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Review: Stargirl (1×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Stargirl começa com tudo na DC!

A mais nova série do DC Universe, Stargirl, já virou um sucesso entre os grandes fãs de quadrinhos da DC Comics com apenas um episódio lançado. Após o crossover do Arrowverse, Crise nas Infinitas Terras, ficou estabelecido que Stargirl se passaria na Terra-2, e que faria parte do universo de Arrow.

Os primeiros 5 minutos do episódio ‘Piloto’ de Stargirl mostram a Sociedade da Justiça lutando contra os grandes vilões da Sociedade da Injustiça. O pouco que mostra dos heróis, foi o suficiente para saberem que o mundo ainda precisava deles. Os vilões, naquele dia de natal, conseguiram um grande feito, que foi derrotar toda o Sociedade da Justiça, e acabar com seu legado; ou quase isso. O único que sobrou foi Pat Dugan (Luke Wilson), que era o ajudante do Starman (Joel McHale).

Após a morte de todos da Sociedade da Justiça, e de seu companheiro, Pat guardou todas as lembranças, fotos, fichas criminais e o Cetro Cósmico do Starman, para que um dia ele fosse encontrado por alguém com honra de usá-lo.Justice_Society_of_AmericaUma das coisas que mais foi agradável nos primeiros 5 minutos, e também no decorrer do episódio, foi o CGI, que estava absurdamente incrível! Geoff Johns, co-criador da série, prometeu que teria um belo visual, e não mentiu. As chamas verdes, as investidas com o Cetro Cósmico e também do vilão Mago, são um show à parte.

Outro ponto positivo também é a audácia de finalmente trazerem um Solomon Grundy do jeito que ele é. Espero que seu visual seja mostrado em breve, pois parece estar sensacional, vendo que isso é uma produção para a TV.

Mas, voltando aos trilhos, Pat segue em frente e conhece Barbara Whitmore (Amy Smart). Ambos se relacionam e logo casam. Em um tempo, eles se mudam para Nebraska, e a filha de Barbara, Courtney (Brec Bassinger) não aprova muito a ideia, já que teria de deixar tudo para trás. A reluta grande não impediu de se mudarem e serem bem recebidos na nova cidade.

O foco passa a ser a família, que no entanto, têm muitas desavenças entre Pat Courtney. A falta de um pai para Courtney desde sua infância não a faz bem, e vendo que Pat tentava substituí-lo, ela tentou se afastar mais. Até descobrir o segredo escondido de Pat, que no passado era o F.A.I.X.A. MV5BNThlMDdmYWQtMWM5Zi00Zjg0LTlkOTUtNWIyN2MxNmIyMGRlXkEyXkFqcGdeQXVyNzE3ODQxNjU@._V1_
Courtney pega o cetro escondido e sai às ruas, tentando descobrir o que àquilo fazia. Sem querer, após se aventurar, ela chama a atenção indesejada do antigo líder da Sociedade da Injustiça, o Onda Mental (Christopher James Baker). O carro que ela explodiu era do próprio vilão. Uma coisa era certa, Courtney tinha o dom de carregar o Cetro Mágico.Mesmo com o aviso de Pat, Courtney sai para treinar e se depara com o Onda Mental. Ele estava disposto a matar Whitmore, para que não houvesse um novo herói que pudesse carregar o Cetro Mágico de Starman. Ao falhar em seu plano de assassinar a nova Sideral, o final fica em aberto com ele contra uma explosão, enquanto Courtney fugia do galpão de pneus. E mais uma vez, Pat aparece para socorrer sua nova filha, dentro de seu traje balístico – o traje foi construído por Pat, que usou suas habilidades de mecânica para isso, além de ser o antigo carro da equipe.

Além do CGI impecável para uma série, a trilha sonora se encaixou perfeitamente com o tema, trazendo uma adolescente para ser a sucessora de um grande herói e assumir seu legado. O figurino, também, consegue ser tão fiel aos quadrinhos que chega a impressionar. Stagirl tem tudo pra ser uma das melhores séries de heróis atualmente.

Porém, peca em certas coisas, como aniquilar toda a Sociedade da Justiça, sem ao menos mostrar um desenvolvimento maior. Mas, com o andamento da série, podemos ter muitos flashbacks, mostrando o passado dos heróis lendários.

Veredito

Stagirl começa muito bem, com um ótimo visual e começo de história singelo. A série que faz parte do Arrowverse, tem uma história totalmente diferente dos outros shows da DC, trazendo algo mais fiel e quadrinesco, e com certeza, tende a ter uma grandiosa temporada. Quem sabe um dia possa fazer um crossover com os outros shows da DCTV.

9/10.

Review: Kengan Ashura

Um anime da nova geração, onde a ação e o entretenimento se encontram muito bem.


Pra você que gosta de anime, lutas, superação e aquele protagonista hypado, mas que apanha também, Kengan Ashura tem que ter lugar nas suas maratonas. Um anime envolvente, com seu estilo principal que é mostrar aquilo que queremos ver, duelos empolgantes sempre. Sempre mesmo!

Todo episódio você vai ver um momento de ação e pancadaria, mas pra iniciar realmente, vamos à história.

Kengan Ashura conta a história de Kazuo Yamashita, o franzino senhor de idade que aparece primeiro que o protagonista principal – e sim, temos além daquele protagonista que toma a frente do anime -. Kazuo é muito importante e nos leva a algo mais diferencial nesse anime, além daquelas garotinhas de rostos bonitinhos que seguem o protagonista. Yamashita, já sem sentido pra viver e duvidando da sua importância no mundo, é convidado pelo seu chefe Hideki Nogi, a participar da platéia de um torneio diferente.

No torneio, os principais empresários de corporações milionárias disputam contratos em um sistema chamado, “partidas Kengan”, onde cada um escolhe um lutador e o vencedor tem direito de tomar a frente na compra de demais empresas, ou prédios. Já o perdedor tem que manter a cabeça baixa e ir embora.

As lutas podem chegar desde a submissão ou até a morte. E é aí que aparece o misterioso lutador Ohma Tokita, bem naquele clichê de sério e convicto das suas vitórias, mas mostrando que não está la só pra ser o melhor. Ele tem sua história própria que cresce conforme o anime se expande.

De lutas de rua simples, cresce para um gigantesco torneio de eliminação patrocinado pela maior empresa com seu misterioso lutador imbatível até onde é dito e mais empresas e seus representantes na arena muito poderosos, fazendo o telespectador se divertir e até torcer.

No caso de Ohma, o torneio vai além, procurando o seu antagonista que demonstra ser bem mais que somente inimigos tendo um passado com motivos verdadeiros do de Ohma por ele – e sim ele também é ótimo -. Não é um simples vilão arrogante de sempre!

Kazuo, por sua vez, tendo também uma história própria com seu filho que nunca saiu do quarto, acaba se destacando ao decorrer de cada episódio, com muito crescimento dos personagens, além de vários roubarem a cena.

Kengan Ashura pode ser seu novo anime favorito, pois ele sai do estereótipo de lutadores com poderes e armadura, mas contando com aquelas situações de perseverança e superação que tanto adoramos.