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Crítica: Rua do Medo: 1666 – Parte 3 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Trilogia finaliza de forma brilhante, mas um pouco aquém do esperado.


Após um lançamento consecutivo nas primeiras semanas de julho, a Netflix lançou o último filme da trilogia Rua do Medo, Rua do Medo: 1666, que finaliza toda a maldição de Shadyside. Dessa vez, o longa aborda às origens da maldição, e da bruxa Sarah Fier, para que todo o arco em volta disso seja concluído.

Com os dois primeiros filmes sendo bem sustentados, e o segundo ainda mais, Leigh Janiak retorna para o terceiro, para melhorar ou manter um equilíbrio para a trilogia. É uma direção segura, com um roteiro – a história toda em si -, muito bem trabalhado. Neste filme, o intuito e se desvencilhar um pouco do slasher, e trazer à tona o passado de Sarah Fier, que culminou na maldição de Shadyside e todo o terror que acontece. 

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O filme é dividido entre 1666 na primeira hora e retorna para 1994 nos 50 últimos minutos, para encerrar toda a história da trilogia. Em 1666, a inspiração em A Bruxa fica bem nítida, com o filme ainda seguindo os eventos dos livros de R.L. Stine. Há uma certa demora para engatar a história, e quando consegue, faz de uma forma interessante, trazendo um grande mistério e uma reviravolta que jamais os espectadores pensariam – o que me supreendeu, de certa forma. Mas, quando a primeira parte do filme realmente se encontra, e torna tudo mais atrativo, ela se encerra e retorna o espectador para concluir a trama em 1994. E mesmo que volte para o “começo” de tudo, a primeira parte usa consideravelmente o suspense e o drama a seu favor.

Já deslocados em 1994, Deena (Kiana Madeira) e Josh (Benjamin Flores) precisam salvar a alma de Sam (Olivia Welch). A reviravolta em 1666, permitiu que em 1994, Deena soubesse quem ela devia temer, e a maldição era apenas uma praga cultivada por séculos e ministrada por várias pessoas da mesma família. A parte final ainda une todos os assassinos do filme, dando mais alguns minutos na tela, além de mostrar novos inimigos que foram revelados em flashbacks de filmes anteriores. É deixado de lado o suspense de 1666, e volta o slasher proposto para a trilogia em 1994, mas que perde força e se torna cansativo, apesar de que divertido.

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Mais uma vez, é o elenco que se destaca, já que estão totalmente confortáveis no filme. O destaque vai para Kiana Madeira, e também, podemos falar que Gillian Jacobs (uma das irmãs Berman), foi um outro destaque neste terceiro filme. Vale ressaltar o capricho da Netflix quanto ao design da vila em 1666, e também do próprio figurino, que torna a produção ainda mais agradável aos olhos do fã. E claro, a trilha sonora de Marco Beltrami (franquia Pânico e Logan), ao lado de Anna Drubich, se mantém em nível altíssimo, sendo a melhor composição desta trilogia.

Apesar de ser um filme que deixa a desejar em alguns aspectos, como no próprio passar de 1666 para 1994, e a revelação final de quem causou toda a maldição, Rua do Medo: 1666 ainda consegue se sustentar com sua originalidade e inspiração em filmes de terror e horror. É um universo rico que pode ser revisitado, e muito bem explorado pela Netflix e por Leigh Janiak algum dia.


Veredito

Rua do Medo: 1666 – Parte 3 conclui uma trilogia com altos e baixos, mas que conseguiu se manter em um ótimo nível de produção. Com uma direção formidável e um elenco recheado de jovens estrelas, o terceiro filme acerta em cheio em sua primeira parte de implementar o suspense na origem de Sarah Fier, mas falha e perde força quando retorna ao slasher em uma conclusão da maldição de Shadyside.

7,5/10.


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