Aviso: Crítica sem spoilers!
Uma prévia da solidão e instabilidade jovial
O filme Sofia Foi é o primeiro longa-metragem do diretor e roteirista Pedro Geraldo, que será lançado na próxima quinta-feira (19) nos cinemas.
Pedro, juntamente com a roteirista e atriz principal, Sofia Tomic, conseguem criar um ambiente reflexivo sobre as mudanças e preparos para as instabilidades da vida.
Sofia acaba sendo despejada pelo seu amigo e decide permanecer na USP (Universidade de São Paulo) tatuando durante o dia.
A noite, sem ter para onde ir, ela fica rondando o campus sem saber onde permanecer. Dentre festas e conversas com colegas de universidade, ela se sente sem saída quando não há para onde voltar no final do dia.

Sofia Tomic consegue despejar claramente a feição e emoções de como é ser um jovem solitário e que perdeu a única (talvez) razão para viver. Além da atuação entregue, o diálogo presente lhe fazem refletir qual seria o melhor caminho para finalizar, de fato, o dia.
A utilização de uma produção minimalista referente ao plot, deixa ainda mais único. Uma cena dita como marcante, teve um momento simples e discreto. O que deixa o filme ainda mais interessante.
A obra também foi marcada como “Melhor filme de Diretor estreante”, no Festival de Marseille em 2023.
Filme assistido através de cabine da imprensa na Sessão Vitrine Petrobras
Veredito
Um longa que utilizou recursos simples para um marcante enredo referente ao suicídio. Importante para a reflexão e para a mobilização de obras que retratem a realidade (principalmente universitária) como ela, de fato, é.
8/10
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