Aviso: Crítica sem spoilers!


Ao correr atrás de um sonho, às vezes a estrada pode ser a melhor companhia


Dirigido por Clarissa Campolina e Sérgio Borges, o filme Suçuarana conta a história de Dora (Sinara Teles), uma mulher que está a mais de 10 anos andando por diferentes estradas para encontrar Suçuarana, um lugar místico que aparece em uma foto antiga de sua falecida mãe.

No decorrer dessa jornada, Dora passa por dificuldades como o cansaço, a fome e a falta de um lugar para viver, mas recebe o apoio de boas pessoas em cada ambiente que ela descansa.

O longa traz uma visão mais realista e crua do sertão de Minas Gerais, podendo se dizer que é uma versão contemporânea dos filmes de sertão feitos nos anos 60. Dessa forma, o filme conta com reflexões sociais e ambientais em uma narrativa que desenvolve a sensação de solidão de Dora e os desafios que pessoas abandonadas pela sociedade passam.

Essa crítica é bem explícita quando vemos os diferentes personagens e ambientes que são introduzidos e as diferentes experiências que a protagonista tem com eles.

É notável uma cinematografia de grande qualidade, com uma excelente direção, fotografia envolvente e edição de som que deixa claro todo aquele sentimento que precisa ser transmitido em cada cena.

Mesmo com todos os elementos voltados para algo mais realista, elementos fantásticos também estão presentes na trama, especialmente com um cachorro que serve como um amigo de Dora em certos momentos do filme. O cachorro Encrenca é mostrado como um simbolismo de perseverança, leveza e o contato das pessoas com a natureza.

Com a trama girando em volta de uma personagem transitando entre diversos lugares, a atriz Sinara Teles carrega todo o drama necessário para captar a sensibilidade do telespectador e conseguir demonstrar, através de suas feições, tudo o que a protagonista está sentindo.

Filme assistido por acesso antecipado à convite da Embaúba Filmes


Veredito

Suçuarana é uma boa produção brasileira com uma protagonista muito bem interpretada. Por conta da sua narrativa, o filme chega a ser um tanto tedioso e pode ser considerado até cansativo para o grande público. Por isso, é preciso ter paciência para reparar em tudo o que ele tem a mostrar. Mas sua qualidade técnica e a maneira com que os temas são abordados nele, são de fácil percepção e por mais “arrastado” que seja, pode ser agradável no final.

6,5/10


Descubra mais sobre Critical Room

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.