Aviso: Crítica sem spoilers!


Chocante, bizarro, magnífico e o melhor, é brasileiro!


Dirigido por André Ristum, o filme “Ninguém Sai Vivo Daqui” irá estrear nos cinemas no dia 11 de julho de 2024 (quinta-feira). 

O filme fala de personagens fictícios, mas baseado em um acontecimento real da década de 70 no Brasil. Seria sobre o Hospital Psiquiátrico Colônia (em Minas Gerais), onde ocorreu mais de 60 mil mortes. É também uma representação cinematográfica do livro “Holocausto Brasileiro”, da autora Daniela Arbex.

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Fernanda Marques interpreta a Elisa, uma jovem que foi internada pelos seus pais por estar grávida. Sendo abusada e torturada durante meses dentro da clínica, ela começa uma relação afetiva com outros pacientes, todos internados a força pelos seus parentes.

Um enfermeiro, interpretado pelo Augusto Madeira, é o típico vilão que esperamos morrer dolorosamente. Sua atuação foi impecável, assim como qualquer novela nesse nicho.

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Outra atriz que entregou uma atuação digna de um prêmio, foi a Rejane Faria, que nos colocou em uma posição de choro e indignação, e a mais importante, que é de ter a crença na esperança.

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O foco no filme trouxe a discrepância do tratamento hospitalar daquela época, assim como o conceito do que é loucura ou não. Só de engravidar sem estar casada já era motivo de internação.

Toda a sua filmagem em preto e branco, tenta fazer com que o gênero de terror/suspense ganhe uma forma mais visível. A forma em que a insanidade é posta nitidamente nas cenas, mostra o quão difícil era pensar fora da caixa no século XX. O suficiente para ser internado.


Veredito

Sem expectativa nenhuma por se tratar se suspense, terror e biografia, acabei me surpreendendo. Todo o filme é repleto de detalhes. Cada ator deu o máximo de si, a ponto de chorar com certas cenas e odiar outras. A euforia de fugir ou de matar, a ansiedade de não saber o que fazer e a alegria de se libertar são emoções que estiveram presente em todo o filme. André Ristum não só conseguiu juntar atores excelentes nessa trama, como também conseguiu fazer, na minha opinião, o melhor filme nacional do ano.

10/10


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