Aviso: Crítica sem spoilers!
Feito para aqueles que querem sair da zona de conforto
O novo longa de Pedro Pinho não é um filme fácil — e definitivamente não quer ser. Com mais de três horas de duração, O Riso e a Faca se constrói como uma experiência social e política que exige paciência, mas recompensa com uma imersão densa e desconfortável para quem não está acostumado.
A trama acompanha Sérgio (Sérgio Coragem), um engenheiro ambiental que parte para a África Ocidental a trabalho, onde se envolve em relações afetivas complexas enquanto encara, direta e indiretamente, os debates sobre colonização bem nítidos em cada fala e ação dos personagens.
As atuações, especialmente de Cleo Diára (premiada em Cannes), são um dos grandes pilares da obra. Quando a história começa a se transformar também em uma disputa romântica, deixa o filme ainda mais intrigante.
É uma experiência individual para aqueles que buscam a diferença através do cinema. É necessário estar com a mente muito aberta para conseguir compreender a complexidade da obra.
Filme assistido antecipadamente a convite da Vitrine Filmes
Veredito
Para as pessoas que estão acostumadas com os gêneros e temas comuns e simples, esse não seria o filme adequado. É preciso estar aberto a individualidade e a imersão em temas sensíveis e atuais.
7/10
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