Aviso: Crítica sem spoilers!


Sequência do amado filme dos anos 2000 consegue trazer uma experiência divertida e nostálgica


Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada se tornou um hit cultural e um dos principais filmes lançados nos anos 2000. 20 anos após o primeiro longa, Anne Hathaway e Meryl Streep retornam em uma sequência que se mantém fiel ao primeiro filme, mesmo não sendo melhor do que ele.

A trama acompanha Miranda Prestly num momento de mudanças na moda e na indústria de publicações e revistas. Lidando com o colapso do jornalismo, Miranda precisa enfrentar ainda mais um obstáculo: sua antiga secretária Emily, que, agora, é uma executiva de alto escalão numa marca de luxo, tomando as decisões publicitárias da grife e, por isso, entrando no caminho de Miranda.

O retorno da maioria do elenco do primeiro filme é um acerto e tanto, Meryl Streep reencarna a sua personagem e brilha em tela novamente. Miranda Priestly ainda é a mesma personagem detestável e carismática, mas agora é adicionada camadas que aprofundam a sua personagem. Anne Hathaway também traz uma ótima atuação, principalmente contracenando com Streep. Stanley Tucci e Emily Blunt completam o elenco do longa e retornam aos seus personagens memoráveis do primeiro filme.

O roteiro joga no seguro e até recria certas situações do primeiro filme, mas o segundo filme sabe muito bem trazer temas da atualidade para dentro de sua história. Temas como a popularização de mídias digitais e descredibilidade de revistas fazem com que o segundo filme tenha um discurso único.

Infelizmente o roteiro se apressa as vezes para desenvolver certos personagens, o que faz com que algumas coisas fiquem de maneira rasa na história. O carisma do elenco compensa esse ponto fraco, principalmente nas cenas cômicas.

Filme assistido antecipadamente a convite da Disney


Veredito

O Diabo Veste Prada 2 é uma divertida experiência para os fãs do primeiro filme, trazendo novamente personagens carismáticos e marcantes, mesmo em um roteiro não tão inspirado, mas que com certeza vale a pena ver.

7/10


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