Aviso: Crítica sem spoilers!
Novo filme da diretora Chloé Zhao reimagina a tragédia e luto de William Shakespeare
Chloé Zhao atualmente é uma das diretoras em destaque em Hollywood. Fazendo desde filmes de baixo orçamento como Nomadland, até longas da Marvel como Eternos. Por sua versatilidade, qualquer projeto a qual esteja envolvida ganha certa relevância, e com Hamnet: A Vida Antes de Hamlet não foi diferente, trazendo o que considero o melhor filme de sua filmografia.
A história é dividida entre fatos reais que aconteceram com o dramaturgo e fatos inventados para preencher certas lacunas não descobertas sobre a história da família Shakespeare. O longa acompanha a história de amor entre Agnes (Jessie Buckley) e Will (Paul Mescal), que superam desavenças entre suas famílias e conseguem ficar juntos. Dessa união, Hamnet, o filho do casal nasce, mas após uma tragédia acontecer, o luto parece ser a inspiração para uma das maiores obras da literatura: Hamlet.
O longa não tenta ser uma biografia de William Shakespeare, tanto que o seu nome completo só é dito no terceiro ato do filme. O longa foca nos sentimentos dos personagens em relação a luto, amor, superação e união.

O roteiro sabe muito bem conduzir uma história forte e emocionante, ao mesmo tempo que ela consegue ser sutil e intimista. Não espere grandes reviravoltas ou algo assim, mas um longa que sabe muito bem mexer com as emoções do espectador.
Jessie Buckley entrega uma atuação que eu não via a muito tempo, uma atuação potente e visceral, conseguindo transmitir a dor e o luto da personagem de forma magistral. Paul Mescal entrega uma performance excepcional, carregada de sutilezas, os dois juntos com certeza formam um casal que será lembrado por muito tempo.
Não posso deixar de elogiar as crianças que fazem os filhos do casal Shakespeare. Principalmente Jacobi Jupe que faz o personagem que dá o nome do filme, e que com certeza vai fazer você chorar enquanto estiver assistindo.
Veredito
Hamnet com certeza é um dos filmes que mais me tocou nos últimos tempos, belas atuações, uma direção maestral de Chloé Zhao e uma história tocante, intimista e avassaladora, uma obra digna do maior dramaturgo de todos os tempos.
8/10
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