Aviso: Crítica sem spoilers!
Uma ótima pedida para começar o Halloween
Depois do sucesso inesperado de O Telefone Preto, a ideia de uma continuação era improvável, já que o vilão interpretado por Ethan Hawke havia sido morto no final do primeiro filme. Mas o diretor Scott Derrickson consegue trazer o assassino novamente (ao estilo Freddy Krueger) e também expandir o terror psicológico para algo mais sobrenatural, trazendo a estética e o imaginário dos clássicos dos anos 1980.
O longa acompanha Finney (Mason Thames), agora um adolescente marcado pela fama de “sobrevivente do grabber”, tentando lidar com o trauma. A irmã dele Gwen (Madeleine McGraw), que já demonstrava dons psíquicos, torna-se o centro da narrativa ao começar a ter visões perturbadoras envolvendo crianças presas sob lagos congelados e ligações misteriosas vindas do além.
O diretor adota uma identidade visual semelhante aos filmes da franquia A hora do Pesadelo. O assassino retorna como uma forma onírica, perturbando os sonhos e visões da protagonista Gwen.

É uma solução clichê, mas que funciona, já que o terreno do segundo filme é puxado para o sobrenatural, diferente do primeiro aonde o terror psicológico era o tema principal.
Enquanto o primeiro filme tratava de temas como claustrofobia e sobrevivência, o segundo se expande e traz temas mais profundos, como a fé.A protagonista Gwen tem visões e consegue se comunicar com pessoas mortas, inclusive com sua própria mãe falecida. Ela acredita que isso é um dom espiritual, e isso dá ao longa uma textura incomum.
Com um orçamento maior, o longa possui mais cenas de ação e horror, que são muito bem feitas. Mas um dos pontos negativos do longa é sua tentativa de querer entregar várias subtramas e não concluir quase nenhuma, o que enfraquece a trama, se deslocando muito da originalidade do primeiro longa.
Veredito
Mesmo com suas falhas, O Telefone Preto 2 se consolida como uma das principais franquias do terror moderno. A escolha de transformar o assassino em uma entidade sobrenatural é acertada e a expansão do universo é muito bem feita. Mesmo tendo erros no roteiro, o longa sabe entregar uma ótima experiência de terror.
7/10
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