Crítica: Rua do Medo: 1994 – Parte 1 (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma grande surpresa no gênero slasher.


Muitos estúdios estão apostando nos filmes de terror, como a Warner Bros., que construiu um grande universo, a Universal Pictures com Halloween e outras produções, e a Sony com O Homem nas Trevas. Vendo isso, a Netflix decidiu adaptar os livros de terror de R.L. Stine, que conta a macabra história de Shadyside, que passa por uma onda de assassinatos praticados por serial killers mascarados. Se a ideia foi homenagear, muitas vezes a franquia Pânico, o filme conseguiu, e o resultado é muito satisfatório.

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Rua do Medo: 1994 é o primeiro filme de uma trilogia, que tem a direção da cineasta Leigh Janiak. A trama do filme é moldada por um mistério, que tenta misturar Pânico e IT de uma vez só, tornando o longa divertido e assertivo. Shadyside é uma cidade dos Estados Unidos, que é considerada amaldiçoada, por possuir vários assassinatos em massa, praticados em diferentes décadas, mas com um mesmo propósito: Vingança de uma bruxa, morta alguns séculos antes.

O background do longa explora a relação de Deena (Kiana Madeira) e Sam (Olivia Welch), ex-namoradas que possuem raiva uma da outra, e ainda, muito carinho. O grupo ainda é composto pelo irmão mais novo de Deena, Josh (Benjamin Flores Jr.), que é o nerd sabe-tudo e detetive, Simon (Fred Hechinger), o cara alegre e Kate (Julia Rehwald), a destemida. Todos estes personagens possuem uma ótima dinâmica entre si, lembrando muito do primeiro filme de IT – A Coisa. Porém, o que peca é a forma de como a relação de um deles com outro personagem é desenvolvida, tentando forçar algo um tanto destruído.

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Por um lado, se o filme tenta bebericar do slasher dos anos 90 e fazer lado com Pânico e os mais recentes filmes de Sexta-Feira 13, por outro, ele adere aos clichês de romance em uma trama adolescente, sempre deixando com que a tensão de um relacionamento acabado viesse à tona. De certo modo, isso incomoda, e torna o filme um tanto exaustivo nesta trama background para Rua do Medo: 1994. Entretanto, agregarem uma personagem cativante (e problemática) como Deena, no fundo do poço após ver sua ex com outra pessoa, foi um grande acerto, assim como Josh sendo o mediador de toda a equipe sobre o caso sinistro que corria por Shadyside.

Há um certo conforto por parte do elenco, que apresentou personagens carismáticos e fáceis para que o público goste. O roteiro ajudou muito para que isso acontecesse, não os deixando a deriva da história, e conseguindo desenvolver suficientemente seus principais personagens. Além disso, Leigh Janiak tem uma direção consistente e segura, sabendo conduzir o filme num todo, que se destaca em grande parte por sua fotografia.

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Por fim, o mais novo filme de terror da Netflix é um deleite para os fãs de slasher, que vão de Michael Myers até Ghostface. Com referências ao famoso gênero que consagrou muitos personagens e franquias, o streaming apostou em uma obra sinistra e inteligente, que se eleva muito mais em seu terceiro ato, e acaba deixando o momento ainda mais tenso.


Veredito

Rua do Medo: 1994 – Parte 1 é um filme que ostenta o slasher e homenageia os principais do gênero, em um enredo adolescente que pode não agradar muito, mas não deixa de ser cativante. Com o passado sombrio explicado nos dois primeiros atos, e o terceiro totalmente reservado à sobrevivência, o primeiro filme deixa um gancho para o seguinte, que decresce e explicará o começo de toda a maldição de uma cidade. Resta saber se os próximos longas serão tão interessantes quanto.

8/10.


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