Crítica: Sociedade da Justiça – Segunda Guerra Mundial (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Uma aula de história com a Sociedade da Justiça.


Foram anos de espera para os fãs da Sociedade da Justiça verem a equipe em um filme animado próprio. Após a DC dar um gostinho em Legends of Tomorrow, e mostrar a primeira e segunda equipe em Stargirl, a Sociedade da Justiça parece estar caminhando lado a lado com a Liga da Justiça, demonstrando que ainda é um dos pilares da editora. Ganhando sua chance em um filme animado próprio, e em um novo universo de animações da DC, os heróis batalham contra Adolf Hitler e os nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial – e a equipe ainda tem de lidar com Barry Allen (Matt Bomer).

A nova animação da DC, tem o intuito de introduzir o Flash novamente, como começo de uma nova fase, reiniciando após os eventos de Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips. A nova leva, que já conta com Superman: O Homem do Amanhã, será a nova fase da editora nas animações, que contará com Batman: O Longo Dia das Bruxas, além de outros curtas animados já anunciados. Porém, esta animação, parece ser muito especial.

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Colocando diversos heróis da Era de Ouro no campo de batalha, Sociedade da Justiça promete um épico de guerra, e é isso o que entrega. A equipe foi fundada justamente para batalhar na Segunda Guerra Mundial, e foram os primeiros heróis unidos da DC, antecedendo os Sete Soldados da Vitória, e também sendo a “mãe” de Liga da Justiça. O filme animado consegue se concentrar muito bem na essência da Era de Ouro, e misturar vários arcos para compor apenas um, numa probabilidade da existência do Multiverso. Barry é o centro da animação, mas, a equipe em si, consegue equalizar muito bem com o Flash ainda inexperiente, que desconhece a Força de Aceleração e todos os seus conceitos. A história expande os grandes momentos da Sociedade da Justiça em uma Europa devastada pelos nazistas, enquanto precisam lidar com uma visita indesejada – nem tanto – do futuro.

Buscando inspiração total nos quadrinhos e também em Os Caçadores da Arca Perdida, para uma motivação nazista, Barry compõe uma equipe desconhecida de heróis em sua época natal. Com a ajuda de Jay Garrick (Armen Taylor), o primeiro Flash, e também do Homem-Hora (Matthew Mercer), Barry vai ligando os pontos, e conhecendo um pouco mais o que representa a Força de Aceleração – teoria criada por Garrick. Apesar da animação mostrar menos ação por parte de Garrick, sua dinâmica com o Homem-Hora é o grande ponto entre os dois personagens, que não só exalam força ou velocidade, mas conhecimento científico também.

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Divulgação/DC Comics

Há, também, uma ligação bem assertiva e ótima entre a Mulher-Maravilha (Stana Katic), a líder da equipe e uma das protagonistas, com Steve Trevor (Chris Diamantopoulos). O romance, bem chegado aos quadrinhos e que tenta se espelhar ao do cinema, consegue ser retratado de forma brilhante e emocionante para uma época de guerra. Canário Negro (Elysia Rotaru) também possui seus momentos épicos, e o Gavião Negro (Omid Abtahi) é um dos heróis mais apagados da animação.

A Mulher-Maravilha, como uma das protagonistas, eleva as cenas de ação a um nível brutal e épico. Todas as sequências de ação que contam com Diana, são as melhores do filme, que apresenta outras coreografias de luta tão boas quanto em qualquer filme animado da DC. A nova fase, também, permite traços mais caricatos, em cenários vastos e incríveis. Cada personagem é retratado de forma única, e suas características lembram tanto os quadrinhos como nunca. Além de um design ótimo, a animação ainda possui uma trilha sonora ao mais estilo filme de guerra, com uma mixagem de som sendo uma das melhores do DCAU ultimamente.

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Em suma, Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial, apresenta várias probabilidades que podem ser seguidas para um novo universo compartilhado, com uma característica única. Há muito a ser explorado neste novo universo, indo dos mais poderosos da DC, até os mais comuns, deixando brechas abertas para novos filmes no mesmo estilo.


Veredito

Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial consegue transmitir a essência da Era de Ouro dos quadrinhos, trazendo um épico de guerras para um filme da DC novamente. Com um elenco de voz bem qualificado e confortável em seus papéis, a animação entrega sequência de ação intensas, e um roteiro bem amarrado. A nova animação é um deleite para os fãs da equipe, que já pode ser considerada como um dos melhores filmes animados da DC.

10/10.


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