Aviso: Crítica sem spoilers!
Feito exclusivamente para os que vivenciaram as loucuras da pandemia no Brasil!
Guto Parente foi o diretor responsável por Estranho Caminho, um filme emblemático que traz inúmeras reflexões sobre o período que vivenciamos em 2020, além de ser premiado nacional e internacionalmente.
A história começa quando o jovem David (Lucas Limeira) volta para o Brasil para a estreia de seu longa nos cinemas. Indo à cidade onde morava, em Fortaleza, sua mãe acaba sugerindo que ele encontre seu pai.
Conforme ele esperava no Hotel a chegada do evento, há o início pandêmico no Brasil onde todos os hotéis, voos e cinemas são fechados ou cancelados.
Ele se vê na obrigação de voltar a frequentar a casa de seu pai, mesmo fazendo mais de uma década sem contato.

Conforme ele passa os dias, começa a achar estranho o comportamento de Geraldo (Carlos Francisco) e começa a questionar o que está de errado com o seu pai.
O que ele (e ninguém) não esperava, é que talvez o que ele esteja vivendo, não seja nada além da sua imaginação.
O filme estreia no dia 1º de agosto nos cinemas brasileiros, com distribuição da Embaúba Filmes.
Veredito
Todo o mistério e toda a simbologia por trás dos personagens, mostram o reflexo de como foi a pandemia no país. Há cenas em que o diretor deixa decifrável sua opinião sobre as ações tomadas na época com o reflexo de pichações, tratamento com o público, afeto e o descuido com a segurança pública. Além do óbvio, ele ainda incrementa a obra com o lado familiar. A perca e a dor mostram nitidamente como foi o Brasil em 2020 e 2021. Para aqueles que não viram, desejo que apreciem essa obra nacional como uma representação fiel da nossa realidade.
8/10
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