Aviso: Crítica sem spoilers!
Novo filme de terror japonês explora o luto, a solidão e a obsessão com grande suspense sobrenatural
Dirigido por Shinobu Yaguchi, Dollhouse – A Boneca Da Casa conta a história do casal Yoshie (Masami Nagasawa) e Tadahiko (Kôji Seto), que enfrentam o luto após um acidente que leva a morte de sua filha Mei. Devastada pelo ocorrido, Yoshie é consolada e começa a viver melhor após encontrar uma boneca que se parecia com sua filha. Anos depois nasce Mai, a nova filha do casal que acaba despertando o mal na antiga boneca.
O longa traz uma mistura de gêneros que são, na maioria das vezes, bem executados e apresentados, se desenvolvendo através do suspense psicológico, do drama e do terror. A maneira que temas sensíveis são abordados, como o luto por exemplo, é compreensível e traz muito realismo à trama, o que é essencial para atmosfera que o filme quer criar.
Com esses artifícios em mente, o diretor conseguiu mostrar o que queria com uma excelente fotografia, trilha sonora agoniante e cenas de terror assustadoras. É uma obra surpreendentemente aterrorizante que carrega elementos simbólicos culturais interessantes e que fazem sentido com aquilo que é mostrado na história.
Apesar de uma ótima direção, o roteiro é carregado de clichês de filmes de bonecas amaldiçoadas. Durante o segundo e terceiro ato, não há quase nada de novo e que chame a atenção. Aquele desejo de ser cada vez mais misterioso e tentar trazer mais suspense, acaba trazendo muitos momentos que exigem explicações, que são dadas, mas não levam a lugar nenhum.
É claro que diálogos surpreendentes e que “enganam” o público podem ser muito interessantes e podem ajudar a acrescentar ainda mais ao filme, mas a maneira que Dollhouse trabalhou com isso, tornou a experiência um pouco cansativa e sem sentido.
Veredito
Dollhouse – A Boneca da Casa vai agradar todos os fãs do J-Horror. Suas referências a filmes como Ringu e Annabelle são muito presentes e seus momentos de terror são memoráveis. Infelizmente, o roteiro nos dois últimos atos é inconsistente e confuso, fazendo o filme se perder em uma trama sem importância. Mas vale a pena conferir e conhecer a maneira que o Japão trabalha com o terror.
6,5/10
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