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Semana Heroica #8 | Crítica: Homem-Aranha 2 (2004)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Homem-Aranha 2 mostra o herói dividido entre seu sonho e sua responsabilidade.


Não é mistério para ninguém que Homem-Aranha 2 é uma das melhores adaptações de quadrinhos que já foram feitas para o cinema, e que também, consagrou o ator Tobey Maguire e o próprio diretor Sam Raimi. com ambos mostrando sua visão do Cabeça de Teia para o cinema. Não é fácil falar sobre um filme como este, já que ele é tão especial, não só garantindo uma grande legião de fãs, mas porque é um dos mais lembrados com carinho pelo público que cresceu vendo o super-herói de Maguire.

Seguindo o sucesso do primeiro filme, ainda lançado em 2002 e usufruindo da mesma fórmula, alterando poucas coisas, a sequência mostra Peter Parker mais maduro como pessoa e herói, morando sozinho e lidando com aluguéis, trabalhando para tentar se sustentar e estudando para garantir seu futuro. Todo este conjunto está bem empregado no longa e mostra a vida dupla que o garoto leva. Salvar Nova Iorque por horas indeterminadas quando Homem-Aranha, estudar, trabalhar e ter motivos para se preocupar com sua tia May (Rosemary Harris) quando Peter – não podemos excluir seu amor por Mary Jane (Kirsten Dunst), a quem ele não consegue trazer para si e contar seu maior segredo.

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Uma vez dedicado aos estudos, Parker ainda é brilhantes, mas se torna relaxado, por conta de ser o Homem-Aranha. Toda essa dualidade é difícil para ele, não conseguindo equalizar tudo. Para piorar a situação, os constantes ataques do Clarim Diário contra o Homem-Aranha o deixam ainda mais pra baixo e nervoso, já que não reflete o que ele é e o que faz. Por outro lado, a situação financeira de sua tia não está nada bem, podendo perder a casa após não pagar a hipoteca ao banco. Além disso, ao descobrir que sua melhor amiga e paixão pode estar saindo com alguém, ele se sente frustrado, começando sua derrocada como herói. 

O pontapé inicial para que ele se sentisse ainda mais estressado e frustrado foi quando, Mary Jane o convida para assistir sua peça, e devido a uma fuga de bandidos e sua atuação como Aranha, ele se atrasa e é proibido de entrar. Mas a tristeza e decepção o toma quando ele vê sua melhor amiga estar nos braços de outro homem, que coincidentemente é filho de J.J Jameson (J.K Simmons), seu chefe no Clarim. Essa decepção despertada em Peter atinge seus poderes, o deixando sem eles e acreditando que sua carreira poderia ir caindo quanto à isso.

Após idas e vindas, sendo ignorado por MJ e tendo conhecido seu ídolo, Otto Octavius (Alfred Molina), que seria o tema de seu trabalho na faculdade acerca do projeto de energia renovável, ele é convidado a ver a experimentação que Otto faria no próximo dia, aberto ao público. E não poderia dar mais errado. O começo do teste foi bem sucedido, usando o trítio para seu projeto, que foi financiando por Harry Osborn (James Franco) e a Oscorp. Com um simples erro matemático, tudo veio por água abaixo, e quando o Homem-Aranha tenta intervir e salvar Otto, já era tarde após o choque que tomou, destruindo o chip inibidor, que lhe dava o total controle de seus tentáculos de metal. A partir de um incidente trágico, nasce o Doutor Octopus, um dos vilões mais marcantes do personagem nos quadrinhos.

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“O poder do sol na palma da minha mão

Corrompido por seus tentáculos e seu maior sonho, Otto invade o banco e tenta roubá-lo, mas não esperava que Peter estivesse lá, e em instantes, o Homem-Aranha surge para confrontar seu inimigo pela primeira vez. Ambos estavam se conhecendo, suas habilidades e estilo de luta, o que garantiu aos dois, maior poder para uma outra batalha. A repetição aqui é colocar novamente a doce Tia May em perigo nas mãos de um vilão. No primeiro filme, o Duende Verde (Willem Dafoe) fez isso. Mas não tira nenhum brilhantismo do filme e só acrescenta ainda mais o drama de Parker no filme.

Para decretar sua decepção, ao ter que ir trabalhar em um evento que reuniu John Jameson (Daniel Gillies), o namorado de MJ, a surpresa está por conta do anúncio de casamento entre os dois e seu melhor amigo, Harry, descontando sua raiva por Peter ser leal ao Homem-Aranha, de quem tira as fotos. A patrulha após o evento, em vez de servir para acalmá-lo, só serviu para deixá-lo ainda mais preso em seu medo e fazê-lo perder os poderes. Estaria em suas mãos decidir o que deve fazer. Sua consulta médica abriu novos olhares, e a ilusão com seu tio Ben (Cliff Robertson) deixou claramente que ele era só um garoto acadêmico, que desistiu de ser o Homem-Aranha para viver sua vida e seus sonhos. Essa cena em convencional, é uma das mais emocionantes e arrepiantes da história do Homem-Aranha nos cinemas, ainda fazendo uma clara referência a HQ Homem-Aranha: Nunca Mais!

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Melhorando seu relacionamento com Mary Jane e com sua tia, além de sempre estar chegando na hora nas aulas da faculdade, Peter era uma nova pessoa, totalmente diferente do velho Peter. Até mesmo conseguiu assistir a peça de sua amiga, mas não foi o suficiente para que ela mudasse de ideia sobre o casamento. Toda esta melhora resultou em uma grande confiança, mas ainda assim, ele tentava se desviar de crimes recorrentes, até que não conseguiu em uma das partes do filme, e como Peter Parker, salvou uma menina de um prédio em chamas. “Coragem”, foi a definição do bombeiro, que ainda contou que um homem morreu em outro andar. Naquele momento, Parker viu o quão era necessário ter o Homem-Aranha na cidade. Não só esse momento, mas a conversa com sua tia, que emociona, o convence ainda mais a voltar a ser o herói. Pequenas coisas o fizeram ganhar uma grande confiança.

Seu retorno e a volta dos poderes s deu quando sua amada entra em perigo, justamente nas mãos do Dr. Octopus, seu grande inimigo no longa. A raiva que tomou conta de Peter, ajudou-o a recuperar seus poderes e voltar como o Teioso. Totalmente, a sequência da luta sobre o trem, é a melhor já feita na trilogia, pois ambos os personagens se entregam, já que cada um conhecia suas habilidades. Toda essa batalha frenética, resultou em Peter parando o trem antes que chegue no fim da linha. É realmente incrível a entrega de Maguire nessa cena. Descrever a cena, é quase impossível, pois passa aos espectadores a importância do herói para os cidadãos de NY, que o ajudam e demonstram seu carinho, após ele esgotar todas as suas forças para salvar os passageiros, colocando em risco seu alter ego. O sacrifício foi reconhecido pelas pessoas, que o carregaram como um verdadeiro herói. E todo o conjunto anterior já mencionado para ganhar mais confiança, e a promessa dos passageiros de que não contariam a identidade à ninguém, faz o Homem-Aranha acreditar que as pessoas ainda são boas.

Vale lembrar que, quando os garotos entregam a máscara, a faixa de Danny Elfman, Farewell, do primeiro filme, começa a tocar, denotando a leveza e o sacrifício de um garoto para salvar centenas.

“Ele é só um garoto, da idade do meu filho”.

Envolvendo a trama de Otto e conectando com a subtrama do ódio do Harry pelo Aranha, que seria resolvida no próximo filme, o final do longa se aproximava, com uma grande reviravolta no terceiro ato, o qual seus melhores amigos descobrem sua identidade. A luta final também não deixou a desejar, e Peter revela a identidade também para seu vilão e ídolo, vendo que, mesmo corrompido pelos tentáculos, Otto ainda era uma boa pessoa no fundo. É isso que o Homem-Aranha tenta fazer; fazer com que as pessoas vejam o melhor de si.

Desistindo daquilo que Otto mais sonha, ele afunda sua máquina e salva a cidade. Por outro lado, Peter também desiste do que ele mais quer na vida, que é namorar a MJ, dizendo que ambos não poderiam ficar juntos, já que ele sabe que terão mais inimigos. Isso mudou totalmente a opinião dela na hora de se asar, deixando seu noivo esperando no altar e correndo para os braços daquele que a ama.

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Homem-Aranha 2 brilha em atuação e um roteiro bem construído, tornando o herói e seu vilão mais humanizados do que nunca, com os problemas da sociedade em si e de suas vidas em particular. Tobey Maguire e Alfred Molina entregam aqui, tudo de si, com uma atuação de grande nível de ambos os atores, dramatizando seus personagens ainda mais. Será difícil ver um futuro filme do herói onde o protagonista e o antagonista atuam no mesmo nível.

Não podemos esquecer da clássica trilha de Danny Elfman, sendo este sua última composição para o Homem-Aranha. Toda a leveza e o tom heroico, fazem o ambiente do filme, e que realmente combina com ele. Torna tudo mais épico, especial e memorável, como o web-swing no final, repetindo o final de Homem-Aranha 1.


Veredito

Realmente, não é fácil descrever uma das grandes obras-primas dos filmes de heróis, e há muita coisa ainda que poderia ser falada aqui, mas não foi, como a preparação de terreno para o novo filme, que teria seu melhor amigo como vilão. Mas, pode ficar para uma outra matéria ainda mais detalhada. 

Em suma, Homem-Aranha 2 acerta em tudo que há de bom na mitologia do herói, mostrando a essência do personagem, que inspirava outras pessoas e que também era um humano, assim como todos nós. Sam Raimi consegue usufruir de tudo que as HQs do personagem oferecem, indo do visual do herói aos problemas de um acadêmico. A estrela de Tobey Maguire brilha, assim como a de Alfred Molina, sendo um dos melhores trabalhos dos atores em toda sua carreira, se não for o melhor.

Não só aspectos na história ou elenco, mas o visual, a fotografia do filme e especialmente a trilha sonora, fazem com que a obra seja especial e gratificante, moldando toda a ambientação do filme e o tornando ainda mais inesquecível pelos fã; e que fazem de Homem-Aranha 2 uma real obra-prima a ser desfrutada por todos.

10/10.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Semana Heroica #6 | Homem-Aranha: Do Pior ao Melhor Filme

É corriqueiro ver discussões como: Quem é o melhor Homem-Aranha? Qual é o melhor filme do herói? O que é normal, pois o personagem passou por diferentes versões no cinema, que marcaram gerações distintas de fãs do Amigão da Vizinhança. Há quem prefira um ao outro, aliás é natural que um dos personagens mais populares dos quadrinhos gere discussões.

Dito isso, como fizemos com o Superman e com o Batman, resolvemos listar do pior ao melhor filme do maior herói da Marvel, o Homem-Aranha. Lembrando que contamos na lista apenas os filmes solo do herói, ou seja, não contamos as participações do personagem em Capitão América: Guerra Civil e nos dois últimos filmes dos Vingadores.

Confira abaixo:

8. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)




Após a recepção morna do primeiro filme, a segunda investida de Marc Webb com o personagem decide ir por caminhos bem diferentes de seu antecessor. Aqui, Webb opta por um melodrama bem piegas e um tom bem cartunesco – algumas sequências do longa chegam a lembrar um desenho animado.

Mas esse não é um cartunesco no bom sentido, os personagens são tão caricatos que chegam a soar o ridículo. Os vilões do Electro de Jamie Foxx e o Duende Verde de Dane DeHaan são os que mais sofrem com isso, sem nenhum carisma. Com um tom inconsistente e vilões fracos, este filme foi responsável por derrubar a promissora franquia de Andrew Garfield como o Cabeça de Teia.

7. Homem-Aranha 3 (2007)



A produção de Homem-Aranha 3 sofreu de um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad, os problemas de bastidores acabaram sendo refletidos na tela. A vontade de Raimi em contar com o vilão Abutre foi de encontro com o desejo de Arad em colocar o Venom para agradar o público de fãs do personagem. O resultado? A primeira aparição de Venom no cinema foi desastrosa, com uma subtrama completamente desleixada – aliás, subtramas mal desenvolvidas é o que não falta neste filme.

Nem tudo é de todo mal, no entanto, e existem coisas interessantes em Homem-Aranha 3. Como, por exemplo, o emocionante arco do Homem Areia de Thomas Haden Church, ou mesmo o marcante traje preto do Homem-Aranha. Contudo, são coisas que não conseguem salvar a bagunça de planejamento que foi o longa.

6. Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)


Longe de Casa conta com tudo que faz o MCU ser o sucesso que é: uma trama divertida, bom humor, personagens carismáticos e boas cenas de ação. É inegável que esse modelo da Marvel Studios é assertivo, tanto que o último filme do Aranha chegou a bater US$ 1 bilhão na bilheteria. Um grande sucesso.

No caso, Peter Parker embarca numa viagem pela Europa com seus amigos, contudo, surgem inimigos e contratempos que vão atrapalhar a viagem do herói – e fazer a diversão do espectador. Aqui, vemos também o quão a vontade está Tom Holland no papel do Amigão da Vizinhança, provando mais uma vez que a escolha pelo jovem ator para ser o intérprete do personagem foi a decisão ideal. O que pode pesar contra Longe de Casa é que, provavelmente, o longa seja um dos menos memoráveis do herói, pra não dizer esquecível.

5. O Espetacular Homem-Aranha (2012)


O desafio do reboot da franquia dirigido por Marc Webb era grande: suceder a trilogia de sucesso de Sam Raimi que marcou toda uma geração. A obra, claro, não supera os filmes de Tobey Maguire, mas conta com uma reimaginação do personagem e com grandes momentos. Vejo que, muitas vezes, o longa é criticado injustamente pelos fãs.

Aqui, Peter Parker é skatista, não é o nerd da turma e é cinéfilo – pode-se ver um pôster de Janela Indiscreta em seu quarto. As mudanças podem desagradar alguns, mas é algo novo, que difere o personagem da versão de Tobey Maguire. O longa conta com um inspirado visual sob a iluminada Nova York e conta com belas cenas de ação, como, por exemplo, a marcante cena em que o herói salva o garoto na ponte. Afora a inegável química entre Andrew Garfield e Emma Stone, formando um excelente par como Peter Parker e Gwen Stacy. Garfield, aliás, talvez não seja o melhor Homem-Aranha, mas é, com certeza, o melhor ator que interpretou o personagem.

4. Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)


Com a derrocada de O Espetacular Homem-Aranha 2 surgiu a oportunidade de um novo reboot do Aranha, agora pela parceria entre Sony e Marvel Studios, fazendo o personagem ser inserido no universo cinematográfico da Marvel, junto de Homem de Ferro e outros heróis da editora da Casa das Ideias.

O legal dessas obras é que cada versão é bem diferente uma da outra, e a versão de Tom Holland não foge disso. Agora, o herói se torna realmente o Amigão da Vizinhança, agindo no Queens e solucionando pequenos casos, apenas tentando crescer como herói e se tornar um Vingador. E como já dito antes, Tom Holland foi a escolha ideal para o papel do Cabeça de Teia. O jovem ator tem um grande carisma e atua de maneira divertida na dinâmica colegial imprimida pelo diretor Jon Watts. E essa dinâmica adolescente funciona tão bem que rola até referência ao clássico Curtindo a Vida Adoidado, do mestre John Hughes.


3. Homem-Aranha no Aranhaverso


Essa animação foi uma grande surpresa e fez tanto sucesso que venceu o Oscar de Melhor Animação de 2019. Fez tamanho sucesso que popularizou o personagem Miles Morales na cultura pop. O longa tem como seu protagonista o jovem Miles, que, ao ser picado por uma aranha radioativa e ganhar poderes, começa a andar com outras versões do personagem vindas de outras dimensões. Com uma ideia tão interessante, a obra abre margem para a interessante interação de Miles com personagens curiosos como o Homem-Aranha Noir de Nicolas Cage e até mesmo o Porco-Aranha.

Ver Miles interagindo com os outros e aprendendo o que é ser Homem-Aranha com o velho Peter Parker chega ser gratificante, ainda mais para o fã do Aranha. O longa mescla ainda o bom humor com um bom arco dramático de seu protagonista. Em suma, Homem-Aranha no Aranhaverso é um filme que entrega tudo que o fã do personagem anceia e merece ver.

2. Homem-Aranha (2002)


Ao contrário de O Espetacular Homem-Aranha 2, o tom cartunesco funciona muito bem aqui. É como se os quadrinhos de Stan Lee fossem transportados para a tela. Vale lembrar que a primeira investida do Homem-Aranha no cinema quase foi dirigida por James Cameron, e poderia contar com Leonardo Di Caprio para viver Peter Parker. Mas nada disso ocorreu, o escolhido para a direção foi Sam Raimi, antes o diretor da franquia Evil Dead, e para viver o herói o escolhido foi Tobey Maguire – escolhas certeiras.

Raimi comanda aqui uma aventura com momentos memoráveis e personagens marcantes. Rosemary Harris viveu a doce Tia May e JK Simmons deu vida ao rabugento J.J. Jamenson. Afora Willem Dafoe como Duende Verde, um dos vilões mais marcantes da franquia. Todas caracterizações perfeitas de acordo com a ideia de encenação cartunesca de Raimi. Essa foi a primeira vez que vimos o Aranha nas telonas, onde foi introduzido os personagens que tanto amamos e momentos que ficaram marcados no imaginário popular.

1. Homem-Aranha 2 (2004)


Não tinha como ser outro. Homem-Aranha 2 é, com certeza, uma das melhores adaptações de quadrinhos do cinema. Temos aqui um dilema que vemos raras vezes em obras do gênero: deixar de ser Homem-Aranha para poder viver uma vida normal como cidadão ou exercer sua responsabilidade de usar seus poderes para o bem comum? São coisas como esta que engrandecem a grande obra de Sam Raimi.

Este conflito permeia por todo o filme, fazendo o herói até perder seus poderes por um breve momento – sendo o resultado de sua alto insegurança. Ora, além desse conflito interno, Peter precisava conciliar sua vida no trabalho e na faculdade com sua vida amorosa com Mary Jane, e ainda cuidar de sua tia envelhecida. Tudo isso aproxima o personagem do espectador cidadão comum ao mesmo tempo que carrega a essência do herói, que é exatamente ser essa pessoa real com problemas comuns pra resolver. Fora tudo tocado com precisão pelas hábeis mãos de Sam Raimi.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

A quinta parte aconteceu no Instagram e você quem decide qual é o melhor filme do Homem-Aranha:

Confira a segunda parte da Semana Heroica, que aconteceu no CR Comics:

Tom Holland brasileiro? Cosplayer fala sobre o Homem-Aranha e seu trabalho [Exclusivo]

Em entrevista ao Critical Room, o cosplayer Lucas Cruz falou um pouco de sua trajetória e revela seu filme favorito.


Homem-Aranha é um dos principais heróis de quadrinhos da Marvel e da história. Muito amado por diversos fãs pelo mundo todo, o Cabeça de Teia teve vários atores no papel para o cinema e séries de TV. O último a vestir o manto, que ainda está atualmente no papel é o ator Tom Holland, um dos mais influenciados por cosplayers do mundo todo.

O Critical Room buscou um dos vários cosplays do Homem-Aranha, e entrevistou o cosplayer Lucas Cruz, que é a cara do Tom Holland! Ele recentemente teve seu perfil principal no Instagram bloqueado, mas criou um novo, e com a ajuda dos fãs alcançou a marca que detinha antes. Ele nos contou um pouco de como viralizou toda essa fama acerca de seu cosplay e aparência com o ator Tom Holland.

“Na primeira aparição de Tom Holland como Homem-Aranha no cinema, algumas pessoas começaram a comentar que eu era um pouco semelhante ao ator. Até então só uns comentários e outros. Mas quando saiu o primeiro filme solo do Homem-Aranha com o ator, foi muita gente comentando. Então uma amiga incentivou a criação de um Instagram. Comecei a postar fotos e cada vez mais surgiam comentários”, comentou. “Certo dia no Metrô de São Paulo, um homem chamado Elienton tirou uma foto escondido de mim e postou em um grupo de Facebook com a legenda de ‘Homem-Aranha Voltando para Casa’, onde tiveram mais de 10 mil compartilhamentos e virei um meme na internet [risos]. Depois disso comprei um traje simples da China e comecei a ir em cinemas e eventos Nerds. Fiz alguns ensaios fotográficos e hoje crio conteúdo na internet sendo cosplay do Homem-Aranha/Tom Holland”, finalizou.

Lucas comentou que sempre gostou muito do Homem-Aranha desde os filmes com o Tobey Maguire Andrew Garfield. “Sempre assisti os filmes do Tobey Maguire e Andrew Garfield. Até então não tinha o costume de ler quadrinhos, sempre gostei mais dos cinemas. Meu herói favorito desde o início do UCM sempre foi o Homem de Ferro, e foi assim até a aparição de Tom Holland nos filmes”. Ele ainda disse que além da “identificação da aparência, veio também a questão dele se apegar muito ao Tony Stark, o que me fez gostar mais ainda do personagem”.

Como muitos sabem, o Homem-Aranha é um herói adolescente tentando fazer a diferença, e sua essência aos cinemas vem tomando cada vez mais forma, se aproximando dos quadrinhos como o amigão da vizinhança.

“Acredito que o herói não pode perder sua essência de ajudar a vizinhança, trazer paz e combater o crime. Vimos sim uma versão bem jovem e ainda em transição da adolescência, preso ao Tony Stark como seu mentor. Mas, acredito que agora com a morte do Homem de Ferro, ele irá amadurecer muito, se fortalecer cada vez mais e provar o quanto consegue ser importante para todos”, falou o cosplayer.

Ao ser perguntado sobre o hate que o Homem-Aranha de Tom Holland sofre, ele diz que é “um pouco injusto a comparação, principalmente com o Tobey, pois são momentos diferentes”. Ele ainda se diz surpreso o quão presente o Homem-Aranha está na vida das pessoas, e ainda agradece ao criador Stan Lee por proporcionar um novo herói baseado em sua visão.

“Serei eternamente grato a Stan Lee por nos proporcionar essa alegria de nos identificar com um super herói tão humano e perto da nossa realidade.”

Versão de cinema e filme favorito

Lucas ainda se mantém fiel a versão que faz cosplay, dizendo ser seu ator favorito. “A versão nova do homem aranha me agrada muito mais, pelo fato de ser um personagem mais alegre, mas carismático e envolvido com os outros heróis do UCM”, disse Lucas ao Critical Room. Em contrapartida, seu filme favorito do Homem-Aranha é Homem-Aranha 2 com Tobey Maguire no papel: Por mais que eu goste muito do Tom Holland, o roteiro de Homem-Aranha 2  é muito bem trabalhado. Vemos muito a parte humana do Peter e ainda contamos com o melhor vilão já visto, Dr. Octopus.”

Quadrinhos?

Perguntado se era um leitor de quadrinhos frequente do Cabeça de Teia, ele foi sincero e disse que “nunca tive costume de ler HQs, pelo fato de gostar muito dos filmes”, porém ele confirma que começou a ler mais quadrinhos do herói da Marvel no início de 2020.

“Por enquanto li somente duas HQs, que são: “Homem-Aranha: História de Vida” de Zdasrky e  Bagley e “O Espetacular Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, de Straczynski e Romita Jr”, comentou.

O cosplayer ainda admite que está gostando muito de ler os quadrinhos do Aracnídeo e que se arrepende de não ter criado um hábito para leitura antes. “Me arrependo bastante de não ter criado o hábito de ler antes essas histórias. Mas de agora em diante vou ler várias pois é muito bom e da um conhecimento muito mais amplo do personagem”.

Contudo, o Homem-Aranha não pode perder a essência de sempre querer fazer mais pelo sua cidade e para o mundo, sempre mantendo o carisma gigante que vem dos quadrinhos de Stan Lee e outros vários autores. Por enquanto, um novo filme do Tom Holland como Homem-Aranha está apenas no papel, sem nenhum andamento na produção do filme, já que o ator está filmando Uncharted.


Confira também o perfil e seus trabalhos de cosplay:

Participantes da entrevista: Gabriel, Pablo e Paulo.

Homem-Aranha | J.K. Simmons conta sobre sua audição para dar vida a seu personagem

J.K. Simmons relembra o teste pouco ortodoxo que ele fez para interpretar J. Jonah Jameson nos filmes do Homem-Aranha de Sam Raimi.

No panteão dos filmes de super-heróis, poucos personagens são tão icônicos ou memoráveis como J.K. Simmons na pele de J. Jonah Jameson na trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi. Simmons conseguiu trazer à vida o editor-chefe do Clarim Diário, acrescentando humor e toda sua paixão à sua performance. No entanto, o processo de audição não foi tão simples para o ator.

Numa entrevista no canal PeopleTV, ele revelou que tinha que passar por um teste de tela clássico para conquistar os céticos executivos da Sony.

“Os produtores e o pessoal da Sony precisavam se convencer, porque obviamente havia muito mais atores de alto nível que eles tinham em mente que ajudariam nas bilheterias”, — disse Simmons“estressante.”

X-Men| A maneira perfeita para estrear no UCM

Para o teste de tela de Simmons, ele foi obrigado a ler a cena em que o Duende Verde atacou o Clarim Diário, interrogando Jameson sobre a identidade do fotógrafo que fazia as fotos do Homem-Aranha.

“Estava segurando as páginas do roteiro, lendo a cena na audição, mas ao mesmo tempo, tentando… fingir que estava sendo segurado pelo pescoço e engasgado”, explicou Simmons.

Simmons passou a interpretar Jameson em todos os três filmes do Homem-Aranha de Raimi e repetiria o papel na série animada de Ultimate Spider-Man. Depois de mais de uma década, ele voltou a interpretar Jameson, desta vez no UCM. Ele fez sua segunda estreia em uma cena pós-créditos de Homem-Aranha: Longe de Casa.

Fãs pedem que a Sony lance Homem-Aranha 4 através de campanha nas redes sociais.

No último dia 3, foi o aniversário de 18 anos do primeiro filme da trilogia Homem-Aranha, dirigida por Sam Raimi e no dia 4 foi o aniversário de 13 anos de seu encerramento, com Homem-Aranha 3, mas hoje, dia 6 de maio de 2020, os fãs dessa trilogia se reuniram em várias redes sociais para subir a hashtag “#WeWantSpiderMan4”.

A trilogia iria ganhar seu quarto filme em 2011, mas por conta da saída de Sam Raimi e Tobey Maguire (Por conta de desavenças na produção entre o diretor e estúdio) o projeto acabou sendo cancelado em 2010. E a certeza de que a trilogia não iria ganhar o quarto filme ocorreu quando The Amazing Spider-Man foi produzido e lançado em 2012, isso acabou com qualquer chance de Homem-Aranha 4 ser lançado.

Consegui entrevistar um dos vários participantes do movimento e fiz algumas perguntas. A primeira foi qual era a intenção deles com essa campanha.

“Bem, vejo que muita gente tem dúvidas a respeito disso, mas as nossas intenções envolve muito mais que um Homem-Aranha 4, sabe? Eu sei que é muito improvável de um quarto filme acontecer no momento, mas essa hashtag tem como intuito mostrar a nossa insatisfação com o rumo que os filmes atuais estão tomando, além disso, também a gente vê essa hashtag como uma oportunidade de por exemplo termos uma pequena aparição do Tobey em “Doutor Estranho 2″, já que o vários elementos do Multiverso vão estar presentes no filme e etca. Além de também ser dirigido pelo Sam Raimi (diretor da trilogia), mas assim… eu vejo isso também como uma homenagem a trilogia também, sabe? Pra que possamos demonstrar nosso carinho e mostrar que não esquecemos ela”.

Perguntei se eles tinham alguma esperança de que a Sony atenda aos fãs.

“Sim, eu tenho uma pequena esperança, eu sinto que a Sony sabe que todo mundo quer isso, e vai acabar vendo isso como uma oportunidade… a gente não quer necessariamente um quarto filme, se tiver uma aparição do Tobey, mesmo que o quão mínima ela for, ficaremos felizes.”

Para finalizar, perguntei se eles apoiavam a ideia de que Sam Raimi seja o diretor da nova trilogia do Homem-Aranha, com Tom Holland no papel principal.

“Claro que sim, eu acredito que ele podia salvar muita coisa dessa versão do Tom Holland… sabe? Apesar de ter coisas ali que já nasceram estragadas dentro do universo dele, acredito que dá pra ele trazer um filme decente do Homem-Aranha, sem dúvida alguma.”

A Sony pode acabar ignorando toda essa campanha, mesmo assim os fãs nunca deixaram de amar essa trilogia que entrou para a história dos filmes de heróis.

‘Homem-Aranha’ estreava hoje nos cinemas há 18 anos

Homem-Aranha dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire fazia sua estreia no dia 3 de Maio de 2002, ou seja, hoje fazem 18 anos desde sua estreia. O filme que conta a clássica história de Peter Parker se tornando o Homem-Aranha.

O filme de certa maneira possibilitou essa grande quantidade de filmes do gênero hoje em dia, já que quando estreou nas telonas, o longa foi um sucesso e se tornou um clássico do gênero de heróis.

Isso só foi possível graças ao enredo e as diversas cenas do filme que se tornaram clássicas, como o beijo na chuva e o Web-Swining no final do filme. Não podemos deixar de falar do antagonista protagonizado por Willem Dafoe que roubou a cena em diversas partes do filme, tanto como Norman Osborn ou Duende Verde.

Homem-Aranha já está marcado na história do cinema, como uma das melhores adaptações de quadrinhos já feita.

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Review da trilogia Homem-Aranha de Sam Raimi

Muitas vezes quando pensamos em Homem Aranha, nos vem a cabeça várias frases, HQs, animações ou filmes do herói. E quando falamos em filmes do Homem Aranha não podemos esquecer da trilogia que foi dirigida por Sam Raimi, e mesmo que você não goste, tem que admitir que pelo menos os dois primeiros filmes são clássicos, então sem mais delongas vamos para a review.

Mesmo com alguns erros, a trilogia de filmes do Homem Aranha dirigida por Sam Raimi é ótima. Isso se deve por diversos fatores, tais como a trilha sonora excepcional de Danny Elfman e Christopher Young, a essência dos personagens, o jeito como Nova York foi representada na trilogia e a fidelidade aos quadrinhos.

Quase todos os vilões da trilogia tinham um objetivo. No caso do Venom e Duende Verde, era o ódio pelo Homem Aranha, já o Octopus queria recriar a mesma máquina que quase o matou uma vez (o cara estava louco por conta dos tentáculos) e o Homem Areia que queria apenas ajudar a filha. Acredito eu que, Octopus e Homem Areia sejam os vilões mais “humanos” da trilogia, mesmo assim o Duende Verde e Venom também merecem reconhecimento.

Mesmo que muitas coisas tenham sido alteradas na trilogia, a obra consegue ser fiel às HQs do teioso, inclusive, ontem eu assisti um vídeo no qual os produtores, diretores e atores deram depoimentos sobre HA 2. Eles realmente sabiam o que estavam fazendo e fizeram de tudo para manter a essência dos personagens, inclusive ler a saga Homem Aranha: Nunca Mais, até mesmo tentar entender o porque Peter desistiu de ser o Homem Aranha.

Já a trilha sonora é algo que ninguém pode reclamar, porque a trilha, junto com a atuação dos atores é quase perfeita. Mas tem várias cenas que ficariam sem graça com a trilha sonora, por exemplo a cena final do primeiro e segundo filme, ou seja, a trilha sonora é algo muito importante para a trilogia.

Já os roteiros tem um final meio repetido, o vilão sequestra a MJ, o Aranha a salva e o vilão morre. Porém, mesmo com os finais “repetidos”, os roteiros da trilogia são muito bons, principalmente do primeiro e segundo filme. O primeiro filme ainda conta os primeiros passos de Peter até ele deixar de ser um garoto e assumir a responsabilidade de ser o Homem Aranha. Isso que é o mais interessante no primeiro filme, essa evolução do personagem durante o longa.

Já o segundo, mostra um Peter amadurecido, mas com os mesmos problemas, por exemplo, a falta de dinheiro, o relacionamento com MJ etc. Mas para piorar ele teve que lidar com a perda de poderes e que todos ainda o chamavam de ameaça, e com isso veio a vontade de desistir de ser o Homem Aranha, porque aquilo nunca trouxe nada de bom para ele.

Já o terceiro filme, mesmo com tantos defeitos, consegue trazer uma bela mensagem sobre perdão e que a vingança nunca nos leva a nada. Isso fica evidente no diálogo final entre Flint Marko e Peter e no leito de morte de Harry. Sempre me emociono nessas cenas. Mas também não podemos esquecer o símbolo de heroísmo que o Aranha representava para Nova York, ao mesmo tempo que eles odiavam ele, também o amavam e o ajudavam, como na cena da ponte em HA 1 e a cena do trem em HA 2.

Para finalizar, minha nota para a trilogia é 9/10, por conta dos acertos nos dois primeiros filmes e os erros no terceiro. Mas como minha opinião não é universal, basta você assistir os filmes e tirar suas próprias conclusões. E fechando com chave de ouro, a minha frase favorita da trilogia. “Essa é a minha dádiva e a minha maldição… Quem sou eu?
Eu sou o Homem Aranha!!!”