Aviso: Crítica sem spoilers!
Série é um das melhores produções de guerra da história
A série Band of Brothers é uma daquelas produções difíceis de fazer, muito pelo fato da historicidade, custo de produção e locações reais, que precisam ser semelhantes ao campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. O seriado de 10 episódios coloca para discussão a união entre soldados e oficiais, e destaca a importância da Companhia Easy durante a segunda guerra.
Para muitos, o seriado é o melhor do gênero guerra de todos os tempos. Essas pessoas não estão erradas. É, de fato, o melhor por elevar o escopo para algo, que na época, não existia na TV. A produção, do início dos anos 2000, não parece datada, nem fora de lógica ao mostrar os horrores da Alemanha Nazista e o pavor do Dia D nas praias da Normandia.
Em Band of Brothers, a Companhia Easy, dentre todas as outras companhias do setor de paraquedistas do Exército dos Estados Unidos, era a mais difícil de lidar. Apesar do comportamento dos soldados, eles precisam se unir para sair com vida dos campos de batalha na França, Bélgica e Alemanha. Para isso, eles têm a liderança do Major Winters (Damian Lewis), que eleva o moral de seus companheiros e não arrisca a vida dos colegas sem que a estratégia seja montada.
São centenas de produções sobre as duas guerras mundiais até os dias atuais, mas poucas, realmente, conseguiram destacar o horror de lutar em uma guerra como Band of Brothers. Steven Spielberg, diretor de O Resgate do Soldado Ryan, se uniu a Tom Hanks, protagonista do filme, e produziu a série. Claro que, apesar de ser muito creditado, não somente ele tem o crédito para si, mas, sim, o roteirista Stephen Ambrose, que amarra uma história única ao longo da primeira e única temporada. Inspirado a partir do livro de mesmo nome, soldados reais são destacados na literatura e na série, com o projeto sempre mostrando o hiper-realismo e mantendo, muitas vezes, uma precisão histórica com elementos ficcionais.

Os cenários devastados são o brilho do projeto, que possui mais momentos dramáticos do que somente ação. Em qualquer obra de guerra, o drama é importante, para que destaque a humanidade dos personagens. Band of Brothers sabe como fazer isso da melhor forma. Quase nenhum projeto capturou as diversas experiências de soldados comuns, desde o pavor das bombas e tiros na praia e na floresta nevada, até a alegria de uma missão bem-sucedida. A série ainda consegue evitar os clichês do cinema, para uma produção de 10 horas, que não se alonga para histórias além do preciso.
Um dos grandes trunfos da série está no bom elenco. São atores que entenderam o que cada personagem, que realmente lutou na guerra, passaram enquanto lutavam na Europa. O texto de cada um é bom. É humano. Não há subtramas desnecessárias, que são colocadas em tela para preencher um espaço e o tempo decorrido; muito diferente disso, há emoções e sentimentos que são transmitidos aos espectadores.
Com alto custo de produção, os visuais são bons e as cenas de ação são excelentemente coreografadas, assim confirmando a qualidade da série. Band of Brothers vai além da história real em certos momentos. Precisa mostrar o quanto uma guerra, independente do lado que o soldado for, não deve ser feita. É apenas para vaidade de líderes e déspotas que deixam a ambição cegá-los, por uma ideologia falha e, muitas vezes, cruel.
Veredito
Band of Brothers é a melhor série de guerra já criada e uma das melhores produções do gênero. Com elementos reais a partir de um script inspirado por um livro, o seriado elevou para a época a qualidade de produções na TV, tornando-se precursor de projetos ainda mais grandiosos.
10/10
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