um esteriótipo de personagem, desde o nerd, o medroso ou o sagaz. Isso é o que fez o sucesso de IT: A Coisa, e que o showrunner Brad Caleb Kane tenta propor no roteiro, para que a história tenha uma continuidade com desdobramentos.
O seriado tem um potencial para, quem sabe, se superar a cada episódio. A boa fotografia e o uso do filtro frio e quente em um mesmo panorama, ou mesmo a trilha sonora assustadora com os excelentes efeitos especiais, torna ainda a história mais cativante para continuar seguindo numa cidade caótica que é Derry.
Veredito
O primeiro episódio de IT: Bem-Vindos a Derry tem um bom desempenho e surpreende, não só por trazer de volta este universo “slasher”, mas colocar em consideração novos personagens em um obra que atravessa gerações. Com certeza, o restante da temporada pode surpreender.
8/10
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