O resgate de um super-herói adormecido
Criado por Joe Shuster e Jerry Siegel, o Superman fez sua primeira aparição nos quadrinhos em Action Comics #1 lançada em 1938, essa primeira aparição já foi um grande sucesso, com 200 mil exemplares vendidos.
Logo em sua primeira aparição, acompanhamos o personagem impedindo a execução de uma inocente, ajudando uma mulher que sofria violência doméstica e salvando a vida de Lois Lane. Este foi o primeiro passo desse grande herói dos quadrinhos, considerado por muitos como o maior herói da história.
Não demorou muito para que o personagem ganhasse um filme, já que em 1978, Richard Donner (diretor), Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton (roteirista), John Williams (compositor), e claro, o eterno Christopher Reeve, trouxeram uma versão quase perfeita do personagem para as telonas, que trazia tudo que o personagem representava, como a gentileza com os mais necessitados, o desejo pela justiça e claro ser um símbolo de esperança. E é nisso que quero focar com esse artigo.

O Superman nunca foi o meu herói favorito, sempre preferi personagens mais “humanos” como Demolidor, Homem-Aranha e Batman. Nunca tive uma grande vontade de ler as histórias do personagem, tanto que devo ter lido um ou dois arcos completos do personagem. No entanto sempre reconheci a grandeza desse personagem e sempre tive uma curiosidade em conhecer mais sobre ele, principalmente agora com o novo filme que será lançado no ano que vem.
Claro que o Super possui grandes feitos em questão de força física na luta contra vilões e na liderança de outros heróis em momentos de crise no universo DC, mas na minha visão, não são esses pontos que o tornam esse personagem tão grandioso e icônico, mas sim a capacidade de ele levar esperança para todos aqueles que precisam.
Por muitos anos, isso foi a grande marca do personagem, de sempre ser um personagem que trazia essa esperança, mas infelizmente as diversas versões de “Superman’s malignos” tirou um pouco essa magia que o personagem original trazia.

As pessoas começaram a chamar o bom e velho Super de “bunda mole” e começaram a exaltar essas versões idiotas dos personagens, tanto que a DC inventou de trazer uma versão onde o Superman se tornava um verdadeiro ditador. Isso fez com que as pessoas de certo modo parassem de acreditar que ser uma boa pessoa valia a pena, mesmo que isso seja difícil, porque ser uma pessoa ruim é extremamente fácil.
E para piorar, Zack Snyder conseguiu transformar esse personagem numa grande caricatura, trazendo diálogos sem sentido e ações que não condizem com a história do Super, e isso infelizmente deu mais munição para os amantes do diretor que só sabe fazer cena slow motion.
Mas felizmente tivemos produções que tentaram resgatar essa versão boa do personagem, como “Superman & Lois” e “Minhas Aventuras Com o Superman”, e esperamos que James Gunn faça o mesmo em “Superman”.
Mesmo que o Superman seja um personagem estadunidense que defenda o tal sonho americano, eu acredito que ele traga esperança para todos que apenas precisem de um bom exemplo para continuarem lutando dia após dia para não cair e assim ajudar as pessoas ao seu redor.

O Superman poderia ser um tirano, mas ele escolheu ser bondoso, gentil e heroico, podemos fazer isso também, ajudando os mais necessitados, tratando todas as pessoas de maneira cordial e gentil, mantendo sempre o otimismo, independente da situação na qual estamos, precisamos ter esperança e tentar ser um símbolo de esperança para todos aqueles que precisam, sempre temos que tentar ser boas pessoas, e definitivamente esse é o maior superpoder do Superman, de ser uma boa pessoa.
“Todo o seu planeta foi destruído. Ele é o último de um holocausto. Ele cresceu na terra. Descobrindo lentamente o quão diferente ele era. Um estranho descobrindo a cada dia o quão estranho ele era. Ele tem o poder de destruir o mundo. E ele podia. Com um mindinho. Não é o mundo dele. Nós não somos o seu povo. Nós deveríamos ser formigas para ele. Imagine isso. Estar sempre do lado de fora. A dor que viria de estar sempre do lado de fora. E ainda assim, ele pegou essa dor e se tornou o símbolo da esperança.”
– Batman
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