Aviso: Crítica sem spoilers!


Filme perfeito para quem ama a arte de Pierre Bonnard e a vida misteriosa de Marthe!


Dirigido pelo ilustre Martin Provost, diretor que já possui em seu currículo uma vasta diversidade de filmes biográficos, o drama A Musa de Bonnard conta a história do pintor Pierre Bonnard e sua esposa, Marthe de Meligny.

Conhecido por ser um artista que retrata o mundo feliz da época, essa trama tenta contar o que realmente acontecia em sua vida nos bastidores e quem era o motivo dele não desistir.

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Interpretado pelo cineasta francês Vincent Macaigne, Pierre era conhecido pelo seu enorme talento artístico dentro do movimento pós impressionista do século XIX.

Em meio a tantas modelos que posavam para ele em seus quadros, a Marie Boursin, conhecida por Marthe e interpretada pela Cécile de France foi a que mais mexeu com sua perspectiva.

Desde o início, eles conseguem transpor a conexão amorosa e Pierre transpassa sua admiração pela Marthe em seus quadros.

Foi posto que há mais de 1.800 quadros do artista, sendo que quase metade deles são sobre a Marthe.

Eles vivenciaram também, diversos conflitos como a aceitação em não ter uma família, casos que Pierre possuía em outros locais e uma depressão que levou Marthe a descobrir o seu próprio lado artístico.

O diretor mostra abertamente o lado seco, real e simples da vida a dois que eles tinham. Fazendo entender o porquê de suas telas serem magníficas como são.


Veredito

A excelente atuação de Vicent faz pensarmos como funciona o raciocínio de quem é exuberante na arte. Cada pensamento e cada sentimento que é posto nas telas, demonstram o amor e afeto que havia pela Marthe e que sem ela talvez ele não fosse este artista.

Cécile dá um espetáculo quando consegue interpretar as diversas etapas da vida de Marthe e como ela muda ao longo do tempo. Uma menina despreocupada, aventureira, para uma mulher realista e dura com suas opiniões.

Um filme que deve ser visto e apreciado não só para quem ama a arte, mas para quem tenta entender donde há tanto amor por uma pessoa, para fazer com que cada ação dela pela casa seja digna de se tornar uma obra em si.

9/10


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