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Rumor: Jim Carrey pode estar em The Flash

Ator interpretou o Charada em Batman Eternamente.


A cada semana que se passa, o filme do Flash é um alvo fácil de rumores, assim como o Homem-Aranha 3. Dessa vez, o insider Daniel “RPK” Ritchman, reportou que a Warner Bros. estaria querendo uma participação especial de Jim Carrey no longa, muito conhecido pelas grandes comédias e por já ter interpretado o Charada em Batman Eternamente.

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O interesse do estúdio para com o ator, se dá ao fato de que, alguns dos medalhões da DC dos anos 80 poderão fazer uma participação especial em The Flash. Michael Keaton é um nome já confirmado no elenco, e Lynda Carter pode estar rumando como Mulher-Maravilha para Central City. Não seria surpreendente se trouxessem John Wesley Shipp para viver Jay Garrick ou o Barry Allen de uma Terra paralela. Ben Affleck é um outro nome já confirmado.

Ainda não há mais informações de que a Warner pode estar em negociações com o ator, mas, se existe dois Batmans no filme, por que não um Charada?

O longa irá abordar o famoso arco nos quadrinhos que mudou todo o Universo DC, o Flashpoint, considerado o maior arco do Flash de Barry Allen até então.

Com o astro Ezra Miller de volta ao papel, o filme será dirigido por Andy Muschietti e roteirizado por Christina Hodson (Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa).

The Flash tem estreia prevista para 4 de novembro de 2022.


Confira:

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Brandon Routh comenta se pode voltar como Superman em The Flash

The Flash trará Ben Affleck e Michael Keaton de volta.


The Flash está dando o que falar com grandes participações e retornos de antigos atores que já passaram pela DC Comics, como é o caso de Michael Keaton, o Batman de Tim Burton e Ben Affleck, que também interpretou o Morcego de Gotham. Muito se falou sobre uma participação de Henry Cavill como Superman, e de um possível retorno de Brandon Routh ao papel, já que o ator foi o Superman no crossover Crise nas Infinitas Terras, do Arrowverse em 2019/20, e também em Superman – O Retorno (2006).

Em entrevista ao Geek House Show, o ator foi questionado se seu Superman poderia aparecer em The Flash, dizendo que “é sempre uma possibilidade”, já que a existência do Multiverso no DCEU é real, com o começo em The Flash.

Routh se disse muito animado em ver Michael Keaton retornando no papel de Batman, e também sobre os futuros projetos da DC. Além disso, o ator disse que o Multiverso funcionou muito bem no crossover do Arrowverse, permitindo que ele voltasse a interpretar o Superman inspirado no Reino do Amanhã e em Christopher Reeve.

“Funcionou muito bem em Crise nas Infinitas Terras e fiquei extremamente orgulhoso e honrado em fazer parte dele (do crossover), e de repetir o Superman”, disse o ator.

Confira todo o vídeo na íntegra acima.

Brandon Routh voltou ao Universo DC em 2014, interpretando o personagem Ray Palmer em Arrow, e posteriormente em Legends of Tomorrow, saindo da série na quinta temporada e deixando os fãs entristecidos com sua saída no elenco regular.

O próprio ator deu uma declaração sobre seu chateamento com a produção de Legends of Tomorrow no podcast de Michael Rosenbaum.

O longa irá abordar o famoso arco nos quadrinhos que mudou todo o Universo DC, o Flashpoint, considerado o maior arco do Flash de Barry Allen até então.

Com o astro Ezra Miller de volta ao papel, o filme será dirigido por Andy Muschietti e roteirizado por Christina Hodson (Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa).

The Flash tem estreia prevista para 4 de novembro de 2022.

DC FanDome | 6ª temporada de Legends of Tomorrow ganha detalhes e nova atriz

A sexta temporada estreia em 2021.


A mais divertida série da DC Comics, Legends of Tomorrow, teve seu painel especial o DC FanDome, reunindo roteiristas, produtores e grande parte do elenco da série, como Caity Lotz e Matt Ryan. Muito foi falado sobre a quinta temporada e os diversos acontecimentos nela, que teve uma questão em aberto ao final. O que as Lendas farão sem Sara (Caity Lotz)?

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Graine Godfree, produtora executiva da série, disse que as Lendas irão enlouquecer sem a capitã da Waverider. Phil Klemmer, roteirista e produtor da série, citou Ava (Jes Macallan) como substituta de Sara no comando, mas ela quem irá sentir mas falta da capitã. Mesmo estando separada e sendo abduzida por alienígenas, a produtora Keto Shimizu disse que “não vamos perder Sara nessa história”.

Keto Shimizu, também revelou que a infância dos irmãos Behrad (Shayan Sobhian) e Zari (Tala Ashe) será mais explorada, ainda no segundo episódio da sexta temporada, uma relação que somente foi vista apenas quando adultos.

Os produtores ainda anunciaram uma nova personagem para a série, resumida em ” uma jovem latina do Texas que foi abduzida por alienígenas e agora está atrás de vingança”. Lisseth Chaves irá integrar o elenco da sexta temporada, interpretando a jovem Esperanza Cruz. Nenhum detalhe a mais foi revelada, tanto da personagem, quanto da temporada.

Confira a crítica da quinta temporada.

A sexta temporada de Legends of Tomorrow estreia na mid season de 2021.


Ainda não sabe sobre os painéis do evento? Não se preocupe, o Critical Room listou alguns dos mais importantes.

A primeira parte do DC FanDome aconteceu no dia 22, começando às 14h (no horário de Brasília), e terminando no dia 23 às 14h, sendo um evento de 24 horas. Já a segunda parte acontece no dia 12 de setembro, com todas as áreas tendo seus painéis às 14h, sendo reprisados no mesmo horário no dia seguinte. O Critical Room está fazendo uma cobertura especial no site e mídias sociais da segunda parte.

Você pode ver todos os painéis do evento no site oficial do DC FanDome.

Crítica: Legends of Tomorrow (5ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Legends of Tomorrow não perde a essência e ainda continua sendo a melhor série do Arrowverse e uma das melhores da DCTV.


Descrever a quinta temporada de Legends of Tomorrow é difícil, e achar um erro nela é ainda mais. O final da quarta temporada deixou muita coisa em aberto do que veríamos na quinta, com Astra (Olivia Swann) usando suas moedas de figuras históricas famosas para atormentar as Lendas futuramente. Tudo não passava de um plano para se vingar de John Constantine (Matt Ryan). 

A season finale da quarta temporada no episódio “Hey, World” teve uma grande mudança na equipe e na vida as Lendas, como a Zari (Tala Ashe) deixando de existir na linha temporal das Lendas, com seu irmão Behrad (Shayan Sobhian) ficando em seu lugar, por conta dos eventos em Heyworld que alteraram a linha do tempo. Porém, com o crossover Crise nas Infinitas Terras, a equipe não se lembrava de nada que aconteceu no passado.

No pós-crise, as Lendas tiveram grandes problemas com os “bis”,  como eram chamados as figuras históricas que eram soltas do inferno por Astra. Isso culminou numa grande participação de Constantine, sendo integrado como uma Lenda, e nos conhecimentos de história de Nate (Nick Zano). A criatividade dos roteiristas e produção da série aqui, é realmente um absurdo. Trazer figuras históricas famosas do inferno, tentando colocar uma temática de filme de época, como é o caso do episódio “Miss Me, Kiss Me, Love Me”, no qual a equipe caça o gângster Bugsy Siegel. Ou, fazer uma sitcom, incluindo até Star Trek como referência. A quinta temporada foi realmente surpreendente e muito estranha.

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A primeira parte da temporada foi inteiramente focada em Astra liberando os “bis” do inferno. Rasputin, Genghis Khan, e muitos outros nomes foram atormentar as Lendas a mando de Astra, que detinha um grande poder. Não só as moedas de assassinos ou líderes políticos ela possuía, mas também a de Constantine, que em um episódio quase morreu de câncer de pulmão devido ao uso constante de cigarros. Isso é bem recorrente pro personagem, pois seu vício vem desde os quadrinhos.

E precisamos de uma pausa para falar da interpretação de Matt Ryan como John Constantine. É realmente uma das melhores performances do Arrowverse, e a melhor representação do mago nas mídias da DC Comics. Esqueça Keanu Reeves em seu filme e foque em Matt Ryan. Tanto ele, quanto os roteiristas entregaram um Constantine perfeito, sem defeito algum. A proximidade dele com os quadrinhos e animações é incrível, fazendo jus ao personagem que passa a ser amado por muitos fãs do antigo selo Vertigo. E com certeza, ele merece muito ser escalado na futura série da Liga da Justiça Sombria que está sendo produzida pela HBO Max, já que ele é a voz oficial do Constantine nas animações. Matt Ryan nasceu para interpretar o britânico.

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Os episódios conseguem rebelar vários sentimentos dos fãs, equilibrando alegria em momentos certos, tristeza, tensão, suspense e terror. Cada episódio teve um ponto especial e uma abordagem diferente, que jamais foi vista em outras séries de heróis. “Mr. Parker’s Cul-De-Sac” foi um dos episódios mais marcantes da temporada, pois trouxe Damien Darkh (Neal McDonough) de volta, e ainda teve o casamento de Ray Palmer (Brandon Routh) com Nora Darkh (Courtney Ford). A trilha sonora conseguiu criar um clima de emoção, e vemos que Damien procurava redenção – não é muito o caso em uma parte do episódio, em que Nora revela que não iria se casar com Constantine, mas sim com Ray. O casamento selou o destino dos dois juntos para fora da Waverider, que viria acontecer no episódio seguinte.

“Romeo v Juliet: Dawn of Justness”, nome que faz referência a Batman vs Superman: A Origem da Justiça (no original, Dawn of Justice), foi o episódio mais emocionante da temporada, e um dos mais marcantes de todo o Arrowverse. O episódio foi uma loucura, pois as Lendas vão para a Inglaterra nos anos de 1600, tentando reajustar a história do escritor William Shakespeare, que provocou uma peça dos heróis após vê-los em ação. Claro que, conseguiram reajustar a história, porém enquanto a peça de Romeu & Julieta, Ray Nora estavam dando adeus à equipe. Nate não conseguia aceitar que seu melhor amigo iria partir para viver sua vida, mas ao final, se arrependeu e foi encontrá-lo na Waverider.

No momento que Nate chega a nave, se perguntando onde Ray estava, o semblante triste foi o grande emocional, que se manteve quando Palmer apareceu para se despedir. É incrível a entrega de Brandon Routh tanto na cena de despedida, quanto em todo o episódio, que era totalmente focado no ator. A cena de ambos tristes, se abraçando, enquanto Zari estava atuando na peça e com sua fala ao fundo, torna a despedida belíssima, com uma grande carga emocional.

Talvez um tiro no pé por tirar Ray e Nora da equipe, pois a motivação e o coração da equipe era o Átomo, não preencheu o vazio que a equipe teve. Como Sara (Caity Lotz) disse no final do episódio, brindando em memória a Ray: “E que nos mostrou que não há problema grande demais que não possa ser resolvido com um sorriso”. A produção foi um tanto rude com Brandon Routh, que ficou insatisfeito com a saída. Havia muito há explorar. Quem sabe um dia, ele possa retornar.

Com a primeira parte da temporada finalizada, um segundo arco começa, mas que girava em torno ainda do Tear do Destino. A redenção de Astra é algo curioso, pois mesmo querendo comandar o inferno ao lado das Moiras, ela ansiava em ver sua mãe e tê-la mais uma vez, se aliando as Lendas. Com isso, a equipe ganhava mais um membro, mesmo que temporário, após a saída de Ray e Nora, e a morte de Behrad. Os episódios começavam a se tornar mais interativos numa caça a última peça para conseguir montar o Tear do Destino e ressuscitar Behrad.

As Lendas se encontram com uma das Moiras, Átropos (Joanna Vanderham), que entra em combate com Sara, quase a matando. Um pequeno arco se inicia em meio a outro, com a capitã da Waverider ganhando poderes de prever os acontecimentos futuros. Não bastasse estar cega, não poderia comandar as Lendas, deixando Ava Sharpe (Jes Macallan) no comando, conseguindo amarrar duas subtramas em uma só.

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Apesar de esperar algum poder que lhe desse super força, esse foi uma grande surpresa. O ganho de pode foi tudo graças a uma luta contra uma deusa. Os episódios seguintes trouxeram um grande dinamismo do elenco e das subtramas envolvendo cada personagem. Passando pelo deus grego Dionísio, a equipe chega a um apocalipse zumbi em “I Am Legends”. O 12° episódio pós-crise foi o mais desesperador, com certeza, com a equipe protagonizando o drama em meio ao caos. Com a imortalidade adquirida por 24 horas após beber do Cálice de Dionísio, as Lendas estavam prontas para usar o Tear do Destino, mas não contavam perder a nave para as Moiras. Sem nenhum Correio do Tempo, eles vão para um antigo bar, no qual funcionava um posto da Agência do Tempo. O tempo da imortalidade tinha se esgotado e os zumbis os alcançaram, matando quase toda a equipe, exceto por Charlie (Maisie Richardson-Sellers), que conseguiu fugir para tentar salvar o mundo e mudar as coisas.

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E, de forma inusitada salvou, os colocando na TV, em forma de sitcom, para fazer a população entender que o “regime” das Moiras era algo bom. Ela se uniu as irmãs para salvar a equipe. E é aí que entra a Zari 1.0 de volta à série. Assumindo o corpo da Zari 2.0, ela consegue fomentar a ideia de que tudo não passada de uma prisão criada pelas Moiras, colocando a equipe em séries de TV. Gary (Adam Tsekhman) e Mona (Ramona Young) entenderam o recado e conseguiram mudar o roteiro, fazendo as Lendas se lembrarem de quem são, tornando a cena marcante para a série, ao som da leveza da trilha sonora principal da série, rebuscando suas raízes.

Com a vitória parcial das Lendas, o episódio final seria o decisivo. Cabe ressaltar aqui o arco de Mick (Dominic Purcell) com sua filha. Todas as tentativas só funcionaram após Mick levá-la para a nave e se divertir com ela, junto de Nate. Porém, a trama vivida por Behrad e as Zaris ganharam mais força, na segunda parte da temporada e no episódio final. Tendo abrido mão da imortalidade por conta de Charlie (Clotho), Láquesis (Sarah Strange) consegue ainda manter voz e ordem na humanidade, juntamente com Átropos. Elas não esperavam que Clotho se viraria contra elas e as Lendas tivessem saído da televisão para derrotá-las. A batalha final acontece contra vários “bis”, sendo líderes políticos e assassinos. O final foi feliz, até certo ponto, em que Sara é abduzida, iniciando o gancho para a 6ª temporada.

Veredito

A 6ª temporada de Legends of Tomorrow é realmente perfeita, não sendo uma novela como uma vez foi na 1ª temporada. Muita coisa mudou desde então. O foco foi o Tear do Destino, incluindo muito bem a trama de Astra com Constantine. Muitas subtramas conseguiram se encaixar com a trama principal, não se desviando. A história não fugiu do que quis mostrar, não deixando pontas soltas e um gancho para a próxima temporada.

As atuações por parte do elenco principal foram ótimas, sendo Brandon Routh Caity Lotz os mais brilhantes. Por sua vez, Matt Ryan apresenta um Constantine muito próximo aos quadrinhos, assim sendo um outro destaque por sua performance. Nick Zano, Tala Ashe, Jes Macallan Dominic Purcell também não deixam a desejar, com cada um fazendo jus ao seu personagem, montando uma própria personalidade. Shayan Sobhian tem um grande futuro dentro do show de TV.

Em questão de trilha sonora, Blake Neely Daniel James Chan entregam uma faixa épica, sempre. O figurino, como sempre, muito bem feito, apesar de que as Lendas deveriam usar mais seus trajes quando pudessem, pois são suas identidades. Em meio a saída de atores, Legends of Tomorrow não caiu de produção em nenhum episódio, conseguindo fazer com que cada um passasse um sentimento, seja de emoção, tristeza ou tensão. A temporada demonstrou um grande equilíbrio entre os episódios e muito solidez, fazendo com que Legends of Tomorrow seja a melhor série do Arrowverse e a mais divertida da DC Comics.

10/10.

Superman Day: Verdade, Justiça e o Jeito Americano. Por que o Superman ainda importa?

Hoje é celebrado o Superman Day, dia em que a DC Comics designou para celebrar seu maior super-herói de todos os tempos e o mais icônico dos quadrinhos. Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster ainda em 1933, o Superman foi revitalizado e posto em um quadrinho apenas em 1938, estreando na banda desenhada Action Comics #1. Com certeza, foi um marco, pois os fãs de heróis estavam acostumados com tiroteios no faroeste com o Cavaleiro Solitário, ou  com o lado detetivesco do Besouro Verde nas rádios. Mas, ter alguém poderoso, capaz de pular altos prédios e correr mais rápido que um trem é novidade.

Mas muitos ainda perguntam “por que o Superman ainda importa?”. Não é porque ele foi o primeiro a ter poderes, ou fazer sucesso e vender muitos exemplares, mas, é pelo fato do que ele significa. O que ele transmite para as pessoas, nos quadrinhos, animações ou filmes. É pelo fato do personagem levar esperança, algo que o mundo sempre precisou.

Quando seus quadrinhos chegaram às bancas, houve um estrondo em vendas, estourando os 200 mil exemplares, que se esgotaram rapidamente. As tiragens aumentaram em 1939, e tiveram de criar uma revista dedicada exclusivamente ao Superman – muito merecido, aliás. Fizeram isso também com o Batman, antes participante da Detective Comics. Os quadrinhos do Superman chegaram em boa hora, pois era começava a Segunda Guerra Mundial, e muitos soldados liam nas trincheiras quando a calmaria tomava os campos de batalha. Mas, mais do que isso, o Superman foi um símbolo de esperança para muitos, sendo o alicerce da DC Comics, juntamente com Batman (justiça) e a Mulher-Maravilha (paz). Era tudo o que o mundo precisava naqueles tempos sombrios.

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Não demorou muito para o super-herói ter uma série animada e séries em live action, com Kirk Alyn e George Reeves. Quem não se lembra do famoso jargão “é um pássaro? É um avião? Não, é o Superman!”. Ou a própria música da animação dos anos 1940,  dando um tom de heroísmo certeiro para o Escoteiro. Era o tema da verdade, justiça e do jeito americano.

A popularidade era imensa, e o trabalho seria em dobro para os criadores Jerry Siegel e Joe Shuster. Mesmo querendo inicialmente serem os responsáveis por toda a história, ambos começavam a se cansar pela sobrecarga do trabalho, obrigando Shuster a criar um estúdio para ajudá-lo na produção de arte. O vilão mais icônico do Superman, Lex Luhtor, surgiu na mão dos criadores, além também do Mestre dos Brinquedos. Mas, mesmo que os dois criadores tenham iniciado a chamada “Era de Ouro”, e feito o maior vilão do Azulão, deixaram de fazer algum vilão que pudesse combater de igual para igual o Superman em sua própria revista de quadrinhos. As histórias basicamente eram o Superman enfrentando capangas armados ou um cientista louco, que tentam matá-lo a todo custo, mas que falham. Tudo bem, olhando para a época é entendível, pois era o começo dos quadrinhos, mas a falta de um Bizarro ou Metallo para fazer frente com o Superman era muito vigente, tornando as histórias quase sempre repetitivas.

Mesmo depois com os problemas judiciais com os criadores, a DC Comics investiu pesado no Superman, dando início a “Era de Prata”, a qual muitos vilões foram criados, incluindo Brainiac, Bizarro, Metallo, Parasita e muitos outros. Não só vilões, mas expandiu ainda mais sua mitologia com a criação da Supergirl, sua prima, e ainda Krypto, criado em 1955, um ano antes do início da “Era de Prata”.

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Sem dúvidas, a “Era de Prata” que durou até o início dos anos 70, foi uma ótima revitalização do Superman em sua personalidade, e que conseguiu abranger mais ainda a mitologia do super-herói, criando novos inimigos e histórias clássicas – além da melhoria no símbolo, que é muito atual até hoje.

Com o pontapé da “Era de Bronze”, o Superman mergulhou para histórias mais maduras. Em uma delas, ele se questionou se suas ações estavam surtindo efeitos positivos para a humanidade, ou se ele estava intervindo de tal forma que a humanidade já não dependia mais dele. Com os quadrinhos indo bem, o Escoteiro veio a ter uma chance nos cinemas nas mãos de Richard Donner e Christopher Reeve no papel. E isso deu muito certo. Muito certo mesmo! Reeve e Donner remodelaram para sempre o Superman. Em 4 filmes, o ator conseguiu passar o que o Superman significa, de fato. Um super-herói que leva a esperança no peito, e que todos esperam ser salvos. Que passa confiança por sempre falar a verdade, agir ao lado da justiça, e viver do jeito americano.

Mas quando Reeve vestia a capa e entrava em ação, a magia acontecia. Algo que circula nossa mente e impregna nela, transformando aquilo em algo muito belo aos nossos olhos. Era como se realmente o Superman fosse de verdade – e o Reeve era. O primeiro filme surgiu com algo tão inovador para a época, causando tamanha admiração que após mais de 40 anos, muitos ainda veem com bons olhos, e o colocando como o melhor filme do Superman, o que não deixa de ser verdade, pois tanto o primeiro quanto o segundo filme, mostram a leveza do herói, trazendo todos os pontos positivos que ele necessita. A personalidade carismática, otimista e sempre verdadeira do Homem de Capa, faz o telespectador ficar encantado para sempre.

Reeve, em 4 filmes, conseguiu equilibrar muito bem seu lado civil como Clark Kent e heroico como Superman. É nítido o relaxamento de Clark sob os ombros, todo desajeitado, ignorado por muitos, mas tão humilde quanto a própria palavra. Era uma atuação fora do sério, pois ao vestir o traje, ele engrandece, alinhando os ombros, com suas mãos na cintura, sua capa esvoaçante contra o evento, seu sorriso que encanta e seus olhos que brilham.


Há muito o que falar, mas é preferível resumir, pois eu poderia falar sobre o Superman do Reeve por muitos parágrafos. Ele não entrega uma atuação. Ele entrega sua vida ao personagem. Seu brilhantismo como Superman modelou para sempre o Escoteiro, não porque ele salva as pessoas ou pula de prédios e pode voar. Porque ele apresenta um carisma tão grande que nunca foi visto anteriormente no Homem de Aço. Sua versão vira definitiva para todas as mídias, pois, era de fato o Superman que deveria ser para todo sempre. O super-herói que zela pela paz, leva esperança, sabendo discernir facilmente o certo do errado, não tendo se acostumado com a violência humana. Muito pouco ele usou a violência, apenas com outros seres poderosos como ele. E isso o torna tão especial quanto os outros heróis. Pois, pra ele, a violência não é a justificativa de sua moralidade. Não leva a nada. Apenas a tragédias, que ele consegue evitar por optar a não usar a violência.

E não é possível não falar da inocência de Clark mais uma vez, pois sua atuação, a visão de Donner diante de Kent, tem sido levada por mais de 40 anos em todas as mídias. A revolução, tanto cinematográfica, por usar efeitos especiais avançados para a época, quanto na própria personalidade do personagem, faz Superman ser o que é hoje graças ao ator que nos fez acreditar que homem poderia voar. Sua versão é definitiva e o legado deixado é imenso, por nos fazer acreditar que o Superman uma vez já existiu, e que não podemos perder a esperança jamais! Obrigado, Reeve.


E ainda mais, agora sobre o seu tema principal, o Superman March do gênio John Williams. O diretor Donner gostou tanto da trilha de abertura que aderiu ela ao filme, fazendo ser a música tema do Superman. Sendo tão grandiosa quanto seu filme, revezando o tema de aventura do herói, até a calmaria e o amor do tema com Lois. A música é tão conhecida, virando definitiva para o Azulão, pois cada um que escuta, mesmo que não tenha visto o filme, remete à imagem do Superman. O filme atravessou gerações, e ainda não envelheceu nada. Ele continua tão atual quanto muitos outros.

Após o papel de Christopher Reeve ter imortalizado o Superman, muitas coisas viriam acontecer ainda. John Byrne modernizou o herói nos quadrinhos, porém deixando de lado algumas coisas como a própria Fortaleza da Solidão, mas ainda manteve sua essência de levar esperança e ser o super-herói do mundo. Alan Moore, por sua vez, finalizou toda sua história da “Era de Ouro”, fazendo o Superman quebrar seu código para salvar seus amigos, ir até uma sala para se expor a kryptonita dourada, ficando sem seus poderes permanentemente, e deixando a capa, nunca mais retornando e com sua obrigação com o mundo terminada. Ele estava satisfeito com aquilo.


Com a nova modernização, o herói chegou a se casar com Lois Lane muitos anos depois, mas antes teve de dar sua vida por Metropolis, enfrentando até a morte o Apocalipse. Por um tempo, Metropolis se sentiu na obrigação de ficar sem seu Guardião. Seu sacrifício não foi em vão, pois a população entendeu que ainda devia manter a coragem e esperança. Outros quatro Superman tentaram proteger a cidade, sendo um deles o vilão, enquanto Kal-El estava sendo “ressuscitado”. Seu retorno o deixou mais forte, e toda a população ficou surpresa por ver o protetor da cidade voar com seu traje azul e capa vermelha nos céus de Metropolis, sempre atento.


Com isso, os quadrinhos ganham grande destaque, e com o sucesso da série animada do Batman, o Superman ganhou a sua. Mantendo todos os valores, e dando um ar ainda mais heroico pro Azulão, o Superman da série animada é realmente incrível, sendo uma das melhores representações do Capa Vermelha nas mídias. Sua astúcia em deter a todo custo o perigo contra sua cidade, faz lembrar muito o Superman de Christopher Reeve. A abertura, juntamente com a trilha da grandíssima compositora Shirley Walker, dá ainda mais um aspecto heroico para animação.

Não só na própria série animada, mas também na série animada da Liga da Justiça. Mesmo que ele se segurasse muito por ter medo de causar um grande estrago, em um episódio ele realmente se solta, mostrando sua verdadeira força a Darkseid. A voz do Guilherme Briggs faz a cena ser arrepiante.

E vivendo apenas de quadrinhos e animações por um tempo, o Superman ficou em hiatus nos cinemas, até que Bryan Singer lavou as mãos, colocou suas luvas, e pegou uma imagem do Superman de Reeve e teve a brilhante ideia e fazer um filme com as características ao de Donner. Com o sinal verde da Warner Bros., pois Batman Begins foi um sucesso, investir num filme do Superman seria uma ótima jogada. A escalação de Brandon Routh caiu como uma luva para Superman: O Retorno. O filme mostra um Superman ainda mais poderoso, mais rápido, mais tudo. Tentar se assemelhar ao Superman original é muito difícil, mas Routh conseguiu pelo menos fazer com que seu Clark fosse igualmente ao de Reeve. Sempre desajeitado e ignorado. O Superman ainda passou seu ar heroico e esperançoso, mas não a ponto de se parecer totalmente com o de Reeve.

A entrega do ator foi grande, trazendo muitos valores antigos ao Superman, e juntando com os novos, e claro, sem faltar referências. E quando digo isso, é porque a referência é linda.


Uma outra observação, é seu papel como Superman no crossover Crise nas Infinitas Terras. Mais uma vez, entrega um Superman tão próximo ao de Christopher Reeve. Uma atuação incrível.

E por um outro breve momento, viveu de muitas animações, vários quadrinhos. Muitas histórias nas HQs, como Grandes Astros ou Origem Secreta, foram feitas no mesmo ano ou antes que Superman: O Retorno. O Homem de Aço bebeu da fonte das animações, até que em 2013, Zack Snyder dirigiu Homem de Aço.

Com Henry Cavill no papel, o filme foi algo muito mais sério e fora dos padrões vistos nos filmes anteriores. Não tem nada de Superman que pouco usa a violência para não causar tamanha destruição na cidade como nos desenhos, ou um herói mais otimista e caricato como Reeve. Há aqui, um Superman mais humanizado, mesmo que ainda poderoso. Snyder quis trazer um filme mais próximo da realidade para o personagem. Em Homem de Aço a personalidade estava um pouco mais amenizada, mas em Batman vs Superman já era um super-herói arrasado por conta de uma grande parcela da humanidade contestar suas ações. Mas ainda assim, não deixou de ser o Guardião de Metropolis, salvando o mundo e a cidade mais uma vez. Ele se sacrificou para que o mundo acreditasse em seu valor, e tivesse esperança, pois era o que significava seu símbolo.

Em Liga da Justiça, seu retorno quando já está consciente, traz uma ótima personalidade, lembrando o herói que o Superman de fato é. Um super-herói que acredita na verdade, mas é um grande fã da justiça.

Por que o Superman ainda importa? Porque ele não é apenas um super-herói. Para muitos, ele é a sua inspiração para fazer sempre o certo. Sempre está ao lado da verdade e da justiça, por mais que seja uma missão difícil muitas vezes. O Superman ainda importa por ele ser o herói que passa a esperança, mesmo no pior momento de sua vida, pois sem esperança, a humanidade não teria no que acreditar. O mundo ainda precisa de você, Superman!

Em memória a Christopher Reeve.

Superman: Do Pior ao Melhor Filme

Desde sua criação em 1938, poucos personagens foram tantas vezes adaptados para o cinema como o Superman. Diversos diretores deram sua visão do personagem e diferentes atores vestiram a famosa capa vermelha. Dito isso, em comemoração do Superman Day, decidi organizar uma lista com todos os filmes do Homem de Aço que Hollywood acabou produzindo, e então, organizá-los em um ranking do pior ao melhor filme do Azulão. Confesso que a tarefa de ranquear a lista não foi das mais complicadas, pois acredito que haja uma grande diferença de qualidade de um filme para outro, ainda mais em relação do primeiro colocado aos outros – acredito que todos saibam qual é o primeiro colocado até aqui, mas se preparem para relembrar das marcantes (nem todas) aventuras do Homem de Aço no cinema.

7 – Superman IV: Em Busca da Paz (1987)

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Após o fracasso de Superman III, os produtores continuavam à espremer os limões da imagem de Christopher Reeve como Superman até onde não dava mais. A Warner havia deixado a produção do quarto filme à cargo da Cannon, responsável por produzir diversos filmes B de qualidade questionável. Os problemas vinham desde os bastidores.

Nem mesmo a interessante premissa de vermos o Superman tentando impedir a corrida armamentista no auge da Guerra Fria salvou o filme de ser um fracasso retumbante. Na verdade, Sidney J. Furie abandona essa promissora ideia para realizar um pobre combate de herói contra vilão, um dos vilões mais genéricos que você vai ver inclusive, criado a partir de um fio de cabelo do Homem de Aço. O resultado: um filme preguiçoso, cafona e totalmente esquecível. Se salva apenas o belo discurso do Superman contra a Guerra Nuclear.

6 – Superman III (1983)

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Em Superman III, o tom mais galhofa do filme é estabelecido desde o bizarro prólogo de começo em que vemos uma sucessão de gags pretensioasamente engraçadas acontecendo em Metrópolis, bem ao estilo de uma comédia pastelão. E claro, pela participação do comediante Richard Pryor. Richard Lester, que havia dirigido parte de Superman II, esquece o tom de aventura, que vinha dando certo, e opta por este humor exagerado que acaba não funcionando de forma alguma com a imagem estabelecida do Superman.

Os pontos altos são o maior destaque para a relação de Clark e Lana Lang em Smallville e a abordagem “maligna” do Superman quando o personagem se divide em dois. Mas que não são suficientes para salvar o filme de um roteiro falho e de uma constante mudança de tom.

5 – Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

Poucos filmes dividiram tanto o público como Batman vs Superman, há quem ame e há quem odeie. Fato é que o encontro dos dois maiores personagens dos quadrinhos no cinema merecia muito, muito mais do que nos foi apresentado. Na tentativa de competir com a Marvel Studios, que vinha fazendo sucesso com seu universo compartilhado, a Warner decidiu que era a hora de um Universo Compartilhado da DC. O primeiro exemplar dessa empreitada foi O Homem de Aço, e o segundo filme seria responsável por realizar o esperado encontro de Batman e Superman no cinema.

A problemática foi que a Warner colocou a “carroça por cima dos bois”, se assim posso dizer. Pois além de ter que reunir os dois heróis e ter uma justificativa plausível para os dois se enfrentarem, Zack Snyder tinha que apresentar outra grande heroína dos quadrinhos, a Mulher Maravilha, e ainda servir de ligação com o futuro filme da Liga da Justiça que seria produzido. O resultado foi um filme duro, inchado, que, apesar de ter momentos marcantes e uma premissa interessante, acabou sendo um fracasso de crítica e dividiu os fãs que esperavam há tanto tempo o encontro destes ícones no cinema.

4 – Superman II: A Aventura Continua (1980)

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Os bastidores de Superman II são mais conhecidos por serem um dos mais conturbados do cinema. Alguns desentendimentos entre Richard Donner e os produtores acarretaram na demissão do diretor, o que causou diferenças significativas na produção do longa. Alguns dos envolvidos na produção foram embora juntos de Donner, até mesmo Gene Hackman não aceitou fazer as cenas que faltavam como Lex Luthor, a Warner fez cortes no orçamento (o que é notável nos estranhos efeitos especiais que acabaram envelhecendo muito mal), mas principalmente, a maior diferença no resultado final foi a contratação do diretor Richard Lester, que optou por dar uma “suavizada” no herói, à vontade do estúdio.

Mas apesar de tantos problemas, o resultado final é agradável. Somos brindados com a magnética presença de Zod, um vilão simples, mas imponente que apresenta uma real ameaça ao Homem de Aço. E ainda temos divertidas cenas da Lois tentando adivinhar a real identidade de Clark/Superman, somado ao interessante conflito que permeia o protagonista: deixar de ser Superman para viver como um homem qualquer ao lado de sua amada, ou continuar sendo o guardião da paz? Ideia que humaniza o personagem e amplia seus conceitos.

3 – Superman: O Retorno (2006)

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Chegamos ao filme mais injustiçado desta lista ao meu ver, sim, Superman: O Retorno. Após o grande sucesso de Batman Begins em 2005, a Warner aproveitou a oportunidade e percebeu que não tinha porque não produzir mais um filme do maior personagem dos quadrinhos, que não ganhava uma produção nos cinemas há quase 20 anos. Vindo da franquia de sucesso dos X-Men, Bryan Singer, dito como um fã do Superman, foi o escolhido para dar continuidade a mais uma adaptação do Azulão nas telonas.

E porque digo que Superman: O Retorno foi um injustiçado? Bom, antes de tudo, a proposta de Singer era bem sincera, trazer de volta tudo aquilo que outrora havia nos encantado nas adaptações com Christopher Reeve e com direito a volta do icônico tema de John Williams (agora adaptado pelas mãos de John Ottman). Singer aplicou uma hábil direção e nos presenteou com momentos marcantes, como a icônica sequência do Superman salvando as pessoas no avião, um momento de exímio trabalho de direção e sonoridade. Claro que nem tudo são acertos, temos um real problema de roteiro envolvendo o mirabolante plano do Lex Luthor de criar um continente a partir de cristais da Fortaleza da Solidão, que beira o bizarro. Temos também o problema de interpretações: a tarefa de Brandon Routh era bem complicada, suceder Reeve que havia personificado a imagem do herói, e mesmo com a fisicalidade semelhante ao ator, Routh não conseguiu esboçar tamanho carisma do saudoso Christopher Reeve. Kate Bosworth nem se fala, inexpressiva, não fez jus ao nome de Lois Lane de Margot Kidder. Mas mesmo diante destes problemas, o resultado final é um filme agradável, que homenageia e entrega uma visão mais profunda e romantizada do personagem, que o difere da maioria dos blockbusters recentes.

2 – O Homem de Aço (2013)

O Homem de Aço foi responsável por dar o pontapé inicial do Universo Compartilhado da DC, e acredito que foi um bom começo. Christopher Nolan, que vinha do sucesso da marcante trilogia Cavaleiro das Trevas, e Zack Snyder, escolhido para ser o diretor do longa, encabeçaram a ideia de um Superman mais realista e humano, atualizado para um contexto mais atual. Devo dizer que gosto dessa nova visão e reformulação do personagem, ampliando sua mitologia sem perder o ar de esperança digno de Superman.

Snyder comandou um elenco de peso aqui: Henry Cavill, Amy Adams e Russell Crowe são apenas alguns do grande elenco do longa. Henry Cavill em especial, soube bem convencer das inseguranças de um Clark Kent que sentia medo de se revelar para o resto do mundo, até passar o ar esperançoso que requer o personagem. Snyder aplicou aqui uma boa direção, equilibrando bem momentos mais intimistas do personagem com fascinantes cenas de ação, sem faltar as belíssimas composições visuais, características do diretor. Não se prendendo ao passado, e visando o futuro, O Homem de Aço veio para dar uma nova visão do personagem e apresentá-lo para uma nova geração de fãs.

1 – Superman: O Filme (1978)

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Este foi o filme que nos fez acreditar que o homem poderia voar. O que falar de Superman? Com certeza uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos. Este clássico de Richard Donner veio na crescente de blockbusters como Tubarão, Star Wars, Indiana Jones, filmes com um grande orçamento que levavam multidões aos cinemas.

Richard Donner soube equilibrar aqui uma divertida aventura com um bom drama de forma bem inteligente, uma bela construção narrativa e um bom desenvolvimento de personagens. Donner nos presenteou com momentos magníficos como a magnética cena do Superman salvando Lois do alto de um prédio, ou o encantador momento em que o Superman leva Lois para voar, momento fascinante e encantador, a química dos dois atores era impressionante.

Os efeitos especiais foram revolucionários, efeitos que convencem até hoje, e como já dito antes, fizeram acreditar que o homem poderia voar. E não poderia deixar de citar a icônica e imortal trilha de John Williams, que arrepia qualquer um que ouvir aquela espetacular abertura. E o melhor, os personagens: Christopher Reeve entregou a personificação máxima do altruísmo e do símbolo de esperança do Homem de Aço, para sempre, o Superman definitivo. Margot Kidder formou o par ideal de Reeve como a destemida e apaixonante Lois Lane. Gene Hackman deu vida a um divertido e brilhante Lex Luthor. E ainda fomos brindados com a participação do genial Marlon Brando, eterno Don Corleone, agora, eterno Jor-El, pai do último filho de Krypton.

Superman: O Filme é um clássico do cinema e das adaptações de quadrinhos, uma referência quando se trata do Superman, primeiro e maior herói dos quadrinhos, um filme que sempre vai permanecer nas mentes e corações dos amantes de cinema e dos fãs do Homem de Aço.

Ray e Nora se despedem da equipe em fotos promocionais de Legends of Tomorrow

Chegou a hora de dar adeus a mais dois tripulantes da Waverider. Brandon Routh Courtney Ford não farão mais parte do elenco regular da série. O anúncio foi feito em agosto de 2019, deixando muitos fãs tristes, inclusive o ator.

No episódio seis que irá ao ar no dia 10, Mr. Parker’s Cul-De-SacRay (Brandon Routh) e Nora (Courtney Ford) irão se casar, e ainda terão a presença ilustre de Damien Darkh (Neal McDonough). Já no episódio seguinte, Romeo v Julieta: Dawn of Justness, ambos irão deixar a equipe.

Routh está desde o começo da série, que foi começou em 2016. Antes, ele participava em Arrow, e logo foi realocado para o spin-off. Recentemente, em uma entrevista ao canal Inside of You with Michael Rosenbaum, no YouTube.

“Ainda falando sobre perdas, eu perdi o que tem sido minha família durante 5 anos, e o personagem que interpreto por 6 anos. Talvez você não saiba, filmei meu último episódio no Arrowverse como Ray Palmer e isso foi bem traumatizante para mim. Não foi algo que estava esperando, foi um choque.”

“Foi o dia em que eles te contaram?”, perguntou Michael.

“No dia em que estava gravando?” 

“Sim, espero que eles não tenham feito isso.”

“Não, não. Isso foi antes de começarmos a gravara temporada, mas não foi algo bem tratado. E… é algo que eu ainda… minha esposa e eu ainda estamos superando.”, finalizou.

Confira a entrevista na íntegra:

Segundo os showrunners de Legends of Tomorrow, Phil Klemmer e Keto Shimizu, a escolha de tirá-los da série, foi pautada sobre o relacionamento amoroso dos personagens e seu futuro.

“Nós sempre imaginamos que o tempo no Waverider era para ser finito, sabia? Era sempre para ser a meio caminho de casa e não um lar permanente e que, uma vez que você reparasse qualquer dano que tivesse ao embarcar na nave que você provavelmente deveria abrir espaço para outra alma ferida”, observou Klemmer em entrevista à Game Spot. “É como a vida real também. Sabe, você tem seus amigos solteiros, mas quando entra em relacionamentos – desculpe dar a notícia a todas as pessoas em relacionamentos jovens que pensam que a vida nunca vai mudar, mas muda. Não há como atravessar um limiar na vida e carregar tudo o que você tinha antes. Você precisa renunciar a algo. E essa é a dor e a beleza da vida.”

Confira abaixo a sinopse do episódio sete de Legends of Tomorrow:

Sinopse: As lendas continuam a buscar as peças do Tear do Destino e se encontram cara a cara com William Shakespeare. Ray (Brandon Routh), Nate (Nick Zano), Rory (Dominic Purcell), Constantine (MattRyan), Charlie (Maisie Richardson-Sellers) e Behrad (Shayan Sobhian) ficam tempo demais na missão depois de piorarem as coisas após mentirem para Sara (Caity Lotz). Enquanto isso, Ray e Nora (Courtney Ford) fazem uma grande decisão em suas vidas, deixando a equipe surpresa e os melhores amigos Nate e Ray, brigados.

Romeo v Julieta: Dawn of Justness, episódio sete de Legends of Tomorrow, vai ao ar no dia 17 de março e marcará a despedida de Brandon Routh e Courtney Ford da série.

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Damien Darkh está de volta em Promo de Legends of Tomorrow

O grande vilão da quarta temporada de Arrow, resposável por ter matado Laurel Lance (Katie Cassidy), Damien Darkh (Neal McDonough), está de volta, e em um casamento! O vilão que esteve presente na segunda e terceira temporada de Legends of Tomorrow, voltará para levar sua filha Nora (Courtney Ford) ao altar. Veja a promo abaixo:

No episódio Mortal Khanbat, Ray (Brandon Routh) que um de seus desejos era se casar com Nora. E parece que esse desejo está prestes ase realizar. Intitulado de Mr. Parker’s Cul-De-Sac, o novo episódio poderá ser o último ou um dos últimos de Brandon Routh e Courtney Ford. O casal irá deixar a série no meio da temporada. Recentemente, um fã fez um apelo a Routh em uma publicação nos Instagram do ator, e ele respondeu que abandonar a série não foi ideia sua. Isso deixa um pouco claro que a ideia partiu dos produtores da série e da The CW.

Ao que parece, Nate (Nick Zano) está muito feliz pelo amigo e Nora por rever seu pai. Porém, Sara (Caity Lotz) não parece nada contente com isso. E quanto ao Dr Palmer, será que está nervoso por um vilão ver seu casamento?

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Confira abaixo a sinopse do episódio seis de Legends of Tomorrow:

Sinopse: Ray (Brandon Routh) planeja uma noite para ele e Nora (Courtney Ford), mas tudo dá errado quando um Encore aparece, fazendo a equipe pensar em seus pés e criar uma mentira para manter o Encore à distância. Enquanto tenta enganar o Encore, Ava (Jes Macallan) descobre o que Sara (Caity Lotz) estava realmente fazendo enquanto estava fora e a confronta. Charlie (Maisie Richardson-Sellers) e Constantine (Matt Ryan) fazem um acordo para trabalharem juntos, o que beneficiará os dois. Enquanto isso, Rory (Dominic Purcell) fica chateado quando recebe comentários negativos sobre seu livro, então Zari (Tala Ashe) ajuda a rastrear quem é o crítico, e Rory recebe mais do que esperava.

Legends of Tomorrow entrou em hiatus após o último episódio de terça-feira (25). Mr. Parker’s Cul-De-Sac (5×06) vai ao ar no dia 10 de março.

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Review: Legends of Tomorrow (5×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


“Conheça as Lendas.”


Após o término de mais um crossover sem todos da equipe, as Lendas voltaram a brilhar em seu primeiro episódio pós-crise, mudando de forma geral muitas coisas da Waverider.

Tudo começa com uma equipe cinematográfica na nave, acionada pelo senador, para que não corte as verbas, enquanto Sara (Caity Lotz), Ray (Brandon Routh) e Mick (Dominic Purcell) estão ajudando os heróis contra o Anti-Monitor. A produção de cinegrafistas estava gravando o cotidiano dos membros da nave, além de irem juntos em missões. Os membros se tornaram famosos, como nunca antes. Poderiam, de fato, serem reconhecidos como heróis.

O primeiro deslize de Ava (Jes Macallan) e as outras lendas, foi logo quando os salvadores do Multiverso voltaram. Sara, foi a única que não aprovou de imediato, ainda estando de luto pela morte de Oliver (Stephen Amell). Não demorou muito para a equipe sair em missão, indo para a Rússia Imperial encolher o problema, – tentativa do bordão de Ray – que era o místico Grigori Rasputin (Michael Eklund). Na última temporada, Astra (Olivia Swann) libertou as almas de famosos personagens históricos, e Rasputin foi um deles, este que alegava ser imortal.

Enquanto as Lendas não o encontravam até acertar um plano Nate (Nick Zano), tomou providências em falar ao diretor sobre a vida de Rasputin. Logo, teve a brilhante ideia de impedir que Yusupov fosse morto pelo místico. O plano A falhou, e tiveram de improvisar, fingindo que iriam entrevistá-lo. Ray e Nate não esperavam que outros da equipe tinham seus planos pra derrubá-lo também, e todos os planos fracassaram. Foi nesta ida que Nate tenta adivinhar o nome da mulher que amou, e deixou um vazio imenso após desaparecer, tudo devido as eventos da Crise.

Com a derrota das Lendas, sem o consentimento da Sara, iniciou uma das cenas mais emocionantes da série. Lotz passou toda a emoção e tristeza que pôde, fazendo dos primeiros 25 minutos divertidos, em tensão. Com isso, a equipe ficou dividida, e Sara, junto do novo integrante, Behrad (Shayan Sobhian), voltaram a casa de Rasputin disfarçados para que não vingue seu plano, que era matar a família Romanov.

O plano de Sara logo foi posto em prática, e também, sido descoberto. A equipe chegou para ajudar na batalha, e vendo que estava perdendo, Rasputin consegue controlar alguns membros da Waverider para matar os Romanov. É aí que a fatídica cena do Átomo acontece. Sara o pega do chão, encolhido e joga contra a boca de Rasputin. No interior, Ray volta ao seu tamanho normal, espalhando vários pedaços do místico por toda parte, além de achar seu bordão: “tamanho importa!”. Após o incidente, as Lendas desmentiram tudo o que estava sendo visto no documentário aos espectadores.

Em meio a vitória e comemoração, Constantine (Matt Ryan), que esteve cuidando de casos sobrenaturais, aparece repentinamente na nave para voltar ao Inferno, sabendo que Rasputin já tinha sido “morto” pela equipe. O inglês tinha o intuito de voltar para o Reino de Hades. Após beber do sangue do russo, entrou no círculo, ateou fogo no pó mágico e voltou para o Inferno para acabar com todas as almas que foram soltas.

A outra cena em questão foi de Nate, que estava tentando lembrar quem era a mulher que ele perdeu. Gideon (Amy Pemberton), reprisou o momento em que Zari (Tala Ashe) some. Um holograma aparece, sendo este de Zari. Em instantes, após a mensagem, o holograma se desfaz e Gideon limpa a memória, deixando o Gládio em dúvida ainda de quem era a mulher.


Veredito

Meet The Legends demonstrou o quanto pode equilibrar o apelo cômico, emocional e dramático num episódio só. Brandon Routh era o alívio cômico – coo sempre – com suas frases de efeito não tão efeito assim. Lotz e Zano foram o apelo emocional do episódio, mostrando o quão duro é amar alguém ou ter como um amigo, enquanto se é herói. Quanto a Matt Ryan, o Constantine, que pouco apareceu, consegue atuar de forma brilhante e direta. É como se tivesse saído de um quadrinho.

Ao que parece, o desenrolar da trama vai tomando forma, com os acontecimentos da quarta temporada e do pós-crise. Legends of Tomorrow se encaminha mais uma vez para a solidez.

10/10.

Crítica: Crise nas Infinitas Terras

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


“Vida, um presente precioso que persevera diante de todos os obstáculos.”


Chegou ao fim mais um crossover, e o mais grandioso de todos, Crise nas Infinitas Terras, que contou com cinco séries da DC e pela primeira vez juntou todas (quase) as séries da DC, variando do DC Universe à CW. Mas não só juntou todas as séries da DCTV, como também trouxe de volta personagens de séries antigas. Tom Welling, protagonista de Smallville, Burt Ward como o Robin aposentado da série do Batman dos anos 60, e até mesmo, Brandon Routh, que reprisou seu papel como Superman após 14 anos.

O começo estrondoso do crossover, começou mostrando referências ao Batman de Michael Keaton, quando o jornalista Knox (Robert Wuhl) estava lendo um jornal sobre a prisão do Coringa. Em outros momentos as aparições repentinas de Jason Todd e Rapina no primeiro episódio, levaram a acreditar que a CW estava disposta a juntar tudo para fazer parte do Arrowverso.

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Do primeiro ao último episódio, houve momentos marcantes. A morte precoce do Arqueiro Verde (Stephen Amell), abalou todos que lutaram ao seu lado, ainda mais Sara (Caity Lotz), Supergirl (Melissa Benoist) e Flash (Grant Gustin). Não só os heróis, mas como também os fãs, pois ninguém esperava que o sacrifício de Oliver seria logo no começo da Crise. Isso enfureceu muita parte dos assíduos ao Arrow, que logo começaram com teorias de como o personagem voltaria à vida. Com isso, os outros quatro episódios foram se desenrolando e aproximando toda a equipe, em prol de salvar o universo contra a grande ameaça, o Anti-Monitor.

Logo no segundo episódio, este que conteve ótimos fã-services, o quarteto composto por Constantine (Matt Ryan), Mia Smoak (Kath McNamara), Barry e Sara vão reviver Oliver em um dos poços de Lázaro. A alma de Oliver após ele voltar à vida não estava em seu corpo, e sim, no Purgatório.

No mesmo episódio, o Monitor (LaMonica Garret) fala sobre os Protetores, e nisso entram várias e várias referências, tanto dos quadrinhos quanto do cinema. Após Lex Luthor (Jon Cryer) recuperar o Livro do Destino, ele buscaria matar todos os Superman. Numa questão de minutos, houve referência a Morte do Superman e ainda trouxe a aposentadoria do Superman de Tom Welling. Mas o melhor ainda estava por vir. O encontro do Superman da Terra-38 (Tyler Hoechlin) com o Superman da Terra-96 (Brandon Routh). Ficou nítido do que o Protetor da Verdade se tratava, era um Escoteiro que perdeu amigos e sua esposa pelas mãos do Coringa, este que jogou seu gás no Planeta Diário. Marc Guggenheim transformou Brandon Routh num espelho de Christopher Reeve e no Reino do Amanhã.

A atuação incrível de Routh merece destaque, pois ele consegue transmitir um Superman ao estilo de Reeve, levando esperança aonde puder. A luta entre os dois super-heróis foi ótima, relembrando Superman III. Mesmo pelo baixo orçamento, conseguiram fazer com que esta luta fosse a melhor do crossover.

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“Porque, Lois, mesmo nos tempos mais sombrios, a esperança persiste. Esperança é a luz que nos guia para fora da escuridão.”

Não só o surpreendente Routh como Homem de Aço, mas também o dublador Kevin Conroy, que surpreendeu todos com a versão mais obscura do Batman já feita até então. Mesclando Reino do Amanhã e Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, Conroy faz jus ao seu título de Cavaleiro das Trevas. Outra boa surpresa foi a própria Batwoman (Ruby Rose) substituindo Batman como a Protetora da Coragem.

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“Não lute contra monstros, para você não se tornar um monstro.”

A terceira parte de Crise terminou de forma memorável, quando o Flash da Terra-90 (John Wesley Shipp) se sacrifica para salvar Raio Negro (Cress Williams), Barry e outros. O hiato de mais de 1 mês para lançarem os outros dois episódios, deixou tudo em aberto sobre o futuro de Oliver Queen, que fora mostrado no anterior se tornando o Espectro. O novo Espectro, que no quadrinho foi Hal Jordan, o Lanterna Verde, agora iria auxiliar os Protetores a salvarem o multiverso, que já tinha chegado em seu fim.

O Ponto de Fuga, lugar o qual os heróis se encontravam, era onde eles deveriam se unir para derrotar o Anti-Monitor. O sacrifício do Arqueiro ainda contou com seu antigo bordão.

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“Você falhou com este universo.”

Mesmo com a “morte” do Anti-Monitor, o Multiverso havia sido reformulado por Oliver, fazendo com que as pessoas não se lembrem de nada, e outros heróis que sumiram pela anti-matéria também. As terras se combinaram, juntando Supergirl e outros personagens da Terra-38 com os heróis da Terra-2, formando a Terra Primária.

O episódio final de Crise nas Infinitas Terras, foi sem dúvida, o mais divertido e emocionante. Apesar do sumiço repentino de Ryan Choi (Osric Chau), um dos protetores, o final consegue manter e elevar o patamar de todo o Arrowverse e sua importância para a DC. Não só com a conexão do cinema com as séries, como foi visto o Flash de Ezra Miller conversando com o de Grant Gustin, mas como eles conseguiram adaptar a saga de Marv Wolfman e George Pérez para a televisão.

As referências eram tão constantes que poderia explodir a cabeça de qualquer um e fazer se perguntar: “Como eles fizeram isso?”. Simples, eles tiveram coragem em juntar tudo do melhor do Universo DC e colocar no roteiro. A homenagem também aos escritores do quadrinho foi algo bem bacana de se ver. Marv Wolfman aparece em uma das cenas pedindo autógrafo ao Flash, e Pérez é mencionado como um lugar na cidade.

O final foi tentou ser o mais nostálgico possível, com a narração de Oliver e a reconstrução do Multiverso. Juntando todas as séries possíveis da DC em suas respectivas terras, o final foi tão glorioso quanto o título que o crossover leva. A comovente homenagem ao Arqueiro Verde também se fez presente. E num momento de tristeza, houve alegria, após Barry mostrar a Mesa da Justiça aos heróis, criando a Liga da Justiça.


Veredito

Marc Guggenheim traz junto com outros roteiristas e produtores, a difícil missão de reiniciar o Multiverso. O crossover que fora inspirado na HQ de Marv Wolfman, mostra o quão trabalhoso pode ser, mas também o quanto glorioso pode ficar. As lutas foram ótimas falando de séries, e a trilha sonora foi incrível e inspiradora. A entrega de uma atuação emocional por parte de Caity Lotz, Stephen Amell, Melissa Benoist e Grant Gustin, fazem do evento televisivo um épico dramático de herói. Outros rostos como Brandon Routh e Dominic Purcell, mantém ainda a diversão necessária para o mega crossover, sendo alívio cômico certeiro em seus momentos.

Crise nas Infinitas Terras encerra definitivamente a jornada do Arqueiro Verde de forma memorável, mas que poderia ter sido ainda mais como vigilante, e não uma entidade cósmica. A morte precoce do herói foi um duro golpe aos fãs, por ser inesperado, mas a volta, o sacrifício para salvar o universo e a homenagem, conseguem ser ainda marcantes. Um ciclo se fecha para outro iniciar.

9/10.

Review: Crise nas Infinitas Terras – Parte 2

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


O Arrowverso nunca ficou tão imenso, e mais uma vez, Crise nas Infinitas Terras surpreende com várias referências do universo da DC, trazendo até mesmo Jonah Hex.

A parte dois do mega crossover aconteceu na série da novata Batwoman (1×09). Já ressentidos após a morte do Arqueiro Verde, Sara Lance (Caity Lotz) e Mia Smoak (Katherine McNamara) vão em busca de um modo para trazê-lo de volta à vida. Mas ainda antes disso, o Monitor (LaMonica Garret) convoca alguns heróis na Waverider (nave das lendas da Terra-74) e lhes diz que ainda há 7 protetores (paragons).

Os primeiros quatro protetores são Kara (Protetora da Esperança), Sara (Protetora do Destino), Superman – não o de Supergirl (Protetor da Verdade) e Batman da Terra-99 (Protetor da Coragem). Estes dois últimos deveriam ser encontrados. Coube ao Superman da Terra-38, Lois e Iris para encontrar o Paragon da Verdade e Kate junto de Kara para encontrar Bruce.

E com todos os percalços, Lex Luthor que havia sido recrutado por Monitor, fugiu com o Livro do Destino, no único intuito de matar todos os Supermans do universo. E é isso que ele consegue. O Superman da Terra-75 é morto por Luthor. Iris, Clark e Lois buscam outro. O de Smallville, na Terra-167.

Ao tentar explicarem a Clark sobre o multiverso e que Luthor pretendia matá-lo, Clark não sabia que o presidente estava na cidade. Pelo jeito, Luthor virou presidente dos Estados Unidos na terra de Smallville. Mas logo, o Lex da Terra-38 aparece, fazendo o trio sumir. Clark ainda fica em dúvidas sobre Luthor. Logo, o inimigo mostra uma pedra de kryptonita ao ex-herói, que não faz efeito algum nele. Clark havia desistido de seus poderes para constituir uma família, sendo casado com Lois e tendo dois filhos.

É talvez, um final que muitos não esperavam. Queriam vê-lo com o uniforme, ajudando a salvar o universo. Mas não pode ser descarta essa possibilidade dele recuperar seus poderes de alguma forma e ir ajudar.

Bruce Wayne, o Protetor da Coragem

Já o Batman… este pode ter sido o mais sombrio já visto pelos fãs, seja na televisão ou cinema. Kevin Conroy, eterno dublador do Cavaleiro das Trevas, interpretou o personagem no crossover, e de forma incrível!

Com uma mescla de Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e Reino do Amanhã, o Batman de Conroy tornou-se um assassino, matando vilões como Coringa, Sr Frio e Charada. Até mesmo, matou o Superman, guardando troféus de suas maiores vitórias.

Por incrível que pareça, mesmo com o exoesqueleto, Bruce foi capaz de dar um soco em Supergirl, mas não parou a Batwoman. Muitos ainda questionam se essa era a melhor abordagem para o vigilante, já que todos olhavam Conroy com bons olhos e com sua conduta. Mesmo que tenha sido incrível vê-lo dando vida ao Batman, com sua voz grave e amedrontadora, foi decepcionante a forma dele ter morrido.

Busca pelo Protetor da Verdade

“Esperança é a luz que nos guia para fora da escuridão.”

Mas o destaque vai para Brandon Routh vestindo o uniforme do Superman novamente. Era a última aposta do trio Iris, Lois e Clark (Terra-38) de achar o Protetor da Verdade. Logo ao chegarem no Planeta Diário idêntico ao dos filmes de Christopher Reeve, Lois esbarra em um homem alto e robusto. Era Clark Kent da Terra-96, editor-chefe do jornal.

Depois de tanta conversa sobre Luthor, Lois questiona os quadros na parede do escritório de Clark. O mesmo explica que um rejeitado de Gotham matou seus amigos e sua esposa, jogando gás no prédio. Ao que tudo indica foi o Coringa.

E já trajados para salvar o multiverso, Luthor aparece, usando o Livro do Destino para entrar na mente do Superman da Terra-96, fazendo com que lute contra o outro.

Não sendo tão prático da CW em fazer efeitos especiais espetaculares, já que o orçamento de é baixo, na batalha de Superman vs Superman, os efeitos estão bons. Até mesmo da visão de calor (idêntica ao Superman do Reeve).

A luta não durou muito e Clark volta ao normal, afirmando não ser a primeira vez que luta contra si mesmo. Já vimos isso antes em Superman III.

A atuação de Routh é incrível, passando a sensação de que ele é o ator mais próximo de Christopher Reeve, já que seu Superman foi moldado nele. O ponto máximo foi a trilha ao fundo, alternando da trilha clássica do Superman e de Clark e Lois. Brandon Routh fez por merecer!

Batwoman, uma dos paragons

Após a morte de Bruce, Ray Palmer já tinha feito um aparelho para identificar os protetores. Havia um na nave, e como muitos não esperavam, a Batwoman tornou-se a Protetora da Coragem.

Oliver de volta?

No meio de todo o caos, há um outro fora dos bastidores. Constatine, Sara, Mia e Barry tentam reviver Oliver através de um Poço de Lázaro. Cabe a John trazer também a alma de Oliver de volta, o que não é uma tarefa fácil.


Veredito

Um episódio com menos ação do que o esperado, ganha em exploração de universos e várias referências. A atuação esplêndida de Routh faz nos voltar a sensação de estarmos vendo Christopher Reeve no papel. Welling e Conroy correm por fora com seus personagens tendo sido finalizados, mas não da forma como esperávamos. trilha nostálgica em partes encanta, sendo as séries do Arrowverso, uma das melhores em trilhas sonoras.

Pela nostalgia do passado, o episódio 2 até agora é talvez o melhor do crossover.

9,0/10.

As Lendas estão de volta em primeiro teaser da 5ª temporada!

“As Lendas estão de volta, você querendo ou não.”


Muito se esperou, pois Legends of Tomorrow era a única série do Arrowverso, até o momento, em que não havia se falado muita coisa. Enquanto as outras estão em andamento, as Lendas preparam o terreno para a quinta temporada e entrar junto no crossover. Confira o teaser trailer abaixo:

Os heróis irão se reunir para deter novas ameaças. Desta vez, os “anacronismos”, como eles chamavam em temporadas anteriores, serão líderes poderosos que irão voltar do inferno para o mundo dos homens.

A vilã da nova temporada será Astra Logue (Olivia Swann), a mesma menina da série Constantine, na qual o anti-herói tentava salvá-la sempre do inferno. A última temporada de Legends explorou o lado de John e seu fracasso com Astra. No episódio final, vilã concede moedas com nomes de assassinos, conquistadores e líderes a um dos homens no inferno que poderia liberar suas almas.

São eles, Calígula, Joseph Stalin, Genghis Khan, Rainha Maria Sangrenta, John Wayne Gacy, Lizzie Borden, Grigori Rasputin e Charles Manson. Todos estes, ou são assassinos, ou líderes de Estado.

Com a confirmação de que Brandon Routh (Ray Palmer) e Courtney Ford (Nora Darkh) irão deixar a série na mid-season, as Lendas irão ter dois desfalques e por enquanto, ainda não há substitutos. Mas, Matt Ryan (Constantine) torna-se regular na série.

Legends of Tomorrow volta no dia 21 de janeiro com o primeiro episódio intitulado de ‘Meet the Legends’, mas antes, farão uma parada em Crise nas Infinitas Terras.

Os heróis se reúnem em trailer final incrível de Crise nas Infinitas Terras!

“Todo o Universo precisa de você!”

– Oliver para Superman


O evento mais esperado dos seriadores neste ano, com certeza é o épico crossover do Arrowverso, adaptando a saga que remodelou o Universo DC nos quadrinhos, Crise nas Infinitas Terras!

Confira o trailer final abaixo:

SIM! Kevin Conroy apareceu, junto de Tom Welling. O dublador do Batman há mais de 20 anos irá fazer sua primeira aparição na TV como Bruce Wayne. Ele comentou sua experiência sobre.
“Isso me assustou no começo. Eu nunca interpretei o personagem de forma física. Eu sempre o habitei com minha voz. Quando você faz isso em um estúdio de gravação, é uma experiência muito íntima e você meio que vive com sua própria imaginação. Você faz isso com as roupas dos olhos e está nesse outro mundo, e você tem Mark Hamill (Coringa) alimentando toda a energia que você precisa e os outros atores, porque sempre gravamos juntos nos estandes. Estar realmente no set, no mundo físico, e andar como personagem e habitar o personagem em três dimensões, foi uma transição real para mim. Demorou um pouco para me acostumar, tenho que admitir. Fiquei surpreso porque conheço o personagem tão bem.”

O ator ainda afirmou que seu Batman será sombrio. Este Batman pode ser o mesmo da terra principal na qual ele some, já dito em Batwoman, ou do Reino do Amanhã.

Já o querido de Smallville, Tom Welling, irá reprisar seu papel como Clark Kent. Provavelmente será mais para fechar seu arco, explorando seu período pós Homem de Aço.

Foi possível ver, também, mais um pouco dos novos personagens que irão participar. A Precursora (Audrey Marie), que anuncia a Crise e reúne os heróis para a batalha, Pária (Tom Cavanagh), cientista de uma terra destruída pelo Anti-Monitor, o experiente herói, Raio Negro (Cress Williams) e claro, Barry Allen da Terra 90 (John Wesley Shipp).

Brandon Routh não apareceu como Superman no trailer, mas sim, como Átomo. Ainda mais, a incrível Sara Lance de Caity Lotz está presente, junto com Ruby Rose (Batwoman), a carismática Melissa Benoist (Supergirl), Grant Gustin (Flash) e o espetacular Stephen Amell (Arqueiro Verde).

O crossover será algo muito extenso e épico, que trará tudo dos clássicos da DC, seja quadrinhos ou animações, para a televisão. Kevin Conroy é a prova disso. O dublador original do Batman em games e na série animada, viverá o Morcego no crossover. Não só ele, mas Burt Ward, Robin da série do Batman no anos 60, também fará sua participação. O épico evento terá 5 horas, juntando Arrow, Flash, Legends of Tomorrow, Supergirl, Batwoman e Raio Negro. A CW já definiu os dias em que irão acontecer os episódios:

• Supergirl – Domingo (08/12) • Batwoman – Segunda (09/12) • Flash – Terça (10/12) • Arrow – Terça (14/01/20) • Legends of Tomorrow – Terça (14/01/2020)

As séries da DC pela CW, são transmitidas pelo canal pago Warner, no Brasil.


Legends of Tomorrow: Brandon Routh e Courtney Ford deixarão elenco regular da série

A série mais divertida do Arrowverso se despede de dois grandes nomes. De acordo com o site Deadline, são Brandon Routh, que interpreta Ray Palmer/Átomo, e Courtney Ford que faz Nora Darkh.

“Brandon e Courtney têm sido membros inestimáveis da família das Lendas”, comentaram os produtores executivos Phil Klemmee, Grianne Godfree e Keto Shimizu. Eles sempre trouxeram uma paixão e colaboração de nível para seus personagens e para o show – tanto dentro quanto fora da tela – que nós admiramos profundamente e pelos quais somos eternamente gratos”.

Routh estava entre os principais membros fundadores da equipe. Muitos fãs o adoram. E ele é um dos três remanescentes da primeira temporada junto a Caity Lotz (Sara Lance) e Dominic Purcell (Mick Rory). Sua esposa, Courtney, entrou na terceira como recorrente e se tornou regular na quarta temporada, sendo bastante utilizada.

O ciclo dos dois se encerra de uma decisão para fechar a história de Ray e Nora na série. Ambos agora podem ser convidados para participar dos episódios, mas não serão mais regulares durante a temporada.

“É claro que, quando tivemos personagens principais no passado cujas viagens os afastaram do Waverider, nunca é verdadeiramente um adeus”, disseram Klemmer, Godfree e Shimizu. “Nós amamos esses personagens e esperamos verificá-los em temporadas futuras, para ver como a vida fora do navio os transformou para melhor ou para pior.”

Eles devem filmar seu episódio final em outubro. O casal também fez um comunicado.

“Estou muito grato por ter tido a oportunidade de dar vida a Ray Palmer para nossos fãs nos últimos 5 anos, mas infelizmente, sua história é apontada em outra direção”, disse Routh em um comunicado. “Estou triste por ver a jornada de Ray terminar por agora, mas desejo boa sorte à minha família Legends.”

Ford acrescentou: “Nora Darhk está muito perto do meu coração. Se fosse a minha escolha, eu a interpretaria nos próximos anos. Mas eu entendo que as histórias seguem seu curso, e sou grata pelo tempo que trouxe a vida de Nora em Legends of Tomorrow.”

Brandon irá reprisar o papel de Superman no mega crossover do Arrowverso, e muito provável que Nora e o Átomo ainda apareçam para ajudar os seus aliados. A quinta temporada estreia em janeiro.