Protestantes invadiram o set de filmagens


Cinco manifestantes foram detidos após interromperem as filmagens de The Runner, novo longa-metragem estrelado por Gal Gadot, no centro de Londres.

Segundo a Polícia Metropolitana, protestos semelhantes têm ocorrido em diferentes locações da cidade, sempre ligados à presença da atriz israelense no elenco. A produção foi visada unicamente por envolver uma atriz de nacionalidade israelense, declarou a polícia.

Grupos como a Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural de Israel (PACBI) já pediram o boicote a filmes com Gadot, acusando-a de apoiar as ações militares de Israel em Gaza e na Cisjordânia ocupada. A equipe da atriz foi contatada, mas ainda não se pronunciou.

Gal Gadot begins UK shoot on The Runner

A atriz sempre manifesta abertamente seu apoio à Israel

Gadot serviu nas Forças de Defesa de Israel por dois anos. O país exige que a maioria de seus cidadãos, independente do sexi, preste serviço militar obrigatório ao completar 18 anos. Acredita-se que a atriz esteja atualmente envolvida nas filmagens do thriller de ação The Runner.

Na última quarta-feira, a polícia foi acionada para um set em Westminster, com o objetivo de localizar suspeitos ligados a crimes cometidos durante protestos anteriores e também para lidar com possíveis novas infrações, informou a Scotland Yard.

Cinco pessoas foram presas por suspeita de assédio e violações da Seção 241 da Lei de Relações Sindicais e Trabalhistas, que trata da obstrução ilegal ao acesso ao trabalho. Elas seguem sob custódia. Segundo a polícia, duas prisões estão ligadas a protestos anteriores, e três, a incidentes ocorridos na quarta-feira.

O superintendente Neil Holyoak afirmou: “Embora reconheçamos totalmente a importância do protesto pacífico, temos o dever de intervir quando ele ultrapassa os limites da perturbação grave ou da criminalidade. Estamos conversando com a produtora para entender o impacto dos protestos em seu trabalho e em todos os indivíduos envolvidos. Espero que a operação de hoje mostre que não toleraremos assédio ou interferência ilegal com aqueles que tentam realizar seu trabalho profissional legítimo em Londres.”

Fonte: BBC.com

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