Aviso: Crítica sem spoilers!


O gênero de terror cada vez mais forte.


A Morte do Demônio: A Ascensão, dirigido e roteirizado por Lee Cronin, é o mais novo filme que reimagina a franquia Evil Dead, criada por Sam Raimi. E para alívio dos fãs, o novo capítulo da saga não é nem um pouco inferior aos seus antecessores.

Na trama, acompanhamos Beth (Lily Sullivan), uma artista musical que decide viajar para Los Angeles e visitar sua irmã Ellie (Alyssa Sutherland) e seus sobrinhos Danny (Morgan Davies), Kassie (Nell Fisher) e Bridget (Gabrielle Echols), após descobrir uma gravidez indesejada. Porém, após um terremoto de grande magnitude atingir a área, Danny (Morgan Davies) descobre um cômodo escondido no subterrâneo do prédio.

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Ao investigar, o jovem descobre documentos e discos antigos, e claro, o livro dos mortos. Curioso, decide levar as antiguidades ao apartamento para entender melhor do que se tratavam. No entanto, ao abrir o livro e escutar aos discos que citam um ritual de invocação, libera uma força demoníaca com uma insaciável sede de sangue que possui sua mãe e que busca a morte de todos na família.

A Morte do Demônio: A Ascensão é certeiro em não fugir da proposta da franquia e, ao mesmo tempo, ter uma identidade própria. Diferente de seus antecessores, o novo filme arrisca trazer uma ambientação diferente para a trama. Ao invés de uma cabana isolada na floresta, o longa se passa quase completamente dentro do apartamento da família, composta por personagens totalmente novos, se diferenciando de outras franquias que usam personagens marcantes de seus primeiros filmes para apelar para a nostalgia.

O elenco não deixa a desejar. O maior destaque é Alyssa Sutherland, que faz um ótimo trabalho interpretando a mãe possuída, e consegue com eficácia passar horror apenas com a expressão facial e seu jeito de andar.

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O roteiro simples, porém muito bem executado de Lee Cronin, consegue apresentar situações de desconforto agonizantes e diálogos que dão arrepios. Porém, assim como a vasta maioria dos filmes de terror atuais, faz mal uso de jumpscares em certos momentos da trama.

A direção de Lee é satisfatória e consegue nos deixar imersos na trama do início ao fim. Para os fãs que estão se perguntando se existe uma pitada de comédia trash ou momentos de alívio cômico, eis a resposta: definitivamente não.


Veredito

A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um agrado para os fãs do gênero de terror e também para quem ama a franquia Evil Dead. 

9/10.

Crítica escrita por Conrado Teixeira Riesemberg

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