Aviso: Crítica sem spoilers!
Uma história sobre egoísmo, poder e sobrevivência
Após um terrível terremoto em Seul, apenas um condomínio se mantém em pé e torna-se o único lugar seguro nesse novo cenário. A trilha sonora, a atuação, os figurinos, a fotografia e a maquiagem se unem para criar uma experiência complexa, revoltante e agoniante.
Dirigido por Tae-hwa Eom, que também assina o roteiro ao lado de Lee Shin-ji, e estrelado por Lee Byung-Hun, Bo-Young Park e Seo Joon Park, “Sobreviventes – Depois do Terremoto” narra uma história extremamente dramática, tensa e repleta de reviravoltas do início ao fim.
Na sequência do desastre, os habitantes do Condomínio Hwang Gung enfrentam a necessidade de se reorganizarem para lidar com essa nova realidade. À medida que os dias passam, mais sobreviventes optam por ocupar o edifício em busca de abrigo contra o frio intenso.

Ao se sentirem ameaçados, os “verdadeiros residentes” do edifício sentem-se no direito de expulsar as “baratas” (aqueles que não residiam no local antes do desastre), simplesmente por terem seus nomes nas escrituras e contratos dos apartamentos, que agora não possuem mais valor.
Apesar do ambiente radicalmente distinto da realidade, a narrativa não é tão desconexa de nossa própria sociedade, onde indivíduos se sentem empoderados o suficiente para determinar o destino de outros com base apenas em seu capital, gerando futuras revoltas e vinganças.
O filme é uma crítica a sistemas nos quais alguns têm que literalmente morrer para que outros possam não só sobreviver, mas esbanjar.
“Eram apenas pessoas comuns”.
Veredito
“Sobreviventes – Depois do Terremoto” é um filme intenso e repleto de reviravoltas que surpreendem e prendem a atenção do espectador do início ao fim. Trata-se de um excelente exemplo do melhor do cinema coreano.
9/10
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