Aviso: Crítica sem spoilers!
Proibido para conservadores, apreciado pela crítica nacional e polêmico de todos os possíveis jeitos
Alegria é a Prova dos Nove, dirigido por Helena Ignez, é um filme que se destaca pela sua abordagem ousada e experimental. Utilizando uma linguagem cinematográfica livre, Ignez nos transporta para um universo onde a narrativa tradicional é invertida em favor de uma expressão visual e emocional mais crua e direta.

A obra se desenrola com um ritmo complexo, cheio de simbolismos e referências culturais, desafiando o espectador a interpretar cada cena com uma perspectiva aberta.
Contudo, essa mesma ousadia pode ser vista como uma faca de dois gumes. Para alguns espectadores, a falta de uma estrutura narrativa convencional e a densidade das metáforas podem tornar o filme difícil de acompanhar e, em última análise, pouco acessível.
Alegria é a Prova dos Nove exige um público disposto a se engajar ativamente com o material, refletindo sobre cada imagem e som apresentados.
O filme é distribuído pela Mercúrio Produções e estreia nesta quinta-feira em todo o Brasil.
Veredito
Ao descobrir que Ney Matogrosso estaria presente na obra, minhas expectativas foram altíssimas, mas quando assisti e li sobre a origem dos personagens e suas intenções, acabei reavaliando a obra. Acredito que até como outro críticos colocaram, para uma atriz de longa carreira (por mais dispersa que seja), o filme neste estilo de baixo orçamento é o que ela prefere atuar.
É um filme que para os que não possuem mente aberta para pelo menos tentar assistir, seria o cúmulo do protótipo do cinema brasileiro, mas é válido lembrar que este modelo não é feito somente aqui desta forma. Sem forma, digo que seria sem início, meio e fim.
Este é um filme que não recomendaria para quem está iniciando a trilha cinematográfica.
5/10
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