Aviso: Crítica sem spoilers!
Longa constrói a lenda que Michael Jackson foi através de sua música, dança e humanidade
Talvez eu seja suspeito para falar, mas Michael Jackson é um dos meus artistas favoritos e desde Bohemian Rhapsody, o sucesso de filmes baseados em grandes ícones da música se mostrou um caminho extremamente lucrativo e premiado. Mas demorou alguns anos para um dos principais músicos de todos os tempos ganhar o seu próprio filme. Michael entrega uma experiência visual e sonora a altura do Rei do Pop, e que se torna um dos melhores filmes biográficos do gênero.
O longa acompanha a história do superstar Michael Jackson, desde o começo com seus irmãos no Jackson 5, até se tornar um dos artistas mais visionários e influentes de todos os tempos.
Um dos desafios do longa foi escolher quem iria interpretar alguém tão emblemático como Michael, e fico feliz em dizer que Jaafar Jackson cumpriu esse desafio de forma excepcional. Seja pela caracterização, voz ou dança, o sobrinho do próprio Michael reencarna o tio de forma fantástica, e que com certeza vai ser lembrada mais tarde na temporada de premiações.

Também tenho que elogiar Juliano Valdi, que interpreta a versão mais nova de Michael e que consegue ser tão excelente quanto a sua versão adulta.
O diretor Antoine Fuqua sabe entregar um espetáculo a altura do que o público esperava de um filme do Rei do Pop, e seja nos grandes shows ou na recriação de videoclipes (como em Thriller) a sensação de um espetáculo está presente em todo momento. O diretor sabe criar algo verdadeiramente épico e que represente o que Michael Jackson foi e continua sendo para as pessoas.
Em suas duas horas de duração, o longa consegue dividir o espetáculo da história familiar de Michael, que através de seu pai Joseph Jackson (Colman Domingo) sofreu para conseguir ingressar em sua carreira solo. A relação entre pai e filho é bem construída e revela uma persona mais frágil do cantor, já que por causa de seu pai, Michael não teve uma infância e adolescência normal.
Veredito
Michael Jackson é um dos cantores mais influentes de todos os tempos, a indústria fonográfica foi mudada completamente por causa de suas ideias e músicas. Seu filme consegue elevar o que esse artista era e ainda é para as pessoas. Em um momento de tanta guerra e ódio, quem sabe Michael Jackson não consiga unir novamente as pessoas, mesmo que seja dentro de uma sala de cinema.
9/10
Descubra mais sobre Critical Room
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
