
Reprodução: Warner Bros Montreal
O terceiro game da franquia Arkham é o mais criticado pelos fãs, mas será que isso é justo?
A franquia Batman: Arkham, desenvolvida pela Rocksteady, apresenta os melhores jogos do Batman e também o melhor jogo de super-herói (Arkham City). No entanto, existe um “patinho feio” nessa franquia e seu nome é Batman: Arkham Origins.
Bem, essa entrada da franquia não foi desenvolvida pela Rocksteady, mas sim pela WB Montreal (responsável também pelo mais recente Gotham Knights). Não é de se estranhar que algumas coisas tenham mudado, mas o importante é que as principais mecânicas do game foram mantidas, além da adição de um sistema de viagens rápidas e claro a possibilidade de ir para a Batcaverna original.
Além dessas novidades, o jogo apresentou um enredo onde o Máscara Negra contrata 10 assassinos de aluguel para caçar o Batman em plena véspera de Natal. No decorrer do jogo é revelado que na verdade o Coringa havia ocupado o lugar do Máscara Negra e tomado conta de seu bando, mostrando o primeiro confronto entre o palhaço do crime e o homem morcego nesse universo.
No entanto, essa decisão criativa de colocar o Coringa no jogo acabou desagradando muitos fãs que já estavam cansados de ter ele como principal antagonista dos jogos da franquia. Porém, além do Coringa, o Bane também é introduzido neste universo, sendo um dos principais (se não o principal) rivais do Batman no jogo. Afinal de contas, ele consegue descobrir a verdadeira identidade do Homem-Morcego, além de atacar a casa de Bruce Wayne e quase matar o Alfred.
O embate entre Batman e Bane durante o jogo chega a ser até mais intenso que entre o Coringa, porque além do embate físico, ambos também estão num embate intelectual, onde cada um tenta prever os passos do outro. Ou seja, talvez deveria ter sido melhor tirar o coringa do game e realmente manter o Máscara Negra como o real contratante dos assassinos, assim poderíamos ver um vilão que nunca teve muito espaço de desenvolvimento na franquia e também um foco maior no Bane e talvez em seu passado e suas motivações.
Outro ponto bastante interessante no jogo é em relação a seu contexto. Vemos uma Gotham City dominada por traficantes e com uma força policial completamente corrupta (como se isso fosse novidade né) que se preocupa mais em caçar o Batman do que realmente prender os verdadeiros bandidos. Todas as cenas envolvendo o Batman vs a polícia trazem um ar de “Batman Begins” muito bom, principalmente na missão onde temos de invadir o GCPD, além é claro da relação entre Gordon e Batman, que se prova muito boa, já que o Gordon é outro personagem chave do universo Batman, e ver o início dessa parceria para combater o crime é muito bom.
Mas agora o verdadeiro ponto forte de Arkham Origins são definitivamente as boss fights. Acredito que a melhor luta contra um chefe da franquia Arkham esteja nesse jogo, e estou falando é claro da luta contra o Exterminador, onde vemos dois artistas marciais de primeiro nível se digladiando num coliseu do crime comandado pelo Pinguim.
Outra luta bastante marcante é o confronto final contra o Bane na prisão de Blackgate, onde enfrentamos o vilão no mano a mano e depois vira um jogo de gato e rato, onde um Bane completamente drogado pela droga titã caça o Batman, ocasionando num dos momentos mais tensos do jogo.
Bem, mas agora um fator negativo que é em relação aos gráficos, os dois jogos anteriores possuem gráficos extremamente bonitos. Arkham Origins tem um grande downgrade, onde você sente como se tudo fosse plástico já que as texturas não são muito bem polidas.
Se você não gosta de Batman: Arkham Origins, sugiro que dê mais uma chance ao jogo. Claro que ele está longe de ser o melhor da franquia, mas também não é tão ruim quanto dizem ser, embora ele recicla diversos pontos dos outros jogos, mas ainda assim é possível se divertir com ele.
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