Atriz revela incômodo ao fazer teste para o papel


A franquia James Bond é uma das mais icônicas de Hollywood, mas também tem sido alvo de críticas ao longo dos anos, especialmente pela forma como retrata as mulheres.

A atriz Rosamund Pike relembrou um episódio desconfortável no início de sua carreira: uma audição para um dos filmes da saga 007 que marcou não pelo prestígio, e sim por um sentimento de incômodo que ficou.

Em uma entrevista recente à Harper’s Bazaar UK, Rosamund Pike relembrou o teste para o papel de Miranda Frost em 007 – Um Novo Dia Para Morrer (2002). Apesar de ter conquistado o papel, a experiência teve momentos desconfortáveis. Segundo a atriz, um diretor de elenco pediu que ela “ficasse ali de calcinha” e sugeriu que “abrisse o zíper e tirasse” o vestido durante a audição.

Na época com apenas 21 anos, Pike conta que, mesmo em início de carreira, já possuía uma autoconfiança instintiva sobre seus limites e o que desejava para si.

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Pike fala sobre a situação

A atriz disse: “Eu nunca tinha ido aos Estados Unidos até ir com Bond. Fazer a turnê de imprensa foi alucinante, um passeio no tapete mágico. Foi a primeira vez que comi uma tigela de frutas vermelhas no café da manhã. Não é engraçado? Foi isso que me fez pensar: ‘OK, isso é diferente’. Na audição para Bond, me pediram para abrir o zíper e tirar o vestido que eu estava usando, para ficar ali de calcinha , e eu pensei: ‘Bem, não, vou fazer isso se conseguir o papel. Não vou fazer isso agora’. Não sei o que me deu.”

Com a franquia James Bond buscando se renovar na era pós-Daniel Craig, histórias como a de Rosamund Pike servem como lembretes de que a transformação vai além da escolha do próximo 007 — trata-se também de repensar como todos são tratados nos bastidores, do elenco principal ao de apoio.

Apesar do episódio desconfortável durante a audição, Pike conquistou o papel de Miranda Frost, uma esgrimista olímpica e agente dupla disfarçada de aliada do MI6, eliminada mais tarde por Jinx Johnson, vivida por Halle Berry.

Hoje, com mais de duas décadas de carreira, uma indicação ao Oscar por Garota Exemplar e um Globo de Ouro por Eu Me Importo Muito, Pike tem uma perspectiva sólida para refletir sobre as mudanças — e as falhas ainda presentes — na indústria cinematográfica.

Fonte: Collider.com

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