O livro lançado em 1990 é uma reflexão sobre ganância e ciência
Jurassic Park marcou gerações, isso é inegável. O filme de Steven Spielberg lançado em 1994 revolucionou o cinema ao trazer gigantescas feras a vida em seus filmes, mostrando como seria se humanos e dinossauros vivessem na mesma época, e ainda bem que isso não aconteceu.
Mas o que muitos esquecem é o fato de que a obra de Spielberg ser baseada no livro de mesmo nome, escrito por Michael Crichton e publicado em 1990.
Mesmo que os nomes sejam iguais e que Michael Crichton tenha sido um dos roteiristas do filme, a obra original é muito diferente de sua adaptação, de certo modo o livro é um Techno-Thriller (Suspense Tecnológico) cheio de cenas violentas e sombrias envolvendo os dinossauros e o elenco de personagens.
Além da violência, outra diferença entre livro-filme são os personagens, especialmente John Hammond, que no longa-metragem de 94 é interpretado por Richard Attenborough, sendo mostrado como um empresário sonhador e de bom coração que ama seus netos e seu parque. Muito diferente do personagem mostrado no livro, que desde o princípio deixa claro que pretende arrecadar bilhões de dólares com o parque, sendo que até nos momentos em que tudo já havia dado errado ele continua insistindo com a ideia do parque e de como isso o deixaria ainda mais rico, pouco se importando com as mortes que ocorreram no local e também pelas diversas leis que ele quebrara ao abrir um parque num país sem a autorização do governo local.
Outra grande diferença do livro para o filme são os dinossauros e seus ataques violentos contra os humanos, além dos animais serem abordados como monstros criados em laboratórios, nas cenas em que eles atacam os personagens principais são repletas de violência e sangue, que vão desde barrigas sendo abertas com o personagem ainda vivo, desmembramentos, perseguições por puro sadismo.
No entanto, Jurassic Park consegue trazer uma grande reflexão sobre um assunto bastante polêmico, que é o limite da ciência, como todos sabemos grandes corporações estão por trás das últimas grandes descobertas no campo cientifico, e isso não e diferente no livro de Jurassic Park, onde no início trazem diversos exemplos de corporações farmacêuticas que testam seus medicamentos em populações de países de terceiro mundo.
E quando algo dá errado eles fogem do local e fica por isso mesmo, não é à toa que Hammond escolheu uma ilha na Costa Rica para montar seu parque de aberrações. E o grande criador, Dr. Wu, diversas vezes se pergunta se aquilo está certo, e ele sabe que não, porque aquelas criaturas não deveriam existir e precisavam ser extintas novamente, mas infelizmente ele já havia vendido sua ideia e alma para Hammond
Essas megas corporações que pensam apenas no dinheiro e não com o bem-estar da população, eles criam um medicamento para uma doença e vendem uma caixa por milhares de dólares, porque o lucro deve vir sempre em primeiro lugar, não importa a situação.
Hammond é um desses CEO que pensam apenas no dinheiro e não se importam como sua grande obra vai afetar o mundo, uma obra que basicamente revive criaturas que deveriam estar extintas, um poder que só a ciência é capaz de dar, mas quando cai em mãos erradas, bem, o pior acontece. É só ver a energia nuclear por exemplo, foi utilizada como uma bomba para a guerra, e já no universo fictício, em Jurassic World um dos personagens queria usar os raptores como soldados e enviá-los a guerra, tudo (ou a maioria) das coisas que a ciência acaba criando é utilizado para tirar a vida de outras pessoas, e bem, seria um desperdício não utilizar dinossauros para isso.
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