Aviso: Crítica sem spoilers!
Longa é um emaranhado entre roteiro confuso e personagens desinteressantes
Considerada uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector possui vários clássicos na literatura brasileira, sendo o principal deles A Hora da Estrela, que ganhou um longa em 1985, que sinceramente, nem deveria ter existido.
No longa acompanhamos Macabéa (Marcélia Cartaxo) é uma imigrante nordestina, que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres.
Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico (José Dumont), um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante (Fernanda Montenegro).

O roteiro que é baseado no livro de Clarice é com certeza o ponto mais fraco, não por apenas não saber desenvolver a sua história e seus personagens, mas por também ser extremamente lento e nem um pouco cativante. Se por um lado A Hora da Estrela é um dos livros mais famosos de Clarice Lispector, vemos aqui um péssimo tipo de adaptação.
Os personagens são poucos inspirados, incluindo a protagonista Macabéa, que não cativa nem um pouco o espectador através de sua história. Um dos poucos pontos positivos no longa é a presença de Fernanda Montenegro, que mesmo com poucas cenas, nos entrega uma das únicas personagens cativantes do filme.
Filme assistido na Sessão Vitrine Petrobras
Veredito
A Hora da Estrela tem um roteiro muito mal desenvolvido, personagens desinteressantes e um ritmo horrível para uma história que tinha algum certo potencial, mesmo que tenha um ponto positivo, não vale a pena investir o seu tempo nessa obra.
2/10
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