Aviso: Crítica sem spoilers!


Romance lançado em 2022, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (26)


Em tempos onde as conexões parecem cada vez mais imediatas, o cinema ainda encontra formas de provar que o tempo não é uma barreira para o sentimento. Isso é o que define Ditto: Conexões do Amor. O trailer revelado pela SATO Company traz uma das melhores produções da diretora Seo Eun-young e consegue deixar nítido em apenas algumas horas, o quão atemporal e influente o amor pode ser.

Kim Eun-seong (Bae In-hyuk) é um jovem estudante de engenharia que espera ansiosamente para ser veterano. Ele se voluntaria para receber uma caloura do curso e lhe apresentar o campus.

A jovem que marca o encontro é Sea Han-sol (Kim Hye Yoon), que de cara já desperta um sentimento em Kim. Quando a jovem mostra interesse por uma sala de equipamentos, avista um rádio amador antigo. Kim percebe e logo pega emprestado o de seu colega de faculdade, para poder impressioná-la.

Kim consegue se comunicar com uma garota, Kim Mu-nee (Cho Yi-hyun), que por coincidência, estuda na mesma universidade e se dispõe a ajudá-lo a mexer no equipamento, lhe dando um manual de instruções.

O único porém dessa história, é que Kim Eun-seong está vivendo na década de 90 e Kim Mu-nee está em 2022. Separados pelo tempo e por suas diferenças, os dois acabam percebendo que todo esse contato foi destinado para que suas histórias mudem por completo.

A direção de Seo Eun-young aposta em um ritmo contemplativo, permitindo que os sentimentos se desenvolvam de maneira gradual. Há uma clara intenção de valorizar os silêncios e os pequenos gestos, criando uma atmosfera intimista que aproxima o espectador das experiências dos personagens.

No entanto, é justamente essa abordagem que pode se tornar um obstáculo. Em determinados momentos, o ritmo desacelerado compromete o impacto dramático, fazendo com que a narrativa perca parte de sua intensidade. Ainda assim, o filme encontra equilíbrio ao investir em sua proposta emocional, sustentada por atuações contidas e sinceras.

Um filme que consegue nos cativar com a narrativa de nossas escolhas e suas consequências, Seo Eun-young não poupa criatividade para exaltar como o amor pode se transformar na ferramenta mais complexa e bonita de ser vivenciada.


Veredito

É um daqueles filmes que não pode passar batido. Diversas lições são passadas durante as horas da obra, mas duas são importantes de ressaltar: a maneira como os jovens são forçados a descobrir suas vocações de forma tardia e como isso os prejudica; e também como o amor pode tornar o cenário mais leve e descontraído, mesmo com tamanha dificuldade de mantê-lo.

9/10


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