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Oscar 2021 é adiado!

Em 1927, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas criou o Oscar, como forma de promover seus filmes e honrar o desempenho de atores, atrizes, diretores e outros realizadores, que competem em 24 categorias.

Desde então, a famosa premiação vem se fazendo presente ano após ano, na vida de várias pessoas.

Porém, com a pandemia do novo Coronavírus, o Oscar também sofreu adiamento! Até o momento, a premiação fora adiada do dia 28 de fevereiro para 25 de abril.

A boa notícia, é que no dia 15 de março, teremos o anúncio dos indicados à 93ª edição do Oscar.

Então, preparem a pipoca e aguardem com a gente pelo dia 15!


Fontes: Linha do Cinema, TNT Brasil e G1

Crítica: Cisne Negro (2010)

Aviso: Crítica sem spoilers!


O que vale para chegar à perfeição?


Antes mesmo de dirigir Cisne Negro, Darren Aronofsky já havia explodido para o mundo com filmes como Réquiem Para um Sonho, O Lutador, entre outros. Filmes intrigantes que haviam conquistado crítica e público ao redor do globo. Cisne Negro, então, chegava sendo um grande sucesso, recebendo diversas premiações – inclusive 5 indicações e 1 estatueta no Oscar de 2011. Assim, o filme chegava para reafirmar Aronofsky como um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.

Assim como em Réquiem Para um Sonho, e grande parte do cinema de Aronofsky, Cisne Negro carrega a marca do diretor: um filme singular, com atmosfera pesada e um efeito entorpecente que gruda ao espectador por um bom tempo após o término da projeção. Um filme que fica no imaginário das pessoas durante dias e dias.

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Desde um primeiro momento, somos inseridos a um ambiente hostil, envolto de muita rivalidade e pressão, num clima muito opressivo. Ficamos com o pressentimento de que algo ruim deve acontecer a qualquer momento. A direção de Aronofsky é muito eficaz nessa construção de atmosfera, usando de cores frias e carregadas, uma trilha agoniante – Clint Mansell novamente repete a parceria com Aronofsky aqui -, sob uma grande melancolia presente no roteiro; vemos a fundo a degradação física e mental de Nina (Natalie Portman), e toda a metamorfose que corroe a personagem internamente.

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Natalie Portman entrega aqui, com certeza, uma das melhores atuações da década. Dando muita veracidade a personagem, ela convence em seus momentos de angústia, de desconforto, de insegurança e trás uma grande performance corporal na catarse final da obra. Uma atuação colossal.

E podemos, por que não, relacionar a metamorfose da protagonista com o nosso cotidiano: Nina sonha em ser uma grande bailarina, persuadida pelos outros a ser “perfeita”, ela sofre das mais diversas formas de pressão e abuso, isso acaba a corroendo internamente. Toda essa metamorfose pode ser relacionada às pessoas que sofrem muita pressão no dia a dia, seja no ambiente de trabalho, de estudos, nas relações, que, assim sendo, fazem dessas pessoas se cobrarem excessivamente e/ou serem persuadidas a fazerem coisas que não queiram para assim chegarem ao estado de “perfeição”. Dessa forma, Aronofsky nos entrega uma obra singular, subjetiva, que reflete bem muitos aspectos da nossa sociedade.


Veredito

Com performance histórica de Natalie Portman e uma direção inspirada de Darren Aronofsky, Cisne Negro é um filme que, além de servir como uma metáfora social, nos mostra qual o preço para se chegar à tão desejada “perfeição”.

10/10.

5 filmes para você assistir na quarentena

Em comemoração do primeiro ano do site no ar, iremos listar 5 filmes que merecem ser vistos, ou revistos nesta época de quarentena. Segue abaixo:

1. O Poço (Netflix)

Sem dúvidas, está dando o que falar o novo filme da Netflix. Descrito como perturbador por muitos usuários, O Poço retrata detentos em uma prisão de andares, os quais os que estão acima, comem melhor dos que estão abaixo. É um filme que explora o caráter humano e até aonde sua loucura permite ir.

2. História de um Casamento (Netflix)

O filme que esteve presente no Oscar 2020, e tendo Laura Dern como vencedora de Melhor Atriz Coadjuvante, conta a história de um casal com complicações matrimoniais. Charlie (Adam Driver) Nicole (Scarlett Johansson) precisam lidar com um processo doloroso na iminência do divórcio.

3. 1917

O brilhante 1917 de Sam Mendes e ganhador de três estatuetas não iria ficar de fora da lista. 1917 se passa na Primeira Guerra Mundial, nos vastos campos franceses. Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) estão encarregados de levar uma mensagem para cessar um ataque inglês e salvar 1600 homens, após o alto escalão saber sobre a retirada estratégica alemã. É uma imersão total da Grande Guerra.

4. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Com certeza, vale a pena (re)assistir o épico fechamento da Trilogia Nolan. Após 8 anos dos acontecimentos de Batman: O Cavaleiro das Trevas e a morte de Harvey Dent (Aaron Eckhart), Bruce Wayne (Christian Bale) vive nas sombras sem dar vida novamente ao Batman. Porém, tudo muda quando Bane (Tom Hardy) ameaça a cidade e consegue tomar seu controle, começando sua revolução em Gotham.

5. Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida

Sendo um dos grandiosos filmes de Steven Spielberg com Harrison Ford no papel, Os Caçadores da Arca Perdida explora o arqueólogo Henry Jones Jr (Harrison Ford) em busca da Arca da Aliança, a qual contém os Dez Mandamentos escritos por Moisés. Como diz a lenda, se um exército tê-la será invencível, Indiana Jones terá um grande adversário: Adolf Hitler.


A quarentena pode ser ainda mais produtiva caso você queira rever seus filmes favoritos, ou mesmo, apreciá-los. Neste primeiro ano do site, agradecemos a quem sempre está conosco. Iremos ainda trazer muitas outras recomendações, variando de quadrinhos, games, séries e animações.

Lembrando, fique em casa, para o seu bem, o bem dos seus familiares e da população.

“Por que caímos? Para aprendermos a nos levantar.” – Alfred, em Batman Begins.

Crítica: 1917

Aviso: Crítica sem spoilers!


A Grande Guerra vista de perto.


O mais novo filme de Sam Mendes, com 10 indicações ao Oscar, e tendo levado 3 estatuetas, é uma bela façanha de produção e eficácia num longa que trata de guerra. A percepção do diretor acerca do assunto, fez com que muitos fãs de filmes de guerras e historiadores, mergulhassem num ambiente brutal e épico que é 1917.

Em tempos mais modernos no cinema, ver uma produção de guerra em grande escala não é tão difícil. Filmes biográficos de heróis como Até o Último Homem, ou de um clima mais tenso e pesado como Dunkirk. Porém, é, de fato, difícil ver grandiosas produções da Primeira Guerra Mundial. Uma mais recente foi Mulher Maravilha, mas convenhamos, não é um filme de guerra como de costume. A ação de 1917 começa logo nos primeiros 10 minutos. Não há parada parada para descanso.

Os dois protagonistas do começo, Cabo Schofield (George MacKay) e o Cabo Blake (Dean-Charles Chapman), tem a missão de levar uma mensagem do General Erinmore (Colin Firth) para cessar um ataque contra as tropas alemãs em Croisilles. Uma única carta teria de salvar 1600 homens do Coronel Mackenzie (Benedict Cumberbatch), entre eles o irmão de Blake. Com a confirmação do recuo alemão no Front Ocidental, os Cabos ingleses logo partiram para a longa jornada. O recuo das tropas alemãs era apenas uma tática para que os ingleses caíssem na armadilha. A chamada Operação Alberich consistiu na retirada estatégica alemã para a Linha Hindeburg, que era mais curta e em nova posição, facilitaria a defesa contra a Entente em território francês.

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Numa mistura de real com originalidade, o diretor molda o roteiro em cima das histórias de seu avô, este que esteve em trincheiras e por muitas vezes foi mensageiro. Na mesma medida, ele traz o trabalho do avô para o filme, fazendo do protagonista um mensageiro improvisado que corre contra o tempo.

Enquanto Blake e Schofield atravessavam a Terra de Ninguém, tivemos um lindo vislumbre do ambiente, das trincheiras e de tudo que uma guerra proporciona. Corpos de soldados, ratos, armas destruídas, campos enlameados com poças d’água e um dia nublado, para manter ainda mais o clima pesado. Os movimentos da câmera nos permitiam ver tudo, até os mínimos detalhes. A câmera sempre seguia os protagonistas, não desviando nenhuma vez. Sem cortes de cenas, mantendo um plano-sequência contínuo, Roger Deakins consegue manter o espectador sempre de olho no filme, para que nenhum detalhe da trama escape.

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Assim como na cinematografia, Deakins cuidou da fotografia de forma minuciosa, usando cores mais escuras ao decorrer do filme, para transmitir a dor e a tragédia de uma guerra. Em momentos mais oportunos, usava cores quentes, mas não com tanta frequência. A montagem de Lee Smith e o design de produção de Dennis Gasner contribuíram de forma espetacular. Faz com que quem está vendo, se sentir dentro da Grande Guerra, combatendo as forças inimigas na França. Num todo, a escolha do ambiente para as filmagens, e sempre em dias mais nublados, ajudou muito no processo final.

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A direção tensa de Mendes proporcionou muitos momentos de suspense e angústia. Após uma cena de tiroteios e o total apagar das luzes, a cena de fuga precisou um pouco de abafo para acalmar os espectadores. Foi nesta cena que Schofield descobre o caminho certo para a conclusão da missão. Não demorou tanto assim para a ação começar novamente, e já se encaminhando para o final do filme.

O final estrondoso, em meio a trincheiras com centenas de soldados entrando para o ataque contra os alemães, desfaz do momento calmo de uma canção inglesa dos soldados, para construir o maior momento do filme. Tudo parecia acabado para Schofield, até que os soldados fazem algumas perguntas e depois afirmam ser os Devons, o pelotão que o Cabo tem a missão de salvar. Era nítido a exaustão do soldado na reta final. Mesmo ferido, ele seguiu seu caminho. E é aí que a excepcional trilha sonora de Thomas Newman entra na discussão. A mistura de drama, suspense, epicidade e heroísmo em uma apenas uma faixa torna a trilha de 1917 uma das melhores de filmes de guerras já feitas, se não a melhor. E também uma das melhores do ano, que deveria muito bem reconhecida. Não só Sixteen Hundred Men como destaque, mas Gehenna e Night Window conseguem ser tensas e com momentos de suspense. Newman acerta numa trilha sonora espetacular, misturando paz, tragédia, medo, suspense, angústia e tensão para formar a épico que o 1917 precisava.

Na trincheira, o cansaço evidente de Schofield parecia ter sido deixado de lado e substituído pela persistência. MacKay mostrou até aonde vai os limites do ser humano, forçando o físico ao máximo para alcançar o objetivo. O medo nos olhos de alguns soldados, a raiva e o desespero de comandantes torna o plano-sequência final glorioso. No meio de explosões e de soldados machucados, o Cabo perfilava seu caminho até o Coronel, para cessar o ataque. Tendo 30 segundos e 270 metros, para entregar a mensagem, Schofield teria de passar no campo aberto. E é o ponto máximo do filme, mostrando até onde o homem pode chegar. Com certeza, a travessia do Cabo com a trilha ao fundo, fez com que a cena fosse a melhor do filme e uma das mais incríveis de todos os tempos.

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George MacKay e Dean-Charles Chapman se entregaram para seus personagens. A atuação magnífica por parte de MacKay, tornando seu personagem icônico e tão realista quanto, sentindo medo, desafiando seus limites e tendo a mais pura força de vontade, além da saudade que o cerca no final, pensando no tempo que iria voltar a ver quem ama.

1917, por sua vez, recria e explora o momento mais sombrio da humanidade. A Grande Guerra, que devastou o mundo, com massivos ataques, tecnologia absurdamente avançada, recriou territórios e redesenhou o mundo moderno, é a prova de que não deve ser esquecida pela sétima arte. Um conflito horrível e pesado, que merece mais atenção dos estúdios, enquanto estes produzem obras sobre a Segunda Guerra Mundial, saturando um tema tão batido, e fazendo a Primeira Guerra Mundial cair no abismo do esquecimento.


Veredito

1917 documenta uma das mais devastadoras das guerras de forma jamais vista nos cinemas. O drama épico de guerra usufrui de todos os elementos necessários para uma produção de grande escala, trazendo à tona, um realismo absurdo e uma humanidade inquestionável por parte dos protagonistas. Com um plano-sequência invejável, não se perde os mínimos detalhes com o passar do longa. O ambiente em que foi filmado, faz com que o espectador fique imerso na batalha durante todo o filme, sem perder o foco por um segundo. A fotografia impecável, torna ainda mais sombrio e tenebroso o clima da obra.

Com uma trilha sonora e uma atuação majestosa e cheia de tensão, 1917 explora o drama de soldados entrincheirados, temendo o que vai acontecer depois. Sam Mendes mostra o quão persistente e humano o homem consegue ser, mesmo num ambiente tão desumano.

10/10.

Oscar 2020: Confira os vencedores da 92° cerimônia do Oscar

Hoje aconteceu a 92° cerimônia do Oscar, ocorrida em Los Angeles, e reuniu os melhores do ano de 2019. Foi uma linda cerimônia, que contou com diversas atrações musicais e os mais renomados atores e atrizes para a apresentação.

A abertura de Chris Rock e Steve Martin soltou risadas em toda a platéia, que se entreteu ao longo do Oscar. Não só ambos, mas Kristen Wiig e Maya Rudolph fizeram muito bem suas interpretações no palco. O carisma imenso de Gal Gadot também esteve presente, junto de Brie Larson e Sigourney Weaver.

“Todas as mulheres são super-heroínas”, disse Weaver.

Um dos momentos mais fofos e que também gerou revolta na internet, foi Shia LaBeouf junto do ator Zack Gottshagen, que tem Síndrome de Down. A dupla atuou em The Peanut Butter Falcon, e apresentaram a categoria de Melhor Curta. LaBeouf, mesmo ajudando Zack a abrir o envelope, dando uma leve risada, anunciou o melhor vencedor da noite, cortando seu colega. Isso gerou tanta polêmica por parte dos internautas, principalmente os americanos.

Mas, a cerimônia de 2020 pode ficar marcada para sempre, com agradáveis surpresas no palco. Parasita leva 4 estatuetas para casa, deixando 1917 para trás com 3. Já Brad Pitt, levou seu primeiro prêmio com Era uma Vez em Hollywood.

Também, tivemos a terceira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Trilha Sonora, batendo nomes de peso como John Williams, renomado compositor e Thomas Newman. Hildur Guđnadóttir, ganha mais um prêmio, após ser a primeira mulher a ganhar o BAFTA e o Globo de Ouro, sendo aplaudida de pé.

“Para as meninas, às mulheres, todas vocês por aí: nós precisamos ouvir a voz de vocês.”

Uma das maiores surpresas foi também as 10 indicações ao Oscar de O Irlandês, incluindo a de Melhor Filme, e não ter ganho em nenhuma categoria.

Porém o momento mais marcante, e com toda certeza emocionante, foi o discurso de Joaquin Phoenix, que venceu por Melhor Ator, fazendo o famoso vilão Coringa. Seu discurso emocionou muitos, o fazendo seu muito aplaudido após receber seu primeiro Oscar. O ator terminou o discurso, lembrando de seu irmão, River Phoenix, falecido em 1993 aos 23 anos.

Quando ele tinha 17 anos de idade, meu irmão escreveu uma música em que dizia ‘vá ao resgate com amor, e a paz o seguirá’.

Confira a lista dos vencedores abaixo:


 

Melhor Ator Coadjuvante

Vencedor: Brad Pitt (Era uma Vez em… Hollywood)

Indicados: Tom Hanks (Um lindo Dia na Vizinhança), Joe Pesci (O Irlandês), Al Pacino (O Irlandês) e Anthony Hopkins (Dois Papas)

Melhor Filme Animado

Vencedor: Toy Story 4

Indicados: Como Treinar Seu Dragão 3, Lost My Body, Klaus e Link Perdido

Melhor Curta Animado

Vencedor: Hair Love

Indicados: DCERA (Daughter), Kitbull, Memorable e Sister

Melhor Roteiro Original

Vencedor: Parasita

Indicados: 1917, História de um Casamento, Era uma Vez em… Hollywood e Entre Facas e Segredos

Melhor Roteiro Adaptado

Vencedor: Jojo Rabbit

Indicados: O Irlandês, Coringa, Adoráveis Mulheres e Dois Papas

Melhor Curta Metragem

Vencedor: The Neighbors’ Window

Indicados: Brotherhood, Nefta Football Club, Saria e A Sister

Melhor Design de Produção

Vencedor: Era um Vez em… Hollywood

Indicados: O Irlandês, Jojo Rabbit, Coringa e Adoráveis Mulheres

Melhor Figurino

Vencedor: Adoráveis Mulheres

Indicados: O Irlandês, Jojo Rabbit, Coringa e Era Uma Vez em… Hollywood

Melhor Documentário

Vencedor: American Factory

Indicados: The Cave, Democracia em Vertigem, For Sama e Honeyland

Melhor Documentário em Curta Metragem

Vencedor: Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)

Indicados: In The Absense, Life Overtakes Me, St. Louis Superman e Walk Run Cha-Cha

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Vencedora: Laura Dern (História de Um Casamento)

Indicadas: Kathy Bates (O Caso Richard Jewell), Scarlett Johansson (Jojo Rabbit), Florence Pugh (Adoráveis Mulheres) e Margot Robbie (O Escândalo)

 

Melhor Edição de Som

Vencedor: Ford vs Ferrari

Indicados: 1917, Coringa, Era uma Vez em… Hollywood e Star Wars: A Ascensão Skywalker

 

Melhor Mixagem de Som

Vencedor: 1917

Indicados: Ad Astra, Ford vs Ferrari, Coringa e Era uma Vez em… Hollywood

 

Melhor Fotografia

Vencedor: 1917

Indicados: O Irlandês, Coringa ,O Farol, Era Uma Vez em… Hollywood

 

Melhor Montagem

Vencedor: Ford vs Ferrari

Indicados: O Irlandês, Jojo Rabbit , Coringa e Parasita

 

Melhores Efeitos Visuais

Vencedor: 1917

Indicados: Vingadores: Ultimato, O Irlandês, O Rei Leão, Star Wars: A Ascensão Skywalker

 

Melhor Maquiagem e Penteado

Vencedor: O Escândalo

Indicados: Coringa, Judy, Malévola – Dona do Mal e 1917

 

Melhor Filme Estrangeiro

Vencedor: Parasita (Coréia do Sul)

Indicados: Corpus Christi (Polônia), Honeyland (Macedônia do Norte), Os Miseráveis (Polônia) e Dor & Glória (Espanha)

 

Melhor Trilha Sonora Original

Vencedor: Coringa (Hildur Guđnadóttir)

Indicados: Adoráveis Mulheres (Alexandre Desplat), História de um Casamento (Randy Newman), 1917 (Thomas Newman) e Star Wars: A Ascensão Skywalker (John Williams)

 

Melhor Canção Original

Vencedor: Rocketman – “(I’m Gonna) Love Me Again”

Indicados: Toy Story 4 I Can’t Let You Throw Yourself Away”
Superação: O Milagre da Fé – “I’m Standing With You”
Frozen II – “Into The Unknown”
Harriet “Stand Up”

 

Melhor Diretor

Vencedor: Bong Joon-ho (Parasita)

Indicados: Quentin Tarantino (Era uma Vez em… Hollywood), Martin Scorsese (O Irlandês), Sam Mendes (1917) e Todd Phillips (Coringa)

 

Melhor Ator

Vencedor: Joaquin Phoenix (Coringa)

Indicados: Antonio Banderas (Dor & Glória), Leonardo DiCaprio (Era uma Vez em… Hollywood), Jonathan Pryce (Dois Papas) e Adam Driver (História de um Casamento)

 

Melhor Atriz

Vencedora: Renée Zellweger (Judy)

Indicadas: Saoirse Ronan (Adoráveis Mulheres), Cynthia Erivo (Harriet), Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Charlize Theron (O Escândalo)

 

Melhor Filme

Vencedor: Parasita

Indicados: Ford vs Ferrari, O Irlandês, Jojo Rabbit, Coringa, Adoráveis Mulheres, História de um Casamento, 1917 e Era uma Vez em… Hollywood


Um ano de surpresas, acertos e decepções. O Oscar 2020 ficará marcado como uma das mais semblantes cerimônias de todos os tempos. Esperamos que mais cerimônias como esta, venham em outros anos.

Academia divulga os apresentadores do Oscar 2020

Com o modelo adotado em 2019, a Academia de Artes e Ciências de Hollywood divulgou a lista dos atores e atrizes que irão apresentar o Oscar, não sendo apenas um para apresentar a 92ª cerimônia.

O comunicado oficial foi feito por Lynette Howell Taylor e Stephanie Allain, produtoras da cerimônia, e trará Gal Gadot, a Mulher Maravilha nos palcos, junto com Mark Ruffalo, o comediante Will Ferrell, Timothée Chalamet e muitos outros para a entrega de prêmios.

Mahershala Ali, Olivia Coleman, Regina King e Rami Malek, que venceram as estatuetas em 2019, voltam e se juntam a Kristen Wiig, Zazie Beetz, Lin-Manuel Miranda, Anthony Ramos, Julia Louis-Dreyfus, Mindy Kaling e Kelly Marie Tran.

“Estamos empolgados em receber esses artistas talentosos para ajudar a celebrar os filmes deste ano. Cada um traz sua própria energia e apelo para o nosso público global”, Howell Taylor e Allain comentaram.

O evento não terá um mestre de cerimônia como antes. O modelo que foi adotado no Oscar passado continuou para o deste ano, que conta com pessoas que se revezam nas entregas de prêmios de cada categoria. A presidente da ABC Entertainment, Karey Burke anunciou a novidade ainda no início do ano.

Você pode acompanhar a cobertura completa do Oscar 2020 no site e em nossa página no Instagram. A cerimônia vai acontecer no dia 9 de fevereiro.

Disney irá produzir live-action remake de Bambi

Depois do aparente sucesso de Rei Leão e Mogli: O Menino Lobo, a Disney irá trazer às telonas o clássico filme de 1942, Bambi.

O The Hollywood Reporter ainda afirmou que o filme já tem os roteiristas escolhidos. Geneva Robertson-Dworet (Capitã Marvel) e Lindsey Beer (Chaos Walking). O roteiro já está sendo escrito. Quanto aos produtores, Chris e Paul Weitz ficarão encarregados.

Além disso, fontes próximas dizem que o remake seguiria as pegadas de Rei Leão, trazendo a tecnologia de computação gráfica para tornar os personagens realistas.

O longa animado lançado em 1942 recebeu 3 indicações ao Oscar de Melhor Música, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Na época, o filme faturou mais de US$ 260 milhões, sendo apreciado por fãs de todas as idades nos tempos modernos.

Na história, o cervo Bambi procura seu lugar na floresta, após a mãe ser morta por caçadores. Ele conhece novos amigos, sendo um coelho e um gambá. E parece que a Disney não trará nada tão épico para o cinema, sem alterar sua obra original.

Ainda não há um diretor e previsão para lançamento.

Crítica: Parasita (2019)

AlertaSPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Um dos filmes mais comentados nas premiações, Parasita é uma das maiores apostas para o Oscar. Dirigido por Bong Joon-ho o filme foca em mostrar as diferenças entre as classes sociais de uma forma inesperada.

O longa de Bong Joon-ho, além de discorrer sobre a diferença das classes, aborda como essa mudança de vida influencia no comportamento das pessoas e conta com uma atuação brilhante de Song Kang-ho e Park So-dam.

O filme gira em torno da família Kim, que mora no subsolo de um bairro tomado pela pobreza. Ki-Woo ganha uma oportunidade de ir trabalhar na casa de uma família de classe alta, e nisso, o jovem vê uma oportunidade para melhorar sua qualidade de vida, construindo um plano para seus pais e sua irmã se infiltrarem na casa como empregados. O plano de Ki-Woo funciona, logo seu pai é contratado como motorista, sua mãe como governanta e sua irmã como professora de artes.

Em uma noite chuvosa enquanto a família Park está viajando, a ex-governanta entra na casa, alegando ter esquecido algo, mas o real motivo era que seu esposo estava morando no subsolo da residência. A descoberta abala a familia Kim e situação piora quando descobrem que a familia Park está voltando para a casa.

Os Kim conseguem prender a ex-governanta e seu esposo no subsolo. A atual governanata volta a agir normalmente como se nada tivesse ocorrido, enquanto seus filhos e seu esposo vão para fora da casa.

No dia seguinte, a família Kim é convidada para o aniversário do filho mais novo da família Park. Ki-Woo sai da festa para checar o subsolo da casa, mas acaba sendo atacado pelo esposo da ex-governanta que sobe as escadas para o quintal, onde está ocorrendo a festa, dando início a um “banho de sangue” no quintal da casa.


Veredito

“Um filme incrível que une drama e humor de forma cirúrgica, com grandes atuações, claramente um filme digno de Oscar”

10/10

Confira a lista de indicados ao Oscar de 2020

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas liberou a lista de indicados ao Oscar deste ano. A lista, que saiu pela manhã, traz vários atores, atrizes, diretores e filmes que muitos queriam e tinham certeza que se fariam presentes na lista. Confira abaixo todas as categorias:


Melhor Atriz Coadjuvante

Kathy Bates (O Caso Richard Jewell)
Laura Dern (História de Um Casamento)
Scarlett Johansson (Jojo Rabbit)
Florence Pugh (Adoráveis Mulheres)
Margot Robbie (O Escândalo)

Melhor Edição de Som

Ford V Ferrari
Joker
1917
Era uma vez em… Hollywood
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Melhor Ator Coadjuvante

Tom Hanks (Um dia lindo na vizinhança)
Joe Pesci (O Irlandês)

Al Pacino (O Irlandês)
Anthony Hopkins (Dois Papas)
Brad Pitt (Era uma vez em… Hollywood)

Melhor Trilha Sonora Original

Coringa
Adoráveis Mulheres
História de um Casamento
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Melhor Design de Produção

O Irlandês
JoJo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Era um Vez em… Hollywood

Melhor Curta Metragem

Brotherhood
Nefta Football Club
The Neighbors’ Window
Saria
A Sister

Melhor Mixagem de Som

Ad Astra
Ford Vs Ferrari
Coringa
1917
Era uma Vez em… Hollywood

Melhor Filme Internacional

Corpus Christi (Polônia)
Honeyland (Macedônia do Norte)
Os Miseráveis (Polônia)
Dor & Glória (Espanha)
Parasita (Coréia do Sul)

Melhor Fotografia

O Irlandês
Coringa
O Farol
1917
Era Uma Vez em… Hollywood

Melhores Efeitos Visuais

Vingadores: Ultimato
O Irlandês
O Rei Leão
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Melhor Documentário em Curta Metragem

In The Absense
Life Overtakes Me
St. Louis Superman
Walk Run Cha-Cha

Melhor Roteiro Adaptado

O Irlandês
Coringa
Jojo Rabbit
Adoráveis Mulheres
Dois Papas

Melhor Roteiro Original

1917
História de um Casamento
Era uma vez em… Hollywood
Parasita
Entre Facas e Segredos

Melhor Ator

Antonio Banderas (Dor & Glória)
Joaquin Phoenix (Coringa)
Leonardo DiCaprio (Era uma vez em… Hollywood)
Jonathan Pryce (Dois Papas)
Adam Driver (História de um Casamento)

Melhor Diretor

Quentin Tarantino (Era uma vez em… Hollywood)
Bong Joon-ho (Parasita)
Martin Scorsese (O Irlandês)
Sam Mendes (1917)
Todd Phillips (Coringa)

Melhor Atriz

Saoirse Ronan (Adoráveis Mulheres)
Cynthia Erivo (Harriet)
Scarlett Johansson (História de um Casamento)
Renée Zellweger (Judy)
Charlize Theron (O Escândalo)

Melhor Filme Animado

Como Treinar Seu Dragão 3
Lost My Body
Klaus
Elo Perdido
Toy Story 4

Melhor Figurino

O Irlandês
JoJo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood

Melhor Documentário

American Factory
Learning to Skateboard In a Warzone (If You’re A Girl)
The Cave
Democracia em Vertigem
For Sama
Honeyland

Melhor Maquiagem e Penteados

O Escândalo
Coringa
Judy
Malévola – Dona do Mal
1917

Melhor Curta Animado

DCERA (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable
Sister

Melhor Edição

Ford vs Ferrari
O Irlandês
JoJo Rabbit
Coringa
Parasita

Melhor Canção Original

Toy Story 4 I Can’t Let You Throw Yourself Away”
Rocketman – “(I’m Gonna) Love Me Again”
Superação: O Milagre da Fé – “I’m Standing With You”
Frozen II – “Into The Unknown”
Harriet“Stand Up”

Melhor Filme

Ford V Ferrari
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de um casamento
1917
Era uma vez em… Hollywood
Parasita


Com 11 indicações, ‘Coringa’ lidera os indicados, sendo o maior filme de heróis e quadrinhos a levar mais indicações. ‘Batman O Cavaleiro das Trevas’ levou 8 e ‘Pantera Negra’ 7.

Logo atrás vem ‘Era uma vez em Hollywood’, ‘1917’ e ‘O Irlandês’, com 10 cada. Há uma surpresa tanbem entre os indicados. O documentário brasileiro ‘Democracia em Vertigem’, da diretora Petra Costa foi finalista e vai concorrer ao Oscar.

A cerimônia vai acontecer dia 9 de fevereiro em Los Angeles.

Crítica: Dois Papas (2019)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Um dos filmes mais esperados da Netflix no ano, Dois Papas já estreou, e com muita grandiosidade. Dirigido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), o longa abraça o que há na história do Papa Francisco, Papa Bento XVI e do Vaticano.

O novo longa de Meirelles vai além da religião, tornando o filme mais dinâmico, e ele explora muito bem isso com Joseph Ratzinger (Anthony Hopkins) e Jorge Bergoglio (Jonathan Pryce). O ríspido Bento XVI, tradicional e conservador Papa alemão, contra um cardeal argentino, amante de futebol, do povo e que prega a simplicidade. O longa torna-se cativante de ser assistido graças a esses polos distintos que ambos representam, não precisando que o espectador seja religioso para entender tais fatos.

dois papas anthony hopkins e jonathan pryce

A trama gira em torno da sucessão de Bento XVI após sua renúncia e do pedido de aposentadoria do Cardeal Jorge Bergoglio – lembrando que é necessário ter 75 anos para ter permissão de se aposentar da Igreja Católica -. E, de fato, o argentino tinha. Mas é logo no começo do filme que o enredo começa a ser montado. Com a morte do Papa João Paulo II, os cardeais do mundo todo vão a Roma para eleger um novo pontífice. O alemão Joseph Ratzinger ganhou a eleição do conclave na segunda votação e continuou com o conservadorismo mesmo nos momentos difíceis da Igreja.

dois papas jonathan pryce

Meirelles fomentou a origem de Bergoglio, mostrando como ele chegou ao bispado na Argentina, e o que ele passou durante a ditadura, coisa na qual ele não se orgulha, como conta ao Papa. A origem de Bento XVI não foi mostrada, mas com apenas uma fala de um torcedor que via o jogo da Argentina com Bergoglio, o Papa é taxado de nazista – Joseph Ratzinger serviu na Juventude Hitleriana de forma obrigatória, da qual desertou e, em seguida, virou prisoneiro de guerra -. Claramente, o sucessor do São João Paulo II não gosta de ser chamado assim. Isso só serviu para denegrir sua imagem no momento mais difícil de seu papado.

Avançando no tempo, o Cardeal Bergoglio é convidado pelo Papa para conversar em sua casa de repouso, e fica nítido o posicionamento de ambos. Um quase sempre discordava do outro. Mais ainda, o Papa se negava a ler os papéis da aposentadoria do argentino. É mesmo com tantas diferenças, fez um grande amigo. Meirelles explora um lado de amizade e conhecimento que nunca existiu entre os dois.

Com os escândalos de pedofilia no Clero da Irlanda e da corrupção, o sumo pontífice se viu à margem dos fiéis quando manteve silêncio sobre o caso. O diretor da obra não mostrou tanto o lado sombrio da Igreja no período do Papado de Ratzinger, mas esclareceu a pressão que ele sofria em relação ao assunto.

dois papas anthony hopkins

E logo ao final, a renúncia de Joseph do cargo de Santo Padre aconteceu, sendo mostrada de forma incrível, com o mesmo alegando que sua saúde estava debilitada – e realmente estava -. Logo, seria feita a nova votação para eleger um novo Papa, e nem é preciso imaginar quem ganhou.

Uma das cenas mais engraçadas do filme encontra-se nos créditos. O Papa Francisco está vendo a final da Copa do Mundo de 2014 com o Papa Emérito Bento XVI. A reação do argentino ao ver o gol da Alemanha é hilária.


Veredito

Dois Papas acerta em cheio num roteiro audacioso, que mostra o lado mais difícil da Igreja nos últimos tempos, não tão mais sobre quanto o esperado. Mesmo que não traga a origem de Joseph Ratzinger – o que esticaria o filme – mostra o lado jovem do padre Jorge Bergoglio e suas dificuldades como superior provincial dos jesuítas. A boa música “Dancing Queen” do Abba torna o começo ainda mais cativante de se ver.

Apesar de não seguir a história real e alterar algumas coisas como o encontro comunal entre o Papa Francisco e Papa Bento XVI nunca ter acontecido, isso não tira o brilhantismo do que Dois Papas é e será para os amantes da sétima arte.

9,5/10.