Aviso: Crítica sem spoilers!
Série coloca DC Studios em uma excelente posição
Quando foi anunciado, Comando das Criaturas não dividiu opiniões. Os fãs já acostumados com a abordagem de James Gunn vide O Esquadrão Suicida e Pacificador, se mantiveram esperançosos para mais um projeto bom. Dando início à DC Studios, a animação tem seu brilho e é um bom começo de universo.
Reunindo uma equipe de malucos e desajustados mais uma vez, só que agora com monstros, Gunn torna a DC a casa das possibilidades. Se por sua vez a editora tinha problemas de utilização de personagens mais secundários ou desconhecidos, agora isso já não é mais. Enquanto diversos estúdios e editoras “rebolam” para encontrar um bom foco e acertar nisso, a DC Studios mostra que sabe como produzir bons projetos com personagens e equipes desconhecidas. Ou, talvez, ainda melhor, Gunn sabe fazer muito isso.

Em mais uma oportunidade, o criador mexe em sua criatura, colocando à disposição suas ideias mirabolante em reviravoltas um tanto clichês e outras chocantes. Nos últimos anos, a DC lançou Batman: Cruzado Encapuzado e Minhas Aventuras com o Superman, duas excelentes produções dos dois maiores nomes dos quadrinhos. Agora, o lançamento é de Comando das Criaturas, rompendo com o clássico e tradicional e inovando cada vez mais, ainda, é claro, mantendo a tradição de seus personagens “gigantes” aparecerem.
Uma boa história e nada tão inovador como já fora visto em produções anteriores, Comando das Criaturas sabe como estruturar os episódios, mostrando a origem e dando continuidade no presente. Diferentemente de Arrow, que usou de forma excessiva os flashbacks para explicar alguma subtrama e como ela estaria conectada à história principal, a animação não “pesca” tanto para inflar nas informações ao público. É tudo feito na medida certa.
Como dito no parágrafo anterior, a história é boa e inteligente. É, ainda, um “vamos ver no que vai dar a seguir”, já colocando o mundo sob a mira de Circe (Anya Chalotra), uma vilã megalomaníaca e que prepara terreno para a aparição da Mulher-Maravilha. Além disso, o público pode ver caras famosas, como Cara-de-Barro, Rupert Thorne, Batman, entre outros personagens que farão uma aparição muito maior assim que possível. Portanto, o seriado serviu para expandir ainda mais o DCU em um primeiro momento, fazendo jus ao que já tinha se imaginado “preparação para novas histórias”.
É de se esperar que toda produção de Gunn tenha sangue e matança. Aqui não é diferente de O Esquadrão Suicida, e não será diferente de projetos +16 ou +18 da DC. Chega a ser tudo dilacerante. Sangue na tela. Um mesmo molde de animação de Invencível, da Prime Video, um acerto tamanho que põe menos detalhes num segundo plano, mas coloca um pouco mais de capricho em sequências de primeiro plano.

Vozes diversas e conhecidas estão presentes no seriado, como Alan Tudyk, Sean Gunn, David Harbour, entre muitos outros nomes. São excelentes adições, que tornam o seriado cômico e trágico ao mesmo tempo, conseguindo explorar todos os personagens de forma mais concisa, que interessam, realmente ao espectador de conhecê-los.
O maior trunfo de Comando das Criaturas são seus personagens e como a boa dinâmica se mantém ao longo dos episódios. Mesmo que nem todos sejam constantes em qualidade, cada um deles destaca a boa interpretação do criador para com os protagonistas, que “bailam” ao som de uma trilha sonora colombiana com clima soturno e contemporâneo.
Veredito
Comando das Criaturas se tornou, em poucos episódios, uma das melhores séries animadas da DC nos últimos anos, com uma narrativa bem pensada e boas reviravoltas. É um bom começo para a DC Studios, que pode alcançar ainda mais novos ares.
8/10
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