Crítica: Rua do Medo: 1978 – Parte 2 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Assustador, sangrento e muito violento.


Após uma boa recepção com a primeira parte, Rua do Medo: 1994, a Netflix lançou na sexta-feira (9) a segunda parte, que se passa em 1978, e acompanha duas jovens que tentam sobreviver ao massacre no acampamento Nightwing. E diferentemente da primeira parte, o filme é ainda muito mais sangrento, assustador e brutal, por envolver adolescentes e crianças assassinadas por um lunático com machado e um saco na cabeça.

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Leigh Janiak dirige e assina o roteiro da sequência, e traz as jovens irmãs Cindy (Emily Rudd) e Ziggy Berman (Sadie Sink) como as protagonistas da trama, que explica a história de como uma das irmãs sobreviveu ao massacre, já mencionado no final de Rua do Medo: 1994. Há uma grande inspiração em Sexta-Feira 13, ficando muito evidenciado desde o começo, com a escolha da data sendo um easter egg para o clássico Halloween. E foram ótimas inspirações, por assim dizer.

O filme consegue fluir por si só, e é ainda melhor que seu anterior por deixar de lado o drama romântico adolescente, que não era tão aprofundado e não foi bem desenvolvido. Por outro lado, a dinâmica entre as duas protagonistas deste longa, é algo confortável e muito bem feito, sem se arrastar e parecer cansativo para a narrativa. O longa consegue trabalhar melhor o relacionamento de todos os personagens, desde o monitor Nick Goode (Ted Sutherland), até a melhor amiga de Cindy, Alice (Ryan Simpkins). E não é preciso falar em como os atores conseguiram se encontrar tão melhor em seus personagens como o filme anterior, apesar de, poucas vezes, um ou outro ficarem abaixo do esperado. E não podemos esquecer da rixa entre Shadyside e Sunnyvale, que ainda é explorada na obra, e deverá concluir a explicação da maldição lançada pela bruxa Sarah Fier no terceiro longa.

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Mesmo que os livros de R.L. Stine sejam do gênero terror, em querer causar medo e pavor, o longa não tenta fazer isso em nenhuma vez, já que não é seu intuito, e deixa claro que seu tema é slasher. A figura encapuzada, de machado, que remete a Jason Voorhess, é ainda mais brutal do que qualquer outro assassino já mostrado no filme anterior. E é ainda mais assustador do que o próprio assassino com a máscara de caveira, ambos sendo motivados pela bruxa. Aliás, fique atento aos detalhes do primeiro para o segundo, já que o segundo filme explica um pouco mais da origem da assassina Ruby Lane.

Porém, o que pesa, e dessa vez não é o roteiro, é a fotografia em alguns momentos enquanto é noite no filme. Fica realmente difícil de enxergar, principalmente nas cenas em que o assassino está caminhando para matar. É totalmente escuro, e pode atrapalhar um pouco a experiência do espectador, que não está acostumado de ver total escuridão e uma sombra vagando. Mas, mesmo com esse deslize, a trilha sonora é um dos pontos mais altos, trazendo a tensão e o medo estampado para as crianças do acampamento.

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Sendo assim, se Rua do Medo: 1994 agradou o público fã de slasher, o segundo filme da trilogia pode ter agradado ainda mais, referenciando Sexta-Feira 13 do início ao fim. Correndo por fora do terror e mergulhando neste subgênero riquíssimo, Rua do Medo: 1978 é agradável e muito assustador. A conclusão da trilogia acontecerá no dia 16 de julho, com Rua do Medo: 1666, e este promete um pouco mais de terror profundo e suspense.


Veredito

Rua do Medo: 1978 – Parte 2 continua a ostentar e referenciar os principais filmes de slasher do cinema, ainda conseguindo manter sua originalidade. Com um elenco jovem e diversificado, e apresentando uma história muito mais violenta e brutal, o segundo filme da trilogia de terror da Netflix acerta em cheio na narrativa, sem parecer cansativa, e deixa um ótimo gancho para a conclusão da trilogia.

9/10.


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