Crítica: Madrugada dos Mortos (2004)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Zack Snyder e sua grande horda de zumbis.


Até o começo dos anos 2000, Zack Snyder não era nem um pouco conhecido em Hollywood, e diferentemente de Christopher Nolan, que começou a ser mais conhecido após Insomnia (2004), Snyder fez seu primeiro filme apenas em 2004. E bom, não apenas um filme, uma adaptação do clássico de George A. Romero, Despertar dos Mortos. A missão parecia ser difícil, mas o diretor encabeçou o filme, ao lado do roteirista James Gunn, e a Universal abraçou o projeto, distribuindo mundialmente e fazendo dele um sucesso.

Mesmo que o original geralmente seja melhor que um remake, Madrugada dos Mortos não fica tão atrás de Despertar dos Mortos, e entrega com perfeição cada trama desenvolvida. A trama geral consiste em um ataque de zumbis em massa, e não se sabe como tal vírus surgiu para que conseguisse espalhar por todo os Estados Unidos. Isso reúne os personagens principais Ana (Sarah Polley), Michael (Jake Weber) e Kenneth (Ving Rhames) para fugirem de um ataque zumbi. E logo de cara, o filme faz o espectador gostar destes três personagens em questão, por apresentarem cada luta que eles possuem além da sobrevivência.

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O roteiro usa de artifícios como o carisma dos personagens, e apresenta todos de uma forma muito mais humanizada do que em alguns outros filmes que envolvem zumbis ou terror em si. Gunn modela uma história com reviravoltas, que fazem o espectador odiar certos personagens, e gostar de outros, assim querendo que o filme explore mais. Mas, não se apegue demais, pois nem sempre o final de alguns são felizes. Aliás, o longa já serve para uma pequena preparação para O Esquadrão Suicida, que terá direção de James Gunn.

Ana é a personagem principal do longa, e foi a primeira apresentada no filme, possuindo uma motivação bem comum, que não foge dos outros. Ao longo do filme, sabemos um pouco da origem de Michael e o mínimo de Kenneth. Porém, com todas as perdas que cada um sofreu, o luto não é uma pauta a ser mostrada em Madrugada dos Mortos, deixando as perdas de lado e focando apenas na sobrevivência. Não que isso seja um erro, mas é algo que poderia trazer para dentro do filme, humanizando ainda mais os personagens inseridos numa trama de luto e sobrevivência. Aliás, alguns personagens se redimem ao longo da trama, podendo ou não fazer você mudar de ideia sobre ele.

Abro um espaço para falar de alguns aspectos técnicos que chama muito a atenção no longa. Mesmo que a trilha sonora não esteja tão épica quanto em 300 ou Batman vs Superman, ela tem seu mérito. Porém, o maior mérito fica para a fotografia, que é ótima, implementando cores mistas entre claro e escuro, e usando um pouco do cinza quando necessário. E claro, a representação dos zumbis não ficaria de fora dos elogios, sendo eles muito bem inseridos e representados no filme.

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Há, sem dúvidas, uma grande imersão no apelo de sobreviver, vendo que todo o local em que estavam refugiados foi tomado por zumbis nos arredores. O fortalecimento de um elo de união também é uma da pautas no filme, para que haja chances de não morrerem no conflito contra uma horda. A atriz Sarah Polley está em uma boa performance, sendo a personagem mais carismática e com seu senso de moralidade intacto, querendo salvar tudo e todos. Jake Weber acompanha muito bem, e torna o atrativo ainda mais perigoso com Michael, ao lado de Ving Rhames como Kenneth, o policial durão que todo mundo tem medo de enfrentar, mas no fundo é uma ótima pessoa. Mesmo que o elenco não seja tão conhecido, de certa forma, ele possui um grande brilhantismo, e com certeza, estariam aptos a voltar para uma possível continuação, de um filme que se tornou um clássico na cinematografia de Zack Snyder.

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Veredito

Madrugada dos Mortos é um remake que se tornou clássico com o passar do tempo, e pode ser muito bem visto hoje em dia, mas não como um filme de terror, e sim, cheio de ação e drama. Com um elenco confortável e uma boa trama de James Gunn, Zack Snyder dá seus primeiros passos no cinema hollywoodiano, adaptando uma obra fabulosa de George A. Romero e colocando os filmes de zumbis em um novo patamar.

9/10.


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