Aviso: Crítica sem spoilers!


Filme une Robert De Niro e Al Pacino


Quando um filme é estrelado pelas lendas da atuação Al Pacino e Robert De Niro, é impossível não criar grandes expectativas. E quem não teria, não é mesmo? Esse é o caso de As Duas Faces da Lei.

As Duas Faces da Lei segue dois veteranos detetives de Nova York, Turk (Robert De Niro) e Rooster (Al Pacino), que estão investigando uma série de assassinatos de criminosos que escaparam da justiça.

À medida que as pistas se acumulam, a trama começa a sugerir que um dos dois pode estar envolvido nos crimes, o que gera desconfianças e reviravoltas até o surpreendente clímax.

De Niro e Pacino são parceiros em "As Duas Faces da Lei"

O filme em si não é ruim — afinal, com Pacino e De Niro, é difícil que seja —, mas o roteiro se perde em sua falta de linearidade e acaba prejudicando a experiência. A trama tenta construir um suspense psicológico, mas o excesso de reviravoltas e a maneira como a narrativa é fragmentada deixam o filme confuso.

Em vez de aumentar o mistério, essas escolhas acabam criando uma sensação de desorientação, dificultando a compreensão clara dos eventos e das motivações dos personagens.

A intenção das reviravoltas parece genuína, mas algo se perde no meio do caminho, e o filme acaba não atingindo seu potencial.


Veredito

Posso afirmar com clareza que As Duas Faces da Lei não é um filme ruim, mas está longe de ser digno do calibre desses dois mestres da atuação. Ainda assim, se você é fã dessas lendas e tem o privilégio de vê-los juntos, não deixe de aproveitar a oportunidade.

7/10


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