Aviso: Crítica sem spoilers!
Releitura do clássico do terror apresenta uma história de romance disfuncional
Um dos maiores ícones da cultura pop, Frankenstein já ganhou diversas versões entre cinema e TV, mas a sua companheira sempre ficou de certa maneira escanteada. Isso muda com A Noiva!, nova releitura do clássico de Mary Shelley, que traz uma visão inédita sobre esse casal totalmente disfuncional.
O longa se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua trágica morte é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede por uma companhia para a Dr. Euphronius. Os dois, então, trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, a jovem descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver num romance selvagem e explosivo.
O roteiro de Maggie Gyllenhaal é afiado, e sabe muito bem conduzir a história de amor e loucura a qual os protagonistas passam. Mesmo que exista certos furos, o filme se mantém até o seu último momento. Não espere a mesma história intimista que existe em Frankenstein (2025) de Guillermo Del Toro, A Noiva é mais puxado para a comédia e com algumas pitadas de drama.

A dupla de protagonista brilha em cena e entregam uma química interessante para os personagens. Jessie Buckley entrega mais uma ótima performance e se consagra como uma das maiores atrizes da geração (e provavelmente a futura ganhadora do Oscar). Christian Bale também brilha em seu papel como o monstro de Frankenstein, trazendo as dores e traumas de um personagem quebrado.
O resto do elenco também manda bem, com destaque para Penélope Cruz. A fotografia do filme é belíssima, trazendo todo o charme dos anos 30 para a tela, seja nos cenários, figurinos ou maquiagem, e com certeza, o longa-metragem vai estar no Oscar do próximo ano nas categorias técnicas.
Veredito
A Noiva! traz uma experiência divertida e bem feita, com boas atuações e um ótimo resgate dos Estados Unidos do passado. Mesmo tendo alguns furos e clichês em seu roteiro, isso não impacta o que pode ser um dos melhores filmes do ano até agora.
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