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Semana Heroica #8 | Crítica: Homem-Aranha 2 (2004)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Homem-Aranha 2 mostra o herói dividido entre seu sonho e sua responsabilidade.


Não é mistério para ninguém que Homem-Aranha 2 é uma das melhores adaptações de quadrinhos que já foram feitas para o cinema, e que também, consagrou o ator Tobey Maguire e o próprio diretor Sam Raimi. com ambos mostrando sua visão do Cabeça de Teia para o cinema. Não é fácil falar sobre um filme como este, já que ele é tão especial, não só garantindo uma grande legião de fãs, mas porque é um dos mais lembrados com carinho pelo público que cresceu vendo o super-herói de Maguire.

Seguindo o sucesso do primeiro filme, ainda lançado em 2002 e usufruindo da mesma fórmula, alterando poucas coisas, a sequência mostra Peter Parker mais maduro como pessoa e herói, morando sozinho e lidando com aluguéis, trabalhando para tentar se sustentar e estudando para garantir seu futuro. Todo este conjunto está bem empregado no longa e mostra a vida dupla que o garoto leva. Salvar Nova Iorque por horas indeterminadas quando Homem-Aranha, estudar, trabalhar e ter motivos para se preocupar com sua tia May (Rosemary Harris) quando Peter – não podemos excluir seu amor por Mary Jane (Kirsten Dunst), a quem ele não consegue trazer para si e contar seu maior segredo.

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Uma vez dedicado aos estudos, Parker ainda é brilhantes, mas se torna relaxado, por conta de ser o Homem-Aranha. Toda essa dualidade é difícil para ele, não conseguindo equalizar tudo. Para piorar a situação, os constantes ataques do Clarim Diário contra o Homem-Aranha o deixam ainda mais pra baixo e nervoso, já que não reflete o que ele é e o que faz. Por outro lado, a situação financeira de sua tia não está nada bem, podendo perder a casa após não pagar a hipoteca ao banco. Além disso, ao descobrir que sua melhor amiga e paixão pode estar saindo com alguém, ele se sente frustrado, começando sua derrocada como herói. 

O pontapé inicial para que ele se sentisse ainda mais estressado e frustrado foi quando, Mary Jane o convida para assistir sua peça, e devido a uma fuga de bandidos e sua atuação como Aranha, ele se atrasa e é proibido de entrar. Mas a tristeza e decepção o toma quando ele vê sua melhor amiga estar nos braços de outro homem, que coincidentemente é filho de J.J Jameson (J.K Simmons), seu chefe no Clarim. Essa decepção despertada em Peter atinge seus poderes, o deixando sem eles e acreditando que sua carreira poderia ir caindo quanto à isso.

Após idas e vindas, sendo ignorado por MJ e tendo conhecido seu ídolo, Otto Octavius (Alfred Molina), que seria o tema de seu trabalho na faculdade acerca do projeto de energia renovável, ele é convidado a ver a experimentação que Otto faria no próximo dia, aberto ao público. E não poderia dar mais errado. O começo do teste foi bem sucedido, usando o trítio para seu projeto, que foi financiando por Harry Osborn (James Franco) e a Oscorp. Com um simples erro matemático, tudo veio por água abaixo, e quando o Homem-Aranha tenta intervir e salvar Otto, já era tarde após o choque que tomou, destruindo o chip inibidor, que lhe dava o total controle de seus tentáculos de metal. A partir de um incidente trágico, nasce o Doutor Octopus, um dos vilões mais marcantes do personagem nos quadrinhos.

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“O poder do sol na palma da minha mão

Corrompido por seus tentáculos e seu maior sonho, Otto invade o banco e tenta roubá-lo, mas não esperava que Peter estivesse lá, e em instantes, o Homem-Aranha surge para confrontar seu inimigo pela primeira vez. Ambos estavam se conhecendo, suas habilidades e estilo de luta, o que garantiu aos dois, maior poder para uma outra batalha. A repetição aqui é colocar novamente a doce Tia May em perigo nas mãos de um vilão. No primeiro filme, o Duende Verde (Willem Dafoe) fez isso. Mas não tira nenhum brilhantismo do filme e só acrescenta ainda mais o drama de Parker no filme.

Para decretar sua decepção, ao ter que ir trabalhar em um evento que reuniu John Jameson (Daniel Gillies), o namorado de MJ, a surpresa está por conta do anúncio de casamento entre os dois e seu melhor amigo, Harry, descontando sua raiva por Peter ser leal ao Homem-Aranha, de quem tira as fotos. A patrulha após o evento, em vez de servir para acalmá-lo, só serviu para deixá-lo ainda mais preso em seu medo e fazê-lo perder os poderes. Estaria em suas mãos decidir o que deve fazer. Sua consulta médica abriu novos olhares, e a ilusão com seu tio Ben (Cliff Robertson) deixou claramente que ele era só um garoto acadêmico, que desistiu de ser o Homem-Aranha para viver sua vida e seus sonhos. Essa cena em convencional, é uma das mais emocionantes e arrepiantes da história do Homem-Aranha nos cinemas, ainda fazendo uma clara referência a HQ Homem-Aranha: Nunca Mais!

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Melhorando seu relacionamento com Mary Jane e com sua tia, além de sempre estar chegando na hora nas aulas da faculdade, Peter era uma nova pessoa, totalmente diferente do velho Peter. Até mesmo conseguiu assistir a peça de sua amiga, mas não foi o suficiente para que ela mudasse de ideia sobre o casamento. Toda esta melhora resultou em uma grande confiança, mas ainda assim, ele tentava se desviar de crimes recorrentes, até que não conseguiu em uma das partes do filme, e como Peter Parker, salvou uma menina de um prédio em chamas. “Coragem”, foi a definição do bombeiro, que ainda contou que um homem morreu em outro andar. Naquele momento, Parker viu o quão era necessário ter o Homem-Aranha na cidade. Não só esse momento, mas a conversa com sua tia, que emociona, o convence ainda mais a voltar a ser o herói. Pequenas coisas o fizeram ganhar uma grande confiança.

Seu retorno e a volta dos poderes s deu quando sua amada entra em perigo, justamente nas mãos do Dr. Octopus, seu grande inimigo no longa. A raiva que tomou conta de Peter, ajudou-o a recuperar seus poderes e voltar como o Teioso. Totalmente, a sequência da luta sobre o trem, é a melhor já feita na trilogia, pois ambos os personagens se entregam, já que cada um conhecia suas habilidades. Toda essa batalha frenética, resultou em Peter parando o trem antes que chegue no fim da linha. É realmente incrível a entrega de Maguire nessa cena. Descrever a cena, é quase impossível, pois passa aos espectadores a importância do herói para os cidadãos de NY, que o ajudam e demonstram seu carinho, após ele esgotar todas as suas forças para salvar os passageiros, colocando em risco seu alter ego. O sacrifício foi reconhecido pelas pessoas, que o carregaram como um verdadeiro herói. E todo o conjunto anterior já mencionado para ganhar mais confiança, e a promessa dos passageiros de que não contariam a identidade à ninguém, faz o Homem-Aranha acreditar que as pessoas ainda são boas.

Vale lembrar que, quando os garotos entregam a máscara, a faixa de Danny Elfman, Farewell, do primeiro filme, começa a tocar, denotando a leveza e o sacrifício de um garoto para salvar centenas.

“Ele é só um garoto, da idade do meu filho”.

Envolvendo a trama de Otto e conectando com a subtrama do ódio do Harry pelo Aranha, que seria resolvida no próximo filme, o final do longa se aproximava, com uma grande reviravolta no terceiro ato, o qual seus melhores amigos descobrem sua identidade. A luta final também não deixou a desejar, e Peter revela a identidade também para seu vilão e ídolo, vendo que, mesmo corrompido pelos tentáculos, Otto ainda era uma boa pessoa no fundo. É isso que o Homem-Aranha tenta fazer; fazer com que as pessoas vejam o melhor de si.

Desistindo daquilo que Otto mais sonha, ele afunda sua máquina e salva a cidade. Por outro lado, Peter também desiste do que ele mais quer na vida, que é namorar a MJ, dizendo que ambos não poderiam ficar juntos, já que ele sabe que terão mais inimigos. Isso mudou totalmente a opinião dela na hora de se asar, deixando seu noivo esperando no altar e correndo para os braços daquele que a ama.

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Homem-Aranha 2 brilha em atuação e um roteiro bem construído, tornando o herói e seu vilão mais humanizados do que nunca, com os problemas da sociedade em si e de suas vidas em particular. Tobey Maguire e Alfred Molina entregam aqui, tudo de si, com uma atuação de grande nível de ambos os atores, dramatizando seus personagens ainda mais. Será difícil ver um futuro filme do herói onde o protagonista e o antagonista atuam no mesmo nível.

Não podemos esquecer da clássica trilha de Danny Elfman, sendo este sua última composição para o Homem-Aranha. Toda a leveza e o tom heroico, fazem o ambiente do filme, e que realmente combina com ele. Torna tudo mais épico, especial e memorável, como o web-swing no final, repetindo o final de Homem-Aranha 1.


Veredito

Realmente, não é fácil descrever uma das grandes obras-primas dos filmes de heróis, e há muita coisa ainda que poderia ser falada aqui, mas não foi, como a preparação de terreno para o novo filme, que teria seu melhor amigo como vilão. Mas, pode ficar para uma outra matéria ainda mais detalhada. 

Em suma, Homem-Aranha 2 acerta em tudo que há de bom na mitologia do herói, mostrando a essência do personagem, que inspirava outras pessoas e que também era um humano, assim como todos nós. Sam Raimi consegue usufruir de tudo que as HQs do personagem oferecem, indo do visual do herói aos problemas de um acadêmico. A estrela de Tobey Maguire brilha, assim como a de Alfred Molina, sendo um dos melhores trabalhos dos atores em toda sua carreira, se não for o melhor.

Não só aspectos na história ou elenco, mas o visual, a fotografia do filme e especialmente a trilha sonora, fazem com que a obra seja especial e gratificante, moldando toda a ambientação do filme e o tornando ainda mais inesquecível pelos fã; e que fazem de Homem-Aranha 2 uma real obra-prima a ser desfrutada por todos.

10/10.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Homem-Aranha | J.K. Simmons conta sobre sua audição para dar vida a seu personagem

J.K. Simmons relembra o teste pouco ortodoxo que ele fez para interpretar J. Jonah Jameson nos filmes do Homem-Aranha de Sam Raimi.

No panteão dos filmes de super-heróis, poucos personagens são tão icônicos ou memoráveis como J.K. Simmons na pele de J. Jonah Jameson na trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi. Simmons conseguiu trazer à vida o editor-chefe do Clarim Diário, acrescentando humor e toda sua paixão à sua performance. No entanto, o processo de audição não foi tão simples para o ator.

Numa entrevista no canal PeopleTV, ele revelou que tinha que passar por um teste de tela clássico para conquistar os céticos executivos da Sony.

“Os produtores e o pessoal da Sony precisavam se convencer, porque obviamente havia muito mais atores de alto nível que eles tinham em mente que ajudariam nas bilheterias”, — disse Simmons“estressante.”

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Para o teste de tela de Simmons, ele foi obrigado a ler a cena em que o Duende Verde atacou o Clarim Diário, interrogando Jameson sobre a identidade do fotógrafo que fazia as fotos do Homem-Aranha.

“Estava segurando as páginas do roteiro, lendo a cena na audição, mas ao mesmo tempo, tentando… fingir que estava sendo segurado pelo pescoço e engasgado”, explicou Simmons.

Simmons passou a interpretar Jameson em todos os três filmes do Homem-Aranha de Raimi e repetiria o papel na série animada de Ultimate Spider-Man. Depois de mais de uma década, ele voltou a interpretar Jameson, desta vez no UCM. Ele fez sua segunda estreia em uma cena pós-créditos de Homem-Aranha: Longe de Casa.

Fãs pedem que a Sony lance Homem-Aranha 4 através de campanha nas redes sociais.

No último dia 3, foi o aniversário de 18 anos do primeiro filme da trilogia Homem-Aranha, dirigida por Sam Raimi e no dia 4 foi o aniversário de 13 anos de seu encerramento, com Homem-Aranha 3, mas hoje, dia 6 de maio de 2020, os fãs dessa trilogia se reuniram em várias redes sociais para subir a hashtag “#WeWantSpiderMan4”.

A trilogia iria ganhar seu quarto filme em 2011, mas por conta da saída de Sam Raimi e Tobey Maguire (Por conta de desavenças na produção entre o diretor e estúdio) o projeto acabou sendo cancelado em 2010. E a certeza de que a trilogia não iria ganhar o quarto filme ocorreu quando The Amazing Spider-Man foi produzido e lançado em 2012, isso acabou com qualquer chance de Homem-Aranha 4 ser lançado.

Consegui entrevistar um dos vários participantes do movimento e fiz algumas perguntas. A primeira foi qual era a intenção deles com essa campanha.

“Bem, vejo que muita gente tem dúvidas a respeito disso, mas as nossas intenções envolve muito mais que um Homem-Aranha 4, sabe? Eu sei que é muito improvável de um quarto filme acontecer no momento, mas essa hashtag tem como intuito mostrar a nossa insatisfação com o rumo que os filmes atuais estão tomando, além disso, também a gente vê essa hashtag como uma oportunidade de por exemplo termos uma pequena aparição do Tobey em “Doutor Estranho 2″, já que o vários elementos do Multiverso vão estar presentes no filme e etca. Além de também ser dirigido pelo Sam Raimi (diretor da trilogia), mas assim… eu vejo isso também como uma homenagem a trilogia também, sabe? Pra que possamos demonstrar nosso carinho e mostrar que não esquecemos ela”.

Perguntei se eles tinham alguma esperança de que a Sony atenda aos fãs.

“Sim, eu tenho uma pequena esperança, eu sinto que a Sony sabe que todo mundo quer isso, e vai acabar vendo isso como uma oportunidade… a gente não quer necessariamente um quarto filme, se tiver uma aparição do Tobey, mesmo que o quão mínima ela for, ficaremos felizes.”

Para finalizar, perguntei se eles apoiavam a ideia de que Sam Raimi seja o diretor da nova trilogia do Homem-Aranha, com Tom Holland no papel principal.

“Claro que sim, eu acredito que ele podia salvar muita coisa dessa versão do Tom Holland… sabe? Apesar de ter coisas ali que já nasceram estragadas dentro do universo dele, acredito que dá pra ele trazer um filme decente do Homem-Aranha, sem dúvida alguma.”

A Sony pode acabar ignorando toda essa campanha, mesmo assim os fãs nunca deixaram de amar essa trilogia que entrou para a história dos filmes de heróis.

‘Homem-Aranha’ estreava hoje nos cinemas há 18 anos

Homem-Aranha dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire fazia sua estreia no dia 3 de Maio de 2002, ou seja, hoje fazem 18 anos desde sua estreia. O filme que conta a clássica história de Peter Parker se tornando o Homem-Aranha.

O filme de certa maneira possibilitou essa grande quantidade de filmes do gênero hoje em dia, já que quando estreou nas telonas, o longa foi um sucesso e se tornou um clássico do gênero de heróis.

Isso só foi possível graças ao enredo e as diversas cenas do filme que se tornaram clássicas, como o beijo na chuva e o Web-Swining no final do filme. Não podemos deixar de falar do antagonista protagonizado por Willem Dafoe que roubou a cena em diversas partes do filme, tanto como Norman Osborn ou Duende Verde.

Homem-Aranha já está marcado na história do cinema, como uma das melhores adaptações de quadrinhos já feita.

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Sam Raimi confirma seu envolvimento em ‘Doutor Estranho No Multiverso da Loucura’

Sam Raimi, conhecido pela trilogia Homem-Aranha (2002-2007) e pela franquia The Evil Dead confirmou que vai ser o diretor de Doutor Estranho No Multiverso da Loucura.

O diretor acabou deixando a informação escapar durante uma entrevista, onde ele falou sobre a referência feita ao Mago Supremo durante Homem-Aranha 2.

“Eu amava o Doutor Estranho quando era criança, mas ele sempre vinha depois de Homem-Aranha e Batman, ele era provavelmente o número 5. Ele era tão original, mas quando fizemos este momento em Homem-Aranha 2 eu não fazia ideia de que eu acabaria fazendo um filme do Doutor Estranho, então foi engraçado para mim que a fala estava no filme. Devo dizer que eu gostaria de ter tido a visão do futuro para saber que eu seria envolvido no projeto”. 

A fala que Raimi se refere ocorre na cena em que Jonah Jameson sugere o nome de Doutor Estranho ao vilão Otto Octavius, mais conhecido como Doutor Octopus.

Doutor Estranho No Multiverso da Loucura chega ao cinemas no dia 5 de Novembro de 2021.

Review da trilogia Homem-Aranha de Sam Raimi

Muitas vezes quando pensamos em Homem Aranha, nos vem a cabeça várias frases, HQs, animações ou filmes do herói. E quando falamos em filmes do Homem Aranha não podemos esquecer da trilogia que foi dirigida por Sam Raimi, e mesmo que você não goste, tem que admitir que pelo menos os dois primeiros filmes são clássicos, então sem mais delongas vamos para a review.

Mesmo com alguns erros, a trilogia de filmes do Homem Aranha dirigida por Sam Raimi é ótima. Isso se deve por diversos fatores, tais como a trilha sonora excepcional de Danny Elfman e Christopher Young, a essência dos personagens, o jeito como Nova York foi representada na trilogia e a fidelidade aos quadrinhos.

Quase todos os vilões da trilogia tinham um objetivo. No caso do Venom e Duende Verde, era o ódio pelo Homem Aranha, já o Octopus queria recriar a mesma máquina que quase o matou uma vez (o cara estava louco por conta dos tentáculos) e o Homem Areia que queria apenas ajudar a filha. Acredito eu que, Octopus e Homem Areia sejam os vilões mais “humanos” da trilogia, mesmo assim o Duende Verde e Venom também merecem reconhecimento.

Mesmo que muitas coisas tenham sido alteradas na trilogia, a obra consegue ser fiel às HQs do teioso, inclusive, ontem eu assisti um vídeo no qual os produtores, diretores e atores deram depoimentos sobre HA 2. Eles realmente sabiam o que estavam fazendo e fizeram de tudo para manter a essência dos personagens, inclusive ler a saga Homem Aranha: Nunca Mais, até mesmo tentar entender o porque Peter desistiu de ser o Homem Aranha.

Já a trilha sonora é algo que ninguém pode reclamar, porque a trilha, junto com a atuação dos atores é quase perfeita. Mas tem várias cenas que ficariam sem graça com a trilha sonora, por exemplo a cena final do primeiro e segundo filme, ou seja, a trilha sonora é algo muito importante para a trilogia.

Já os roteiros tem um final meio repetido, o vilão sequestra a MJ, o Aranha a salva e o vilão morre. Porém, mesmo com os finais “repetidos”, os roteiros da trilogia são muito bons, principalmente do primeiro e segundo filme. O primeiro filme ainda conta os primeiros passos de Peter até ele deixar de ser um garoto e assumir a responsabilidade de ser o Homem Aranha. Isso que é o mais interessante no primeiro filme, essa evolução do personagem durante o longa.

Já o segundo, mostra um Peter amadurecido, mas com os mesmos problemas, por exemplo, a falta de dinheiro, o relacionamento com MJ etc. Mas para piorar ele teve que lidar com a perda de poderes e que todos ainda o chamavam de ameaça, e com isso veio a vontade de desistir de ser o Homem Aranha, porque aquilo nunca trouxe nada de bom para ele.

Já o terceiro filme, mesmo com tantos defeitos, consegue trazer uma bela mensagem sobre perdão e que a vingança nunca nos leva a nada. Isso fica evidente no diálogo final entre Flint Marko e Peter e no leito de morte de Harry. Sempre me emociono nessas cenas. Mas também não podemos esquecer o símbolo de heroísmo que o Aranha representava para Nova York, ao mesmo tempo que eles odiavam ele, também o amavam e o ajudavam, como na cena da ponte em HA 1 e a cena do trem em HA 2.

Para finalizar, minha nota para a trilogia é 9/10, por conta dos acertos nos dois primeiros filmes e os erros no terceiro. Mas como minha opinião não é universal, basta você assistir os filmes e tirar suas próprias conclusões. E fechando com chave de ouro, a minha frase favorita da trilogia. “Essa é a minha dádiva e a minha maldição… Quem sou eu?
Eu sou o Homem Aranha!!!”