Crítica: Batman – Ataque ao Arkham (2014)

Aviso: Crítica sem spoilers!


O universo Arkham fora dos games.


Se as animações da DC Comics já são ótimas, pense em fazer uma animação no universo da melhor franquia de games de heróis. Esse é o caso de Batman: Ataque ao Arkham, que se passa no mesmo universo da franquia Arkham, e expande ainda mais sua mitologia. Mas, mesmo tendo Batman no título, o filme não é centrado especificamente nele, e sim, no Esquadrão Suicida, uma força-tarefa X comandada por Amanda Waller. E, mesmo depois de quase sete anos de lançamento, a animação apresentou a melhor versão do Esquadrão Suicida?

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A equipe, integrada por Pistoleiro, Arlequina, Capitão Bumerangue, Nevasca, Tubarão-Rei, Aranha Negra e o KGBesta, apresenta uma trama que parece ser simples, mas o plano é muito mais que isso. Waller está atrás do Charada, que roubou informações precisas sobre seus “podres”, mas é impedida de ver sua equipe matar o vilão, já que o Batman salvou o Charada da morte certeira e o jogou no Asilo Arkham. Com isso, Waller reativa uma força-tarefa, escalando novos membros, para recuperar os arquivos secretos da bengala do Charada no Arkham. Ela só não contava com um grande problema: o Batman.

Seguindo uma equipe, vemos aqui que cada personagem ganha seu tempo de tela e desenvolvimento, mas o foco, com certeza, foi para o Pistoleiro. Mesmo focando um pouco mais em um, os diretores Jay Oliva e Ethan Spaulding, conseguiram mostrar a importância de cada vilão presente, além de amarrar todo o universo do Batman dos jogos, com os acontecimentos se passando entre Arkham Origins e o Asylum. Em uma passagem do longa, deixa claro que já teve uma formação do Esquadrão Suicida antes, com o Exterminador na equipe, fazendo ponte com a cena pós-créditos de Arkham Origins.

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Na animação, Batman trabalha como um coadjuvante, sendo o principal inimigo da equipe, mas também, sendo o herói para frustrar os planos do Coringa. Nesse ínterim, o Coringa desempenha um papel de vilão por fora do arco da equipe de desajustados, ameaçando toda Gotham, e diversas questões que o envolviam, desenvolveram a subtrama com a Arlequina. Aliás, mesmo como coadjuvante, o Batman têm diversas cenas marcantes, assim como o Coringa.

A qualidade gráfica da animação é invejável, e conta com uma trilha sonora bem a cara do Esquadrão. Muitos fãs dos games já estão familiarizados com as vozes de Kevin Conroy (Batman) e Troy Baker (Coringa), que se empenharam em ter uma boa performance, assim como a atuação sólida do restante do elenco.

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Além da escolha do elenco ser um grande ponto positivo, outro ponto é como a produção conseguiu criar uma atmosfera no estilo dos games, utilizando visuais dos personagens semelhantes, mesmo cenário, o estilo de luta do Batman, e suas próprias escolhas e diálogos, que remetem bastante aos jogos. São detalhes técnicos precisos, para que deixem o espectador ainda mais imerso no universo dos jogos, e com certeza, deixando gostinho de “quero mais”, se fazendo presente na lista de melhores animações da DC.


Veredito

Batman: Ataque ao Arkham, em suma, é a melhor representação do Esquadrão Suicida em filmes até então. Aqui, o fã vê os acontecimentos através da perspectiva dos criminosos, que não poupam em deixar ninguém para trás, em um plano ousado. O longa animado usufrui de diversos momentos da franquia de jogos, para ainda mais expandir o universo Arkham, e, com certeza, é uma das melhores animações do Batman já feitas.

9/10.


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6 comentários em “Crítica: Batman – Ataque ao Arkham (2014)”

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