Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma obra brasileira que envolve suspense, drama e genialidade!


Tendo como diretora e também roteirista, a exímia Caroline Fioratti, o filme Meu Casulo de Drywall irá estrear nesta quinta-feira (10) nos cinemas. 

A história circula sobre a vida da jovem Virgínia (Bella Piero), que pede a sua mãe, interpretada pela grande Maria Luísa Mendonça, uma festa de 17 anos.

Sendo parte da elite da região de São Paulo, sua vida é cercada de polêmicas, violência e uma boa aparência.

Decide convidar todos os amigos próximos e influentes, assim como o seu amigo de infância, Gabriel (Daniel Botelho) que todos acham ser estranho e peculiar.

Como se não bastasse todas as problematizações da família e sociedade, ela descobre que tanto sua melhor amiga, quanto seu namorado escondiam diversas coisas dela ao longo desse tempo.

Dividindo o filme em trechos pós morte de Virgínia e momentos antes da tragédia acontecer, o suspense age de maneira fiel ao gênero, onde cada telespectador acaba tendo dúvidas de todos os personagens, até mesmo de sua família.

Um suspense nacional daqueles que te fazem questionar o por quê não são produzidos em larga escala. Emocionante, duvidoso, peculiar e o melhor, reflete tudo aquilo que já sabemos sobre a enganação de aparências e a busca pela felicidade superficial.

A atriz Bella entregou totalmente uma personagem que não se engana com a vida comprada dos pais e decide mudar isso ao tentar sair de casa. O roteiro foi tão bem interpretado pela Maria Luísa Mendonça que você sente a dor da mãe mas também a culpa por não ter sido mulher o suficiente para a filha.


Veredito

Quem parar para apreciar esse filme nos cinemas, terá a súbita sensação de que nossa televisão reflete perfeitamente como somos, ou melhor ainda, todo o terror que ainda podemos nos tornar.

10/10


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