O Brasil pode levar ao menos uma estatueta pra casa
O filme Ainda Estou Aqui foi indicado em três categorias do Oscar neste ano: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. O longa-metragem é considerado o melhor lançamento nacional de 2024 e dos últimos anos.
Desde Central do Brasil, o país não figura com muita torcida a premiação máxima do cinema. Na época, em 1999, Fernanda Montenegro foi indicada para Melhor Atriz e perdeu. Central do Brasil foi para Melhor Filme Internacional e também perdeu. Mas, mesmo assim, Walter Salles fez história pela primeira vez ao trabalhar com a mãe. Agora, ele faz história ao trabalhar com a filha.
Diversos sites norte-americanos, revistas e jornais, como a NY Times, colocam Ainda Estou Aqui como vencedor de Melhor Filme Internacional na noite deste domingo (2). A obra nacional deve desbancar Emilia Pérez, da França, que nos últimos meses tem enfrentado críticas por parte dos fãs mais fervorosos.
O Deadline coloca Moore como vencedora, assim como a Variety. Mas o NY Times crava Fernanda Torres como vencedora. Outros sites importantes e críticos de cinema colocam uma disputa acirrada entre Moore e Madison. As chances de Torres são para uma “grande surpresa”.

Mas, quais as chances do Brasil no Oscar neste ano?
Não será nada fácil para Ainda Estou Aqui conseguir uma estatueta. A começar pela categoria da noite que o Brasil espera: Melhor Atriz. A imprensa americana coloca Fernanda Torres como segunda ou terceira via. As atrizes Demi Moore (A Substância) e Mikey Madison (Anora) estão sendo mais cotadas para a vitória.
Moore têm boas chances, pois venceu o Critics Choice Awards, SAG Awards e o Globo de Ouro. Fernanda também venceu no Globo de Ouro, um termômetro para o Oscar. Já Madison desbancou no BAFTA e Spirit Awards a atriz Demi Moore, enquanto Fernanda nem indicada estava nestas últimas premiações. A categoria fica em aberto para Moore ou Madison. Já Cynthia Erivo (Wicked) e Karla Sofia Gascón (Emilia Pérez) não terão chance alguma.
O Deadline coloca Moore como vencedora, assim como a Variety. Mas o NY Times crava Fernanda Torres como vencedora. Outros sites importantes e críticos de cinema colocam uma disputa acirrada entre Moore e Madison. As chances de Torres são para uma “grande surpresa”.

Mas e Melhor Filme?
Em Melhor Filme, a categoria principal, quem deverá definir isso é justamente a anterior, categoria de Melhor Direção. Sean Baker (Anora) será o vencedor, possivelmente, como apontam as predições e o site Critical Room, de Tubarão (SC), também afirma.
Ainda Estou Aqui disputa com outros nove, que são: Duna – Parte Dois, Conclave, Wicked, Emilia Pérez, O Brutalista, A Substância, Anora, Nickel Boys e Um Completo Desconhecido. Se Baker ganha para Melhor Direção, deve ver sua obra varrer a categoria de Melhor Filme.
Mas, as coisas nem sempre são favoráveis para Anora. O Deadline aponta que Conclave vence em Melhor Filme, enquanto a Variety aposta em Anora, assim como o Los Angeles Times. No entanto, poucos sites colocam O Brutalista como um possível “rompedor” desse favoritismo de Anora ou Conclave. Bom lembrar que Anora venceu o DGA e PGA Awards, enquanto Conclave levou o BAFTA. Já O Brutalista venceu de Melhor Filme Drama no Globo de Ouro.
Bom, o jogo fica bem aberto, e Anora, Conclave ou O Brutalista podem vencer na categoria, com Ainda Estou Aqui sendo uma quarta ou quinta opção.

Uma estatueta para casa
As chances do Brasil são excelentes em Melhor Filme Internacional, e isso é fácil de notar. Apesar da animação Flow (Letônia) ser ótima, o conjunto da obra de Ainda Estou Aqui e sua mensagem é melhor. E muito melhor que Emilia Pérez, que cospe na cara dos mexicanos sendo um filmes francês.
Segundo os sites, revistas e jornais pelo mundo, como a Variety, Hollywood Reporter, The Guardian, NY Times, e muitos outros, o Brasil leva o Oscar de Melhor Filme Internacional. Porém, o Deadline e o IndieWire não pensam assim, e argumentam que as vitórias de Emilia Pérez no Critics Choice Awards e BAFTA colocam o longa-metragem como favorito.
Mas, é bom lembrar que as polêmicas de Gascón sobre tweets racistas, homofóbicos, zombando do Oscar, comparando as críticas de Emilia Pérez com o Holocausto e colocando a equipe de Fernanda Torres e ela como “causadores das críticas negativas”, pode fazer com que o filme francês seja eternamente esquecido. A situação era boa para Emilia Pérez no começo do ano e da temporada de premiações, mas à medida que as descobertas foram feitas, a obra só perdeu credibilidade.
Com isso, Ainda Estou Aqui deve ser o provável vencedor de Melhor Filme Internacional, e essa pode ser a única estatueta do Brasil neste Oscar. A vitória no Goya (premiação da Espanha) ainda põe o projeto de Salles como um dos precursores do cinema nacional daqui em diante.
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