Diretor foi dispensado da Netflix e teve projetos cancelados
Criticado por muitos e amado por outros, Zack Snyder é como todo diretor de cinema do gênero de heróis: quer elevar a fantasia e o realismo, em prol de agradar uma base de fãs que mais conhece os personagens através de quadrinhos ou outras mídias.
Recentemente, o diretor teve todos os seus projetos cancelados pela Netflix, o que demonstra apenas que a parceria acabou. Além disso, os fracassos com a tentativa de criar uma saga com Rebel Moon, provou que Snyder não está pronto para assumir uma franquia a longo prazo.
Muitos querem seu retorno aos filmes de quadrinhos, especialmente que James Gunn, chefe da DC Studios, possa dar uma chance ao diretor. Afinal, Zack Snyder tem espaço na DC Studios?

Bons filmes, mas…
Snyder possui bons filmes, sim, e isso é inegável. Madrugada dos Mortos (2004), 300 (2006) e Watchmen: O Filme (2009) são produções muito bem dirigidas. Embora com mudanças a partir da inspiração dos quadrinhos nos dois últimos, são projetos que agradam muito os fãs, tanto os que o amam quanto os que o odeiam.
Anos depois, ainda fez A Lenda dos Guardiões (2010) e os polêmicos O Homem de Aço (2013) e Batman vs Superman (2016). Os filmes que deram entrada ao antigo universo da DC nos cinemas, não agradaram muito com o passar do tempo. Embora O Homem de Aço tenha bons momentos, o trabalho com o personagem não foi tão bom quanto todos pensavam.
Claro, foi muito melhor que no filme seguinte. Querendo ou não, em O Homem de Aço, Christopher Nolan teve um “dedo” na personalidade do Superman. Também era contra a ideia de matar o General Zod, vilão da obra. Realmente, era coerente, mas Snyder e o roteirista David Goyer queriam que o Escoteiro matasse Zod para dar realismo a obra.
Já em Batman vs Superman, o que acabou fazendo muitos fãs odiarem o filme foi a prepotência de Bruce Wayne. Snyder não soube adaptar a obra dos quadrinhos de Frank Miller, o que desagradou boa parte do público. Além disso, o fator de não saber trabalhar com os vilões e o próprio Homem de Aço foi o estopim das críticas mais fervorosas.
Pouco tempo depois, trabalhou em Liga da Justiça, mas o falecimento de sua filha o afastou do projeto. O filme saiu com a direção do péssimo Joss Whedon, desagradando ainda mais os fãs, que agora acharam um culpado e não era Snyder.
Somente em 2021, Snyder viu sua versão de Liga da Justiça ser lançada. Não é ruim. Longe disso. É muito melhor do que o filme de 2017, melhor que Batman vs Superman e dá de equiparar a O Homem de Aço. O único problema: é longo demais. Uma duração de 4 horas, focando muito mais no Ciborgue (Ray Fisher) do que no retorno do Superman (Henry Cavill). Apesar disso, o filme foi bem recepcionado por críticos e o público de modo geral.

A era na Netflix
Por pouco mais de três anos, Snyder trabalhou com a Netflix. Com quatro filmes no streaming, sendo três dirigidos por ele e uma ideia que partiu de sua mente. Praticamente, um longa-metragem pior que o outro. Nenhum deles fez sucesso, muito pelo contrário, foram completos fracassos.
Apesar de Army of the Dead ter sido um universo rico em possibilidades, alguns spin-offs foram cancelados. Para piorar, quando Rebel Moon saiu, o primeiro deles, as críticas não pegaram leve com o diretor. Quando o segundo saiu, nem mesmo seus fãs o apoiaram, com um projeto fracassado e que culminaria no fim da parceria entre o diretor e o streaming. Vários projetos foram cancelados pela Netflix, sem mais nem menos.

Snyder novamente na DC pode acontecer?
Mesmo que flerte direto com seus filmes antigos do DCEU, Snyder parece longe da DC Studios, mas também parece respeitar muito Gunn e seus comandados. Mesmo que seja um cineasta de altos e baixos, Snyder tem, sim, espaço na DC Studios, mas não está nem perto dele dirigir algum projeto da editora.
O diretor tem uma visão nua e crua dos personagens. Um projeto voltado ao terror não deve acontecer com ele no comando. Isso é impensável. Porém, há outros que, caso não ganhem um diretor, ele poderia comandar.
Um dos projetos que Snyder poderia comandar é The Authority. Ele parece entender que os heróis nem sempre são bonzinhos desde Watchmen. É um projeto que caberia no currículo do diretor, desde que ele tenha uma supervisão e um roteirista decente com ele, já que não é o forte do cineasta idealizar uma história.
O segundo projeto que seria interessante ter Snyder como diretor é a série Paradise Lost. É notável que ele entende o teor de violência que as amazonas podem promover, enquanto Patty Jenkins mantém um elemento mais fantasioso. Ter essa dupla no projeto é algo que James Gunn deveria pensar, e muito.
O terceiro projeto é o filme do Bane e Exterminador. Já que Snyder gosta de violência, não faltaria nesse longa-metragem escrito por Matthew Orton. A aparição do Exterminador de Joe Manganiello em Liga da Justiça deixou os fãs com um gostinho de “quero mais”. Trazer o ator para o papel mais uma vez e ter Snyder na cadeira de diretor, talvez pudesse ajudar até demais da DC Studios, unindo uma base de fãs para os novos projetos.
Espaço para Snyder na DC Studios tem e sobra. Basta o chefão do estúdio querer e o diretor seguir uma orientação, para que, seja qual projeto ele possa dirigir, ser um sucesso de crítica e bilheteria.
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