Aviso: Crítica sem spoilers!


Primeiro filme solo de Sam Wilson é mais uma experiência medíocre da Marvel


No final de Vingadores: Ultimato, Sam Wilson recebe o escudo de Steve Rogers e é nomeado como o novo Capitão América. Uma mudança brusca a qual o público estava ansioso para ver, já que o herói estava no seu mais alto nível de popularidade. Depois de Falcão e o Soldado Invernal, Sam Wilson retorna finalmente como o novo Capitão América em seu filme solo.

O filme acompanha Sam Wilson como o novo Capitão América que se vê no meio de um incidente internacional após se encontrar com o presidente dos Estados Unidos Thaddeus Ross e descobrir uma conspiração global capaz de mudar todo o mundo.

Se eu fosse apontar o principal problema de Capitão América: Admirável Mundo Novo seria a de que ele quer ser muitas continuações de filmes da Marvel ao mesmo tempo, não que o MCU não seja um grande aglomerado de produções sendo influenciadas uma pelas outras, mas com esse filme o obstáculo é bem maior.

O longa gasta muito tempo para contextualizar eventos anteriores, muitos dos quais sequer são conectados ao Sam Wilson, que deveria ser o protagonista. Com um direcionamento falho, ele cai de paraquedas em um enredo que não é sobre ele. Não que o personagem não tenha seu desenvolvimento feito durante o longa, mas ele nunca acaba sendo o centro das atenções.

O longa dá tempo suficiente a Anthony Mackie de se provar como o novo Capitão América, e ele faz isso de forma excelente, trazendo uma mistura de carisma e firmeza. Outro ponto positivo é a participação de Harisson Ford como Thaddeus Ross, que traz um personagem interessante e cheio de conflitos. Mackie e Ford trazem uma boa dinâmica, especialmente no final quando Ross se transforma no Hulk Vermelho.

As cenas de ação são o ponto alto do longa, que utiliza a já conhecida ação dos filmes anteriores, mas agora usa os elementos que Sam Wilson traz, principalmente em cenas de combate aéreo e no uso das asas nas cenas de pancadaria.

Mas os pontos positivos param por aí, o roteiro que é escrito por nada menos que cinco roteiristas atrapalha todo o resto do filme, trazendo soluções previsíveis, diálogos extremamente expositivos e uma trama de espionagem que é horrível.

O filme tenta se conectar com outros filmes da Marvel como Eternos e O Incrível Hulk e isso só atrapalha ainda mais o roteiro, que se perde em um trama rasa, falha e sem nenhum tipo de desenvolvimento.

Um adendo ao péssimo uso de Giancarlo Esposito que tem simplesmente apenas cinco minutos de tela, e a péssima cena pós-crédito, que simplesmente não serve para nada.


Veredito

Capitão América: Admirável Mundo Novo tenta ser tudo, menos um filme do próprio personagem. Mesmo com boas cenas de ação e uma ótima adição de Harisson Ford a esse universo, o filme é um misto de escolhas e ideias ruins.

5/10


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