Arquivo da tag: animação

Crítica: The Liberator (1ª temporada)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Minissérie sobre Segunda Guerra se baseia em história real.


Lançada no Dia dos Veteranos, a minissérie The Liberator, original da Netflix, explora o capitão Felix Sparks (Bradley James) e a Companhia E na Segunda Guerra Mundial em quatro episódios, com cerca de 45-55 minutos, redesenhando atores reais em um visual de animação muito parecido com os jogos da Telltale Games.  

A minissérie traz uma grande abordagem que o preconceito de superiores do exército diante de outros que não são de sua “raça”, dentro do contexto de uma guerra mundial. O oficial Sparks tem o grande trabalho de “reformar” soldados presos, que se envolveram em confusões após terem sofrido preconceitos por descenderem de mexicanos e tribos indígenas, esta última, que sofreu muito durante a Guerra de Secessão e contra colonos britânicos durante longos séculos. Mas, voltando, Sparks deveria colocar todos em forma e prepará-los para batalhas sangrentas na Europa, que estava tomada pelos nazistas.

TheLiberator_Season1_Episode1_00_18_16_12

 

Comandando o 157° Regimento de Infantaria, o oficial Sparks conseguiu unir soldados abatidos pelo preconceito e mergulhados no ódio, transformando-os em bons e guerreiros aos olhos de outros superiores. São várias operações em lugares na Itália, como Salerno e Anzio, sendo um destes lugares que sua companhia teve grande dificuldade. A campanha na Alemanha também não foi das melhores, sofrendo muita pressão do exército americano após o desastre de Dachau, um dos campos de concentração nazista.

The-Liberator

Vamos destacar aqui a ótima atuação de Bradley James, protagonista da minissérie. Com personalidade forte, o ator conseguiu passar as dificuldades de estar na posição de comando durante uma guerra, e também a força e persistência que todo líder deveria ter. Os outros que compõem o elenco não ficam muito atrás, fazendo atuações sólidas e marcando personagens que o espectador pode se apegar. Em aspectos técnicos, os traços podem ser estranhos no começo, mas nada que não possa ficar acostumado após alguns minutos do segundo episódio. O uso de CGI misturando com live-action, inova ainda mais séries animadas que podem vir a ocorrer futuramente, usando a mesma textura que The Liberator usou. Uma outra, embora não marcante, qualidade, é a trilha sonora bem específica para guerra, puxando um pouco dos clássicos como O Resgate do Soldado Ryan, para mostrar uma campanha americana em telas.

the-liberator-CR

Talvez, um ponto negativo seja um pequeno deslize feito no primeiro e segundo episódio, que podem confundir o telespectador caso não preste atenção aos detalhes cronológicos que a série propõe. Porém, esses erros são “consertados” no terceiro e quarto episódio, entregando uma nova perspectiva na reta final de um drama mais profundo, que não repete os erros dos episódios antecessores. Há cenas que tocam a fundo a emoção, misturando tensão e tristeza em meio a batalhas sangrentas, que podem ser decisivas para a população daquele determinado país. O último episódio, de fato, mostra o que uma guerra é e pode causar, tanto para civis de forma física, quanto para soldados de forma psicológica, e alerta o poder da decisão que cada um tem de fazer.


Veredito

Com uma trama interessante, tendo como base o livro The Liberator: A Odisséia de 500 dias de um soldado da Segunda Guerra Mundial das praias da Sicília aos portões de Dachau, de Alex Kershaw, The Liberator aborda o preconceito dentro do próprio exército e suas rivalidades.

Trazendo uma ótima performance de Bradley James como protagonista, a minissérie animada inova com o uso de CGI e live-action, denotando as dificuldades em operações e os horrores vivenciados pelo oficial Felix Sparks e seus soldados.

9/10.


Confira o último CR News:

Anúncios

Semana Heroica #8 | Crítica: Liga da Justiça – Ponto de Ignição (2013)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Flash viaja no tempo para consertar algo que aconteceu no passado, mas acaba criando uma realidade paralela, onde a Liga da Justiça não existe, o Superman está desaparecido e a Mulher-Maravilha e o Aquaman estão em guerra. Liga da Justiça: Ponto de Ignição é uma animação que se destaca entre todas as outras da DC. Com roteiro baseado na saga de Geoff Johns e Andy Kubert, o longa animado se mantém fiel ao quadrinho de mesmo nome. Com personagens profundos e muito bem desenvolvidos, é nos mostrado uma realidade muito diferente da que estamos acostumados a ver em uma animação de heróis, com detalhe especial para o Batman de Thomas Wayne que rouba a cena nas partes que ele aparece. Também contamos com a presença de cenas de violência muito sangrentas e emocionantes, junto com cenas de guerras com o exército de Atlântida contra as Amazonas, que são muito emblemáticas e bem feitas. Os traços da animação são aceitáveis, mas contém cenas que acabam sendo meio toscas por conta dos desenhos que muitas vezes deixam a desejar. A trilha sonora é bem colocada e ajuda na empolgação durante as cenas de luta, especialmente na cena da batalha entre Aquaman e Mulher-Maravilha. Por último, o roteiro é bem bolado, contando com cenas de viajem no tempo e entre universos que são bem mostrados e com partes que são bem dramáticas por conta dos diálogos que são bem feitos e filosóficos.

Veredito

A animação é muito bem feita e bem fiel ao quadrinho, com personagens incríveis e bem desenvolvidos, com uma trama excepcional, mas infelizmente possui alguns erros que deixam algumas cenas um tanto toscas, mesmo que não interfira na sua experiência. É uma animação essencial para os fãs de super heróis.

8,5/10.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos, games, filmes e sua origem ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

Crítica: Mulan (1998)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Como na China da Dinastia Han imperava os bons costumes, o papel das mulheres era de se casar e cuidar do lar, enquanto os homens sustentavam a casa e lutavam nas guerras. Quando o exército Mongol invade a China, os homens são convocados para servirem e lutarem por sua nação, ao ver que seu pai velho e doente pode morrer na guerra, a jovem e espirituosa Mulan decide se passar por homem e ocupar o papel de seu pai no exército chinês, quebrando assim a barreira do conservadorismo.

screenshot_20200907-155501~21549341466..jpg

Mulan não se encaixava nas tradições familiares que a sociedade impunha, apesar de se esforçar para isso. Ao confrontar seu pai dizendo que ele pode morrer na guerra, ele diz que entende que este é seu lugar, e que ela deveria entender qual é o dela. Mas mesmo assim a jovem não se contenta, impulsiva e corajosa como é, se sente no direito de salvar seu pai e servir no exército, provando que ela mesma escolhe seu lugar e quais são seus limites. Ora, se sua tarefa era honrar sua família, nada mais honroso que lutar por sua nação.

screenshot_20200907-160203~2516638226..jpg

Além da força temática, a animação também se mostra ser uma excelente opção de entretenimento, pois é conduzida de forma dinâmica, ágil, mantendo a ação como prioridade. Temos ótimos momentos cômicos, especialmente envolvendo o dragão Mushu, personagem marcante por si só que, assim como Mulan, quer demonstrar seu valor como indivíduo. Assim temos uma das obras mais divertidas e engraçadas da Disney.

A opção pela ação quase que ininterrupta é acertada, ainda mais se levarmos em conta as cenas de ação que são muito bem dirigidas. A sequência da avalanche, por exemplo, tem um grande plano aberto do exército Mongol indo de encontro ao exército chinês, momento tão icônico e grandioso que se equipara a cena da debandada no desfiladeiro de O Rei Leão.

screenshot_20200906-040519~237323016..jpg

Mulan não só é um dos melhores expoentes da Era da Renascença da Disney, uma de suas épocas mais ricas, como também é um dos maiores clássicos do estúdio de animação. O longa traz um inspirador conto sobre honra, igualdade e tudo que um bom filme da Disney pode oferecer.


Veredito

Com uma protagonista cativante, temos em Mulan um inspirador conto sobre honra, igualdade e tudo que um bom filme da Disney pode oferecer.
10/10

Anúncios

Semana Heroica #6: Super-Choque | Como introduzir o herói em live-action?

Sendo um dos mais famosos heróis adolescentes da DC Comics, muito por conta de sua série animada, o Super-Choque, por muitas vezes, já foi alvo de rumores de uma série ou filme live-action. Porém, quem saiu ganhando uma série foi o Raio Negro, herói dos anos 70, com a produção do The CW. Mas por que não ganhar uma série ou filme? Neste artigo, decidi falar um pouco sobre as possibilidades remotas do Super-Choque aparecer em live-action.


Série ou filme?

É uma questão um pouco difícil de ser respondida, até porque o Super-Choque possui um grande universo, e também temos um outro herói com os mesmos poderes estrelando uma série. Mas, por que não fazer uma participação na série? 

Raio Negro seria uma grande válvula de escape para o Super-Choque estrear em live-action. Ambos têm os mesmos poderes. É claro que Jefferson Pierce, o Raio Negro, tem uma vasta experiência em combate ao crime, além de conseguir muito bem controlar seus poderes, tendo uma grande extensão deles. Virgil também tem, porém, precisa conhecê-los ainda mais, para saber até onde vai seu limite de poder.

Caso fizesse uma eventual participação na série, Jeff, sendo um educador e herói experiente, poderia ensinar Virgil as artimanhas de combate ao crime e todos os seus anos de experiência salvando o povo de Freeland. A dinâmica, com certeza iria funcionar muito bem, já que algo parecido foi visto na 3ª temporada de Justiça Jovem, quando o Raio Negro ficou encarregado da equipe.

Além de poder fazer uma participação em Raio Negro, o Super-Choque poderia ainda vir a ter uma série, substituindo propriamente o Raio Negro, quando esta terminar. Muito de seu universo pode ser explorado em uma série, seguindo os passos de Raio Negro. Mas também, pode fazer parte dos Titãs na 3ª temporada, na qual o herói poderia se encaixar muito bem na equipe, que é treinada pelo Asa Noturna. Um pouco mais de juventude nos Titãs não seria uma má ideia. 

Mas, quando se fala em filme, muitos fãs criam uma grande expectativa para algo que possa não ocorrer muito cedo. Apesar de ser muito conhecido e amado no Brasil e em uma grande parte nos Estados Unidos, o personagem pode ter ou não ter o peso de carregar um filme solo. É uma jogada arriscada em que a Warner Bros. e DC Comics não estão dispostas a correr de imediato.

Entretanto, há muitas histórias para serem abordadas no filme, com acontecimentos vigentes contra a sociedade negra. Abordar a luta contra o racismo por parte de um herói, é uma das grandes ideias que podem servir para um possível filme do Super-Choque, além do bullying que boa parte das crianças sofrem. 

O herói pode até mesmo participar de algum futuro filme da DC que consiga introduzir o personagem no Universo Cinematográfico, assim, estabelecendo o herói para uma discussão de um filme, caso seja bem recebido pelos fãs. É claro que não é fácil, realmente, de fazer um longa do Super-Choque, mesmo que seja animado, ao estilo Homem-Aranha no Aranhaverso. É preciso que o estúdio confie no potencial caso um projeto seja apresentado, que não cause prejuízo para a empresa e estúdio, o elenco e toda a equipe de produção, e também não arruíne a popularidade do herói.

Um filme pode dar muito certo, mas também muito errado. Porém, uma prova de que realmente possa funcionar um live-action do Super-Choque é um fã-filme, dirigido e roteirizado por David Kirkman. Veja abaixo o curta-metragem de aproximadamente  45 minutos:


Que o herói tem boa popularidade entre os jovens dos anos 2000, tem. Revivendo ele aos poucos, em animações e quadrinhos, pode vir a criar um grande espaço na DC Comics e chamar muito a atenção do público. Isso pode ser o terreno firme do Super-Choque, para que ele um dia venha dar as caras em um live-action.

Semana Heroica #5: Super-Choque | Os crossovers na animação

Sendo um sucesso absoluto entre os jovens nos anos 2000 e até hoje, o seriado animado do Super-Choque é tão inovador quanto pensamos. Não por ser de um herói adolescente e afro-americano, assim como o Homem-Aranha de Miles Morales, mas por apresentar muitas abordagens sérias, que fazem o espectador refletir, misturando diversão com reflexão.

Mas, o que ainda cativava mais a animação era quando algum outro personagem da DC Comics aparecia, seja ele o Batman ou Superman, para que pudessem atrair um grande público, ao fazer um herói adolescente interagir com heróis já experientes. E deu muito certo, por sinal. É claro que tiveram outras participações, mas de celebridades, como o jogador de basquete Shaquille O’Neal, mas não é o intuito trazer estes cameos.


Manchas Solares

Com o recém término da série animada As Novas Aventuras do Batman (1997-1999), que introduziu Dick Grayson como Asa Noturna e Tim Drake o novo Robin, era uma boa hora de reviver os traços e trazer de volta a dupla dinâmica para outro desenho. Não demorou muito até eles estarem em Super-Choque, justamente no primeiro episódio da 2ª temporada. Intitulado de “Manchas Solares”, Batman e Robin foram introduzidos no universo de Dakota para caçar o Coringa, que estava tentando juntar uma equipe de transformados. Super-Choque foi convidado a ajudá-los. Em um certo momento, Batman e Robin são capturados, e o super-herói tem de salvá-los. O trio derrota o Coringa e sua gangue de transformados.

Garras Metálicas

Já na 3ª temporada, novamente no primeiro episódio, Batman aparece novamente para trabalhar com o Super-Choque, dessa vez sem o Robin, que estava junto com os Titãs. No episódio “Garras Metálicas”, escrito por Paul Dini, um dos criadores da Arlequina, Hera Venenosa e a Arlequina estão trabalhando juntas com uma transformada, para curá-la, após as vilãs terem sido procuradas por ela. Com a primeira derrota dos heróis, Virgil acorda na Batcaverna, com Alfred retirando os espinhos de seu braço. Claro, que, pra um herói adolescente, ele é um pouco desleixado, levando a carteira de estudante consigo quando sai para combater o crime. Batman descobre facilmente sua identidade secreta.

A trama era básica. A garota transformada queria voltar a ser normal, e então procurou ajuda, encontrando Arlequina e Hera Venenosa. Em troca de uma cura, ela devia ajudá-las a roubar caixotes com barras de ouro. Batman e Super-Choque apareceram para estragar a festa das vilãs, conseguindo prendê-las. Já a garota, recebeu ajuda das Indústrias Wayne para obter uma cura num tratamento financiado por Bruce. Virgil conhece o então playboy Bruce Wayne, até que se desenrola uma conversa, e propositalmente, Alfred aparece, e Virgil descobre a verdadeira identidade do Batman.

Sua Própria Liga

Dividido em duas partes, o episódio traz a Liga da Justiça em seus traços originais da animação (exceto o Superman). Já tendo seu amigo Richie como parceiro de combate, o gênio Gear, a Liga da Justiça pede ajuda aos heróis de Dakota para resolver um “probleminha” na Torre de Vigilância. Sem pensar duas vezes, ambos vão e Virgil conserta o que Batman pediu. Porém, quando a Liga sai e deixa Richie e Virgil sozinhos, não esperavam que os jovens fossem atacados por Brainiac, que se infiltrou nos sistema da Torre. A Liga da Justiça é avisada e logo eles se juntam aos dois heróis de Dakota para derrotar Brainiac. 

Pensando que tinham derrotado o vilão, a Liga da Justiça, juntamente de Super-Choque e Gear, estavam confiantes que ele não retornaria. Porém, apenas Super-Choque escapou do controle mental de Brainiac, fornecido por um aparelho. Ele luta contra toda a Liga e Richie.

Brinquedos à Solta

Finalmente o Superman aparece no seriado. No episódio 12 da temporada, Superman se alia ao Super-Choque para derrotar o Homem-Brinquedo, que havia localizado Darcy, um de seus trabalhos. Darcy havia mudado de vida, porém o vilão a queria pra si. Ele captura Daisy, uma das amigas de Virgil no colégio, e duplicoDNA da mesma para tornar Darcy igualmente a ela. Superman e Super-Choque frustram os planos do Homem-Brinquedo.

Choque no Futuro

No primeiro episódio da 4ª temporada, Virgil viaja pro futuro após salvar Batman no passado. Parando na Batcaverna, ele se depara com Terry McGinnis, o Batman do Futuro, e enfrenta o mesmo, se saindo muito bem. Bruce, já bem mais velho, aparece para Virgil e diz que precisava de ajuda contra a organização Kobra. O plano era resgatar o Super-Choque do futuro das mãos do Kobra. Terry ainda comenta que o Super-Choque era um dos maiores heróis daquela época.

Herói Caído

“Herói Caído” é o último episódio em que outro herói da Liga da Justiça faz uma grande participação. Virgil está cansado das ações de seu ídolo, John Stewart, o Lanterna Verde, cometendo uma onda de crimes. Colocando-o na cadeia, Super-Choque descobre mais tarde que o anel de poder do Lanterna estava em seu bolso. Após descobrir que John estava falando a verdade, ele recarrega o anel do herói para enfrentar o impostor, que na verdade era Sinestro, o maior vilão dos Lanternas. Unidos, eles derrotam Sinestro e John tem sua reputação restaurada.


Super-Choque é e continua sendo uma ótima animação, se colocando como uma das melhores séries animadas da DC Comics

Superman Day: Verdade, Justiça e o Jeito Americano. Por que o Superman ainda importa?

Hoje é celebrado o Superman Day, dia em que a DC Comics designou para celebrar seu maior super-herói de todos os tempos e o mais icônico dos quadrinhos. Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster ainda em 1933, o Superman foi revitalizado e posto em um quadrinho apenas em 1938, estreando na banda desenhada Action Comics #1. Com certeza, foi um marco, pois os fãs de heróis estavam acostumados com tiroteios no faroeste com o Cavaleiro Solitário, ou  com o lado detetivesco do Besouro Verde nas rádios. Mas, ter alguém poderoso, capaz de pular altos prédios e correr mais rápido que um trem é novidade.

Mas muitos ainda perguntam “por que o Superman ainda importa?”. Não é porque ele foi o primeiro a ter poderes, ou fazer sucesso e vender muitos exemplares, mas, é pelo fato do que ele significa. O que ele transmite para as pessoas, nos quadrinhos, animações ou filmes. É pelo fato do personagem levar esperança, algo que o mundo sempre precisou.

Quando seus quadrinhos chegaram às bancas, houve um estrondo em vendas, estourando os 200 mil exemplares, que se esgotaram rapidamente. As tiragens aumentaram em 1939, e tiveram de criar uma revista dedicada exclusivamente ao Superman – muito merecido, aliás. Fizeram isso também com o Batman, antes participante da Detective Comics. Os quadrinhos do Superman chegaram em boa hora, pois era começava a Segunda Guerra Mundial, e muitos soldados liam nas trincheiras quando a calmaria tomava os campos de batalha. Mas, mais do que isso, o Superman foi um símbolo de esperança para muitos, sendo o alicerce da DC Comics, juntamente com Batman (justiça) e a Mulher-Maravilha (paz). Era tudo o que o mundo precisava naqueles tempos sombrios.

8887129

Não demorou muito para o super-herói ter uma série animada e séries em live action, com Kirk Alyn e George Reeves. Quem não se lembra do famoso jargão “é um pássaro? É um avião? Não, é o Superman!”. Ou a própria música da animação dos anos 1940,  dando um tom de heroísmo certeiro para o Escoteiro. Era o tema da verdade, justiça e do jeito americano.

A popularidade era imensa, e o trabalho seria em dobro para os criadores Jerry Siegel e Joe Shuster. Mesmo querendo inicialmente serem os responsáveis por toda a história, ambos começavam a se cansar pela sobrecarga do trabalho, obrigando Shuster a criar um estúdio para ajudá-lo na produção de arte. O vilão mais icônico do Superman, Lex Luhtor, surgiu na mão dos criadores, além também do Mestre dos Brinquedos. Mas, mesmo que os dois criadores tenham iniciado a chamada “Era de Ouro”, e feito o maior vilão do Azulão, deixaram de fazer algum vilão que pudesse combater de igual para igual o Superman em sua própria revista de quadrinhos. As histórias basicamente eram o Superman enfrentando capangas armados ou um cientista louco, que tentam matá-lo a todo custo, mas que falham. Tudo bem, olhando para a época é entendível, pois era o começo dos quadrinhos, mas a falta de um Bizarro ou Metallo para fazer frente com o Superman era muito vigente, tornando as histórias quase sempre repetitivas.

Mesmo depois com os problemas judiciais com os criadores, a DC Comics investiu pesado no Superman, dando início a “Era de Prata”, a qual muitos vilões foram criados, incluindo Brainiac, Bizarro, Metallo, Parasita e muitos outros. Não só vilões, mas expandiu ainda mais sua mitologia com a criação da Supergirl, sua prima, e ainda Krypto, criado em 1955, um ano antes do início da “Era de Prata”.

Action_Comics_252


Sem dúvidas, a “Era de Prata” que durou até o início dos anos 70, foi uma ótima revitalização do Superman em sua personalidade, e que conseguiu abranger mais ainda a mitologia do super-herói, criando novos inimigos e histórias clássicas – além da melhoria no símbolo, que é muito atual até hoje.

Com o pontapé da “Era de Bronze”, o Superman mergulhou para histórias mais maduras. Em uma delas, ele se questionou se suas ações estavam surtindo efeitos positivos para a humanidade, ou se ele estava intervindo de tal forma que a humanidade já não dependia mais dele. Com os quadrinhos indo bem, o Escoteiro veio a ter uma chance nos cinemas nas mãos de Richard Donner e Christopher Reeve no papel. E isso deu muito certo. Muito certo mesmo! Reeve e Donner remodelaram para sempre o Superman. Em 4 filmes, o ator conseguiu passar o que o Superman significa, de fato. Um super-herói que leva a esperança no peito, e que todos esperam ser salvos. Que passa confiança por sempre falar a verdade, agir ao lado da justiça, e viver do jeito americano.

Mas quando Reeve vestia a capa e entrava em ação, a magia acontecia. Algo que circula nossa mente e impregna nela, transformando aquilo em algo muito belo aos nossos olhos. Era como se realmente o Superman fosse de verdade – e o Reeve era. O primeiro filme surgiu com algo tão inovador para a época, causando tamanha admiração que após mais de 40 anos, muitos ainda veem com bons olhos, e o colocando como o melhor filme do Superman, o que não deixa de ser verdade, pois tanto o primeiro quanto o segundo filme, mostram a leveza do herói, trazendo todos os pontos positivos que ele necessita. A personalidade carismática, otimista e sempre verdadeira do Homem de Capa, faz o telespectador ficar encantado para sempre.

Reeve, em 4 filmes, conseguiu equilibrar muito bem seu lado civil como Clark Kent e heroico como Superman. É nítido o relaxamento de Clark sob os ombros, todo desajeitado, ignorado por muitos, mas tão humilde quanto a própria palavra. Era uma atuação fora do sério, pois ao vestir o traje, ele engrandece, alinhando os ombros, com suas mãos na cintura, sua capa esvoaçante contra o evento, seu sorriso que encanta e seus olhos que brilham.


Há muito o que falar, mas é preferível resumir, pois eu poderia falar sobre o Superman do Reeve por muitos parágrafos. Ele não entrega uma atuação. Ele entrega sua vida ao personagem. Seu brilhantismo como Superman modelou para sempre o Escoteiro, não porque ele salva as pessoas ou pula de prédios e pode voar. Porque ele apresenta um carisma tão grande que nunca foi visto anteriormente no Homem de Aço. Sua versão vira definitiva para todas as mídias, pois, era de fato o Superman que deveria ser para todo sempre. O super-herói que zela pela paz, leva esperança, sabendo discernir facilmente o certo do errado, não tendo se acostumado com a violência humana. Muito pouco ele usou a violência, apenas com outros seres poderosos como ele. E isso o torna tão especial quanto os outros heróis. Pois, pra ele, a violência não é a justificativa de sua moralidade. Não leva a nada. Apenas a tragédias, que ele consegue evitar por optar a não usar a violência.

E não é possível não falar da inocência de Clark mais uma vez, pois sua atuação, a visão de Donner diante de Kent, tem sido levada por mais de 40 anos em todas as mídias. A revolução, tanto cinematográfica, por usar efeitos especiais avançados para a época, quanto na própria personalidade do personagem, faz Superman ser o que é hoje graças ao ator que nos fez acreditar que homem poderia voar. Sua versão é definitiva e o legado deixado é imenso, por nos fazer acreditar que o Superman uma vez já existiu, e que não podemos perder a esperança jamais! Obrigado, Reeve.


E ainda mais, agora sobre o seu tema principal, o Superman March do gênio John Williams. O diretor Donner gostou tanto da trilha de abertura que aderiu ela ao filme, fazendo ser a música tema do Superman. Sendo tão grandiosa quanto seu filme, revezando o tema de aventura do herói, até a calmaria e o amor do tema com Lois. A música é tão conhecida, virando definitiva para o Azulão, pois cada um que escuta, mesmo que não tenha visto o filme, remete à imagem do Superman. O filme atravessou gerações, e ainda não envelheceu nada. Ele continua tão atual quanto muitos outros.

Após o papel de Christopher Reeve ter imortalizado o Superman, muitas coisas viriam acontecer ainda. John Byrne modernizou o herói nos quadrinhos, porém deixando de lado algumas coisas como a própria Fortaleza da Solidão, mas ainda manteve sua essência de levar esperança e ser o super-herói do mundo. Alan Moore, por sua vez, finalizou toda sua história da “Era de Ouro”, fazendo o Superman quebrar seu código para salvar seus amigos, ir até uma sala para se expor a kryptonita dourada, ficando sem seus poderes permanentemente, e deixando a capa, nunca mais retornando e com sua obrigação com o mundo terminada. Ele estava satisfeito com aquilo.


Com a nova modernização, o herói chegou a se casar com Lois Lane muitos anos depois, mas antes teve de dar sua vida por Metropolis, enfrentando até a morte o Apocalipse. Por um tempo, Metropolis se sentiu na obrigação de ficar sem seu Guardião. Seu sacrifício não foi em vão, pois a população entendeu que ainda devia manter a coragem e esperança. Outros quatro Superman tentaram proteger a cidade, sendo um deles o vilão, enquanto Kal-El estava sendo “ressuscitado”. Seu retorno o deixou mais forte, e toda a população ficou surpresa por ver o protetor da cidade voar com seu traje azul e capa vermelha nos céus de Metropolis, sempre atento.


Com isso, os quadrinhos ganham grande destaque, e com o sucesso da série animada do Batman, o Superman ganhou a sua. Mantendo todos os valores, e dando um ar ainda mais heroico pro Azulão, o Superman da série animada é realmente incrível, sendo uma das melhores representações do Capa Vermelha nas mídias. Sua astúcia em deter a todo custo o perigo contra sua cidade, faz lembrar muito o Superman de Christopher Reeve. A abertura, juntamente com a trilha da grandíssima compositora Shirley Walker, dá ainda mais um aspecto heroico para animação.

Não só na própria série animada, mas também na série animada da Liga da Justiça. Mesmo que ele se segurasse muito por ter medo de causar um grande estrago, em um episódio ele realmente se solta, mostrando sua verdadeira força a Darkseid. A voz do Guilherme Briggs faz a cena ser arrepiante.

E vivendo apenas de quadrinhos e animações por um tempo, o Superman ficou em hiatus nos cinemas, até que Bryan Singer lavou as mãos, colocou suas luvas, e pegou uma imagem do Superman de Reeve e teve a brilhante ideia e fazer um filme com as características ao de Donner. Com o sinal verde da Warner Bros., pois Batman Begins foi um sucesso, investir num filme do Superman seria uma ótima jogada. A escalação de Brandon Routh caiu como uma luva para Superman: O Retorno. O filme mostra um Superman ainda mais poderoso, mais rápido, mais tudo. Tentar se assemelhar ao Superman original é muito difícil, mas Routh conseguiu pelo menos fazer com que seu Clark fosse igualmente ao de Reeve. Sempre desajeitado e ignorado. O Superman ainda passou seu ar heroico e esperançoso, mas não a ponto de se parecer totalmente com o de Reeve.

A entrega do ator foi grande, trazendo muitos valores antigos ao Superman, e juntando com os novos, e claro, sem faltar referências. E quando digo isso, é porque a referência é linda.


Uma outra observação, é seu papel como Superman no crossover Crise nas Infinitas Terras. Mais uma vez, entrega um Superman tão próximo ao de Christopher Reeve. Uma atuação incrível.

E por um outro breve momento, viveu de muitas animações, vários quadrinhos. Muitas histórias nas HQs, como Grandes Astros ou Origem Secreta, foram feitas no mesmo ano ou antes que Superman: O Retorno. O Homem de Aço bebeu da fonte das animações, até que em 2013, Zack Snyder dirigiu Homem de Aço.

Com Henry Cavill no papel, o filme foi algo muito mais sério e fora dos padrões vistos nos filmes anteriores. Não tem nada de Superman que pouco usa a violência para não causar tamanha destruição na cidade como nos desenhos, ou um herói mais otimista e caricato como Reeve. Há aqui, um Superman mais humanizado, mesmo que ainda poderoso. Snyder quis trazer um filme mais próximo da realidade para o personagem. Em Homem de Aço a personalidade estava um pouco mais amenizada, mas em Batman vs Superman já era um super-herói arrasado por conta de uma grande parcela da humanidade contestar suas ações. Mas ainda assim, não deixou de ser o Guardião de Metropolis, salvando o mundo e a cidade mais uma vez. Ele se sacrificou para que o mundo acreditasse em seu valor, e tivesse esperança, pois era o que significava seu símbolo.

Em Liga da Justiça, seu retorno quando já está consciente, traz uma ótima personalidade, lembrando o herói que o Superman de fato é. Um super-herói que acredita na verdade, mas é um grande fã da justiça.

Por que o Superman ainda importa? Porque ele não é apenas um super-herói. Para muitos, ele é a sua inspiração para fazer sempre o certo. Sempre está ao lado da verdade e da justiça, por mais que seja uma missão difícil muitas vezes. O Superman ainda importa por ele ser o herói que passa a esperança, mesmo no pior momento de sua vida, pois sem esperança, a humanidade não teria no que acreditar. O mundo ainda precisa de você, Superman!

Em memória a Christopher Reeve.

Warner decide lançar SCOOBY! O Filme digitalmente nos EUA

Em meio a crise provocada pelo Coronavírus, a indústria cinematográfica vem procurando meios de se reestruturar e ser afetado o menos possível por conta do Covid-19. Alguns estúdios estão optando por adiar grandes lançamentos como Mulher Maravilha 1984, Caça Fantasmas: Mais Além, etc. Outros estão optando por lançar seus filmes diretamente via streaming e lojas digitais, e, recentemente, a Warner Bros. decidiu por lançar SCOOBY! O Filme digitalmente nos EUA.

A CEO da Warner, Ann Sarnoff declarou publicamente que a crise exige de decisões como esta para que os danos sejam os menores possíveis:
“Por mais que estejamos ansiosos para poder mostrar nossos filmes novamente nos cinemas, estamos navegando por tempos novos e sem precedentes, que exigem decisões criativas e adaptabilidade a respeito de como distribuímos nosso conteúdo. Sabemos que os fãs estão ansiosos para assistir ‘SCOOBY! O Filme’, e estamos maravilhados em poder entregar esse filme divertido para que as famílias aproveitem em casa, juntos.”

O longa que estava previsto para estrear nos Estados Unidos no dia 15 de maio, agora, será disponibilizado digitalmente no mesmo dia. Ainda não se sabe quais serão as medidas tomadas no Brasil, mas é bem provável que a animação também seja lançada dessa forma.

Confira as artes promocionais de Superman Entre a Foice e o Martelo

Superman Entre a Foice e o Martelo trata-se de uma história paralela, na qual nosso querido Kal-El, ao invés de ter caído com sua nave em uma fazenda do Kansas e ser encontrado por um casal de fazendeiro, nos Estados Unidos, ele acabou caindo em uma fazenda coletiva ucraniana, bem no ápice da crise da União Soviética contra os Estados Unidos.

A história foi escrita por Mark Millar e desenhada por Paul Mounts. O enredo nos apresenta um Superman que deixa de lutar pela “verdade, justiça e o jeito americano”, e luta “como o campeão do trabalhador comum”. A história aborda questões políticas e também complexas.

No dia 25 de fevereiro a DC lançou o longa anmado. A animação não é 100% fiel ao quadrinho, mas sua qualidade e história não deixam a desejar.

Confira as artes promocionais de Superman Entre a Foice e o Martelo:

Este slideshow necessita de JavaScript.

O formato em Blu-Ray será lançado dia 17 deste mês.

Scooby!| A Mistério S.A procura Salsicha e Scooby em trailer final

A nova animação da turma do Scooby-Doo ganhou seu trailer final e já dublado. Confira abaixo:

Scooby! O Filme pretende começar com m universo compartilhado das produções da Hanna-Barbera, algumas delas são Corrida Maluca e Capitão Caverna, clássicos dos desenhos animados. No trailer, já temos a percepção de que um dos inimigos será o infâmio Dick Vigarista.

A dublagem parece ter mudado, principalmente a do Scooby e Salsicha. Muito se falava sobre Guilherme Briggs ser o dublador do cão falante, e talvez é isso mesmo que veremos no cinema. Bem semelhante ao eterno Orlando Drummond. Ainda não se sabe se Mário Monjardim está presente no elenco para dar sua voz ao Salsicha, mas com certeza, é uma voz muito parecida com a dele.

Sinopse: “SCOOBY! O Filme revela como os amigos de longa data, Scooby e Salsicha, se encontram pela primeira vez e como se juntaram aos pequenos detetives Fred, Velma e Daphne para formar a famosa Mistério S/A. Agora, com centenas de casos resolvidos e aventuras compartilhadas, Scooby e sua gangue encaram o maior e mais desafiador mistério de todos os tempos: uma trama que libera o fantasma do cão Cerberus sob o mundo. Enquanto eles se apressam para impedir esse ‘apocãolipse’, a gangue descobre que Scooby tem um legado secreto e um destino mais épico do que qualquer um poderia imaginar”

O elenco conta com Zac Efron (Fred)Amanda Seyfried (Daphne)Gina Rodriguez (Velma)Will Forte (Salsicha) e o eterno Frank Welker (Scooby-Doo)Tracy Morgan irá dar voz ao Capitão Caverna.

O longa animado estreia dia 14 de maio no Brasil.

MV5BMmRiZWM4NWQtNmM5Zi00ZmRjLTk0NzAtZTA3YzlkY2QzYzE4XkEyXkFqcGdeQXVyNDMzOTgzMDc@._V1_SY1000_CR0,0,774,1000_AL_

Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips ganha seu primeiro trailer

A mais nova animação da DC, Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips teve seu primeiro trailer divulgado, após o anúncio por um sneak-peek. Veja abaixo:

O filme será continuação de Liga da Justiça Sombria (2017), e dessa vez, irá reunir o máximo de heróis que conseguir para impedir que Darkseid invada e domine a Terra. A sinopse oficial do filme não foi revelada. Porém, o filme terá a união de 4 equipes: Liga da Justiça, Liga da Justiça Sombria, Jovens Titãs e Esquadrão Suicida.

Com a direção de Matt Peters Christina Sotta, roteiro de Ernie Altbacker e Mairghread Scott, o elenco conta com algumas vozes já conhecidas, como Jason O’Mara (Batman), Matt Ryan (Constantine), Jerry O’Connell (Superman), Rosario Dawson (Mulher Maravilha), Christopher Gorham (Flash), Tony Todd (Darkseid).

O filme estreia entre abril e maio de 2020.

Série animada da Arlequina já tem data para sua segunda temporada

Aclamada pelos fãs e pela crítica, a nova série animada da Arlequina tem obtido muito sucesso, e foi renovada para uma 2ª temporada. Tanto a série quanto o filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, a vilã procura sair da sombra do Coringa. Em um caso, ela junta uma equipe. Já em outro, a Rainha de Gotham tem forte amizade e parceria com a Hera-Venenosa, e com outros vilões para comandar o submundo.

Com o último episódio já ter ido ao ar hoje no DC Universe (serviço de streaming), a nova temporada já tem data para estrear, ficando para 3 de abril na plataforma. É provável que seja com 13 episódios, assim como a primeira foi.

A série R-Rated da DC, consegue abordar num todo, o universo do Cavaleiro das Trevas, com muito sangue, violência, palavrões, e claro, muito divertida.

Sinopse: Harley Quinn’, baseado nos personagens daDC, foca em Arlequina, que finalmente terminou de uma vez por todas qualquer que fosse seu relacionamento com o Coringa, tentando criar uma reputação para si mesma como a Rainha do Crime de Gotham City. A série traz Arlequina, Hera Venenosa e um elenco gigante de heróis e vilões, novos e antigos, do Universo DC.

O elenco conta com Kaley Cuoco (Arlequina), Lake Bell (Hera Venenosa), Alan Tudyk (Coringa), Diedrich Bader (Batman), Christopher Meloni (Jim Gordon), Tony Hale (Doutor Psycho), Rahul Kohli (Espantalho), Sanna Latham (Mulher Gato), Jason Alexander (Syd Borgman), Ron Funches (Tubarão Rei), Tom Kenny (Cara-de-Barro), J.B. Smoove (Planta da Ivy) e Wanda Skyes (Rainha das Fábulas).

A segunda temporada chega dia 3 de abril de 2020 no DC Universe.

Batman: A Série Animada ganhará HQ por Paul Dini e Alan Burnett

Os roteiristas e produtores de Batman: A Série Animada, Paul Dini e Alan Burnett, estão juntos para dar continuação ao Batman: The Adventures Continue, só que nos quadrinhos. Ty Templeton, autor de várias obras inspiradas na clássica animação estará fazendo companhia a Dini e Burnett.

A série animada, para muitos fãs, é a versão definitiva do Cavaleiro das Trevas. Ao longo dos 85 episódios de quase 25 minutos cada, Bruce Timm, Paul Dini e Alan Burnett conseguiram mostrar o lado mais sombrio de Bruce Wayne. Não só isso, mas originou a Arlequina e Renee Montoya, estas que estão em Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa. Com a produção da série animada que ficou em atividade entre 1992 e 1995, surgiram outras, estabelecendo um novo universo, como a série animada do Superman, As Novas Aventuras do Batman, Batman do Futuro, Liga da Justiça e filmes, como Batman: A Máscara do Fantasma, que usava os mesmos moldes da série animada.

Também contou com nomes conhecidos na época, o caso de Mark Hamill, a estrela de Star Wars. E, com toda certeza, estabeleceu o melhor dublador do Batman até então, Kevin Conroy, que depois fez alguns filmes, outras séries animadas e dublou junto com Hamill a trilogia de games Arkham.

btas-1

Batman: The Adventures Continue será uma minissérie de seis edições, e cehgará em abril digitalmente antes de ser vendida fisicamente em maio. Os eventos se passarão anos antes de Batman do Futuro: O Retorno do Coringa. Dini também revelou que irá introduzir novos personagens que não apareceram nas séries animadas, como é o caso de Jason Todd, Exterminador e Azrael. Em entrevista a Entertainment Weekly ele disse sobre os personagens.

“Passamos de Dick Grayson a Tim Drake e deixamos de fora Jason. O que estamos fazendo com isso é encarar como uma chance de voltar e realmente reconhecer que isso fazia parte da história animada do Batman. Pela primeira vez, você verá essa história e o que aconteceu nesse relacionamento. Então, é nossa chance de fazer não apenas Jason Todd, mas também o Capuz Vermelho. Existem outros personagens como Azrael, que era popular nos quadrinhos por volta da época do show, e o Exterminador, que nunca usamos na série animada”, completou Dini.

A minissérie abordará também a volta misteriosa de Lex Luthor, logo na primeira edição. Burce, também, tem de um mistério nas mãos quando um robô gigante invade a Wayne Enterprises e rouba um dos laboratórios.

Dini e Templeton prometeram dar uma sub-trama intensa ao Azrael, e envolver um personagem misterioso que estudou a Bat-Família de perto.

Batman 1

Este slideshow necessita de JavaScript.

Com capa de Dave Johnson e variante de Dan Mora, Batman: The Adventures Continue #1 chega digitalmente em abril, e as prateleiras estadunidenses no dia 6 de maio.

 

Disney irá produzir live-action remake de Bambi

Depois do aparente sucesso de Rei Leão e Mogli: O Menino Lobo, a Disney irá trazer às telonas o clássico filme de 1942, Bambi.

O The Hollywood Reporter ainda afirmou que o filme já tem os roteiristas escolhidos. Geneva Robertson-Dworet (Capitã Marvel) e Lindsey Beer (Chaos Walking). O roteiro já está sendo escrito. Quanto aos produtores, Chris e Paul Weitz ficarão encarregados.

Além disso, fontes próximas dizem que o remake seguiria as pegadas de Rei Leão, trazendo a tecnologia de computação gráfica para tornar os personagens realistas.

O longa animado lançado em 1942 recebeu 3 indicações ao Oscar de Melhor Música, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Na época, o filme faturou mais de US$ 260 milhões, sendo apreciado por fãs de todas as idades nos tempos modernos.

Na história, o cervo Bambi procura seu lugar na floresta, após a mãe ser morta por caçadores. Ele conhece novos amigos, sendo um coelho e um gambá. E parece que a Disney não trará nada tão épico para o cinema, sem alterar sua obra original.

Ainda não há um diretor e previsão para lançamento.

Superman: Entre a Foice e o Martelo ganha primeiro trailer

Os fãs tanto pediram e a DC atendeu finalmente. A famosa HQ de Mark Millar, Superman: Entre a Foice e o Martelo ganhou seu primeiro trailer ainda hoje. Confira:

Entre a Foice e o Martelo é uma readaptação da origem do Superman, só que ao invés de sua nave cair no Kansas, ela cai em uma fazenda na União Soviética. No quadrinho ele é retratado como um super-herói que luta pelo trabalhador, juntamente com Stalin para expandir o Pacto de Varsóvia.

A série de quadrinhos conta com figuras histórias com o líder Josef Stalin da União Soviética e John Kennedy, ex-presidente dos EUA. Também traz as versões socialistas de Batman, Mulher Maravilha e Lanterna Verde.

O elenco de vozes conta com Jason Isaacs (Superman), Amy Acker (Lois Lane), Diedrich Bader (Lex Luthor), Vanessa Marshall (Mulher Maravilha), Roger Craig Smith (Batman), Sasha Roiz (Hal Jordan), Phil LaMarr (John Stewart) e William Salyers (Stalin).

A animação estreia no início de 2020.

Scoob!| Primeiras imagens divulgadas da animação

O cachorro mais amado da televisão e dos cinemas ganhou suas primeiras imagens de seu novo filme, intitulado como Scoob!. Veja abaixo:

Não deixariam de detalhar toda a equipe da Mistério S.A junta com a Máquina de Mistério, Fred, Velma e Daphne juntos – como sempre – e os famintos Salsicha e Scooby-Doo.

A animação em 3D com um tom mais “realista”, agradou o público, porém, alguns fãs acharam estranho o rosto um pouco mais escolhido do Fred. Os outros membros estão fielmente representados.

Um dos personagens que não foi visto ainda é o Capitão Caverna, mas que poderá aparecer no trailer que será lançado na segunda (11). Além disso, outros personagens da Hanna-Barbera irão aparecer, como os casos de Muttley e Dick Vigarista.

O elenco conta com Zac Efron (Fred), Amanda Seyfried (Daphne), Gina Rodriguez (Velma), Will Forte (Salsicha) e o eterno Frank Welker (Scooby-Doo). Tracy Morgan irá dar voz ao Capitão Caverna.

O longa animado estreia em maio de 2020.