Alien e Predador ganham teaser nas páginas de Vingadores

A Marvel adquiriu os direitos das franquias Alien e Predador, abrindo caminho para uma nova era de quadrinhos para um dos maiores ícones da ficção científica.

A Marvel anunciou que adquiriu os direitos de publicação das franquias Alien Predador. A Dark Horse publicou anteriormente linhas de  quadrinhos Alien e  Predador, mas agora a Marvel será o lar exclusivo dessas aventuras que continuarão se expandindo nos filmes.

Com o anúncio, vieram dois pôsteres do artista David Finch, com o  xenomorfo a bordo da nave espacial dos Guardiões da Galáxia e o Predador deixando sua marca na sede dos Vingadores, e em especial o Homem de Ferro.

Disney libera linha do tempo de Star Wars

“Alien e Predador são os dois personagens mais fáceis de identificar e icônicos de todos os tempos, e eu os amo por isso”, disse Finch à IGN.

“Não há nada mais emocionante do que uma história que irá mantê-lo no seu mesmo nível, e Alien e Predador fizeram isso uma e outra vez!”. O editor-chefe da Marvel, C.B. Cebulski, disse em comunicado. “Lembro-me claramente de onde estava quando vi pela primeira vez cada uma dessas obras-primas modernas, e revelando como ambas habilmente tecem medo e drama extraterrestres em algumas das cenas mais icônicas que já vimos no filme. E é isso o legado que vamos viver!

Os incríveis legados de ambas as franquias oferecem algumas das construções mais empolgantes em toda a ficção científica. É uma emoção e uma honra poder adicionar a essa mitologia e continuidade com novas histórias ambientadas nesses universos”, acrescentou o editor Jake Thomas.


Segunda temproada de O Mandaloriano ganha mês de lançamento e pode ter spin-off

Dark Horse era o lar anterior dos  quadrinhos Alien e Predador, com  Alien estreando em 1988, seguido por  Predador no ano seguinte em 1989. A editora também usa o lançamento de  quadrinhos Star Wars , embora isso tenha terminado quando a Marvel readquiriu a licença em 2015, levando a um nova linha de histórias ambientada no período entre  Uma Nova Esperança e  O Império Contra-Ataca. Outra franquia recente a se mudar para a Marvel foi  Conan, o Bárbaro, em 2018, com o personagem lentamente se integrando ao principal da Marvel.

Até agora, não há informações sobre se Alien e Predador se juntará ao universo canônico.

Crítica: Scooby! (2020)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Do mistério ao heroísmo.


Lançado digitalmente, Scooby! estava com a cara na porta para o cinema, até que a pandemia do Coronavírus assolou o mundo. Porém, a diversão estava garantida após o anúncio de que Scooby! seria lançado digitalmente, mas apenas nos Estados Unidos. A escolha frustrou muitos outros fãs fora do país, e até mesmo nos Estados Unidos, pois viver a emoção de ver seu desenho de infância no cinema não tem preço. 

O Scooby-Doo é um dos desenhos mais influentes do mundo, pois está desde a década de 60 presente. Basicamente se resume em uma equipe de detetives, que juntamente com um Dog Alemão saem para resolver mistérios. E isso funcionou nos primeiros 15 minutos de filme, onde Salsicha e Scooby conhecem Fred, Daphne e Velma. Já no restante do longa, o mistério desaparece, sendo substituído pelo heroísmo. E mesmo que eles sejam os bons mocinhos, que desvendam os planos malignos de outros criminosos, a falta de rebuscar o ar misterioso que sempre rondou o Scooby-Doo foi a grande falha do filme, que só não é perfeito por este ponto.

Mostrando logo de cara a infância de Salsicha e como ele conheceu o Scooby, foi um grande acerto. A parte em que ele acolhe o Scooby-Doo como seu cão, e logo lhe dá uma coleira, faz com que seja uma das cenas mais emocionantes do filme, pois o cachorro mesmo disse que ele nunca teve nada antes; assim como o Salsicha, que nunca teve amigos antes. A coleira foi um dos pontos principais do filme, pois representava um elo forte entre os melhores amigos, sendo o símbolo de sua amizade que duraria muitos anos.

A dinâmica desempenhada pela Mistério S.A foi mais bem representada na cena inicial, quando toda a turma se conhece, e de cara, resolvem um mistério, que tinha apenas o ato de recuperar os doces de Salsicha na casa mal assombrada. O clima nesta cena conseguiu chegar muito perto da clássica série animada do Scooby-Doo, usando a trilha de investigação que muitas vezes foi tocada na primeira série animada. No entanto, apenas essa parte foi um mistério a nível clássico da equipe. E com ele resolvido, o diretor Tony Cervone reconstruiu a abertura do primeiro episódio de “Scooby-Doo! Cade Você?”, revivendo a nostalgia de muitos.

Já crescidos, e tentando tornar a Mistério S.A uma empresa, para que pudessem gerar lucro e ter reconhecimento nacional, a equipe acha um possível investidor, Simon Cowell. Porém, ele exclui Salsicha e Scooby dos planos, dizendo que a amizade não poderia salvar o dia. Com essa separação dos dois da equipe, o enredo começa a tomar forma e mostra o antagonista da Mistério S.A, o trapaceiro Dick Vigarista.

Com um plano de capturar o Scooby-Doo à todo custo, ele manda seus pequenos robôs para o trabalho, até que Salsicha e Scooby são abduzidos pela nave do Falcão Azul., e consequentemente, salvos pelo mesmo. Coincidentemente, e para a sorte dos detetives, o Falcão Azul e seus parceiros estavam atrás de Dick Vigarista, impedindo que ele roubasse mais crânios de Cérbero, o cachorro de Hades que protege os portões. É claro que, mesmo assim, o Vigarista deu um jeito de achá-los novamente, mas não conseguindo capturá-los. Em contrapartida, ele captura Daphne, Fred e Velma, os mantendo prisioneiros em sua nave. É lá que a turma descobre a história real do vilão.

Já na Fúria do Falcão, Scooby ganha créditos com toda a equipe do Falcão Azul e também um traje. Entretanto, para concluir todo o traje, a coleira que Salsicha deu, símbolo da amizade entre os dois, é retirada pelo robô, que termina o traje para o cachorro. E neste ato, a amizade entre os dois melhores amigos começa a se quebrar. Cada momento que Scooby não estava com Salsicha, faz o espectador sentir que ambos estavam se distanciando cada vez mais, até que, ao sair para achar o último crânio de Cérbero, os personagens selam um fim na amizade, fazendo Salsicha cair em si e admitir que Cowell estava certo.

É claro que Dick Vigarista sempre estava um passo à frente de todos, conseguindo recuperar o último crânio e capturar o Scooby-Doo, para trazer Muttley de volta e pegar todo o ouro, no portal que Alexandre, o Grande construiu. Para isso, ele precisava usar Scooby para abir o portal, pois ele era o último descendente do cão do rei da Macedônia. E é isso que ele faz, mas não contou que iria liberar Cérbero, fazendo com que toda a equipe da Mistério S.A e do Falcão Azul se mobilize para salvar o mundo. Com isso feito, o portal precisaria ser fechado para sempre, mas apenas dois amigos verdadeiros conseguiriam fazer isso, sendo eles Scooby-Doo e Salsicha.

Sem pensar duas vezes, Salsicha fecha o portal do lado de dentro, assim deixando seu amigo para sempre. A despedida e o sacrifício de Salsicha conseguiu criar um clima emocional no final do filme, sendo este um dos desfechos mais tristes em uma animação do Scooby-Doo. Mas, o enigma ainda deveria ser desvendado, pois não estava certo Salsicha partir.

Uma estátua aparece, e uma passagem se abre, revelando que o Norville estava vivo. E realmente estava, saindo e recolocando a coleira de volta em Scooby, fazendo uma ponte com a cena inicial, em que ambos se conhecem, e provando que Simon Cowell estava errado, pois a amizade salvou o dia. Salsicha e Scooby-Doo, ainda que medrosos como sempre, são o coração da Mistério S.A.


Veredito

Scooby! é um ótimo filme, sem dúvidas. Recria momentos clássicos do desenho, como a abertura do clássico dos anos 60, a trilha de investigação e várias referências do Universo Hanna-Barbera, DC Comics, contando até mesmo com homenagens ao criador e o primeiro dublador oficial do Salsicha.

O foco do longa foi, com certeza, a amizade entre Salsicha e Scooby, fazendo um paralelo com Alexandre, o Grande e Peritas. Porém, desfocou muito da equipe em si, deixando de mostrar a dinâmica que existe na Mistério S.A. Esse foi um dos grandes problemas do filme, que também deixou o mistério de lado, ao colocar o heroísmo no lugar. Mas, não tira o brilhantismo de Scooby!, que acerta num roteiro bem amarrado, sem deixar pontas soltas.

Além disso, o estilo de traço caiu como uma luva para o Scooby-Doo e sua turma, com o elenco de vozes muito compatível aos originais e Frank Welker fantástico como sempre. Por fim, Scooby! consegue passar muita emoção, mesmo num desenho destinado a crianças e a quem ama a Mistério S.A. Um grande universo compartilhado pode vir por aí, trazendo quem sabe, uma continuação de Scooby!

9/10.

Figurinista conta detalhes da Armadura Dourada em Mulher-Maravilha 1984

Embora os fãs da DC Comics e da Mulher-Maravilha, que esperam ansiosamente por Mulher-Maravilha 1984 tenham ficado frustrados com a nova data de estreia do filme, a figurinista Lindy Hemming forneceu alguns detalhes da Águia Dourada, traje de combate usado pela heroína no Reino do Amanhã, e que estará presente no longa.

Comparando com o traje do Batman na trilogia Cavaleiro das Trevas, Hemming falou que a armadura fornecerá novas habilidades para a heroína, que possa ajudar durante o combate.

“É como o traje do Batman, ou algo do tipo: é tudo sobre os detalhes. Uma articulação como a de um tatu permite que a pessoa possa se mover e se virar, e voltar à posição anterior. Dito isso, ela não é muito prazerosa de se vestir – nenhuma armadura de qualquer tipo é boa para se vestir!“, falou a figurinista.

Hemming trabalhou em Batman: O Cavaleiro das Trevas, e com certeza sabe que não é fácil vestir um traje. A figurinista confirmou que o traje não era nenhum pouco agradável para Gal Gadot usar.

A sinopse oficial do filme ainda não foi divulgada, e a DC mantém o sigilo sobre mais detalhes da trama.
Mulher-Maravilha 1984 conta no elenco com Gal Gadot (Mulher Maravilha), Chris Pine (Steve Trevor), Kristen Wiig (Mulher-Leopardo), Pedro Pascal (Maxwell Lord) e Connie Nielsen (Hipólita).

Mulher-Maravilha 1984 estreia no dia 2 de outubro.

NBA 2K20, Rise Of The Tomb Raider e Erica são os jogos da PS Plus desse mês

Os assinantes da Playstation Plus receberão três games nesse mês de julho.

Os jogos escolhidos são NBA 2K20, a edição de 20 anos de franquia de Rise Of The Tomb Raider e Erica, uma experiência narrativa eletrizante com múltiplo finais.

Os três jogos ficarão disponíveis para resgate entre 7 de julho até 3 de agosto.

Semana Heróica #7: Review | Super-Choque (Fan Film)

Aviso: Review sem spoilers!


Enquanto a Warner Bros. não decide produzir um longa do Super-Choque, temos que nos contentar com obras como essa, o curta metragem “Crônicas de Dakota“, um fan film feito de fã para fã, que nos dá um aperitivo do que poderia ser um filme do jovem herói na tela grande.

Primeiramente, temos que reconhecer as limitações financeiras do curta, que teve um orçamento de cerca de US$ 3 mil, que pode ser evidenciado nos poucos momentos que são usados efeitos especiais e, apesar de serem poucas cenas em que o recurso é utilizado, são bem aproveitados em tela. Mas, a força do curta reside mesmo nos momentos em que vemos Virgil se descobrindo como Super-Choque e também como pessoa, como em breves cenas em que vemos Virgil se relacionando com Richie e seu pai. Essas relações são abordadas de forma orgânica, sem parecerem forçadas desde o texto até a execução.

Mas, por ter uma duração limitada, David Kirkman, diretor e roteirista do curta, acaba por não poder abordar a questão do racismo (questão marcada nas raízes do personagem) e ampliar as relações de Virgil com os outros personagens. O foco aqui está na construção do personagem como herói, em suas primeiras ações como Super-Choque na corrupta cidade de Dakota, algo semelhante a Batman Begins, de Christopher Nolan.

Com atores amadores (que cumprem bem seus papéis) e pouca margem para a ampliação da mitologia do personagem por conta de uma curta duração, o curta de Kirkman cumpre bem sua proposta de nos dar um aperitivo do que poderia vir a ser o nosso amado Super-Choque em um live-action.


Veredito

Sem se alongar muito e indo direto ao ponto, “Super-Choque” cumpre bem seu papel como fan film do jovem herói afro-americano.
6/10

Arte de fã imagina Henry Cavill com visual clássico do Superman

Na imagem, Henry Cavill ostenta uma aparência icônica do Superman!

Henry Cavill, estrela dos Mundos da DC (ou DCEU), exibe um visual clássico do Superman em uma obra de arte totalmente nova.

Depois de quase interpretar o super-herói icônico no filme cancelado Superman: Flyby, Henry Cavill finalmente teve sua chance de interpretar o personagem em Homem de Aço, de Zack Snyder. Desde então, Cavill interpreta o Homem do Amanhã em Batman v Superman e Liga da Justiça. Após sua terceira aparição, deixou muitas dúvidas de que Cavill retornaria ao papel, mas recentemente tivemos notícias que Cavill está em negociações para se vestir como o Homem de Aço mais uma vez em um futuro filme da DC.


Liga da Justiça de Zack Snyder ganha teaser trailer

Não está claro qual será o próximo filme do personagem, mas muitos acreditam que será em Shazam! ou no filme do Flash. Com a adição de notícias de que Michael Keaton está retornando como Batman, é um bom momento para os fãs da DC. No entanto, muitos esperam que Cavill também esteja recebendo outro filme solo, onde ele pode estar exibindo um novo visual.

Um usuário do Instagram, Jscomicart compartilhou algumas artes de fãs de Cavill adotando o clássico “S”, que é algo que ele ainda não teve no atual universo da DC. Você pode conferir arte de Jscomicart abaixo!

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Dirigido por Zack SnyderLiga da Justiça estrela Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Jeremy Irons, Diane Lane, Connie Nielsen e JK Simmons.

Liga da Justiça de Zack Snyder chegará à HBO Max em 2021. Fique atento ao Critical Room!

Friends | HQ indica que Série existe no universo DC

Os personagens de Friends existem tecnicamente no Universo da DC Comics quando apareceram na Legião dos Super-Heróis.

Os personagens de Friends são alguns dos mais amados da cultura pop, pois Monica, Phoebe, Chandler, Ross, Rachel e Joey faziam parte do programa super popular. Mas você sabia que o elenco de Friends apareceu nas páginas da DC Comics?


Jennifer Aniston está em novo projeto com o elenco de Friends

A sitcom da NBC estrelou Jennifer Aniston, Courtney Cox, Matt Leblanc, David Schwimmer, Matthew Perry e Lisa Kudrow e correu por 10 temporadas na NBC. O programa estrelou um grupo de amigos enquanto eles navegavam suas vidas em Nova YorkFriends  era um elemento básico da cultura pop, ganhando vários prêmios e obtendo uma audiência significativa por toda a sua exibição. A série foi transmitida pela Netflix por cinco anos antes de começar a ser disponibilizada na HBO Max – onde o elenco original voltará a se reunir para um especial de reunião.


Novo rumor indica que o Ayer Cut pode ser lançado no HBO Max

Não deveria surpreender que, quando  Friends  estivesse no auge de sua popularidade, a DC Comics conseguisse se infiltrar em uma participação não tão sutil nas páginas de LegionnairesEm  Legionários #60de Roger Stern, Tom McCraw, Jeffrey Moy, WC Carani e Pat Brousseau, o livro começa com duas raças alienígenas diferentes, preocupadas com o fato de o Sensor parecido com uma serpente e o Camaleão toma a forma de pessoas juntas em uma boate em Paris. A raça de serpentes vão atrás de uma princesa exilada, enquanto o Conselho Sagrado de Durla também quer punir o Camaleão. 

Para quem não conhece, Durla era um planeta localizado no Setor Espacial 700, onde séculos atrás se dizia ser um mundo exuberante coberto de vida.

A cena então muda para Metropolis, onde um grupo de legionários está falando sobre os transmorfos de Durla. Eles discutem como podem se transformar em qualquer coisa que desejarem, então tecnicamente até a mesa poderia ser um habitante de Durla, um personagem que se parece com a personagem Rachel de Friends conversa, enquanto um legionário que gosta de Monica concorda. É quando uma sósia de Phoebe explica que sua forma original é “tão fofa”. Claramente, McCraw e Moy estavam trazendo o mundo de Friends para a revista.

A cena é obviamente um riff (gíria em inglês para identificar repetição de algo feito anteriormente) nos personagens de  Friends,  pois da esquerda para a direita você pode ver cópias de Chandler, Ross, Rachel, Monica, Phoebe e Joey – com pequenas mudanças para fazê-las aparecer como legionárias. Embora a aparição realmente não conduza o enredo ou tenha um significado mais profundo, é um divertido Easter Egg que prova que uma versão de Friends  existe em Metropolis. Quem poderia adivinhar anos depois os filmes e programas de televisão da DC existiriam juntos no HBO Max? Os heróis da DC Friends aparentemente vão muito bem juntos, pelo menos nesta participação.

Semana Heroica #6: Super-Choque | Como introduzir o herói em live-action?

Sendo um dos mais famosos heróis adolescentes da DC Comics, muito por conta de sua série animada, o Super-Choque, por muitas vezes, já foi alvo de rumores de uma série ou filme live-action. Porém, quem saiu ganhando uma série foi o Raio Negro, herói dos anos 70, com a produção do The CW. Mas por que não ganhar uma série ou filme? Neste artigo, decidi falar um pouco sobre as possibilidades remotas do Super-Choque aparecer em live-action.


Série ou filme?

É uma questão um pouco difícil de ser respondida, até porque o Super-Choque possui um grande universo, e também temos um outro herói com os mesmos poderes estrelando uma série. Mas, por que não fazer uma participação na série? 

Raio Negro seria uma grande válvula de escape para o Super-Choque estrear em live-action. Ambos têm os mesmos poderes. É claro que Jefferson Pierce, o Raio Negro, tem uma vasta experiência em combate ao crime, além de conseguir muito bem controlar seus poderes, tendo uma grande extensão deles. Virgil também tem, porém, precisa conhecê-los ainda mais, para saber até onde vai seu limite de poder.

Caso fizesse uma eventual participação na série, Jeff, sendo um educador e herói experiente, poderia ensinar Virgil as artimanhas de combate ao crime e todos os seus anos de experiência salvando o povo de Freeland. A dinâmica, com certeza iria funcionar muito bem, já que algo parecido foi visto na 3ª temporada de Justiça Jovem, quando o Raio Negro ficou encarregado da equipe.

Além de poder fazer uma participação em Raio Negro, o Super-Choque poderia ainda vir a ter uma série, substituindo propriamente o Raio Negro, quando esta terminar. Muito de seu universo pode ser explorado em uma série, seguindo os passos de Raio Negro. Mas também, pode fazer parte dos Titãs na 3ª temporada, na qual o herói poderia se encaixar muito bem na equipe, que é treinada pelo Asa Noturna. Um pouco mais de juventude nos Titãs não seria uma má ideia. 

Mas, quando se fala em filme, muitos fãs criam uma grande expectativa para algo que possa não ocorrer muito cedo. Apesar de ser muito conhecido e amado no Brasil e em uma grande parte nos Estados Unidos, o personagem pode ter ou não ter o peso de carregar um filme solo. É uma jogada arriscada em que a Warner Bros. e DC Comics não estão dispostas a correr de imediato.

Entretanto, há muitas histórias para serem abordadas no filme, com acontecimentos vigentes contra a sociedade negra. Abordar a luta contra o racismo por parte de um herói, é uma das grandes ideias que podem servir para um possível filme do Super-Choque, além do bullying que boa parte das crianças sofrem. 

O herói pode até mesmo participar de algum futuro filme da DC que consiga introduzir o personagem no Universo Cinematográfico, assim, estabelecendo o herói para uma discussão de um filme, caso seja bem recebido pelos fãs. É claro que não é fácil, realmente, de fazer um longa do Super-Choque, mesmo que seja animado, ao estilo Homem-Aranha no Aranhaverso. É preciso que o estúdio confie no potencial caso um projeto seja apresentado, que não cause prejuízo para a empresa e estúdio, o elenco e toda a equipe de produção, e também não arruíne a popularidade do herói.

Um filme pode dar muito certo, mas também muito errado. Porém, uma prova de que realmente possa funcionar um live-action do Super-Choque é um fã-filme, dirigido e roteirizado por David Kirkman. Veja abaixo o curta-metragem de aproximadamente  45 minutos:


Que o herói tem boa popularidade entre os jovens dos anos 2000, tem. Revivendo ele aos poucos, em animações e quadrinhos, pode vir a criar um grande espaço na DC Comics e chamar muito a atenção do público. Isso pode ser o terreno firme do Super-Choque, para que ele um dia venha dar as caras em um live-action.

Semana Heroica #5: Super-Choque | Os crossovers na animação

Sendo um sucesso absoluto entre os jovens nos anos 2000 e até hoje, o seriado animado do Super-Choque é tão inovador quanto pensamos. Não por ser de um herói adolescente e afro-americano, assim como o Homem-Aranha de Miles Morales, mas por apresentar muitas abordagens sérias, que fazem o espectador refletir, misturando diversão com reflexão.

Mas, o que ainda cativava mais a animação era quando algum outro personagem da DC Comics aparecia, seja ele o Batman ou Superman, para que pudessem atrair um grande público, ao fazer um herói adolescente interagir com heróis já experientes. E deu muito certo, por sinal. É claro que tiveram outras participações, mas de celebridades, como o jogador de basquete Shaquille O’Neal, mas não é o intuito trazer estes cameos.


Manchas Solares

Com o recém término da série animada As Novas Aventuras do Batman (1997-1999), que introduziu Dick Grayson como Asa Noturna e Tim Drake o novo Robin, era uma boa hora de reviver os traços e trazer de volta a dupla dinâmica para outro desenho. Não demorou muito até eles estarem em Super-Choque, justamente no primeiro episódio da 2ª temporada. Intitulado de “Manchas Solares”, Batman e Robin foram introduzidos no universo de Dakota para caçar o Coringa, que estava tentando juntar uma equipe de transformados. Super-Choque foi convidado a ajudá-los. Em um certo momento, Batman e Robin são capturados, e o super-herói tem de salvá-los. O trio derrota o Coringa e sua gangue de transformados.

Garras Metálicas

Já na 3ª temporada, novamente no primeiro episódio, Batman aparece novamente para trabalhar com o Super-Choque, dessa vez sem o Robin, que estava junto com os Titãs. No episódio “Garras Metálicas”, escrito por Paul Dini, um dos criadores da Arlequina, Hera Venenosa e a Arlequina estão trabalhando juntas com uma transformada, para curá-la, após as vilãs terem sido procuradas por ela. Com a primeira derrota dos heróis, Virgil acorda na Batcaverna, com Alfred retirando os espinhos de seu braço. Claro, que, pra um herói adolescente, ele é um pouco desleixado, levando a carteira de estudante consigo quando sai para combater o crime. Batman descobre facilmente sua identidade secreta.

A trama era básica. A garota transformada queria voltar a ser normal, e então procurou ajuda, encontrando Arlequina e Hera Venenosa. Em troca de uma cura, ela devia ajudá-las a roubar caixotes com barras de ouro. Batman e Super-Choque apareceram para estragar a festa das vilãs, conseguindo prendê-las. Já a garota, recebeu ajuda das Indústrias Wayne para obter uma cura num tratamento financiado por Bruce. Virgil conhece o então playboy Bruce Wayne, até que se desenrola uma conversa, e propositalmente, Alfred aparece, e Virgil descobre a verdadeira identidade do Batman.

Sua Própria Liga

Dividido em duas partes, o episódio traz a Liga da Justiça em seus traços originais da animação (exceto o Superman). Já tendo seu amigo Richie como parceiro de combate, o gênio Gear, a Liga da Justiça pede ajuda aos heróis de Dakota para resolver um “probleminha” na Torre de Vigilância. Sem pensar duas vezes, ambos vão e Virgil conserta o que Batman pediu. Porém, quando a Liga sai e deixa Richie e Virgil sozinhos, não esperavam que os jovens fossem atacados por Brainiac, que se infiltrou nos sistema da Torre. A Liga da Justiça é avisada e logo eles se juntam aos dois heróis de Dakota para derrotar Brainiac. 

Pensando que tinham derrotado o vilão, a Liga da Justiça, juntamente de Super-Choque e Gear, estavam confiantes que ele não retornaria. Porém, apenas Super-Choque escapou do controle mental de Brainiac, fornecido por um aparelho. Ele luta contra toda a Liga e Richie.

Brinquedos à Solta

Finalmente o Superman aparece no seriado. No episódio 12 da temporada, Superman se alia ao Super-Choque para derrotar o Homem-Brinquedo, que havia localizado Darcy, um de seus trabalhos. Darcy havia mudado de vida, porém o vilão a queria pra si. Ele captura Daisy, uma das amigas de Virgil no colégio, e duplicoDNA da mesma para tornar Darcy igualmente a ela. Superman e Super-Choque frustram os planos do Homem-Brinquedo.

Choque no Futuro

No primeiro episódio da 4ª temporada, Virgil viaja pro futuro após salvar Batman no passado. Parando na Batcaverna, ele se depara com Terry McGinnis, o Batman do Futuro, e enfrenta o mesmo, se saindo muito bem. Bruce, já bem mais velho, aparece para Virgil e diz que precisava de ajuda contra a organização Kobra. O plano era resgatar o Super-Choque do futuro das mãos do Kobra. Terry ainda comenta que o Super-Choque era um dos maiores heróis daquela época.

Herói Caído

“Herói Caído” é o último episódio em que outro herói da Liga da Justiça faz uma grande participação. Virgil está cansado das ações de seu ídolo, John Stewart, o Lanterna Verde, cometendo uma onda de crimes. Colocando-o na cadeia, Super-Choque descobre mais tarde que o anel de poder do Lanterna estava em seu bolso. Após descobrir que John estava falando a verdade, ele recarrega o anel do herói para enfrentar o impostor, que na verdade era Sinestro, o maior vilão dos Lanternas. Unidos, eles derrotam Sinestro e John tem sua reputação restaurada.


Super-Choque é e continua sendo uma ótima animação, se colocando como uma das melhores séries animadas da DC Comics

Margot Robbie vai estrelar novo filme da franquia Piratas do Caribe

A atriz Margot Robbie está escalada para interpretar a protagonista do próximo filme da franquia Piratas do Caribe.

O novo filme não será um Reboot da franquia, mas sim uma história completamente original com novos personagens, sem a presença do Capitão Jack Sparrow.

O filme será escrito por Christina Hodson, roteirista de Aves de Rapina e Bumblebee.

O novo filme ainda não tem nom e,e não há mais detalhes sobre elenco ou previsão de lançamento.

Semana Heroica #4: Super-Choque – Renascimento do Cool | Uma fábula política acidentalmente oportuna

O comentário real da Milestone dessa vez é mais sutil do que de costume. Mas ainda entrega o seu trabalho.

A novela-gráfica (ou como preferir “graphic-novel”) de romance por  Dwayne McDuffie, “Super-Choque: O Renascimento do Cool”, é um participante regular no agregador de resenhas de leitores, Goodreads, com uma taxa de aprovação de 79.6% com base em 123 avaliações e com uma classificação média de 3.98/5. Desde que chegou as bancas em 2001, não é de admirar: com suas generosas porções de gang-bangers realisticamente violentos, com problemas de pobreza e dinheiro tão importantes quanto combater o crime, super-heróis em um mundo cheio de tons de cinza, como não poderia ser um prazer para leitores adultos? Uma mistura intrigante de drama e documentário com comentários sociais, a imagem não é bem evidente, mas eficaz, dando repreensão de gênero e mensagens amplas na mesma medida.

O roteiro de Dwayne McDuffie e Robert L Washington III se concentra em um experimento suave winnicottiano incisivo e a capacidade de renúncia. Esta coleção é composta por dois arcos da série original: um é a origem do Super-Choque, e o outro ocorre algum tempo depois disso, depois que aparentemente ele era membro de uma equipe de super-heróis. Assim, as duas metades deste volume saltam no tempo e no tom. Faz um bom tempo que Virgil aposentou o manto de Super-Choque e a trama se desenrola nas várias tentativas de levar ao espectador do porque ele se aposentou. No meio de toda a conversa entre Virgil e sua amiga, não faltam aqueles diálogos corriqueiros (não aqueles do Tarantino, mas enfim) e entre isso tudo, ela faz uma pergunta ao rapaz sobre ter saudades do que viveu antes.

“E o Oscar para melhor resposta de um homem para uma mulher” – Risos – Porque sem sombra de dúvidas é a melhor resposta que um homem poderia encontrar para uma mulher decidida e que não perde tempo para questionar.

Ele simplesmente diz: “Às vezes sinto falta do meu velho triciclo, mas também superei isso.”

Enquanto isso se desenrola, uma nova organização secreta que está sequestrando “Bang Babies” e assim alguns deles (Bang Babies) que ainda restaram percebem que Virgil é quem pode ajudá-los. Apesar de ter apenas 15 anos de idade, parece ser o que todos procuram para liderança, já que ele parece ser o único capaz de levá-los ao mistério e enfim descobrir a identidade do mal por de trás de todo esse plano.

Na medida em que as fábulas políticas avançam, “Renascimento do Cool” está em algum lugar entre “Fique Rico ou Morra Tentando” e um episódio de “The Get Down” na medida de sutileza. No entanto, o tempo e as circunstâncias tornaram seu maior poder, a obviedade de suas metáforas e mensagens, em sua maior força.

Quando a DC lançou a revista no início dos anos 2000, dezenove anos passados, muitos imaginaram que isso é mais uma história convencional de super-herói – um garoto adolescente com dupla-identidade, uma garota que ele gosta, além de equilibrar suas responsabilidades. Apesar desse conceito, a atuação é maior do que essa.

Ao mesmo tempo, não se trata de contar sobre o passado dele, mas contar que não é apenas questão de deixar algo pra trás, é questão de mostrar o quão doloroso ter que tomar decisões e seguir em frente. Por mais que gostamos de algo na vida, devemos deixá-las e evoluir. Se alguma vez houve um espelho de alguns dos nossos momentos, é isso.


Super-Choque: Renascimento do Cool

Título original: Static Shock: Rebirth of The Cool

Data da primeira publicação: 2001

Autor: Dwayne McDuffie

Escrito por Robert L Washington III e Dwayne McDuffie

Gêneros: Novela gráfica, Romance

Capa: John Paul Leon

Arte: John Paul Leon , Denys Cowan

Cores: Jimmy Palmiotti , Steve
Mitchell , Shawn Martinbrough , John Paul Leon

Hans Zimmer comenta sobre seu trabalho em Duna

Em recente entrevista dada à Variety, Hans Zimmer comentou sobre suas composições para a trilha sonora de “Duna“, adaptação do clássico de ficção científica literário que será dirigido por Dennis Villeneuve (“A Chegada“, “Blade Runner 2049“).

O compositor vencedor do Oscar por “O Rei Leão” comentou anteriormente que o livro de Frank Herbert foi muito importante em sua vida e, por isso, este será um dos trabalhos mais especiais em sua carreira.

“Estou trabalhando em diferentes experimentações, e ainda não sei se todas vão aparecer no filme. Mas, garanto que existe uma dedicação muito grande para criar algo diferente, sólido, e que honra a obra de Frank Herbert.”

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Vencedor de um Oscar e amplamente premiado, Hans Zimmer vem sendo um dos compositores mais reconhecidos da indústria. O gigante compositor é sempre requisitado para grandes produções e faz parcerias com grandes diretores do cinema como Christopher Nolan e Dennis Villeneuve.

Duna deve chegar aos cinemas no dia 18 de dezembro de 2020.

Batman: Arkham Knight era lançado há 5 anos

O último jogo da Trilogia Arkham pela Rocksteady Studios era lançado no dia 23 de junho de 2015 para Playstation 4 e Xbox One, sendo o desfecho principal do Batman nos games e de toda a Saga Arkham, incluindo Batman Arkham Origins, da Warner Bros Montreal.

Com os sucessos absurdos de Batman Arkham Asylum (2009) e Batman Arkham City (2011), tendo ganhado a crítica – até hoje ganham -, a decisão de fazer o encerramento foi tomada. Antecipando o último jogo da franquia, a WB Montreal desenvolveu Batman Arkham Origins, um prelúdio de Arkham Asylum e Arkham City. O jogo agradou uma parte dos fãs pela história, trilha sonora e personagens, assim como a crítica, mas teve uma nota bem abaixa do esperado por conta dos gráficos e a mecânica não ter evoluído, tornando o jogo discriminado pela base de fãs do Arkham.

Planejado para lançar em outubro de 2014, Batman Arkham Knight teve a data modificada para junho de 2015, e os fãs dos games esperavam ansiosamente o lançamento do que seria o último jogo da Saga Arkham. A pré-venda começou no dia 2 de junho, com as edições especiais Limited Edition e Batmobile Edition, que asseguravam muitos itens especiais do jogo. Ambas as edições incluem um Steelbook, artbook, um quadrinho do jogo referente à primeira edição e uma skin da versão do Batman dos Novos 52. A única coisa que difere é que a Limited Edition traz uma estátua do Batman, e a Batmobile Edition uma estátua do Batmóvel, com o mesmo visual do game.

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Com o lançamento, a euforia foi grande e as vendas chegaram a 5 milhões de cópias em outubro de 2015. A crítica elogiou muito a história, inovação na mecânica e jogabilidade, porém focou mais na parte do uso excessivo do Batmóvel, seja em partes da história ou nas missões do Charada – convenhamos, todas elas são chatas, só é mais dignificante decifrar as charadas pela cidade e ler as histórias. Além disso, boa parte dos fãs ficou decepcionada com a luta contra o Exterminador, pois esperavam um combate corpo-a-corpo, assim como em Arkham Origins. Mas tudo isso não tirou a beleza que o jogo tem, em conquistar o fã pelo visual e enredo.

Por falar em enredo, Batman: Arkham Knight tem uma história brilhante, que consegue misturar tensão, medo e tristeza. Vários acontecimentos do jogo fizeram com que Batman fosse perdendo sua capacidade física e mental, pois o sangue do Coringa ainda corria por suas veias. No anterior da trilogia, Arkham City, o Coringa envenenou Batman e Gotham com seu sangue infectado pelo veneno TITAN, o mesmo que Bane usa e o Coringa usou no final de Arkham Asylum. Batman recebe ajuda do Senhor Frio para produzir uma cura, porém, por discordâncias, Frio quebrou um dos frascos, restando apenas um, que fora roubado em seguida pela Arlequina. Ao final de tudo, impedindo o Protocolo 10, uma obra de Hugo Strange e Ra’s Al Ghul, Bruce confronta Coringa para salvar Talia e a si mesmo. Batman bebe a cura, mas recebe uma facada no ombro, deixando a única esperança do Palhaço morrer.

Uma das teorias feitas pelos fãs, é dito que Batman deixou a cura cair de propósito, pois em uma das falas deixa claro que ele estava cansado de sempre prendê-lo, o Coringa fugir, causando morte e miséria e sempre faz tudo de novo, repetindo isso várias vezes. Mas é logo descartado quando Batman diz que o salvaria, mesmo depois de ter causado o caos.

Batman: Arkham Knight se passa 9 meses depois da morte do Coringa, com a decisão de Batman e o Comissário Gordon terem queimado o corpo do vilão, após uma série de recompensas de quem recuperasse o corpo – acontecimentos dos quadrinhos. Por um tempo, Bruce se concentrou em se curar e curar os infectados restantes. A calmaria reinava na cidade, até que um ataque começado pelo Anarquia acontece em um restaurante. O Espantalho se revela, fazendo uma transmissão para toda Gotham, contando sobre o ataque que planejou, e que iria vir a planejar na noite de Halloween. Toda a polícia de Gotham evacuou a cidade, e só restava um homem para salvá-la.

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O rumo em que a história toma selaria o fim da lenda do Cavaleiro das Trevas. E realmente selou. A jogada de colocar o Espantalho como vilão foi muito bem sacada, usufruindo de todo conhecimento que ele tem para derrotar o Batman, mas não matá-lo, e sim, arrancar toda sua esperança de que poderia salvar Gotham. Por outro lado, Bruce lutava contra o Coringa em sua mente, relembrando vários acontecimentos que definiram o Batman para sempre. O final de toda a história é muito emocionante e chocante, pois todos agora se pergunta: “quem matou o Batman?”. Essa teoria eu deixo para vocês.

A direção de arte do jogo por David Hego e Albert Feliu é algo surreal, mostrando uma Gotham com grandes prédios, suja e chuvosa, assim como ela deve ser. Claro que, Ian Ball teve um grande trabalho para o design do jogo, tornando ele incrível para nossos olhos. O visual de Gotham encaixou muito bem com o enredo e a mensagem que o jogo quis passar, em meio a tragédias e dor.

Mas, uma das coisas mais marcantes de toda a trilogia foi sempre a dublagem americana, com as vozes de Kevin Conroy (Batman) e Mark Hammil (Coringa), os mesmos da série animada e outras animações. Até o final, ambos fizeram um grande trabalho, assim como Martin Jarvis (Alfred). Era perceptível a entrega de todos os dubladores, causando apenas na voz, uma emoção e tensão. Até mesmo John Noble, que dublou o Espantalho, causou um tremendo pavor coma sua voz.

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Cada dublador encaixou perfeitamente no personagem, tornando-os representantes oficiais no universo Arkham. A forma em que os games retratam toda a mitologia do Cavaleiro das Trevas, indo da personalidade até o visual dos personagens é única. Toda a Saga Arkham construiu um vasto universo, redefinindo para sempre muitos personagens, como o Batman, Coringa, Espantalho e até mesmo Jim Gordon. É muito improvável achar outra mídia que todos os personagens, sem exceção, sejam muito bem apresentados. A Saga Arkham é a melhor representação do Batman já feita desde então.

Antes que eu esqueça de mencionar, a trilha sonora de Batman: Arkham Knight é fantástica, pois demonstra em muitos momentos a tensão e Batman diante do perigo e o medo do fracasso. Nick Arundel e David Buckley entregaram uma trilha majestosa, que faz jus ao Morcego. Definindo a trilha em três palavras, eu diria: tensa, emocional e triste.

Batman: Arkham Knight, sem dúvidas, é o jogo mais profundo de heróis já feito, mostrando todo o sacrifício e perdas que um herói tem pelo caminho. A Saga Arkham definiu o Batman e seu universo para sempre!


 

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“E foi isso o que aconteceu. Foi assim que o Batman morreu.” 

Crítica: Legends of Tomorrow (5ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Legends of Tomorrow não perde a essência e ainda continua sendo a melhor série do Arrowverse e uma das melhores da DCTV.


Descrever a quinta temporada de Legends of Tomorrow é difícil, e achar um erro nela é ainda mais. O final da quarta temporada deixou muita coisa em aberto do que veríamos na quinta, com Astra (Olivia Swann) usando suas moedas de figuras históricas famosas para atormentar as Lendas futuramente. Tudo não passava de um plano para se vingar de John Constantine (Matt Ryan). 

A season finale da quarta temporada no episódio “Hey, World” teve uma grande mudança na equipe e na vida as Lendas, como a Zari (Tala Ashe) deixando de existir na linha temporal das Lendas, com seu irmão Behrad (Shayan Sobhian) ficando em seu lugar, por conta dos eventos em Heyworld que alteraram a linha do tempo. Porém, com o crossover Crise nas Infinitas Terras, a equipe não se lembrava de nada que aconteceu no passado.

No pós-crise, as Lendas tiveram grandes problemas com os “bis”,  como eram chamados as figuras históricas que eram soltas do inferno por Astra. Isso culminou numa grande participação de Constantine, sendo integrado como uma Lenda, e nos conhecimentos de história de Nate (Nick Zano). A criatividade dos roteiristas e produção da série aqui, é realmente um absurdo. Trazer figuras históricas famosas do inferno, tentando colocar uma temática de filme de época, como é o caso do episódio “Miss Me, Kiss Me, Love Me”, no qual a equipe caça o gângster Bugsy Siegel. Ou, fazer uma sitcom, incluindo até Star Trek como referência. A quinta temporada foi realmente surpreendente e muito estranha.

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A primeira parte da temporada foi inteiramente focada em Astra liberando os “bis” do inferno. Rasputin, Genghis Khan, e muitos outros nomes foram atormentar as Lendas a mando de Astra, que detinha um grande poder. Não só as moedas de assassinos ou líderes políticos ela possuía, mas também a de Constantine, que em um episódio quase morreu de câncer de pulmão devido ao uso constante de cigarros. Isso é bem recorrente pro personagem, pois seu vício vem desde os quadrinhos.

E precisamos de uma pausa para falar da interpretação de Matt Ryan como John Constantine. É realmente uma das melhores performances do Arrowverse, e a melhor representação do mago nas mídias da DC Comics. Esqueça Keanu Reeves em seu filme e foque em Matt Ryan. Tanto ele, quanto os roteiristas entregaram um Constantine perfeito, sem defeito algum. A proximidade dele com os quadrinhos e animações é incrível, fazendo jus ao personagem que passa a ser amado por muitos fãs do antigo selo Vertigo. E com certeza, ele merece muito ser escalado na futura série da Liga da Justiça Sombria que está sendo produzida pela HBO Max, já que ele é a voz oficial do Constantine nas animações. Matt Ryan nasceu para interpretar o britânico.

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Os episódios conseguem rebelar vários sentimentos dos fãs, equilibrando alegria em momentos certos, tristeza, tensão, suspense e terror. Cada episódio teve um ponto especial e uma abordagem diferente, que jamais foi vista em outras séries de heróis. “Mr. Parker’s Cul-De-Sac” foi um dos episódios mais marcantes da temporada, pois trouxe Damien Darkh (Neal McDonough) de volta, e ainda teve o casamento de Ray Palmer (Brandon Routh) com Nora Darkh (Courtney Ford). A trilha sonora conseguiu criar um clima de emoção, e vemos que Damien procurava redenção – não é muito o caso em uma parte do episódio, em que Nora revela que não iria se casar com Constantine, mas sim com Ray. O casamento selou o destino dos dois juntos para fora da Waverider, que viria acontecer no episódio seguinte.

“Romeo v Juliet: Dawn of Justness”, nome que faz referência a Batman vs Superman: A Origem da Justiça (no original, Dawn of Justice), foi o episódio mais emocionante da temporada, e um dos mais marcantes de todo o Arrowverse. O episódio foi uma loucura, pois as Lendas vão para a Inglaterra nos anos de 1600, tentando reajustar a história do escritor William Shakespeare, que provocou uma peça dos heróis após vê-los em ação. Claro que, conseguiram reajustar a história, porém enquanto a peça de Romeu & Julieta, Ray Nora estavam dando adeus à equipe. Nate não conseguia aceitar que seu melhor amigo iria partir para viver sua vida, mas ao final, se arrependeu e foi encontrá-lo na Waverider.

No momento que Nate chega a nave, se perguntando onde Ray estava, o semblante triste foi o grande emocional, que se manteve quando Palmer apareceu para se despedir. É incrível a entrega de Brandon Routh tanto na cena de despedida, quanto em todo o episódio, que era totalmente focado no ator. A cena de ambos tristes, se abraçando, enquanto Zari estava atuando na peça e com sua fala ao fundo, torna a despedida belíssima, com uma grande carga emocional.

Talvez um tiro no pé por tirar Ray e Nora da equipe, pois a motivação e o coração da equipe era o Átomo, não preencheu o vazio que a equipe teve. Como Sara (Caity Lotz) disse no final do episódio, brindando em memória a Ray: “E que nos mostrou que não há problema grande demais que não possa ser resolvido com um sorriso”. A produção foi um tanto rude com Brandon Routh, que ficou insatisfeito com a saída. Havia muito há explorar. Quem sabe um dia, ele possa retornar.

Com a primeira parte da temporada finalizada, um segundo arco começa, mas que girava em torno ainda do Tear do Destino. A redenção de Astra é algo curioso, pois mesmo querendo comandar o inferno ao lado das Moiras, ela ansiava em ver sua mãe e tê-la mais uma vez, se aliando as Lendas. Com isso, a equipe ganhava mais um membro, mesmo que temporário, após a saída de Ray e Nora, e a morte de Behrad. Os episódios começavam a se tornar mais interativos numa caça a última peça para conseguir montar o Tear do Destino e ressuscitar Behrad.

As Lendas se encontram com uma das Moiras, Átropos (Joanna Vanderham), que entra em combate com Sara, quase a matando. Um pequeno arco se inicia em meio a outro, com a capitã da Waverider ganhando poderes de prever os acontecimentos futuros. Não bastasse estar cega, não poderia comandar as Lendas, deixando Ava Sharpe (Jes Macallan) no comando, conseguindo amarrar duas subtramas em uma só.

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Apesar de esperar algum poder que lhe desse super força, esse foi uma grande surpresa. O ganho de pode foi tudo graças a uma luta contra uma deusa. Os episódios seguintes trouxeram um grande dinamismo do elenco e das subtramas envolvendo cada personagem. Passando pelo deus grego Dionísio, a equipe chega a um apocalipse zumbi em “I Am Legends”. O 12° episódio pós-crise foi o mais desesperador, com certeza, com a equipe protagonizando o drama em meio ao caos. Com a imortalidade adquirida por 24 horas após beber do Cálice de Dionísio, as Lendas estavam prontas para usar o Tear do Destino, mas não contavam perder a nave para as Moiras. Sem nenhum Correio do Tempo, eles vão para um antigo bar, no qual funcionava um posto da Agência do Tempo. O tempo da imortalidade tinha se esgotado e os zumbis os alcançaram, matando quase toda a equipe, exceto por Charlie (Maisie Richardson-Sellers), que conseguiu fugir para tentar salvar o mundo e mudar as coisas.

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E, de forma inusitada salvou, os colocando na TV, em forma de sitcom, para fazer a população entender que o “regime” das Moiras era algo bom. Ela se uniu as irmãs para salvar a equipe. E é aí que entra a Zari 1.0 de volta à série. Assumindo o corpo da Zari 2.0, ela consegue fomentar a ideia de que tudo não passada de uma prisão criada pelas Moiras, colocando a equipe em séries de TV. Gary (Adam Tsekhman) e Mona (Ramona Young) entenderam o recado e conseguiram mudar o roteiro, fazendo as Lendas se lembrarem de quem são, tornando a cena marcante para a série, ao som da leveza da trilha sonora principal da série, rebuscando suas raízes.

Com a vitória parcial das Lendas, o episódio final seria o decisivo. Cabe ressaltar aqui o arco de Mick (Dominic Purcell) com sua filha. Todas as tentativas só funcionaram após Mick levá-la para a nave e se divertir com ela, junto de Nate. Porém, a trama vivida por Behrad e as Zaris ganharam mais força, na segunda parte da temporada e no episódio final. Tendo abrido mão da imortalidade por conta de Charlie (Clotho), Láquesis (Sarah Strange) consegue ainda manter voz e ordem na humanidade, juntamente com Átropos. Elas não esperavam que Clotho se viraria contra elas e as Lendas tivessem saído da televisão para derrotá-las. A batalha final acontece contra vários “bis”, sendo líderes políticos e assassinos. O final foi feliz, até certo ponto, em que Sara é abduzida, iniciando o gancho para a 6ª temporada.

Veredito

A 6ª temporada de Legends of Tomorrow é realmente perfeita, não sendo uma novela como uma vez foi na 1ª temporada. Muita coisa mudou desde então. O foco foi o Tear do Destino, incluindo muito bem a trama de Astra com Constantine. Muitas subtramas conseguiram se encaixar com a trama principal, não se desviando. A história não fugiu do que quis mostrar, não deixando pontas soltas e um gancho para a próxima temporada.

As atuações por parte do elenco principal foram ótimas, sendo Brandon Routh Caity Lotz os mais brilhantes. Por sua vez, Matt Ryan apresenta um Constantine muito próximo aos quadrinhos, assim sendo um outro destaque por sua performance. Nick Zano, Tala Ashe, Jes Macallan Dominic Purcell também não deixam a desejar, com cada um fazendo jus ao seu personagem, montando uma própria personalidade. Shayan Sobhian tem um grande futuro dentro do show de TV.

Em questão de trilha sonora, Blake Neely Daniel James Chan entregam uma faixa épica, sempre. O figurino, como sempre, muito bem feito, apesar de que as Lendas deveriam usar mais seus trajes quando pudessem, pois são suas identidades. Em meio a saída de atores, Legends of Tomorrow não caiu de produção em nenhum episódio, conseguindo fazer com que cada um passasse um sentimento, seja de emoção, tristeza ou tensão. A temporada demonstrou um grande equilíbrio entre os episódios e muito solidez, fazendo com que Legends of Tomorrow seja a melhor série do Arrowverse e a mais divertida da DC Comics.

10/10.

Semana Heroica #3: Super-Choque | O que tornou o herói um dos maiores de todos os tempos

Uma animação que, com certeza, estava à frente de seu tempo. Todos os envolvidos conseguiram trazer questões sociais de forma sutil ao mesmo tempo que não fosse forçada. Dito isto, é uma animação com um grande impacto até mesmo comparado à filmes como Pantera Negra e Olhos Que Condenam, o racismo, a ignorância e a violência não foram salientados apenas de uma maneira que as crianças pudessem entender, mas de uma maneira que faria com que os adultos pudessem carregar em suas mentes.


História

Você e eu provavelmente crescemos no início dos anos 2000, com as nossas manhãs recheadas de desenhos animados, mas esse foi sim, um desenho que conseguiu nos cativar e que nos faz parar pra pensar e refletir com as questões sociais até hoje. Mas tudo isso não começou aí, e é preciso dar uma volta no tempo muito antes do personagem fazer sua estréia nos quadrinhos.

Tudo começou em 1993, uma aliança composta por artistas e escritores afro-americanos, acreditando que as minorias eram muito mal representada nas mídias e assim fundaram a Milestone Media, para que pudessem retratar como é a vida da sociedade negra. Super-Choque estreou em sua própria revista intitulada Static #1 em uma leva de lançamento dos cinco primeiros heróis da Milestone.


Inspiração

Dwayne McDuffie, um dos criadores do personagem, afirmou que foi um grande esforço da equipe para sua criação. Uma das inspirações para sua criação veio do Amigo da Vinzinhança, o Homem-Aranha: um adolescente desajeitado, que tem problemas com dinheiro e garotas, além de valentões que estão sempre querendo puxar briga. Inicialmente os planos que a Milestone tinha é que o herói seria vendido para a Marvel, mas que graças (ou quase isso) a Milestone seria adquirida pela DC Comics.

Como você pôde ter percebido, o seu nome é bem diferente do que costumamos pronunciar. Static no original significa estático (ahhh sabichão!), e é inspirado no single Staticde 1988 escrita por um grupo
musical do Brooklyn, Full Force e cantada pelo ícone da música R&B, o Padrinho do Soul, James Brown. Uma das críticas ao álbum feita pela revista People exaltou o single como “incendiário”. Já o seu alter-ego foi inspirado em Virgil D. Hawkins, um advogado negro que passou as últimas décadas de sua vida indo à Suprema Corte para exercer advocacia na Flórida, depois de ter sido inicialmente negado a admissão na Faculdade de Direito da Universidade da Flórida por ter a cor negra como cor de sua pele.

Fazendo a Diferença

Assim como Batman e Superman são os maiores pilares da DC Comics, o Super-Choque era para a Milestone, e em tão pouco tempo se tornou o personagem mais icônico da editora, ganhando sua série animada em 2000, com uma versão do enredo que se tornou um pouco mais adequada para um público mais jovem daquela época. Um personagem assim não precisa de mais descrições para dizer a que propósito ele veio, não é um
relato de como “um branco enxerga o preconceito com o negro”, é um relato dramatizado de como a administração pública BRANCA se importa com as necessidades de uma sociedade composta por negros e qual o tratamento que dão a eles como “merecido”.

Seu legado

Para falar da administração pública retratada nas histórias desse personagem, primeiro é preciso falar sobre o enredo do primeiro episódio. “Choque no Sistema”. Esse foi o nome dado ao primeiro episódio da série animada. Virgil, um adolescente como qualquer outro nos Estados Unidos é diariamente alvo de bullying, e pra se livrar do “cara” que o atormenta dia-após-dia, depois de apanhar desse mesmo valentão em um beco, a surra é interrompida por um amigo de má conduta que o leva à um encontro de gangues e lá recebe uma arma para “se livrar” de seu rival. Em pouco tempo, após dar de cara com o valentão, a polícia interrompe a guerra e então numa troca de tiros, a polícia acidentalmente (ou não) acaba atingindo botijões de gás inflamável, fazendo com que vários criminosos fossem alcançados pela
explosão do gás. Esse dia ficou conhecido como o “Big Bang“, onde vários personagens do Dakotaverse (como é chamado o universo fictício da Milestone) receberam seus poderes.

Bem, diferente um pouco da série animada, os policiais portavam um gás experimental que tinha a intenção de matar quem inalasse, só que o resultado foi bem diferente do esperado trazendo consigo muitos problemas e também o Herói de Dakota. Isso foi o primeiro passo para mostrar a violência policial, as operações feitas em suas comunidades, o tratamento, e talvez, as sentenças de morte que recebem como em alguns casos.

Super-Choque continuou interrogando e expondo a incompetência e a indiferença dos que estão no poder, sem medo – isso tornou o herói diferente. Mesmo sendo político, ele não foi mal interpretado como muitos conteúdos que tendem a forçar sua abordagem. Outra questão que é colocada à mesa, é a liderança, da brutalidade policial à marginalização das comunidades minoritárias ao redor do mundo, prova que a liderança está quebrada. Desprovidos da humildade e inclusividade de que tanto precisamos, e dados ao narcisismo, os líderes não estão preocupados em apostar na saúde pública, na segurança e no futuro das gerações mais jovens. Eles priorizam, sem desculpas, servir a si mesmos sobre as pessoas para as quais foram eleitos.

“Se evitarmos questões como a perda de um ente querido […] Ignoramos os infelizes fatos da vida
de muitas crianças neste país”, Len Uhley, escritora da série animada.


Um acontecimento que aprofundou na abordagem sobre a violência foi a noite em que a mãe de Virgil morreu. No primeiro episódio da série animada, contou que ela havia sido morta numa guerra entre gangues, mas ainda foram pouco os detalhes. Em um episódio intitulado “Flashback” foi revelado que ela foi uma paramédica, vítima da violência durante uma noite de tumultos entre gangues, e mesmo Virgil tentando impedir sua morte, ela é superada por sua necessidade de ajudar outras pessoas e logo voltou às ruas, levando ao mesmo futuro em que Virgil se encontrava antes.

O maior benefício do show fica por conta de seu idealizador, não apenas ter uma noção do que é viver sabendo que pode sofrer um ataque por causa de sua pele, mas que, grande parte das histórias vem de sua representação (Dwayne McDuffie).

Em um desses momentos, Virgil nota que ele nunca esteve na casa de seu melhor amigo, Richie, e se auto-convida a passar uma noite na casa do amigo para o desprazer de descobrir que o pai de Richie não passa de alguém que vê os negros como o grande problema da sociedade, discriminando os seus costumes, bem como estilo de música se referindo a eles não pelo nome de sua cor, mas pior do que isso: “Essa gente”.

Aqui, o escritor enfatiza de uma forma muito simples como a sua comunidade é vista perante outras áreas da cidade, sem fazer o mínimo esforço para entender o que se passa no local onde moram ou até mesmo justificando o seu erro: a raiva, a discriminação, o seu apontamento e sua violência contra a cor, alegando que esses são a fonte do problema da sociedade.


Um outro episódio abordou algo que é muito raro de se ver em qualquer filme, novela, HQs e literatura. Algo que até agora foi um pouco retratado de forma leve no filme Homem-Formiga, é a busca por uma segunda chance que muitas pessoas buscam encontrar após sair da prisão.

E na verdade isso não foi abordado uma só vez, mas duas. A primeira vez no episódio “Bent Out of Shape”, onde Virgil descobre que sua irmã namora um fora-da-lei, o Homem-Borracha (ou no melhor possível, Rubberband Man), levando a polícia a perseguí-lo e ser apreendido. Mais tarde, no episódio “Bad Stretch”, o Homem-Borracha se mostra mais arrependido de seus crimes do que no episódio anterior e decide largar a vida de criminoso para iniciar sua carreira no combate ao crime.

Esse episódio foi um dos que mais se destacaram, porque não só a sociedade retratada no desenho estava desconfiante nele, assim também como o próprio Super-Choque e quem acompanhou o desenho de perto, eu.

Particularmente, considero tanto as primeiras aparições do personagem, quanto esses dois episódios um arco. Mostrou toda sua trajetória pelo caminho tortuoso, para depois, indicar que ele tinha valores e que todos merecem uma segunda chance, além de nos ensinar um pouco a respeito das más impressões que temos sobre pessoas de passado condenado.

Outro grande ponto memorável que com certeza, eu e você podemos nos identificar no país em que vivemos. Em um certo momento a trama se desenrola em volta de uma empresa que foi encarregada de criar o gás que causou o “Big Bang” (o dia em que o Super-Choque e seus vilões ganharam habilidades especiais).

Junior, filho do proprietário da empresa sempre foi negligenciado pelo pai e sempre buscou ganhar a confiança do pai, e um dos métodos que usou foi estudar o gás, mostrando para seu pai que era um gênio. Assim, com os estudos do gás ele adquiriu vários poderes e usou tudo o que teve para arruinar a empresa de seu “velho”.

No fim de tudo isso, você fica se perguntando: “Se uma empresa fosse o fator que levou vários jovens a se tornarem um grande problema para a sociedade, ela estaria encrencada e talvez poderia fechar as portas. Porém, como foi mostrado, as empresas raramente são responsabilizadas por seus atos, especialmente nesse sentido.

Continuando ainda a falar sobre os momentos mais memoráveis dessa atração, o episódio, que, com certeza ninguém esquece foi a abordagem sobre o bullying que é bem típico nas escolas dos Estados Unidos.

“Jimmy”, é um episódio e personagem-título que não poupou em mostrar a verdade como deve ser mostrada. Tudo começa com sem a mínima explicação. Richie está agonizando de dor e sendo levado por paramédicos para um ambulância, logo após isso, Virgil é visto conversando com um psicólogo e então tudo se esclarece na forma de flashbacks. Ele fala sobre um garoto com quem fez amizade no colégio, que estava sendo intimidado por um grupo de adolescentes, além de que não tinha ninguém que pudesse defendê-lo. Certo dia, Virgil e seu parceiro, Richie resolvem ir a casa de Jimmy e então, eles são apresentados à uma arma pelo garoto, que deixa Virgil irritado, justo pelo fato de ter sua mãe como vítima da violência, e então vão embora.

Novamente, Jimmy é atacado pelos opressores que o faz chorar de raiva. Então, como forma de vingança, Jimmy vai até seus agressores e os tem sob a mira da arma apresentada anteriormente. Tudo deu errado e Richie foi acidentalmente atingido. Para nossa surpresa, Richie foi atingido na
perna, mas tudo isso serviu para mostrar até onde a violência é capaz de levar as pessoas. No fim, o herói deixou dicas de como evitar que coisas desse tipo aconteçam nas escolas,além de oferecer sugestões de segurança com armas e esforços anti-bullying.

No fim, animação da personagem teve muitos outros valores que poderiam ser mencionados, mas que com certeza teria de ser descritos em um roteiro maior além de destacar tudo que estava sendo transmitido em cada episódio.

Algo que eu não poderia deixar de falar…

Algo que não pude deixar de dar atenção foi o fato do personagem Richie ser abertamente homossexual nos quadrinhos, mesmo que na série animada, nunca tenha deixado isso claro. Isso põe uma questão à mesa:

Será que as pessoas, no início dos anos 2000, eram ignorantes demais para uma animação abordar esse tipo de proposta e ser alvo de críticas de como esse assunto pudesse ser uma forma ruim de que a mídia estivesse tentando influenciar as crianças na época? Ou que talvez, os executivos não estavam nem um pouco preocupados em mostrar essa realidade já que, pudessem ter problemas em faturar com brinquedos e produtos licenciados da marca? A minha resposta são as duas questões, ou melhor, as duas questões são uma mesma resposta.

Se esse assunto fosse abordado nessa época, e que com certeza, ninguém ficaria contente afirmando que uma animação assim pudesse ser uma má influência para os seus filhos, os executivos deixariam de lucrar com os produtos licenciados de seu personagem. Isso seria um grande problema, fazendo com que a animação não chegasse ao seu número de temporadas, já que foi dito que, seu cancelamento só ocorreu porque o produto não conseguia vender.

Então dito isto, as pessoas dos anos 2000 não estavam preparadas para essa abordagem, o que prova que o Super-Choque esteve à frente de seu tempo. Ainda assim, depois de tantos anos, fica difícil saber como as pessoas souberam lidar abertamente com esse tipo de assunto, já que a década de 2010 foi um pouco cedo demais para uma década anterior, onde trazer essa proposta era um risco enorme, principalmente se a questão é ganhar dinheiro.

Observações

O que torna o herói mais interessante é como ele era diferente de outros super-heróis negros da época e, de certa forma, ainda é. Embora exista uma variedade de personagens negros de quadrinhos, muitos deles se encaixam em arquétipos negros testados e comprovados: Luke Cage um street tough que funciona como uma espécie de segurança, Pantera Negra, um estrangeiro, Ciborgue, um atleta. E o Super-Choque se afasta desses moldes.

Sobre os personagens principais

Virgil Hawkins – O alter-ego do Super-Choque, possui apenas 15 anos de idade, é o típico garoto desajeitado, que precisa de dinheiro, e ainda está aprendendo a lidar com o fato de não saber “conquistar” as garotas, além de ter problemas com valentões. Seu maior valor talvez seja o maior código de conduta de todo bom super-herói como Superman, Batman e Capitã-Marvel que não é tirar a vida de alguém por pior que seja. Por causa da morte de sua mãe ele tem o pavor de armas, assim como repudia a violência.

Richie – nascido Richard “Richie” Osgood Foley, além de melhor amigo é um sidekick do Super-Choque, o persongem se mostrou ser um gênio e um ótimo aluno no decorrer da série. Mais tarde, é mostrado que as roupas de Virgil, ainda contendo resíduos do gás do “Big Bang” infectando Richie com o gás dando, à ele aumento de seu QI, fazendo com que ele se torne o Gear.


A primeira parte da Semana Heroica começou em nossa página no Instagram, com uma cena de um dos episódios, seguida do vídeo de origem do Super-Choque no quadro CR Origens, do canal, sendo esta a segunda parte. Veja abaixo:

Em nosso Instagram, explicamos do que se tratava a Semana Heroica. Deixaremos abaixo o post explicativo em nossa página:

 

https://www.instagram.com/p/CBvdstQDw3_/?igshid=4np03sgp1tr

O que esperar da terceira temporada de Dark?

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco


Desaparecimentos, viagens no tempo e um suposto apocalipse a caminho: saiba tudo o que esperar da próxima temporada de Dark, série alemã da Netflix que tem a estreia de sua terceira temporada no próximo sábado, 27 de junho.

O trailer abaixo, produzido pela Netflix Alemã, traz um resumo veloz para quem não vai conseguir reassistir as temporadas anteriores a tempo do lançamento.

Um pouco mais sobre as temporadas anteriores:

TEMPORADA 1

Na primeira temporada temos o acontecimento central que gera como consequência todos os acontecimentos posteriores da série: o desaparecimento do jovem Mikkel. Com uma trama complexa, os acontecimentos giram em torno de desaparecimentos misteriosos na cidade de Winden, na Alemanha. Ao longo dos episódios da primeira temporada, conseguimos observar melhor os segredos dos cidadãos da cidade e principalmente suas piores falhas.

Com a ascensão e queda da usina nuclear da cidade, diversos segredos começam a vir a tona e alguns moradores peculiares começam a descobrir a caverna por onde se viaja no tempo, exatamente 33 anos para o passado ou para o futuro. Um homem se suicida no verão e logo em seguida Mikkel e outras crianças começam a desaparecer ao longo do tempo. Isso começa a fazer o povo de Winden começar a se questionar sobre quantos mistérios é possível uma cidade esconder.

TEMPORADA 2

A segunda temporada se passa aproximadamente seis meses depois dos acontecimentos da primeira (sem levar em conta as viagens no tempo). A polícia de Winden forma uma força tarefa pra começar a investigar a fundo os desaparecimentos. Com destaque maior para as múltiplas linhas do tempo, os episódios prometem um gigante nó na cabeça. Começando de onde a temporada anterior termina, podemos ver Jonas viajando para o futuro após uma versão mais velha tentar destruir o portal. Ulrich descobre a caverna e parte em uma jornada para tentar encontrar o filho Mikkel, mas acaba preso num passado ainda mais distante, causando um grande paradoxo temporal.

Diversos outros acontecimentos na trama vão aumentando ainda mais o paradoxo temporal e confusão nos expectadores, começando a se encaixar por um lado no último episódio ao mesmo tempo que novas descobertas colocam a cidade ainda mais em risco: um universo paralelo e um fim do mundo a caminho.

Mais desaparecimentos começam no final da segunda temporada

Teorias para a terceira temporada

O surgimento de uma nova Martha na terceira temporada.

Uma das reviravoltas mais surpreendentes da história foi o universo paralelo, e explicar quantas realidades alternativas existem vai ser um dos maiores desafios para a terceira temporada. Diversas perguntas ficaram sem resposta, e com o desaparecimento de alguns personagens e um apocalipse a caminho, muitas teorias estão sendo discutidas.

A principal teoria é que o pai de Jonas não está totalmente morto. Uma versão de Michael Kahnwald (Mikkel) do mundo paralelo pode estar por trás de tudo e ser a chave para desvendar os mistérios de Dark, teoria comprovada a partir de um personagem misterioso que aparece coberto em um deserto no trailer.

Personagem misterioso no deserto
(Reprodução Netflix/Instagram)

Dirigida por Baran bo Odar, a série chega na Netflix no próximo sábado 27 de junho de 2020, e conta com 100% de aprovação dos críticos do Rotten Tomatoes, desbancando grandes filmes e produções cinematográficas, sendo eleita a “Melhor Série Original da Netflix”.

Boa maratona e até o próximo fim do mundo…

Morre Joel Schumacher, diretor de ‘Batman Eternamente’, aos 80 anos

Nesta segunda-feira (22), faleceu o cineasta Joel Schumacher, aos 80 anos, em Nova York. Segundo seu representante, o diretor lutava contra um câncer há um ano. A notícia vem via The Hollywood Reporter.

O diretor iniciou sua carreira como figurinista, e logo conseguiu transitar para a cadeira do diretor, dirigindo vários filmes, entre sucessos e fracassos. Sua carreira se fez nos anos 80 e 90 com os filmes ‘O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas’ e ‘Os Garotos Perdidos’. Dirigiu em 2006 o ‘Fantasma da Ópera’, um de seus grandes filmes da década de 2000. Mas, mesmo tendo feito filmes bem avaliados pela crítica e com uma grande base de fãs, ele é mais lembrado pelo mediano ‘Batman Eternamente’ e o fracasso em ‘Batman & Robin’.

A mudança de diretor veio por conta da Warner Bros. querer algo mais leve, não gótico e violento, pois isso não dava uma boa bilheteria aos filmes de Tim Burton. A contratação de Joel Schumacher foi imediata, mudando totalmente o estilo gótico e frio de Burton para algo mais colorido e sarcástico.

Pode-se dizer que algumas poucas coisas boas ele fez com o Batman, como o caso da introdução do Robin e seu figurino em ‘Batman Eternamente’, o Alfred em ambos os filmes e até mesmo algumas lutas com Val Kilmer no papel. Porém, em Batman & Robin, ele mais erra do que acerta. Quem não se lembra do bat-cartão de crédito ou bat-mamilos? Ou até as frases infames do Senhor Frio. Mas mesmo com o terrível ‘Batman & Robin’, com certeza ele fez a infância de muitos por apresentar uma abordagem diferente do Batman nos cinemas.Schumacher já trabalhou com inúmeros atores, como Val Kilmer, Jim Carrey, George Clooney, Anthony Hopkins, Michael Douglas e até mesmo Henry Cavill. Seu último trabalho foi em House of Cards, série a qual ele dirigiu dois episódios.

Descanse em paz, Joel Schumacher.

WandaVision | Kathryn Hahn fará parte de refilmagens

Devido a pandemia do Coronavírus, muitas produções de cinema e TV pararam, como a série WandaVision, porém a série passará por refilmagnes, pois uma grande parte já da primeira temporada foi filmada.

A atriz Kathryn Hahn confirmou que terá refilmagnes e ela estará participando de cenas adicionais da série.

“Ainda tenho algumas cenas faltando em WandaVision. Posso dizer que é uma abordagem surreal dentro do gênero. Foi uma experiência muito divertida. Gostaria de dizer mais!”, contou a atriz.

Sinopse: WandaVision, da Marvel Studios, mistura o estilo de sitcoms clássicas com o Universo Cinematográfico da Marvel, e acompanha Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e o Visão (Paul Bettany) – dois super-seres vivendo uma vida ideal no subúrbio – começando a suspeitar que nem tudo é o que parece.

O elenco da série conta com Elizabeth Olsen (Wanda), Paul Bettany (Visão), Randall Park (Jimmy Woo), Kat Dennings (Darcy Lewis), Kathryn Hahn (Agatha Harkness), Teyonah Parris (Monica Rambeau) e Evan Peters.

WandaVision estreia no final de 2020 no Disney+.

BGS 2020 é adiada para 2021

A Brasil Game Show, evento anual sobre Games no Brasil foi oficialmente adiada para o ano que vem por conta da pandemia do Coronavírus.

Segundo os organizadores da BGS, a próxima edição vai acontecer apenas em outubro de 2021. Confira o comunicado oficial abaixo:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3367271353317662&id=129279747116855

As pessoas que já tinham adquirido os ingressos pro evento desse ano, já tem entrada garantida pro evento de 2021.

The Batman | Peter Sarsgaard elogia Robert Pattinson no filme

Durante uma entrevista ao site americano The Hollywood Reporter (THR), o ator Peter Sarsgaard rasgou elogios a Robert Pattinson, e ainda disse que já gravou uma noa parte de suas cenas antes da paralisação por conta do covid-19.

Mesmo com os elogios, o ator não deu muitos detalhes sobre Pattinson e a trama do filme.

“Ele está incrível. Tenho que dizer isso. Ele está realmente incrível. O trabalho que vem fazendo é impressionante. Gostei muito do visual do Batman, e mal posso esperar para ver finalizado em uma tela grande. É um ator muito interessante. Adorei ‘Bom Comportamento’, dos Irmãos Safdie. E mais recente, ‘O Farol’ com Willem Dafoe também chamou a atenção de todos. É um cara muito interessante para esse papel”, disse o ator.

Muitos rumores apontavam Sargaard como o promotor Harvey Dent, ainda antes de virar o Duas-Caras, mas nada disso aconteceu. O ator irá interpretar Gil Colson, um perosnagem original no filme, que coincidentemente é um promotor público, assim como Harvey.

Sarsgaard ainda se diz muito ansioso para retornar a gravar suas últimas cenas na pele de Gil Colson:

“Eu espero que possamos retornar logo e terminar de filmar. É muito mais difícil com um filme grande, voltar e terminar. É difícil até pensar em outra coisa”, completou Peter.

O elenco conta com Robert Pattinson (Batman), Zoe Kravitz (Mulher-Gato)Collin Farrell (Pinguim)Paul Dano (Charada)Andy Serkis (Alfred)Jeffrey Wright (Comissário Gordon)Peter Sarsgaard (Gil Colson)John Turturro (Falcone) e Jayme Lawson (Bella Reál).

The Batman tem estreia marcada para 1 de outubro de 2021.

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