Aviso: Review sem spoilers!


Série começa a encaixar mais os quadrinhos.


A terceira temporada de Pennyworth já estreou, e com ela, três episódios foram ao ar na HBO Max. O fiel mordomo está de volta na Londres dos anos 1960, com um país, aparentemente muito melhor após os eventos finais da segunda temporada. No entanto, além disso, vem trazendo alguns monstros para Alfred e seus aliados terem de lutar.

Com uma grande confusão no segundo ano, e um encerramento de temporada que deixou a desejar, o terceiro ano precisa corrigir algumas coisas. Um salto temporal de poucos anos na história deixa ponta soltas, embora será explicado, mas de forma rasa, o que aconteceu nesse meio tempo. Alfred (Jack Bannon) continua com seus negócios muito bem, não mudando de ramo, e apenas acrescentando que é um investigador confiável. Ele seria algo do tipo Sherlock Holmes com James Bond. Por conta disso, muitas pessoas costumam procurá-lo, dada a sua boa reputação no país.

Na nova temporada, ele, Dave Boy (Ryan Fletcher) e Bet (Paloma Faith), unem forças para construir uma Londres melhor, e tornar o negócio ainda mais lucrativo. É claro que, algumas vezes, o lucro sempre fala mais alto, já que o trabalho não é dos mais seguros para se fazer. Porém, o trio nos três primeiros episódios, não foi tão bem explorado, com Bet começando um arco próprio para finalizar as questões da segunda temporada.

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Por enquanto, a história para o lado de Thomas (Ben Aldridge) e Martha (Emma Paetz) convence mais do que o drama de Alfred. A trama vai girar em torno dos Waynes na terceira temporada, e é esperado que, finalmente, a produção consiga encaixar melhor os quadrinhos do que em duas anteriores. Bruno Heller e Danny Cannon, criadores de Pennyworth e de Gotham, não souberam trabalhar bem os quadrinhos no seriado da DC produzido pela Fox, Gotham, e possuem uma chance de ouro para se aproximar ainda mais das histórias desenhadas. 

Diferentemente de Gotham, Pennyworth se sobressai quando a questão é ter uma história sem deixar muita coisa em aberto. Por possuir menos episódios, a série tem de trabalhar bem com seus personagens principais, incluindo subtramas ainda tão boas quanto a história da temporada. E novamente, o seriado inclui um bom background para os Waynes, fazendo os personagens, principalmente Thomas, se aproximarem mais dos quadrinhos. No entanto, é claro, a história está apenas começando, mas há uma grande diferença entre o episódio um, dois e três. Do primeiro para o segundo há uma grande queda de rendimento, mas que é retomado no terceiro, prometendo revelações assustadoras da família mais rica de Gotham.

Tendo um roteiro coerente e bem montado, a melhor atuação fica para Bannon, com seu sotaque londrino bem carregado. O elenco de apoio, por sua vez, não brilha como precisa, deixando todo o estrelato para o astro principal. Vale destacar o trabalho de fotografia, novamente, com cores fortes e o padrão das temporadas anteriores, e a cativante trilha sonora de Lorne Balfe

Por fim, os três primeiros episódios de Pennyworth em sua terceira temporada são minimamente sólidos, embora deixem a desejar quanto a trama. Além disso, a série parece abraçar o lado de mais meta-humanos, o que não é tão agradável para uma série que foi proposta para ser investigativa e de origem.


Veredito

A terceira temporada de Pennyworth começa bem, mas precisa melhorar ainda mais. A tentativa de abraçar os quadrinhos é muito boa, porém a trama leva o seriado para mais além, tirando-o incorretamente de sua zona de conforto.

7/10.

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