Aviso: Crítica com spoilers mínimos


“É o que o pessoal chama de canção de ninar”.


Western é um gênero que traz uma liberdade de contar várias histórias esse gênero já passou por muitas fases no passar dos anos e atualmente se encontra quase extinto, entretanto ainda existe bons westerns e o gênero ainda tem muita a oferecer.

John Ford nós apresenta uma história de três ladrões que roubam um banco no Arizona e fogem do grupo liderado pelo xerife Buck Sweet. Até aqui parece mais uma história clássica de perseguição de ladrões e xerife, mas Ford está realmente contando uma história de redenção e religiosa.

O primeiro ato do longa é uma camada do clássico do faroeste, após os três perderam seu estoque de água eles vagam no deserto procurando água para sobreviver. O filme constrói essa busca de objeto como uma destruição pessoal do grupo, com todos se culpando e gritando entre si.

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A água se torna uma grande aliada e inimiga durante o longa. Quando o trio encontra uma mulher quase dando à luz ao seu bebê, eles têm uma chance de se redimir dos seus pecados e agora os três precisam cumprir uma missão de levar o bebê a Nova Jerusalém.

As referências bíblicas dos Três Reis Magos não é à toa, John Ford está fazendo uma releitura dessa história ao seu gênero favorito com um roteiro cheio de vida e uma fotografia que traz uma imersão de western puro.

O trio principal são personagens que carregam uma carga de falha humana. Após ganhar uma missão de cuidar dessa criança, os três ganham uma camada de humanidade e um grande senso de paternidade.


Veredito

John Ford, o maior Pai dos Faroeste fez sua história bíblica em um gênero que pode estar morto na situação atual de Hollywood, mas nunca deixou de ser o gênero que cresceu junto com o cinema.

10/10.

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